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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Plantio Direto na Palha é incentivado pelo Programa ABC

Técnica é uma boa alternativa para reduzir gases gerados pelas atividades agropecuárias

O Sistema de Plantio Direto na Palha evita que o solo seja levado pelas erosões e permite maior concentraçã de nutrientes, fertilizantes e corretivos
Uma das iniciativas incentivadas pelo Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é Sistema de Plantio Direto na Palha (SPDP).
A técnica, considerada uma ferramenta da agricultura conservacionista, consiste na semeadura feita diretamente na palhada da cultura anterior, ou seja, sem ser necessário revolver as camadas do solo com arados e grades. O revolvimento do solo ocorre apenas na cova ou sulco de semeadura ou plantio. Nesse sentido, é fundamental o uso de modelos de produção diversificados com rotação, consorciação ou sucessão de culturas, além de plantas de cobertura com adequada produção de palhada.
O SPDP contribui para que o solo não seja levado pelas erosões e armazene mais nutrientes, fertilizantes e corretivos. A quantidade de matéria orgânica triplica, de uma concentração de pouco mais de 1% para acima de 3%. Nas condições do Cerrado, com temperaturas elevadas e radiação solar intensa, manter a palha na superfície do solo é um desafio para os produtores, por conta da alta taxa de decomposição dos restos vegetais. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Cerrados, Arminda Moreira, como nessa região a estação seca é prolongada, torna-se necessária a utilização de cultivares precoces, para que se possa realizar uma safra seguida de safrinha em condições de sequeiro. O procedimento, além de aumentar a rentabilidade, permite que a cobertura vegetal possa ser mantida por mais tempo, reduzindo processos de erosão eólica e hídrica e, assim, favorecendo a superfície do solo.
Em algumas propriedades que já adotaram o SPDP, como a Fazenda Santa Helena, localizada em Santa Helena, interior de Goiás, a produtividade das lavouras de grãos consorciados com braquiária triplicou em duas safras. Ricardo Merola, proprietário da fazenda, é atualmente um dos maiores fornecedores de gado do Brasil, e consegue, através da consorciação de braquiária, grãos e gado, produzir 35 mil cabeças/ano, inclusive no auge da seca no Cerrado. O sistema Santa Fé, como foi denominado, foi desenvolvido na propriedade de Merola pela Embrapa, nos anos 1980.
Atualmente, a unidade da Embrapa Cerrados tem tentado identificar espécies vegetais capazes de sobreviver ao período seco, manter o solo coberto e ainda favorecer a ciclagem de nutrientes. Segundo a pesquisadora, tem se destacado o cultivo de braquiárias, utilizadas com maior frequência em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), e o feijão-bravo-do-ceará, leguminosa com potencial de uso em sistemas agrícolas.

O Programa Agricultura de Baixo Carbono foi criado em 2010 pelo Governo Federal e concede benefícios e créditos para os agricultores que querem adotar técnicas agrícolas sustentáveis. A taxa de juros do Programa é a menor fixada para o crédito rural destinado à agricultura empresarial - 5,5% ao ano. O prazo de pagamento pode chegar a 15 anos.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI272205-18077,00-PLANTIO+DIRETO+NA+PALHA+E+INCENTIVADO+PELO+PROGRAMA+ABC.html

sábado, 17 de setembro de 2011

Alta produtividade em sistema plantio direto

Técnica aumenta teor de matéria orgânica do solo e deve estar aliada a insumos de qualidade na cultura do milho
























  • Para produzir 15 toneladas de milho por hectare, não basta simplesmente aumentar a quantidade de insumos. É preciso que os produtores utilizem os insumos de forma racional e balanceada, explorando ao máximo as diferentes tecnologias hoje disponíveis no mercado. Entre todas as tecnologias, medidas de manejo como o Sistema Plantio Direto e a Integração Lavoura-Pecuária crescem cada vez mais. No entanto, o uso de milhos Bt e o tratamento de sementes ganham força até mesmo quando o assunto é a sustentabilidade.
    Medidas para alcançar uma produção de 15 toneladas por hectare de milho em Sistema de Plantio Direto no Cerrado, ainda com baixo custo e de modo sustentável, foram apresentadas no 11º Encontro de Plantio Direto no Cerrado, que aconteceu entre os dias 23 e 25 de agosto, em Uberlândia, Minas Gerais.
    Segundo José Carlos Cruz, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, a alta produtividade não tem sido conseguida de um ano para o outro, mas sim de forma gradual. Ele diz que esse é um processo através do qual o produtor vai aumentando seu conhecimento e o potencial produtivo do solo, obtendo assim ganhos sucessivos. Ele conta também que as áreas de alta produtividade têm em comum um manejo que prioriza a matéria orgânica do solo. Então, é importante que o produtor trabalhe com sistemas como o plantio direto e integração lavoura pecuária, aumentando o teor de matéria orgânica e a qualidade do solo.
    O produtor deve ainda gerenciar sua lavoura conduzindo as operações de campo em um tempo oportuno, através de máquinas e equipamentos adequados que existem atualmente no mercado, aumentando a precisão da agricultura e utilizando insumos de alta qualidade de forma racional e balanceada - afirma o pesquisador.
    Cruz explica que, com relação à cultura do milho, algumas tecnologias evoluíram rapidamente e que talvez a principal delas seja a semente. De acordo com ele, existem atualmente aproximadamente 500 cultivares diferentes disponíveis no mercado, sendo mais de 170 delas cultivares transgênicas, basicamente com tolerância às lagartas. Esse ano, já estão chegando ao mercado as cultivares transgênicas com resistência ao glifosato aplicado na pós-emergência. Além disso, a qualidade das sementes também melhorou bastante, como conta ele.
    Hoje, associado à melhor qualidade de semente, melhor qualidade de plantio e melhor controle de pragas e doenças, deve estar a utilização adequada de fertilizantes. No caso de altas produtividades, a absorção e exportação de nutrientes aumentam. Além disso, fazendo uma adubação nitrogenada adequada, não se descuidando de aspectos como os micronutrientes e época correta de plantio, o produtor de milho alcança altas produtividades com alta rentabilidade - garante.
    Aliando sustentabilidade
    Para o pesquisador, é praticamente impossível obter alta produtividade sem ser sustentável. Isso porque, segundo ele, para um produtor obter alta produtividade, ele precisa melhorar a qualidade da produção através do sistema de plantio direto com a quantidade de cobertura do solo adequada. Com isso, trabalha-se a sustentabilidade do meio. Quando o assunto é a utilização de insumos, Cruz afirma que ela deve ser a mais eficiente possível, o que está dentro dos princípios de sustentabilidade para ele.
    Já em relação ao controle de pragas, a utilização de milhos Bt tem ajudado muito em termos de sustentabilidade porque, antes da utilização de cultivares transgênicas, temos referências de regiões onde se aplicavam até 10 vezes inseticidas para controlar lagartas. Hoje, com os principais milhos Bt, não é preciso realizar nenhuma aplicação de inseticida para controle de lagartas, por exemplo. No entanto, é fundamental que se faça o controle de outras pragas - orienta.
    O pesquisador fala também sobre o tratamento de sementes, que para ele, também é uma prática sustentável, já que é dividida e localizada. No entanto, Cruz ressalta que os produtores devem tomar cuidado com o controle de doenças, muitas vezes é feito em regiões onde não é necessário.
    Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Milho e Sorgo através do número (31) 3027-1100.

    Fonte: http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=2&idnot=63167