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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mestrado em História na Unioeste



 

Estão abertas desde o último dia 03 de dezembro, as inscrições para o curso de Mestrado em História do campus rondonense da Unioeste. O Mestrado em História, autorizado pela CAPES em 2005, tem como área de concentração História, Poder e Práticas Sociais, afirmando-se como um espaço de produção do conhecimento historiográfico em diferentes perspectivas e abordagens.
O programa reúne pesquisadores que buscam apreender as relações entre história e poder de forma ampla, presentes nas diversas dimensões da vida social, política, cultural e econômica, bem como as múltiplas práticas de contestação, subordinação ou consenso à ordem social.
Serão oferecidas 21 vagas para o ano letivo de 2012, sendo que o Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em História está estruturado em três linhas de pesquisa, sendo elas Trabalho e Movimentos Sociais, que busca investigar processos históricos transcorridos no Brasil e na América Latina na contemporaneidade, no que se refere às diversas práticas dos sujeitos, coletivos e individuais, em suas diversas articulações com o social, na produção e transformação das relações de trabalho e das instituições; Práticas Culturais e Identidades que compreende estudos das práticas culturais entendidas como espaços de vivência de relações sociais, de poder e de construção de sentidos, em suas diferentes formas de expressão; e, Estado e Poder, que objetiva o estudo das práticas sociais relacionadas ao Estado e ao Poder e onde o Estado é entendido em um sentido amplo, abarcando aspectos diversos das relações estabelecidas entre os agentes sociais.
As inscrições estarão abertas até 02 de fevereiro de 2012, no Protocolo da UNIOESTE - Campus de Marechal Cândido Rondon, localizado na rua Pernambuco, 1777, das 8:00 às 11:30 horas e das 13:30 às 17.00 horas, mediante a apresentação da documentação exigida. Elas poderão ser feitas por meio de procuração simples ou pelo correio via SEDEX com AR, assinada pelo candidato, sendo considerada, neste último caso, a data de postagem do dia 27 de janeiro de 2012.
 O processo de seleção será realizado em três etapas sendo que a divulgação dos resultados finais está prevista para o dia 24 de fevereiro de 2012 e a matrícula dos candidatos selecionados deverá ser feita nos dias 01, 02, e 05 de março. O Edital do processo seletivo e outras informações referentes ao PPGH-Unioeste, assim como a documentação necessária podem ser consultados no endereço eletrônico http://www.unioeste.br/mestradohistoria/ E-mail: rondon.mestradohistoria@unioeste.br ou pelo telefone:  (45) 3284-7900 e (45) 3284-7818. 
 
 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

História - Eric Hobsbawm: "Me recuso a dizer que perdi a esperança"


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Eric Hobsbawm   
Sex, 25 de Setembro de 2009 16:03

Eric Hobsbawm
Eric Hobsbawm
O historiador Eric Hobsbawm - que tem sua trilogia (A Era das Revoluções, A Era do Capital e A Era dos Extremos) reeditada no Brasil - diz que o aniversário da queda do Muro de Berlim deveria motivar uma discussão sobre o Ocidente pós-guerra fria. Defendendo suas convicções marxistas, ele afirmou: "Me recuso a dizer que perdi a esperança". Para Hobsbawn, o capitalismo chegou ao seu limite.

Quando Eric Hobsbawm estava escrevendo "A Era do Capital" -lançado em 1975-, explicou que fazia um imenso esforço para estudar algo que não lhe agradava nem um pouco. Hoje, o historiador marxista diz ter o mesmo sentimento, "eu não gostava da burguesia vitoriana e ainda não gosto, embora apreciasse o dinamismo daquele tempo". À essa impressão, porém, vem adicionando, nos últimos anos, mais uma, a nostalgia.

"Agora, quando comparo o século 19 com o 20, sinto simpatia pelo modo como aqueles homens acreditavam no progresso. Foi um século de esperança. E essa minha nostalgia cresce à medida que o tempo passa e vejo, com pessimismo, o que vem acontecendo", diz.

Hobsbawm, 92, conversou com a Folha por telefone, de Londres, justamente sobre a reedição no Brasil de sua trilogia sobre o século 19 ("A Era das Revoluções", "A Era do Capital", "A Era dos Impérios"), já um clássico da historiografia sobre o período, pela editora Paz e Terra -que também relançará em 2010 outro título do historiador, "Bandidos".

Na trilogia, Hobsbawm analisou o que chamou de "longo século 19", período que vai de 1789 a 1914. Começa com as revoluções europeias que definiram a expansão do capitalismo e do liberalismo no planeta -a Francesa e a Industrial inglesa- e vai até as vésperas da Primeira Guerra Mundial.

Apesar dos ataques que sofre por ainda defender a bandeira do comunismo, os três volumes de Hobsbawm são reimpressos todos os anos na Inglaterra, tendo sua explicação sobre o tema se imposto como uma espécie de cânone.

Hobsbawm é com frequência procurado para comentar temas do presente -algo que seus críticos tampouco perdoam. Agora, às vésperas do aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim (em novembro), seu conhecimento sobre os tempos que estudou e vivenciou, assim como suas convicções políticas, são novamente trazidos ao debate.

"A queda do Muro foi o fim de uma era. Não só para a Europa do Leste, mas para o mundo inteiro. O capitalismo chegou a seu limite e a a crise econômica mundial indica claramente o fim de um ciclo."

Contudo, o historiador considera que as discussões sobre o episódio estão muito centradas em tentar entender por que a experiência comunista fracassou, quando o que deveria estar na pauta é o futuro do Ocidente. Para ele, o mundo pós-Guerra Fria ainda não fez uma necessária autocrítica.

Leia trechos da entrevista que Eric Hobsbawm concedeu à Folha:

O que mais deveria ser discutido no aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim?

A celebração é oportuna porque o capitalismo agora chegou a seu limite. A crise econômica mundial é o fim de um ciclo, que começou a ruir quando caiu o Muro em Berlim. No Leste Europeu, vejo dificuldade em rompimento com o legado comunista. Mas é o Ocidente quem deve refletir mais sobre o que ocorreu na Guerra Fria e o que pode ser feito para evitar um novo colapso.

As "Eras" são consideradas um exemplo de boa análise histórica dedicada a um amplo período. O sr. acha que falta ambição a historiadores hoje?

Para fazer história com uma perspectiva maior, é preciso ser um intelectual maduro. Hoje, os jovens historiadores gastam muito mais tempo em suas especializações. Quando estão aptos a dar um passo maior, hesitam. A história equivocadamente se afastou da "história total" que fazia Fernand Braudel [1902-1985]. O sr. começa "A Era dos Impérios" contando uma história autobiográfica (a do encontro de seus pais no Egito) e então propõe uma reflexão sobre história e memória. Quão diferente foi escrever este volume, que se refere a passagens mais próximas do seu olhar no tempo, do que os anteriores?
Neste livro tive de trabalhar com o que chamo de "zona de penumbra", onde se misturam nossas lembranças e tradições familiares com o que aprendemos depois sobre determinado período. Não é fácil, pois trata-se de um território de incertezas e em que há um elemento afetivo. Por outro lado, trata-se de uma oportunidade de estimular aquele que lê a pensar sobre como seu próprio passado está relacionado com a história.
Em seu novo livro ("Reappraisals"), o historiador britânico Tony Judt escreveu um ensaio sobre o senhor ("Eric Hobsbawm and the Romance of Communism"). Neste, mostra admiração por seu conhecimento, mas faz uma severa crítica: "para fazer o bem no novo século, nós devemos começar dizendo a verdade sobre o antigo. Hobsbawm se recusa a mirar o demônio na cara e chamá-lo pelo nome". Como o sr. responderia a seu colega?
A crítica de Judt não se justifica. O que ele quer é que eu diga que estava errado. Em "A Era dos Extremos", eu encaro o problema, o critico e condeno. Não tenho problemas em dizer que a Revolução Russa causou dor e sofrimento à população russa. Porém, o esforço revolucionário foi algo heroico. Uma tentativa de melhorar a sociedade como não se viu mais na história. Me recuso a dizer que perdi a esperança.
O sr. havia dito, numa entrevista ao "Independent", que havia alguns clubes dos quais não iria ser sócio nunca, referindo-se aos intelectuais ex-comunistas. Ainda pensa assim?
Não vejo problema quando um intelectual, especialmente de países do Leste Europeu, percebe que a democracia é melhor do que o sistema autoritário em que vivia. É normal a mudança de posição quando surgem fatos novos. O ex-comunista que condeno é aquele que antes militava em grupos de esquerda e que hoje tem uma bandeira única, a de ser anticomunista apenas, esquecendo-se do resto das ideias pelas quais lutava. Também me entristece ver intelectuais jovens, que não passaram pela história dessas lutas, repetindo e tentando tirar benefício desse mesmo tipo de propaganda.
A América Latina está às vésperas de comemorar, em vários países, os 200 anos do início das lutas de independência. Que análise faz do atual momento?
A dependência econômica ainda é um fato, mas politicamente a América Latina é cada vez mais livre. Washington jamais voltará a exercer a influência de antes, tampouco a apoiar golpes ou ditaduras como fez no passado. O que está acontecendo em Honduras é um sinal disso. O Brasil tem papel central nesse processo, uma vez que o México se transforma cada vez mais em apêndice dos EUA.

Fonte: http://www.socialismo.org.br/portal/historia/148-entrevista/1149-eric-hobsbawm-qme-recuso-a-dizer-que-perdi-a-esperancaq

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pesquisadora da USP encerra III Simpósio de Pesquisa

A professora doutora Maria Lígia Coelho Prado, da USP, encerra na noite de hoje, 18, a terceira edição do Simpósio de Pesquisa Estado e Poder, que teve início no último dia 16 no campus da Unioeste de Marechal Cândido Rondon.


A Conferência de encerramento acontece a partir das 19:00 horas, no Tribunal do Júri do campus, tendo como tema “ Diálogos entre cultura e política na América Latina”. Maria Lígia é professora e uma das mais destacadas historiadoras brasileiras, especializada em História da América Latina, autora de diversas obras sobre o tema, com enfoque especial sobre o século XIX. É professora titular de História da América Independente na Universidade de São Paulo.

De caráter nacional, o evento promovido pela Linha de Pesquisa Estado e Poder do Programa de Pós-Graduação em História da Unioeste, campus de Marechal Cândido Rondon, e pelo Grupo de pesquisa História e Poder, nesta edição enfocou o Processo de Construção de Hegemonias no Brasil Contemporâneo como tema central base para as conferências, mesas redondas e quase uma centena de comunicações acadêmicas.

Fonte: Comunicação Social/Unioeste/MCR

terça-feira, 16 de agosto de 2011

3º Simpósio de Pesquisa Estado e Poder começou ontem na Unioeste




O Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus de Marechal Cândido Rondon e o Grupo de Pesquisa História e Poder estão promovendo o 3º Simpósio de Pesquisa Estado e Poder com o tema Processos de Construção de Hegemonias no Brasil Contemporâneo, que segue até o dia 18.
O evento tem caráter nacional e está trazendo para Marechal Rondon renomados pesquisadores da área de outras universidades do Brasil e do exterior.  Da programação, iniciada na manhã de ontem, terça-feira, 16, constam três conferências, quatro mesas redondas e 92 comunicações acadêmicas, assim como o lançamento de diversas publicações que acontece na noite desta quarta-feira, dia 17, na antessala da biblioteca do campus.
A temática central desta terceira edição do simpósio, que acontece de dois em dois anos, privilegia a discussão dos processos de construção de hegemonias no Brasil contemporâneo, com especial atenção aos processos de afirmação destas hegemonias através da constituição de aparelhos privados e de organização de grupos dominantes nas últimas cinco décadas.