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sábado, 20 de março de 2021

CIDADE FLORESTAL

 


China cria a primeira cidade florestal do mundo

  

Na cidade das árvores, todos os edifícios estão cobertos com plantas para combater o aquecimento global.


Com um dos maiores índices de poluição do mundo, a China decidiu gerar várias iniciativas para melhorar a qualidade do ar nas cidades e a mais recente dessas medidas é ao norte de Liuzhou, na região montanhosa de Guangxi, no sul da China.

Escritórios, casas, hotéis, hospitais e escolas serão completamente cobertos por um total de 40.000 árvores e 1 milhão de plantas de 100 espécies. É a primeira cidade florestal do mundo, que em breve será o lar de 30.000 pessoas.

O projeto desta cidade florestal foi projetado pelo italiano Stefano Boeri, que se tornou um especialista em arquitetura sustentável e reconhecido mundialmente por projetos como a floresta vertical na cidade de Milão.




Um projeto único no mundo

Este complexo terá áreas comerciais, escritórios, áreas residenciais, espaços recreativos, um hospital e duas escolas. E embora a iniciativa tenha todos os serviços básicos e recreativos, seu principal objetivo será a luta contra a poluição. A idéia principal, então, é criar uma cidade auto-suficiente que utilize energias renováveis como a solar e geotérmica para toda a cidade. Estes sistemas serão instalados em uma linha ferroviária rápida e em uma estrada exclusivamente para carros elétricos.

Mas a parte do reflorestamento do terreno não é o único fato a favor do meio ambiente deste projeto, pois também se pensou que toda a energia elétrica do lugar será fornecida através de painéis solares e energia geotérmica.




Além de plantar 1 milhão de plantas, mais de mil espécies e 40 mil árvores. Toda essa vegetação será responsável pela absorção de quase 10 mil toneladas de dióxido de carbono e 57 toneladas de poluentes por ano, além de produzir 900 toneladas de oxigênio. As medidas tomadas resultarão numa diminuição da temperatura média, numa melhoria da qualidade do ar e na criação de um novo habitat para preservar a biodiversidade da região.

Fonte:https://sernaturais.blogspot.com/2021/03/china-cria-primeira-cidade-florestal-do.html?spref=fb&fbclid=IwAR1Sqlt97CH9g1RR3FYufq0rlPZCA8F68NewM0thA5BGHAJZZkJDRjCLKgQ

sábado, 20 de fevereiro de 2021

CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

 

Casa popular sustentável de 130m² é construída em 7 dias e com apenas R$ 1.348




segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

CULTURA

 

O jardim florestal com 500 plantas comestíveis que requer apenas algumas horas de trabalho por mês


 

sábado, 5 de setembro de 2020

CRISE HÍDRICA

 

Colapso de abastecimento de água no Brasil é questão de tempo, diz especialista

© AP Photo / Andre Penner


Segundo engenheiro sanitarista e professor da UERJ, Adacto Ottoni, a crise de abastecimento de água no país é inevitável com a contínua degradação das bacias hidrográficas brasileiras.

O Instituto Trata Brasil, especializado em estudos de saneamento e proteção ambiental divulgou uma pesquisa, revelando que o aquecimento global, o crescimento do país e o desperdício de recursos naturais poderão provocar um aumento da demanda por água potável no Brasil, até 2040, em 80%.

Sputnik Brasil conversou sobre o tema com Adacto Ottoni, engenheiro sanitarista, professor associado do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

O especialista classificou a pesquisa como "preocupante", em função dos fatores opostos relatados pelo estudo.

"Ao mesmo tempo que a demanda por água está aumentando no Brasil, e vai aumentar ainda mais até 2040, podendo chegar em até 80% do valor atual, do outro lado os mananciais de água que vão sustentar esse abastecimento de água estão, de forma oposta, sendo cada vez mais degradados", alertou o engenheiro sanitarista.

O professor da UERJ apontou para o aumento do desmatamento e da poluição dos rios em todo país, o que coloca em risco o acesso à água. Para Adacto Ottoni, falta às autoridades uma visão estratégica do tema e por isso o governo somente se mobiliza para "apagar o incêndio", em vez de pensar na prevenção.

"Temos que nos preocupar seriamente com essas informações que o Instituto Trata Brasil já está projetando para que a gente possa ter políticas públicas adequadas no sentido de garantir a sustentabilidade no abastecimento de água no Brasil", disse Ottoni à Sputnik Brasil.

O engenheiro considera a degradação das bacias hidrográficas brasileiras um dos principais problemas relacionados ao futuro do abastecimento de água no país. Segundo ele, o estudo do Instituto Trata Brasil abordou o tema de forma indireta, ao apontar o desmatamento e a polução dos rios como vilões.

Bacias Hidrográficas são áreas ou regiões de drenagem de um rio principal e seus afluentes. Também pode-se dizer que é um território, no qual as águas das chuvas, das montanhas, subterrâneas ou de outros rios escoam em direção a um determinado curso d'água.

"Crise hídrica não é só falta de água. Crise hídrica é também excesso de água, como aconteceu agora no Rio de Janeiro, em janeiro deste ano, com o problema da geosmina. Tinha água sobrando e a CEDAE não conseguia tratar a poluição. É o que está acontecendo hoje em dia. Durante o período chuvoso você coloca em risco o abastecimento porque a água fica mais suja em função da poluição da bacia hidrográfica que a chuva leva. E quando não há mais a floresta, porque a floresta segura 80% da chuva e filtra, quando chega o período de estiagem há o risco de não ter água, como aconteceu no sistema de Cantareira [em São Paulo], com 70% da bacia hidrográfica desmatada", explicou Ottoni.

Para o interlocutor da Sputnik Brasil, o colapso do sistema de abastecimento de água "é uma questão de tempo". Segundo ele, a sociedade, como um todo, precisa encarar o problema com ações concretas para evitar uma verdadeira crise ambiental, como a fiscalização do desmatamento e da poluição e reutilização do esgoto.

"O grande problema do nosso país é a falta de sustentabilidade nas políticas públicas. Você pensar no crescimento do país sem pensar na infraestrutura para suportar esse crescimento é a mesma coisa que dar um tiro no pé", concluiu.


 Fonte: https://br.sputniknews.com/opiniao/2020082615994944-colapso-de-abastecimento-de-agua-no-brasil-e-questao-de-tempo-diz-especialista/?fbclid=IwAR3XMW5zKYgF0uVd59qO14m1_Ot--OT7nSPbVzByetMIUmwx-BfnNAvx7a8

quinta-feira, 9 de julho de 2020

TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


Coronavírus: ‘Estamos diante de ameaça de extinção e as pessoas nem mesmo sabem disso’, afirma sociólogo Jeremy Rifkin

sábado, 31 de agosto de 2019

FITOSSANITÁRIOS NATURAIS


Cientista baiana descobre substituto de agrotóxico em folhas de eucalipto

27.08.2019, 10:14:00
Atualizado: 27.08.2019, 10:14:57




Hoje em dia, falar em agrotóxico se tornou um tema polêmico por trazer à tona um debate entre produzir alimentos em larga escala versus o risco à saúde da população. Entretanto, uma pesquisadora baiana dedicou um olhar mais sensível para esta problemática e questionou se poderia haver um agrotóxico capaz de prevenir pragas, mas que não ameaçasse a saúde. A partir daí, a engenheira florestal Cátia Libarino desenvolveu um estudo com óleo de eucalipto para reduzir a manifestação de doenças em plantas.
A pesquisadora conta que há um déficit sobre estudos do controle de doenças em plantas com o uso de produtos de origem vegetal, em vez de químicos. “A ideia surgiu após observar manchas foliares em árvore de macadâmia provocadas pelo fungo Neopestalotiosis clavispora. Foi quando comecei a dar início ao estudo com óleos e extratos vegetais de eucalipto”, afirmou. Ela chama atenção para o fato que há a necessidade de valorizar os produtos florestais não madeireiros, que são mais sustentáveis, pois geram menos danos ao meio ambiente.
Os extratos fungicidas integram o projeto de conclusão de mestrado em Ciências Florestais da pesquisadora na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Para Cátia, o produto fitossanitário pode ser de grande utilidade para pequenos produtores rurais ou para aqueles que praticam a agricultura de forma orgânica.
“Os pequenos agricultores podem comercializar um novo produto, que são as próprias plantas, mas agora com um viés diferente, que é vender o óleo fungicida natural. Além disso, caso não possa produzi-lo, o próprio extrato das folhas pode ser uma opção imediata (mesmo não sendo tão eficaz quanto o óleo), pois é fácil de preparar com um processador mecânico, e sua capacidade de biodegradabilidade no ambiente torna o processo mais acessível”, concluiu. 
A extração do óleo é produzida através de um processo chamado hidrodestilação. As árvores de eucalipto atualmente são utilizadas desde a sua madeira, para construção de vigas, fabricação de móveis, etc, passando pelas suas flores que dão origem a essências, até a celulose que dá origem ao papel. Neste processo, é comum que as folhas sejam desprezadas, entretanto, utilizá-las para gerar um agrotóxico natural pode ser uma alternativa para evitar que as mesmas sejam descartadas.
O projeto recebeu apoio dos professores Quelmo Novaes e Dalton Júnior, da Uesb, além da professora Patrícia Krepsky, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).