terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Gilberto Maringoni: Internautas driblam a censura privata





 
A mídia não sabe o que fazer com “A privataria tucana”
 
 
Por Gilberto Maringoni, na Carta Maior
 
 

   Há uma batata quente na agenda nacional. A mídia e o PSDB ainda não sabem o que fazer com A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr. A cúpula do PT também ignora solenemente o assunto, assim como suas principais lideranças. O presidente da legenda, Rui Falcão, vai mais longe: abriu processo contra o autor da obra, por se sentir atingido em uma história na qual teria passado informações à revista Veja. O objetivo seria alimentar intrigas internas, durante a campanha presidencial de 2010. A frente mídia-PSDB-PT pareceria surreal meses atrás.

   Três parlamentares petistas, no entanto, usaram a tribuna da Câmara, nesta segunda, para falar do livro. São eles Paulo Pimenta (RS), Claudio Puty (PA) e Amaury Teixeira (BA). O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) começa a colher assinaturas para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os temas denunciados no livro. Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) indagou: “Nenhum jornalão comentou o procuradíssimo livro A privataria tucana. Reportagens sobre corrupção têm critérios seletivos?”

O silêncio dos coniventes

   O silêncio maior, evidentemente, fica com os meios de comunicação. Desde o início da semana passada, quando a obra foi para as livrarias, um manto de silêncio se abateu sobre jornais, revistas e TVs, com a honrosa exceção de CartaCapital.

   As grandes empresas de mídia adoram posar de campeãs da liberdade de expressão. Acusam seus adversários – aqueles que se batem por uma regulamentação da atividade de comunicação no Brasil – de desejarem a volta da censura ao Brasil.

   O mutismo sobre o lançamento mais importante do ano deve ser chamado de que? De liberdade de decidir o que ocultar? De excesso de cuidado na edição?

   Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Que acordo foi selado entre os grandes meios para que uma das grandes pautas do ano fosse um não tema, um não-fato, algo inexistente para grande parte do público?

Comissão da verdade

   Privatização é um tema sensível em toda a América Latina. No Brasil, uma pesquisa de 2007, realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto Ipsos detectou que 62% da população era contra a venda de patrimônio público. Nas eleições de 2006, o assunto foi decisivo para a vitória de Lula (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB).

   Que a imprensa discorde do conteúdo do livro, apesar da farta documentação, tudo bem. Mas a obra é, em si, um fato jornalístico. Revela as vísceras de um processo que está a merecer também uma comissão da verdade, para que o país tome ciência das reais motivações de um dos maiores processos de transferência patrimonial da História.

   Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?

   O expediente não é inédito. Há 12 anos, outra investigação sobre o mesmo tema – o clássico O Brasil privatizado, de Aloysio Biondi – alcançou a formidável marca de 170 mil exemplares vendidos. Nenhuma lista publicou o feito. O pretexto: foram vendas diretas, feitas por sindicatos e entidades populares, através de livreiros autônomos. O que valeria na contagem seriam livrarias comerciais.

   E agora? A privataria tucana faz ótima carreira nas grandes livrarias e magazines virtuais.

Deu no New York Times

   O cartunista Henfil (1944-1988) costumava dizer, nos anos 1970, que só se poderia ter certeza de algo que saísse no New York Times. Notícias sobre prisões, torturas, crise econômica no Brasil não eram estampadas pela mídia local, submetida a rígida censura. Mas dava no NYT. Aliás, esse era o título de seu único longa metragem, Tanga: deu no New York Times, de 1987. Era a história de um ditador caribenho que tomava conhecimento dos fatos do mundo através do único exemplar do jornal enviado ao seu país. As informações eram sonegadas ao restante da população.

   Hoje quem sonega informação no Brasil é a própria grande mídia, numa espécie de censura privada. O título do filme do Henfil poderia ser atualizado para “Deu na internet”. As redes virtuais furaram um bloqueio que parecia inexpugnável. E deixam a mídia bem mal na foto…
 
Posted: 09 Jan 2012 12:41 PM PST
Fonte: http://agencianota.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

RÁDIO EDUCADORA´/ATLÂNTIDA


Mudando o Mundo




:: Elisabeth Cavalcante ::

Por mais difícil que seja para alguns acreditarem nisto, as mudanças necessárias para a construção de um novo mundo já estão em andamento. Quanto mais nos angustiamos com a realidade existente, mais energia reunimos para que a transformação aconteça.

Visto que o desejo por uma vida de abundância, paz e felicidade é predominante entre os seres humanos, certamente um número cada vez maior deles estará disposto a fazer o que for preciso para alcançar este estado permanente, não só para si, mas para todo o planeta.

O egoismo e a individualidade exacerbada cede cada vez mais espaço à solidariedade e à compaixão para com aqueles que sofrem abusos, injustiças ou a consequência dos desastres naturais, cada dia mais presentes.

As grandes corporações, que antes dominavam absolutas, hoje já vêem suas manobras denunciadas por pessoas despertas, que utilizam de todos os meios possiveis para chamar à consciência aqueles que ainda permanecem adormecidos.

Este é um processo irreversível e os que insistirem em desejar o caos absoluto, encontrarão uma força de resistência que não se apóia na violência ou na mentira. Está alicerçada na consciência acerca de nossa responsabilidade como espécie e no desejo puro e simples de construir uma realidade diferente.

Precisamos fortalecer cada vez mais esta corrente, trabalhando nosso próprio despertar. Através da observação permanente de nossas atitudes, alcançaremos um estado de consciência que nos manterá em sintonia com o bem, a luz e a verdade, a cada instante de nossas vidas.
"O mundo vai acabar - o mundo como o conhecemos.

Nenhum governo tem o direito sobre os direitos do indivíduo. Todos
os governos são apenas servos. Mas, estranhamente, por causa do poder em suas mãos, os funcionários tornam-se mestres, eles começam a se comportar com mestres. Como, se eles são servos? Mas isso não pode prosseguir para sempre.

Sim, todas as previsões dos videntes antigos, como Nostradamus, que o
mundo vai acabar... são verdadeiras num sentido muito diferente do que tem sido entendido. O velho mundo vai acabar, e um mundo novo começará.
Essa é a minha interpretação de Nostradamus.
O Velho tem que desaparecer para dar lugar a novo homem, com valores frescos, com uma terra não dividida em nações, com uma humanidade não dividida por religiões - porque as religiões não precisam ser organizadas.

A religião é um caso de amor, um caso de amor com a existência. Não há
necessidade de qualquer organização como o cristianismo, ou hinduísmo, ou
Islamismo.

As mudanças têm acontecido. Eles virão para um pico.... quando o momento da decisão final tiver que ser enfrentado pela humanidade, seja para transformar -se totalmente; a queda de tudo o que é velho... Não olhe para trás, comece a criação de novos valores, olhe para a frente - porque passado é passado, e visitar cemitério é muito perigoso. O cemitério é um lugar que se deve visitar apenas uma vez. E que também é um assunto só de ida... você simplesmente vai lá e nunca volta.

É o futuro que deve ser sua preocupação. É o futuro e estrelas distantes que se tornarão seus desafios. Você sempre ouviu falar sobre o passado dourado. Temos que esquecer tudo sobre ele; Temos que criar um futuro dourado.

O momento decisivo se aproxima- temos que decidir ou cometer
suicídio - se nos apegarmos ao passado, então essa é a única possibilidade.
Se largarmos o passado e os mortos, e começarmos de novo, do ABC, escrever o destino do homem, esses dias serão uma enorme revolução.

A revolução vai ser tão grande que pode ser que Nostradamus
esteja certo ao dizer que mundo terminará. O mundo tal como o conhecemos
- e um mundo que nós nunca sequer sonhamos terá que começar....

Não podemos jogar a responsabilidade sobre algum Deus fictício, que ele vai
acabar com o mundo. Estamos perfeitamente conscientes de que, se uma terceira guerra mundial acontecer, nós seremos os únicos responsáveis por ter destruído a nós mesmos.

Acho que mudanças acontecem somente em momentos tão perigosos e criticos. Se a vida continua suave e confortável, grandes mudanças não acontecem. Mas se a vida chega a um lugar onde você tem que escolher entre a morte ou um novo estilo de vida, estou absolutamente certo que você vai escolher o novo estilo de vida, em vez da morte antiga e bem familiar.

E eu confio no mais profundo anseio de todos: é pela vida,
é pelo amor, é pela alegria, é pela música, é pelas flores, e é por
danças...

O homem não pode escolher a morte global. É uma impossibilidade. Sim, o velho mundo chegará ao fim; Nostradamus não vai estar errado. Mas seus intérpretes estão todos errados. Minha interpretação é a seguinte: A morte do velho é o nascimento do novo.

Não há necessidade de qualquer discriminação de cor. Não há necessidade de haver fronteiras entre as nações, porque a terra não tem limites. Não há necessidade de ter rebanhos de pessoas se reunindo separadamente - os católicos, o protestantes, os hindus, os maometanos, cada um deve ser livre para ter o seu próprio contacto imediato e pessoal com a existência, sua própria oração.
O Novo Homem está no horizonte.

Todos os preparativos para destruir o mundo só vão destruir o velho homem e o velho mundo. Eles vão criar a necessidade básica para o nascimento de um novo homem - Posso vê-lo no horizonte já. Ele chegou, vai apenas
levar algum tempo para que as pessoas possam reconhecê-lo".

 
Osho, O Futuro Dourado.



Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.

Hospital Fumagali


Biblioteca Cidadã conta com atividades para o período de férias



Para aproveitar o período de férias, a Biblioteca Cidadã Alice Weirich de Marechal Cândido Rondon conta com brincadeiras recreativas. As atividades, destinadas principalmente para as crianças, foram programadas em conjunto com a Secretaria de Cultura que é responsável pela coordenação dos trabalhos. A recreação engloba leitura, jogos educativos, pintura e criação de desenhos. A partir da próxima semana, também haverá contação de histórias infantis nas terças e quintas-feiras, no horário das 14h00 às 15h00, sendo que esta atividade está prevista para ser realizada durante todo o ano.
Conforme a responsável pela biblioteca, Arlete Ruver Lopes, desde julho do ano passado, quando a biblioteca foi inaugurada, tanto os adultos como as crianças gostam de visitar o espaço e nestas férias é uma opção diferente para passar o tempo. “As crianças se divertem e gostam muito de vir. Por conta do recesso, elas já estavam ansiosas para que a biblioteca fosse reaberta e isso nos motiva ainda mais para programar atividades diferenciadas. Desde a sua implantação, a comunidade aprovou o espaço, pois é um ambiente agradável, adequado e conta com um amplo acervo de livros”, explica. A biblioteca cidadã está atendendo normalmente de segunda a sexta-feira, das 08h00 às 17h00, sem fechar para o almoço.

Acervo Bibliográfico

Atualmente, a Biblioteca Cidadã conta com um acervo bibliográfico de dois mil exemplares composto por obras de referência, gerais, literatura infantil e adulta e materiais de áudio e vídeo. O espaço ainda possui um mobiliário apropriado para uso com equipamentos de áudio, vídeo, informática e acesso a internet. Além da leitura, os livros servem para pesquisa, segundo afirma Arlete. “Nós fizemos empréstimos de livros também para adultos, mas para isso é necessário se cadastrar na biblioteca por meio da apresentação da carteira de identidade e um comprovante de residência. Já as crianças precisam trazer a certidão de nascimento. São emprestadas duas obras por vez que devem ser devolvidas em duas semanas. Desde a inauguração da biblioteca até o momento, foram feitos 954 empréstimos, totalizando uma média de aproximadamente 200 livros por mês. No entanto, a Secretaria de Cultura busca fazer a aquisição de novos livros ainda este ano para aumentar o acervo e ofertar outras opções de literatura”, expõe.
A profissional finaliza ressaltando que a expectativa neste período de férias é receber um grande número de crianças e adultos. “Convido as crianças para participar das atividades. Além disso, uma boa leitura pode ser feita durante todo o ano, ou seja, estamos de portas abertas para receber a todos e quem ainda não conhece a biblioteca cidadã está convidado para visitá-la. Quando iniciar o período letivo vamos enviar convites às escolas municipais e estaduais para que elas possam agendar um horário e participar da contação de histórias infantis ou fazer uma aula de leitura”, diz Arlete. A biblioteca cidadã está localizada no Loteamento Gralha Azul, ao lado do Bairro São Lucas.



As atividades na Biblioteca Cidadã é uma forma diferente de as crianças aproveitarem o período de férias





Fonte:  Assessoria de Imprensa PMMCR
Foto: Vanderleia Kochepka

Rádio Difusora FM


Linha de financiamento para a agricultura de baixo carbono tem pouca procura


 

Apesar dos juros baixos e das boas condições de pagamento, há R$ 3 bilhões parados no banco

por Luciana Franco 
 
 
 
Projetos que contemplam o cultivo de florestas terão prazo de 12 anos no Programa ABC


O agrônomo Luciano de Camargo Orlando acumula vasta experiência no desenvolvimento de projetos de agricultura sustentável. Apesar disso, não conseguiu acessar os recursos do Programa ABC, criado em 2010 para estimular a agricultura de baixo carbono, que oferece neste ano R$ 3,1 bilhões para agricultores e pecuaristas que se interessem em reduzir as emissões de gás carbônico de suas propriedades.

O ABC, em tese, contempla projetos de plantio direto na palha, integração lavoura-pecuária-floresta, tratamento de resíduos animais, fixação biológica de nitrogênio e recuperação de áreas degradadas. Mas na prática tem sido difícil fazer esse dinheiro chegar ao bolso do produtor. Entre as dificuldades enfrentadas por Orlando – e por centenas de produtores rurais – destacam-se principalmente a falta de conhecimento da linha e a inabilidade dos agentes financeiros em operá-la. De maneira quase silenciosa, o Ministério da Agricultura apoia a agricultura sustentável desde 2005, com programas que foram evoluindo até chegar ao ABC.

O primeiro foi o Programa de Integração Lavoura Pecuária (Prolapec), que contava com R$ 150 mil por produtor e juros de 8,75% ao ano. Em 2007, essa iniciativa se transformou no Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa), no valor de R$ 300 mil por produtor e taxas de 6,25% ao ano. Foi essa linha que em 2010 se tornou o ABC, que oferece R$ 1 milhão por produtor a taxas de 5,5% por ano. “Mas, nos últimos seis anos, tentei a aprovação de 40 projetos nessa área e apenas um foi aprovado”, conta Orlando, que presta consultoria para agricultores do oeste da Bahia e de Goiás. As constantes dificuldades enfrentadas para a aceitação no sistema financeiro, na avaliação do consultor, fizeram com que os agricultores se desinteressassem em obter esse tipo de crédito. Na avaliação de Ronaldo Trescente, da empresa Campo Consultoria e Agronegócios, há pouca divulgação desse crédito. “Além disso, a dificuldade do agente financeiro em operar a linha impede a aprovação do crédito”, avalia.

“É comum que os gerentes deixem de lado os papéis carimbados pelo governo federal, com juros de 5,5% ao ano, e ofereçam aos correntistas dinheiro de custo mais alto, de 7% ao mês”, avalia. O Banco do Brasil responde atualmente por 80% da oferta de recursos para o setor rural, mas em qualquer banco público ou privado é possível acessar linhas de financiamento da agricultura. Trescente aponta ainda outro problema comum na aprovação do crédito: a falta de conhecimento dos índices da agropecuária.

“O agente financeiro, em geral, é um economista, e como tal desconhece os índices rurais, portanto, se, por exemplo, receber um projeto que prevê quatro cabeças de boi num hectare e compará-lo aos índices oficiais do governo, que apontam como média no Brasil 0,7 cabeça por hectare, ele não aprovará o projeto, por acreditar que o indicador apresentado é elevado demais. Questões como essa travam a análise”, explica Trescente. Outros pontos que contribuem para que o Projeto ABC não decole são as altas garantias que o banco exige, que devem somar o dobro do valor emprestado, e a falta de técnicos capacitados para elaborar um projeto e dar assistência ao produtor rural.

Do lado de dentro da porteira, o entrave é o fato de o agricultor brasileiro ter investido na agricultura especializada. “Para muitos produtores que se especializaram na monoatividade, diversificar é complexo”, afirma Trescente.

Não foi para o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, que adotou a integração lavoura-pecuária há nove anos na propriedade que mantém em Baldim (MG). “Há anos estou tentando ampliar”, afirma Paolinelli, que em 2010 entrou com pedido de financiamento pelo Programa ABC no Banco do Brasil. O projeto foi um dos poucos aprovados no país e os recursos foram liberados em julho deste ano. Além do R$ 1 milhão obtido no banco, o produtor vai aplicar mais R$ 400 mil em recursos próprios. Os benefícios da integração ele enumera sem dificuldade: “A terra fica muito melhor, com mais matéria orgânica, mais fertilidade, menos erosão e mais absorção de água”.



Fonte: Alerta do Google - integração lavoura pecuária orgânica/ http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI270208-18283,00- LINHA+DE+FINANCIAMENTO+PARA+A+AGRICULTURA+DE+BAIXO+CARBONO+TEM+POUCA+PROCUR.html

Red Line