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sábado, 16 de fevereiro de 2019

INSETOS NÃO AMADOS



O desaparecimento dos insetos é mais grave do que imaginávamos

Este é o resultado de vários estudos que anunciam a extinção de insetos dentro de algumas décadas. Um verdadeiro desastre anunciado para toda a biodiversidade.
(Créditos da imagem: AFP Georges Gobet).

Segundo os autores de uma síntese envolvendo 73 estudos publicados na revista Biological Conservation, estamos assistindo ao “mais massivo episódio de extinção” desde o desaparecimento dos dinossauros. Hoje, cerca de um terço das espécies de insetos estão ameaçadas de extinção, calculam Francisco Sanchez-Bayo e Kris Wyckhuys, das universidades de Sydney e Queensland, respectivamente. De acordo com os cientistas, em cinquenta anos haverá apenas metade dos insetos que existem hoje e, em cem anos, não haverá mais nenhum.

Insetos, não amados, mas necessários

Os pequenos animais, que compõem dois terços das espécies terrestres, estão desaparecendo em um ritmo constante. “A proporção de espécies de insetos em declínio é duas vezes maior que a dos vertebrados”, dizem os pesquisadores. E os insetos são de vital importância para os ecossistemas do planeta.
Entre os mais afetados estão as borboletas e mariposas da família Lepidoptera, abelhas, vespas, formigas, besouros, joaninhas, etc. Os insetos aquáticos, como libélulas, não serão poupados.
Você pode ficar feliz por não ter que limpar o para brisa nas estradas do campo, ou comer mais silenciosamente no lado de fora de sua casa, sem temer um ataque voraz de abelhas. Mas com o colapso de insetos, toda a biodiversidade está ameaçada.
De acordo com um estudo publicado no final de 2017 e com base em registros feitos na Alemanha, a Europa perdeu cerca de 76% de seus insetos em menos de trinta anos, ajudando a matar mais de quatrocentos milhões de aves. Os pássaros, lagartos, anfíbios e peixes se alimentam, especialmente, de insetos. Além disso, as plantas são diretamente ameaçadas pelo desaparecimento de insetos polinizadores que facilitam sua reprodução. De acordo com o Greenpeace, 75% da produção global de alimentos depende desses insetos, como as abelhas.

Agricultura intensiva pode ser a culpada

O declínio dos insetos remonta ao início do século XX, mas vem acelerando a partir de 1950 para “proporções alarmantes”. A urbanização e o desmatamento contribuem significamente para a perda dos habitats dos insetos, impulsionados pela intensificação das práticas agrícolas e, principalmente, pelo uso massivo de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos.
Bayo-Sánchez aponta, nomeadamente, novas classes de inseticidas como os neonicotinoides, proibido na França desde 2018 (exceto algumas versões) e o fiproni, que continuam no ambiente: “Eles esterilizam o solo, matando todos as larvas”, explica. Somam-se a isso os patógenos (vírus, parasitas), aos quais algumas espécies de insetos se tornaram menos resistentes, espécies invasoras e mudanças climáticas, especialmente em regiões tropicais, por enquanto.
Apesar de um certo otimismo em relação ao desaparecimento de insetos, o vice-presidente do Comitê Francês da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) acha que “é necessário, o quanto antes, mudar o rumo”. “Não sei se, sob essas condições, podemos nos alegrar com o pragmatismo do Presidente da República sobre o glifosato”, disse François Letourneux, da France Info. “Sobre desaparecimento de insetos, obviamente são os pesticidas, os inseticidas e também os herbicidas que destroem os ambientes em que vivem”.

Fonte: https://ciencianautas.com/o-desaparecimento-dos-insetos-e-mais-grave-do-que-imaginavamos/?fbclid=IwAR3Gm-BhN6oH1xwxTuqdlMoWG8vMT5JvRBCFNkGRcx7BYryJ3TDkXYjsYtg


quinta-feira, 12 de março de 2015

ARAUCÁRIA



Pinheiro do Paraná entra em processo de extinção, afirma professor da UFPR


Foto: reprodução / internet
Foto: reprodução / internet
A araucária entrou em processo decisivo de extinção. O professor da Universidade Federal do Paraná Flávio Zanette afirma que a decadência da espécie atingiu “nível crítico nos últimos anos” e a Araucária deixou de estar apenas ameaçada. Para repor as árvores com idade avançada uma série de ações imediatas devem ser tomadas para evitar o fim da árvore símbolo do estado, segundo o professor.
Cerca de 1.500 mudas de araucária serão distribuídas gratuitamente a partir desta terça-feira (10) na UFPR em comemoração aos 30 anos de criação do Laboratório de Micropropagação Vegetal, que deu início às pesquisas com a Araucária na instituição.
O professor Flávio Zanetti, responsável por pesquisas que geraram o pinheiro de proveta, para ajudar a combater a extinção da espécie, afirma que tem provas concretas para embasar um plano de resgate da Araucária. Segundo ele, a pesquisa é decisiva para evitar a extinção da espécie.
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Foto: divulgação / UFPR
Foto: divulgação / UFPR
Estudioso da araucária há mais de 30 anos, o professor Zanette defende as técnicas de enxerto como uma saída para estimular o plantio econômico da espécie, assim contribuindo para a preservação. Entre as vantagens da araucária enxertada está o início de produção de pinhões em período inferior a 10 anos (sem a técnica, a produção só começa entre 12 e 15 anos). O professor afirma que não há tempo de repor as árvores idosas se não houver uma ação efetiva.
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A doação de mudas começou hoje (terça) e vai até o dia 13 de março, das 8h30 às 12 e das 13h30 às 16h30, no Departamento de Fitotecnia da UFPR (Rua dos Funcionários, 1540, Juvevê). Cada pessoa poderá solicitar de 1 a 10 mudas. Junto com as mudas, o livreto “Enxertia de Araucária para Produção de Pinhão”, de autoria do professor Zanette, também é distribuído. O livreto ensina o passo a passo dos procedimentos necessários para que a muda produza pinhões com qualidade e mais rapidez. O telefone para mais informações é 3350-5728.

Links relacionados: http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2014/12/rua-de-pato-branco-tem-desvio-para-arvore-ameacada-de-extincao.html