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sexta-feira, 10 de março de 2023

ANGEO-1

 

Angola vai construir primeiro satélite de observação da Terra


O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) e a Airbus Defence and Space assinaram, em Luanda, Angola, um contrato para a construção do primeiro satélite de observação da Terra.

As aplicações vão desde soluções para estimar a produtividade agrícola, monitoramento de desflorestação, monitorização de obras de construção, à monitorização e detecção de derrames de petróleo e detecção de navios. Com a construção e entrada em funcionamento do ANGEO-1, será possível fazer mais de mil imagens de alta resolução por dia com extrema capacidade de aquisição para uma cobertura local, nacional e regional sendo altamente eficiente para as principais aplicações angolanas.

“Graças ao acesso massivo a imagens de satélite, o ANGEO-1, de alta tecnologia, contribuirá fortemente para o desenvolvimento das infraestruturas, mapeamento de Recursos Naturais, Vigilância Marítima, incluindo Pesca, Agricultura, Censo Populacional, só para citar estes”, refere a nota.

De acordo com o MINTTICS, este satélite de última geração se baseia em mais de 30 anos de experiência da Airbus Defence and Space na construção de sistemas espaciais altamente confiáveis e de alto desempenho. “Uma vez em operação, se tornará no satélite bastante avançado e capaz de sua classe na região, posicionando Angola como uma potência líder no domínio espacial”.

O ANGEO-1, acrescenta o documento, promoverá ainda mais o desenvolvimento do país em muitos sectores diferentes, melhorando a vida dos cidadãos angolanos, construindo capacidades, diversificando a economia e beneficiando um sector muito diversificado.

Além desta, o ANGEO-1, possibilitará ainda que Angola continue a desenvolver ferramentas de apoio a tomada de decisão baseadas no espaço, aumentando assim a eficiência em uma variedade de sectores, tanto nos domínios civil, público e de segurança. Isto inclui uma melhor compreensão das origens e impactos das mudanças climáticas na economia, por exemplo, monitoramento da seca, aumento do nível dos mares, recursos hídricos e redução da perda de ativos com ações mais eficazes de preparação para desastres e de resposta.

Formação de quadros

Neste capítulo, e como parte do contrato, pelo menos 15 especialistas angolanos serão treinados para operar o ANGEO-1 e, no domínio académico, dar-se-á também continuidade às formações nos graus de mestre e doutoramento no domínio espacial, uma ação que busca da continuidade ao programa de construção, reforço e alargamento das competências internas através de programas de transferência de conhecimento e treinamento direcionado.

De acordo com o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, esta ação inspira e motiva as jovens gerações para uma carreira na ciência, tecnologia e noutros campos relacionados ao espaço.

“Em Toulouse, França, por exemplo, em um dos institutos de referência mundial em tecnologias espacial, ISAE-SUPAERO, 11 engenheiros angolanos foram treinados a nível de mestrado em áreas como: aplicações espaciais utilizando imagens de satélite, engenharia de sistemas espaciais e gerenciamento de projetos”, sublinha o MINTTICS.

Fonte: MINTTICS

https://geocracia.com/angola-vai-construir-primeiro-satelite-de-observacao-da-terra/

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

SENTINEL 2a OBSERVAÇÃO DA TERRA






(BBC) O Sentinel-2a, novo satélite de observação da União Europeia, entrou em operação.
Usuários podem agora, mediante um registro simples na internet, baixar qualquer imagem do planeta.

O satélite, que estava em
teste desde seu lançamento, em junho, registra imagens da superfície em luz comum e infravermelha.

Suas imagens serão usadas por pesquisadores para acompanhar uma série de situações, do crescimento das megalópoles ao desenvolvimento das principais culturas de alimentos do mundo. Outro emprego promissor será em estudos climáticos.

A política de dados abertos da União Europeia permite que qualquer pessoa possa baixar e manipular as imagens do Sentinel.

E diferentemente de registros de satélites
especializados, que são de difícil interpretação, as imagens coloridas do Sentinel-2a são simples.

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que controla o satélite, espera uma grande demanda pelas imagens.

Milhares de pessoas já se registraram para fazer downloads do Sentinel - a maioria estava interessada nos registros mais complexos de radar produzidos por outro equipamento da mesma família, o Sentinel-1a.

"Esperamos que a procura por dados do Sentinel supere todos os precedentes. Já está sendo algo nunca visto. Nunca tivemos tantos downloads", afirmou Volker Liebig, diretor de Observação da Terra na ESA.

"É difícil estimar qual será a demanda para o Sentinel-2a, mas certamente será em petabytes." Um petabyte equivale a aproximadamente a 200 mil DVDs.

Imagens óticas (basicamente aquelas que podemos ver) são a pedra fundamental da observação da Terra, e aparecem cada vez mais em aplicativos móveis e na internet.

Um grande sucesso nessa área é a série do programa americano Landsat, que há mais de 40 anos fornece um registro contínuo das mudanças do planeta.

O Sentinel-2a terá um papel complementar ao Landsat, mas com maior capacidade - o que explica a estimativa de alta procura pelas imagens.

Os instrumentos do 2a são sensíveis a um maior número de espectros de luz, permitindo o discernimento de mais informações sobre a superfície. Também irão cobrir uma faixa maior de
solo (290 km contra 185 km no Landsat). Suas imagens coloridas possuem ainda uma resolução de dez metros, contra 30 metros do sistema americano.

O Sentinel-2a ainda não opera em plena capacidade, mas especialistas avaliam que os primeiros registros já cumprem as expectativas de qualidade.

Bianca Hoersch, da ESA, diz que ajustes de qualidade estão em curso, e que o download de um registro de 5 GB deverá demorar menos de dez minutos.

Quem planeja baixar imagens do satélite deverá ter memória suficiente no computador, pois os arquivos são pesados.

O próximo satélite da família Sentinel a ser lançado dentro do bilionário programa Copernicus da União Europeia é o 3a. O foco desse equipamento, que deverá ser lançado no próximo mês, será os oceanos.
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Matéria com imagens
aqui


Fonte: http://gaea-astronomia.blogspot.com.br/2015/12/satelite-europeu-disponibiliza-imagens.html