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sexta-feira, 2 de março de 2018

TECNOLOGIA E COMUNICAÇÃO




Iguassu-IT é aprovada como entidade de utilidade pública de Marechal Rondon


A Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon aprovou por unanimidade nesta semana o projeto de lei 32/2017, que declara de utilidade pública municipal a Associação de Empresas de Tecnologia de Informação e Comunicação do Oeste do Paraná (Iguassu-IT). O projeto de lei é de autoria do vereador Claudio Kohler (Claudinho).
Ele destaca que a associação é uma entidade sem fins lucrativos e, dentre os valores que a norteiam estão a integridade, entusiasmo, evolução guiada pela ética, compromisso com a inovação, espírito de equipe e empreendedorismo.
A Iguassu-IT possui 45 empresas associadas e, embora esteja sediada em Marechal Cândido Rondon, tem abrangência regional em nove municípios. Ela surgiu por intermédio do Núcleo Setorial de Informática da Associação Comercial e Industrial de Cascavel, que contatou o Sebrae com a proposta de fortalecer o setor tecnológico. Essa iniciativa impulsionou o movimento que até hoje dá ênfase às tecnologias da informação e comunicação no Oeste do Paraná.
O projeto começou em 2010, com o objetivo de tornar a região um polo tecnológico reconhecido nacional e internacionalmente. A princípio, buscou-se um nome para criar uma identidade que caracteriza a região e, partir dessa ideia, nasceu a Iguassu-IT.
Desde então, mais de R$ 6 milhões já foram captados em projetos FINEP de inovação na modalidade subvenção econômica; ocorreram oito missões internacionais e mais de 20 missões nacionais para feiras, eventos e parques tecnológicos. “O melhor de tudo é que os indicadores mostram um crescimento médio de 30% das empresas que participam do movimento”, ressalta Claudinho, que convida as empresas do setor a conhecerem e a se associarem à Iguassu-IT.
A entidade busca desenvolver todo o ecossistema que envolve centros de tecnologia e pesquisa, instituições de ensino e entidades públicas e privadas. Isso permite a geração de maior competência e competitividade a todo o setor produtivo do Oeste do Paraná por intermédio de uma indústria limpa e de alto valor agregado.


Vereador Claudio Kohler (Claudinho) é o autor do projeto






Vereador Claudio Kohler (Claudinho) é o autor do projeto. Foto: Cristiano Viteck



Fonte: Assessoria de Imprensa – Cristiano Viteck – 02.03.2018

sábado, 7 de abril de 2012

Iapar apresenta tecnologia para integrar agricultura, pecuária e florestas

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) apresenta na ExpoLondrina estudos e práticas tecnológicas que conciliam a produção agrícola com a atividade pecuária e florestal. Conforme Celso Helbel Júnior, coordenador de difusão de tecnologias da entidade há crescente interesse do setor produtivo pela técnica.

O pesquisador Sérgio Alves explica que a integração entre lavouras, pecuária e florestas permite obter elevada produtividade aliada com benefícios ambientais. “É o sistema de produção mais conservacionista que temos atualmente”.

A integração possibilita manter cobertura vegetal durante todo o ano, o que, segundo Alves, protege o solo das chuvas, melhora o teor de matéria orgânica e aumenta a capacidade de retenção de água, o que é importante para enfrentar períodos de baixas precipitações. Por essa razão, na última safra, prejudicada pela estiagem, a produtividade de soja foi 70% superior nas lavouras experimentais cultivadas em sistema de integração, segundo o pesquisador.

Também é possível diversificar a renda da propriedade, uma vez que o sistema permite produzir grãos, madeira e carne (ou leite) na mesma área. Sobre a produtividade na criação de bovinos de corte, Alves conta que, em situação experimental, é possível conseguir nove animais adultos por hectare de outubro a maio. “É uma produtividade muito alta, considerando que a média do estado é de apenas um animal adulto por hectare”.

VIA RURAL – Na Fazendinha, como é conhecida a Via Rural, outra novidade do Iapar na ExpoLondrina 2012 é a apresentação da cultivar de batata IAPAR 27 Contenda. De acordo com o pesquisador Nilceu Nazareno, as regiões Norte e Oeste do Paraná são as novas fronteiras agrícolas para o cultivo do tubérculo, atualmente concentrado no Centro-Sul do estado. Ele explica que o clima é um fator limitante e, por isso, o plantio de batata nunca se expandiu nessas áreas. “Atualmente temos tecnologia para que isso aconteça”, afirma.

O Iapar apresenta ainda unidades didáticas de café (o manejo de áreas infestadas com nematoides é um dos principais temas); plantas medicinais, aromáticas e condimentares; demonstrações práticas sobre o cultivo de seringueira e apresentação de técnicas para evitar a compactação do solo em áreas de lavouras anuais.

A realização da Via Rural é coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), por intermédio das vinculadas Iapar, Emater, Codapar, Ceasa, Claspar e CPRA, contando ainda com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e dos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Pesca e Desenvolvimento Social.
 
Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=68412&tit=Iapar-apresenta-tecnologia-para-integrar-agricultura-pecuaria-e-florestas

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ciência e Pesquisa



SBPC critica corte orçamentário na área de ciência, tecnologia e inovação

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulgou nota “repudiando” o corte de R$ 1,486 bilhão do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciado esta semana pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Segundo o documento, o corte “foi recebido com desagrado pela SBPC”.



Em entrevista à Agência Brasil, a presidenta da entidade, Helena Nader, disse que “a ciência brasileira está muito preocupada”. Ela lembrou que o ministério incorporou “inovação” ao nome, mas não recebeu reforço orçamentário. “O ministério ganhou mais um penduricalho e está com menos dinheiro. É uma incoerência”, ponderou.

Segundo Helena, o país vai perder competitividade porque o governo não preserva o orçamento do MCTI. “Vocês vão ver o efeito nefasto disso não é agora, vai levar um tempo”, previu. Ela lembra que os Estados Unidos, no epicentro da crise financeira internacional de 2008, anunciou aumento de gastos com ciência e tecnologia e não cortes. “O mundo não está parado, é só olhar o que os tigres asiáticos, a Índia e a China investem”, comparou.

A presidenta da SBPC salienta que a diminuição do orçamento do MCTI “não vai ao encontro do discurso da presidenta Dilma Rousseff”, se referindo às promessas de campanha, ao lançamento do programa Ciência sem Fronteira e à decisão do governo de tentar repatriar cientistas brasileiros que estejam no exterior e de atrair pesquisadores estrangeiros para trabalhar no Brasil. “Eu acho que a presidenta não está vendo o corte que estão fazendo”, comentou.

A SBPC mandou este ano duas cartas à presidenta Dilma alertando sobre a possibilidade de cortes. A última foi enviada uma semana antes do anúncio. A primeira, assinada em conjunto com a Academia Brasileira de Ciências (ABC), no começo de janeiro.

Nas cartas, a entidade destaca “a necessidade de se manter os investimentos na área, de modo a alcançar as metas previstas na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação - 2012-2015, e assim alcançar ao final desse período investimentos em pesquisa e desenvolvimento da ordem de 1,8% do PIB [Produto Interno Bruto]”. Atualmente, o Estado e as empresas privadas investem juntos cerca de 1,1% do PIB nacional em ciência e tecnologia.

A Agência Brasil tentou ouvir o ministério e colher informações sobre as áreas e os programas que serão afetados com os cortes, mas não obteve retorno. Em discurso de posse, o ministro Marco Antonio Raupp (MCTI) defendeu que “a alocação de mais recursos deve estar atrelada a padrões de eficiência na sua utilização” e que “sem investimento, pesquisa e desenvolvimento, as empresas brasileiras não inovam, perdem competitividade e correm o risco de serem engolidas ou trucidadas pelas concorrentes de outros países”.

Como ocorreu em 2011, o corte no orçamento do MCTI poderá ser contrabalançado pelo aumento de crédito da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para empréstimos a empresas que façam inovação. De acordo com nota publicada no site da agência, a previsão para este ano é que a “Finep opere, em recursos reembolsáveis para empresas, R$ 6 bilhões, contra os R$ 3,75 bilhões aplicados em 2011, o que corresponde a um aumento de 62,5%”. Os recursos são do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que tem como fonte o Tesouro Nacional.
Por Gilberto Costa, repórter da Agência Brasil
Agência Brasil - EcoAgência

Fonte: http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id=VZlSXRVVONlYHpkdOdFdWJFbKVVVB1TP