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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

POLUIÇÃO LUMINOSA: IMPACTOS E SOLUÇÕES

A oficina "Poluição Luminosa: impactos e soluções", que acontecerá no dia 07 de outubro de 2016 (sexta-feira) no mini-auditório da UNIOESTE - campus Foz do Iguaçu, é um evento integrante da Semana Mundial do Espaço, organizado pelo Grupo SpySky com apoio da IOCA - Incubadora de Organizações Criativas e Artísticas da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE.

PROGRAMAÇÃO 
A partir das 20h00 – Credenciamento
20h30 – Abertura
20h45 – Roda de diálogos sobre Poluição Luminosa com profissionais da região. 
21h45 – Prática: Que nota você daria para o céu noturno de Foz do Iguaçu?
22h15 – Observação astronômica com telescópios
23h00 – Encerramento

Local: Mini-auditório, campus da UNIOESTE - Foz do Iguaçu.

Para se inscrever, preencha o formulário disponível neste link:https://goo.gl/2jmXe9

Oficina com 100 vagas disponíveis.

A World Space Week – WSW (http://www.worldspaceweek.org/), ou Semana Mundial do Espaço, acontece entre os dias 4 e 10 de outubro, é uma celebração internacional da contribuição da ciência e tecnologia espacial para o melhoramento da condição humana. A WSW foi oficialmente declarada pelas Nações Unidas em 1999 e ocorrem em todo o mundo vários eventos e programas educacionais relacionados com o espaço. A sincronização de eventos atrai a cobertura pelos meios de informação, que contribui para a educação do público em relação à exploração do espaço.
Em 2016 a WSW ocorrerá em mais de 80 países, inclusive o Brasil. Já são mais de 95 atividades em 22 estados brasileiros registradas na WSW 2016: http://www.worldspaceweek.org/events/event-list/

Nos acompanhe no Facebook: https://www.facebook.com/spysky


Fonte: https://www.facebook.com/events/183143138788930/

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

ALMOÇO E JANTA GRATUITOS NA UNIOESTE MCR



Bandejão do Movimento Estudantil: Estudantes distribuem almoço e janta gratuitos em protesto contra a ausência de RU na UNIOESTE





Entidades do Movimento Estudantil 'inauguram" Cantina Universitária no Campus da UNIOESTE em Marechal Cândido Rondon:
Um protesto criativo e inusitado ocorre hoje no Campus da UNIOESTE em Marechal Cândido Rondon: O BANDEJÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL.
O ato faz referência a demora em inaugurar a cantina universitária e a total ausência de um Restaurante Universitário na instituição. Há alguns anos, aqui mesmo neste blog, foi publicado um texto denunciando esta situação que de tão problemática leva estudantes a se obrigarem, inclusive, a trabalhar por comida em restaurantes do município (veja aqui a reportagem).
O ato de hoje esta sendo organizado pelas seguintes entidades: Centro Acadêmico de Geografia, Centro Acadêmico de História, Centro Acadêmico de Letras e o Diretório Central dos Estudantes e conta com o apoio da ACEMPRE e do CAPA que doaram os alimentos.
Para se manifestarem, os acadêmicos do Movimento Estudantil organizaram um almoço coletivo gratuito (com os alimentos doados pelas entidades acima mencionadas), este almoço foi distribuido para os estudantes simulando uma inauguração da Cantina Universitária, cuja estrutura já esta pronta já faz algum tempo no campus mas até agora não entrou em funcionamento.
Os acadêmicos militantes do Movimento Estudantil abordavam os demais acadêmicos e professores, convidando-os a almoçarem na cantina gratuitamente.
O almoço começou a ser distribuído às 11h da manhã e na parte da noite o ato continua com a distribuição da janta (também de maneira gratuita) a partir das 20h30, portanto você acadêmico que estuda a noite vá prestigiar e participar do manifesto e aproveite para jantar.
Como mencionado acima a ausência de um Restaurante Universitário na UNIOESTE causa grandes dificuldades de permanência dos estudantes nos cursos, vários deles por não conseguirem arcar com os custos de aluguel e alimentação na cidade acabam desistindo de terminar a facudade.
Há alguns anos o Diretório Central dos Estudantes fez um levantamento que demonstrou que um alto percentual dos acadêmicos da UNIOESTE trabalhavam por comida nos restaurantes da cidade, ou seja, trabalho similar ao trabalho escravo.
Portanto, a construção de Restaurantes Universitário e de Casas do Estudante em todos os Campus da UNIOESTE não é só uma questão que adentra na temática da ampliação da estrutura que possibilite a permanência do estudante na universidade, no presente caso, é também uma questão de Direitos Humanos. 
Veja abaixo algumas imagens do ato na parte da manhã:










Texto e fotos: Luciano E. Palagano

sexta-feira, 15 de maio de 2015

CRÔNICA: Servidores X Governo DO PARANÁ: Bonde Desgovernado

Luciano Egidio Palagano*
Frase que explica a concepção de Democracia da maioria dos políticos:
“Democracia é quando eu mando em você,
ditadura é quando você manda em mim.”
(Millôr Fernandes)


Hoje, 15/05, o Campus da UNIOESTE de Marechal Cândido Rondon foi palco de mais um protesto dos servidores estaduais.
Um dia depois do governo estadual anunciar que encerrou as negociações com os sindicatos que representam as diversas categorias em greve no estado do Paraná, o campus de Marechal Cândido Rondon da Unioeste foi palco de mais um protesto que unificou professores e funcionários da UNIOESTE e da Rede de Educação Básica.
O protesto ocorreu durante a realização de uma das mesas do XV Seminário de Extensão da Unioeste, que começou ontem 14/05, os manifestantes fizeram uma recepção ao Deputado Federal Evandro Roman (PSD) em um ato de repúdio à defesa que o mesmo fez na Câmara dos Deputados em Brasília dos atos do Governo Estadual, relacionados aos fatos ocorridos no dia 29/04.
Na mesma mesa também deveria ter estado presente o atual Secretário de Esportes do Paraná, Douglas Fabrício, que, segundo informações, não se fez presente por motivos de saúde.
Logo na chegada já foi possível ver o constrangimento do deputado quando o mesmo se deparou com o cemitério simbólico em frente da Biblioteca do Campus.
Dep. Evandro Roman (PSD) e Assessor
chegando no XV SEU. Ao fundo: cemitério da gestão Richa
Imagem: Luciano Egidio Palagano
Assim que o mesmo se dirigiu à mesa e iniciou sua fala, os manifestantes (vestidos em trajes de luto, com a boca tapada por tiras escuras e segurando cartazes) deram as costas ao deputado esvaziando a plateia e se posicionando ao lado do cemitério entoando o grito “Fora Beto Richa”.
Enquanto os manifestantes se posicionavam ao lado do cemitério e a plateia ficava cada vez mais vazia, era perceptível a preocupação e o constrangimento do parlamentar com o ato, uma vez que volta e meia, durante a sua fala, ele inseriu algum termo de homenagem à educação e aos professores, aparentemente tentando mediar a tensa situação que se verificava no momento.
Após a fala do deputado, foi aberto um espaço para questionamentos e apesar da temática da mesa não ser a greve dos servidores e nem mesmo os fatos ocorridos no dia 29/04, foi este o tema que dominou o debate.
A professora Aparecida Darc (comando de greve da UNIOESTE) fez uma fala ao deputado no sentido de que o protesto realizado naquele momento não era uma questão de vontade, mas sim de necessidade e de que a fala do professor coordenador da mesa (Professor Luís Peres – Ed. Física), que colocou que o parlamentar havia conseguido recursos para a Universidade, e a atuação do parlamentar com relação aos fatos do dia 29/04 e de todo o processo de mobilização era no minimo contraditório.
O deputado ao responder a professora colocou que não era de esquerda e nem de direita, e que defendia o direito de greve, mas que era preciso também defender a ordem instituída.
Servidores segurando faixa da manifestação
Imagem: Luciano Egidio Palagano

Um terceiro questionamento foi feito ao parlamentar pelo integrante da rede estadual de educação básica, Maicon Palagano, que mencionou que o atual chefe da casa civil do Paraná (Eduardo Sciarra - PSD) que é do mesmo partido de Evandro Roman, enquanto deputado votou contra a penalização do trabalho escravo. E que, já que o deputado em sua fala se dizia a favor do movimento dos servidores, por que ele, na qualidade de Deputado Federal, também não denunciava o Governo Estadual à PGR à exemplo dos Deputados Ivan Valente, Chico Alencar, e Jean Willys (PSOL). Ao responder o questionamento do servidor, o parlamentar apenas disse que, como os deputados mencionados são de extrema esquerda (na avaliação do parlamentar) ele não entraria neste assunto.
Mas, talvez dentre todos os questionamentos, aquele que mais tenha se destacado (devido a polêmica resposta dada pelo parlamentar) tenha sido o do Professor do curso de História da Unioeste, Gilberto Calil que também integra o comando de greve da UNIOESTE. O mesmo questionou o deputado sobre a sua afirmação de não ser nem de esquerda e nem de direita, e sim a favor do povo (sentido genérico).
Servidores aguardando a chegada do Dep. Evandro Roman
Imagem: Luciano Egidio Palagano
O professor questionou o deputado sobre esta afirmação, e colocou que historicamente o agrupamento politico que sempre trouxe este discurso de não ser esquerda e nem direita foi o fascismo**. Ao responder o professor, Evandro Roman reiterou a posição anterior, dizendo novamente que defendia o povo e não era nem de esquerda e nem de direita e que se isso fosse ser fascista ele não via nenhum problema nisso.
Após este debate, a situação se manteve tensa até o final da mesa, onde na saída do deputado alguns de seus assessores ensaiaram um bate boca com alguns manifestantes um pouco mais exaltados.
Enfim, o ocorrido hoje na Unioeste serviu como uma mostra sobre a atual situação do Estado do Paraná, pois na reunião do Conselho Estadual da APP juntamente com o Comando Estadual de Greve da entidade ficou deliberada a continuidade da greve apesar das ameaças do governo, assim como também deliberaram pela continuidade as várias assembleias das entidades representativas dos professores e servidores das IES, além da SANEPAR, que ao que tudo indica começa uma paralisação no próximo dia 19/04. Desta forma, a partir da semana que vem, caso o governo não tenha um insight de habilidade politica para atuar junto ao movimento grevista, se configura a construção de uma greve geral dos servidores estaduais no estado.
Dep. Evandro Roman é recepcionado por manifestantes.
Imagem: Luciano Egidio Palagano
Acontece que, aparentemente o governo vai na contramão desta necessária habilidade, pois ontem uma das medidas do mesmo foi fechar a mesa de negociação.
Fica então a pergunta: como resolver o atual impasse, se por parte do governo não existe a possibilidade de diálogo? Ao que parece o governo tomou uma posição e quer enfiar a mesma “goela abaixo” dos servidores, nada surpreendente para uma gestão que fez o uso de tamanho aparato policial no dia 29/04, na intenção de impedir os servidores de participarem da sessão que votava a mudança na PRPrevidência.
Este impasse em que se encontra o estado, e que já acumulou desde ações que beiraram o ridículo como deputados chegando na ALEP em um camburão e trágicas como o “Massacre no Centro Cívico” parece estar longe de ser resolvido. O bonde continua acelerando cada vez mais, e ao que parece, segue Desgovernado.

* Bacharel e Licenciado em História, correspondente do Jornal Pasquim do Oeste e colaborador do projeto Brasil de Fato Paraná
** O fascismo é um movimento político e social que nasceu na Itália pela mão de Benito Mussolini na sequência da Primeira Guerra Mundial. Trata-se de um movimento totalitário e nacionalista, cuja doutrina (e as similares que se desenvolvem noutros países) recebe o nome de fascista.
O fascismo surgiu como terceira via perante as democracias liberais (como a norte-americana) e o socialismo (a URSS). Para além do regime de Mussolini na Itália, são considerados fascistas os da Alemanha de Adolf Hitler e da Espanha de Francisco Franco.
O fascismo baseia-se num Estado todo-poderoso que diz encarnar o espírito do povo. A população não deve portanto procurar nada fora do Estado, que está nas mãos de um partido único. O Estado fascista exerce a sua autoridade através da violência, da repressão e da propaganda (incluindo a manipulação do sistema educativo).
O líder fascista é um maioral que está acima dos homens comuns. Mussolini denominava-se como Il Duce, que deriva do latim Dux (“General”). Trata-se de lideranças messiânicas e autoritárias, com um poder que se exerce de maneira unilateral e sem consultar (pedir a opinião) quem quer que seja.
Na Alemanha, o fascismo está associado ao nazismo. Este movimento teve uma forte componente racial, que promulgava a superioridade da raça ariana e procurava exterminar as restantes colectividades, como os judeus, os ciganos e os negros.
O neofascismo e o neonazismo repetem atitudes dos movimentos originários (violência, autoritarismo), apesar de negarem ou minimizarem os crimes cometidos por esses grupos ao longo do século XX.

Leia mais: Conceito de fascismo - O que é, Definição e Significado http://conceito.de/fascismo#ixzz3aFRo5nyH

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Debutando: XV SEU

Seminário de Extensão da UNIOESTE (SEU) completa 15 anos e apresenta  mostra fotográfica sobre o “Massacre do Centro Cívico”.


por Luciano Egidio Palagano (texto e fotos)*


A greve dos servidores do estado do Paraná continua a todo vapor, o Fórum das Entidades Sindicais (FES), após uma reunião com representantes do governo, onde nenhuma proposta foi apresentada pela administração estadual, informou ao Governo do Estado que não participará de mais nenhuma mesa de negociação enquanto o Governo não tiver uma proposta à ser apresentada às categorias em greve.
Ao que parece, os sindicatos se cansaram de sentarem à mesa de negociação para o governo simplesmente marcar outra reunião. Foi apresentado uma espécie de ultimato ao governo estadual, colocando como prazo máximo para o mesmo o dia 14/05 para a apresentação de uma proposta sobre as reivindicações das categorias. Segundo informações, caso o governo não apresente nada até o dia 14/05 o FES cogita chamar uma greve geral dos servidores a partir do dia 18/05.
Na mesma esteira das categorias que já estão em greve, como a Educação Básica e Ensino Superior, ontem os servidores da Sanepar também aprovaram indicativo de greve a partir do dia 18/05, o que provavelmente vai “engrossar o caldo” do movimento grevista dos servidores estaduais a partir da semana que vem.
Percebe-se assim, que a situação no Paraná se torna cada vez mais critica e tensa, e apesar de tudo isso, até o momento o governo estadual não apresentou nenhuma proposta concreta para solucionar este dilema que atinge não só os servidores, mas toda a população paranaense.
Professores assistem vídeo que trata da Previdência na concentração de greve
em Marechal Cândido Rondon.

Alias, a impressão que se tem, é que o executivo não esta muito preocupado com a situação do estado, uma vez que o governador não se fez presente na mesa de negociação com o FES no dia 12/05. Ao invés do chefe do executivo, o governador Beto Richa (PSDB), se fazer presente na negociação com os sindicatos, demonstrando assim um minimo de preocupação com a situação no Estado, ele resolveu se dirigir a Brasília para assistir a sabatina do jurista paranaense indicado ao STF Luiz Edson Fachin, algo plenamente justificável se a situação no estado não fosse de pleno “incêndio”.
Marechal Cândido Rondon: Ontem, 13/05/15, teve inicio o XV Seminário de Extensão da Unioeste (XV SEU) com o seguinte tema: “SEU 15 Anos: Interfaces e Novas Perspectivas” e até mesmo o Seminário de Extensão foi influenciado pelo movimento grevista.
Este, que é um evento acadêmico, tem a intenção de debater e apresentar a comunidade acadêmica e externa, os projetos de extensão realizados pelos diversos cursos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. No corrente ano, o mesmo esta sendo realizado no campus de Marechal Cândido Rondon. Isto, em um período em que os servidores estaduais (incluindo os professores e funcionários das IES), encontram-se em “clima de guerra” com o governo do estado.
Desta forma, a oportunidade do evento esta sendo utilizada pelo movimento grevista para dar voz às suas reivindicações, ao mesmo tempo em que coloca em debate com a sociedade o porque da greve, e expõe os fatos ocorridos nos fatídicos dias 28 e 29/04, datas que viram ocorrer o evento que ficou conhecido internacionalmente como “Massacre do Centro Cívico”.
Assim, aqueles que se fizerem presentes ao evento, poderão prestigiar uma Mostra Fotográfica Intitulada “Registro de um Massacre”, a mostra, que esta sendo realizada pela ADUNIOESTE e pelo Comando de Greve Docente da UNIOESTE, tem por objetivo apresentar imagens feitas nos dias 28 e 29/04 no Centro Cívico em Curitiba.
Fazendo parte dos eventos do XV SEU, também ocorrerão algumas mesas de debate sobre o Ensino, a Pesquisa e a Extensão no Estado do Paraná, com certeza, dado o momento de afloramento de diversas greves no estado, o processo de greve dos servidores da educação acabará entrando no debate, mesmo que de maneira paralela. Talvez, uma das mesas mais interessantes para quem pretende se inteirar sobre as greves no estado, seja aquela que vai se realizar hoje (14/05) a partir das 13h30 na tenda da concentração de greve dos servidores da UNIOESTE. A mesa terá o seguinte tema: “As condições do ensino público no Paraná” e será composta por representantes da APP-Sindicato, ADUNIOESTE e SINTEOESTE, clique aqui para ter acesso a programação completa do XV SEU.
Abaixo, seguem alguns registros do XV SEU:
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"

Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"

Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"

Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"

Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"




Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"




Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"




Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"
Caderno de Assinaturas da
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"



Cemitério Simbólico do Governo Estadual e Base aliada

Faixa do Sindicato dos Servidores da Unioeste (SINTEOESTE)
dá as boas vindas aos participantes do XV SEU.



Cemitério Simbólico do Governo Estadual e Base aliada

Cemitério Simbólico do Governo Estadual e Base aliada

* Bacharel e Licenciado em História, correspondente do Jornal Pasquim do Oeste e colaborador do projeto Brasil de Fato Paraná.



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

AGROTÓXICOS



Seminário na Unioeste aponta impactos dos agrotóxicos na educação e na saúde pública

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Cascavel, sediou na noite desta quarta-feira (19/11) o Seminário ‘Escolas do Campo e Agrotóxicos’. Promovido pelo mandato do vereador Paulo Porto (PCdoB), o evento reuniu cerca de 120 pessoas, entre pesquisadores, profissionais da saúde, agricultores, movimentos sociais, professores e alunos das escolas do campo; todos preocupados com a escalada do uso de agrotóxicos e a contaminação de ambientes e das pessoas dela resultante, com severos impactos a saúde pública e a segurança alimentar.
O evento foi aberto com uma palestra da médica Lilimar Mori, chefe de Vigilância de Saúde da 10ª Regional do Governo do Estado. Ela apresentou dados sobre o uso de agrotóxicos na área de abrangência do órgão e das notificações de intoxicações e óbitos, entre os anos de 2007 e 2014. Enquanto a média de intoxicações no Paraná é de sete pessoas por 100 mil habitantes, na área da bacia do Paraná 2 (Oeste do Paraná) o índice chega a 53,5 por 100 mil.
Nos últimos sete anos, a 10ª Regional de Saúde registrou um total de 3.229 casos de intoxicação exógena, sendo a maior parte por medicamentos (45,9%). As intoxicações por agrotóxicos agrícolas, raticidas, agrotóxicos domésticos e de saúde pública resultaram em 645 notificações, cerca de 20%. A maior parte dos registros aconteceu em Cascavel, com 2.433 casos (75,3%), seguido de Boa Vista da Aparecida com 224 e Guaraniaçu com 109 casos. Vale lembrar que a 10ª Regional não abrange municípios da área de Toledo e Foz do Iguaçu.
A maior parte das notificações por agrotóxicos são de intoxicação por herbicida (41,7%) e inseticida (37,3). A pulverização aérea representa 25,5% dos casos de intoxicação por agrotóxicos, seguido da diluição com 13,4% e tratamento de sementes com 4%. Também foram registrados, entre 2007 e 2014, um total de 35 óbitos por intoxicação, sendo 12 deles em virtude dos agrotóxicos.
Segundo a especialista, mesmo que ingredientes ativos dos agrotóxicos, por seus efeitos agudos, possam ser classificados como medianamente ou pouco tóxicos, não pode se perder de vista os efeitos crônicos que podem ocorrer meses, anos, ou até décadas após a exposição, manifestando-se como várias doenças como cânceres, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.
De acordo com Lilimar Mori, o problema dos agrotóxicos ainda é pouco pesquisado e com um escasso número de fontes oficiais de informação. Por isso, ela fez o alerta para os casos desconhecidos relativos ao tema. “Além das notificações de causas ignoradas de intoxicação temos aquelas situações que sequer chegam ao nosso conhecimento. Os casos registrados são um universo muito pequeno dentro do que a gente sabe que acontece aqui na região Oeste”, destacou a médica.
Recursos hídricos
Elaine Marchioro, coordenadora da Via Campesina do Paraná, apresentou dados do crescimento do uso do agrotóxico no Estado. O uso deste tipo de tipo de produto no Paraná cresceu 20%, entre 2008 e 2011, segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O Estado consome por ano 96,1 milhões de quilos de agrotóxicos, que representa mais de 9 quilos por hectare de área plantada, três vezes mais que a média nacional. “Esse dado é preocupante, uma vez que apesar do crescimento do uso de agrotóxicos, a produção neste período se manteve estável. Ou seja, está se utilizando mais veneno para produzir a mesma coisa”, alertou.
Esses números se acentuam nas regiões Central e Oeste do Estado. Em Cascavel, por exemplo, a quantidade de tóxicos nas plantações é de 23 kg/ha/ano. “Os agrotóxicos utilizados no Paraná, especialmente em nossa região, são classificados como perigosos e muito perigosos, em uma escala que vai de pouco a altamente perigosos. São altamente tóxicos, aqueles que chamamos de faixa vermelha”, relatou Elaine.
Além da contaminação direta dos alimentos, os agrotóxicos são a segunda maior causa de contaminação dos recursos hídricos no país, atrás somente do despejo do esgoto doméstico, alertou Elaine. A bacia hidrográfica do Alto Piquiri (Centro-Oeste e Oeste) utilizou no período pesquisado 19,3 milhões de quilos, mais de 20% do total de agrotóxicos aplicados no Estado. “Anteriormente a contaminação em alto grau estava restrita as águas rasas e poços artesianos, mas parte das águas profundas também já estão contaminadas”, aponta a militante.
Para coordenadora da Via Campesina, o desafio é contrapor esse atual modelo do agronegócio, que opta por uma produção baseada na expansão de fronteiras agrícolas para exportação de commodities e na monocultura cada vez mais dependente do veneno e de fertilizantes químicos. “É preciso um olhar diferenciado dos nossos agentes públicos e dos profissionais de saúde para o campo. Nossa tarefa, enquanto camponeses, é seguir fazendo a luta pela agroecologia, pela defesa do meio ambiente, da fauna, da flora e da biodiversidade”.
Educação do campo
Diretores, professores e alunos de educação do campo trouxeram relatos sobre o encaminhamento de crianças a postos de saúde em decorrência da exposição a aplicação do agrotóxico, especialmente pela pulverização aérea perto das escolas. Alunos do Colégio Aprendendo com a Terra e a Vida Zumbi dos Palmares, no assentamento Valmir Mota, e da comunidade Alto Alegre, no reassentamento São Francisco, decoraram o seminário com cartazes alertando para os riscos da aplicação de agrotóxicos e dizeres como “Não passe veneno perto de escolas, hospitais e casas”, “Não podemos aceitar o latifúndio passando veneno perto de nossa escola” e “Agrotóxico mata”.
Para o vereador Paulo Porto, idealizador do seminário, é preciso mobilizar os diferentes atores sociais para os danos causados pelo uso dos agrotóxicos. “Nosso desafio é criar políticas públicas de controle e regulação do uso, medidas legislativas e alternativas que dialoguem com os movimentos sociais e com o segmento da agricultura familiar e camponesa. Nosso mandato tem esse compromisso junto aos movimentos sociais de ampliarmos o debate sobre esse tema junto à sociedade. Não podemos continuar aceitando que o cidadão do Oeste do Paraná consuma 12 litros de agrotóxicos por ano, quase três vezes mais do que a média nacional”.

 Enviado por ACS em qui, 20/11/2014 - 16:47

 

 

sábado, 15 de novembro de 2014

QUESTÃO INDÍGENA



I Congresso: A questão indígena no oeste do Paraná e a reconstrução do território Avá-Guarani

No âmbito do projeto de pesquisa “A questão indígena no oeste do Paraná e a reconstrução do território Avá-Guarani”, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e como evento paralelo ao IV Congresso Internacional Constitucionalismo e Democracia, será realizado o presente evento científico, nos dias 25 e 26 de novembro de 2014, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), em Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil.
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COORDENAÇÃO CIENTÍFICA
Dr. Carlos Frederico Marés de Souza Filho
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COMISSÃO ORGANIZADORA
Dr. Carlos Frederico Marés de Souza Filho
Msc. Liana Amin Lima da Silva
Msc. Manuel Munhoz Caleiro
Msc. Priscila Lini
Msc. Raul Cézar Bergold
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O congresso se desenvolverá à partir de 3 (três) eixos, cada um deles tratado em uma mesa específica, indicadas na programação abaixo.
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PROGRAMAÇÃO

.(sujeito a alterações)
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25 de novembro de 2014 – 14h
OS AVÁ-GUARANI
Liderança Avá-Guarani
Liderança Avá-Guarani
Prof. Dr. Spensy Pimentel (UNILA)
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25 de novembro de 2014 – 19h
IMPACTOS SOBRE O TERRITÓRIO AVÁ-GUARANI
Liderança Avá-Guarani
Liderança Avá-Guarani
Dr. Carlos Frederico Marés de Souza Filho (PUCPR)
Dr. Paulo Porto (UNIOESTE)
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26 de novembro de 2014 – 9h
A RETOMADA DO TERRITÓRIO AVÁ-GUARANI
Liderança Avá-Guarani
Liderança Avá-Guarani
Msc. Raul Bergold (INCRA)
Msc. Diogo Oliveira (UFSC/FUNAI)
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26 de novembro de 2014 – 14h
GRUPOS DE TRABALHO
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DA APRESENTAÇÃO DE RESUMOS EXPANDIDOS NOS GRUPOS DE TRABALHO
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Além das mesas acima indicadas, haverá espaço para a apresentação e discussão de pesquisas relacionadas a seus temas, que deverão ser submetidas, para fins de admissão e publicação, no formato de resumo expandido e obedecerão às regras de normalização da ABNT, bem como aos seguintes requisitos:
I) ser resultado ou objeto de projeto de pesquisa, extensão ou de experiência prática;
II) ser submetida em língua portuguesa, com a respectiva tradução para outra língua de livre escolha (por exemplo: português-espanhol; português-inglês, português-guarani etc.);
III) conter no mínimo três palavras-chave na língua portuguesa e na língua ou nas línguas do resumo;
IV) indicar a mesa correspondente e conter o nome completo do(s) autor(es) ou autora(s), e também a identificação da instituição, organismo ou movimento ao qual pertença, bem como do endereço eletrônico;
V) possuir no máximo 3 (três) laudas, com breve introdução, desenvolvimento, eventuais conclusões e referências;
VI) serem apresentadas, obrigatoriamente, no formato .doc ou .docx, em tamanho A4 (21 cm X 29,7 cm), posição vertical, fonte Times New Roman, corpo de texto tamanho 12, alinhamento justificado, sem separação de sílabas, espaçamento entrelinhas de 1,5 pontos, endentação de parágrafo de 1,5 cm, margens superior e esquerda de 3 cm, e margens inferior e direita de 2 cm.
VII) cada autor e/ou autora poderá apresentar até 2 (dois) resumos expandidos;
VIII) cada resumo expandido pode conter até 3 (três) autores e/ou autoras;
IX) os resumos expandidos somente constarão nos registros e/ou anais do evento caso sejam apresentados oralmente;
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DA APRESENTAÇÃO DE PÔSTERES NOS GRUPOS DE TRABALHO
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Os pôsteres a serem submetidos dentro dos temas tratados nas mesas acima indicadas deverão seguir as seguintes recomendações:
I) título em destaque, nome do(s) autor(es) ou autora(s) acompanhado da Instituição a que está vinculado, nome do orientador ou orientadora, se for o caso, local onde foi ou está sendo realizada a pesquisa;
II) resumo da pesquisa contendo palavras-chave, problema da pesquisa, objetivos, referências teórico-metodológicos, eventuais resultados alcançados e referências;
III) possuir no máximo quinhentas palavras e ser apresentado no formato “.pdf”, tamanho A4 (21 cm X 29,7 cm), posição vertical, fonte Times New Roman corpo de texto tamanho 12, alinhamento justificado, sem separação de sílabas e espaçamento entrelinhas simples.
IV) tamanho: 1,10m de altura por 90cm de largura, devendo conter cordão na parte superior para fixação;
V) conteúdo: no alto, título em destaque escrito com letras maiúsculas, nome do autor (se for bolsista é necessário apresentar o nome da entidade financiadora) acompanhado da instituição a que está ligado, nome do orientador ou orientadora, se for o caso, local onde foi ou está sendo realizada a pesquisa; no corpo do pôster, resumo, palavras-chave, problema da pesquisa, objetivos, referências teórico metodológicas, resultados alcançados e bibliografia utilizada;
VI) critérios para a composição dos pôsteres: apresentação visualmente atraente, clareza na exposição das informações, ordem lógica na apresentação, concisão textual.
VII) a confecção, transporte, exposição e retirada dos pôsteres são de inteira responsabilidade dos autores, assim como eles deverão estarão lado do pôster das 14h às 18h do dia 26 de novembro de 2014;
IX) cada autor ou autora poderá submeter apenas um pôster para o evento, sendo permitido máximo de 3 co-autores(as) para cada pôster.
X) os pôsteres somente constarão nos registros e/ou anais do evento caso sejam apresentados oralmente;
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DOS PRAZOS
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Os resumos expandidos e pôsteres serão recebidos através do formulário abaixo até 23h59 do dia 19 de novembro de 2014 (prazo prorrogado), através do formulário abaixo. A lista de resumos e pôsteres aprovados será divulgada até o dia 21 de novembro de 2014 (prazo prorrogado).
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DAS INSCRIÇÕES
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As inscrições para o evento serão gratuitas.

Fonte:http://www.direitosocioambiental.com.br/congressoavaguarani/


segunda-feira, 12 de maio de 2014

HISTÓRIA ORAL





Professora da Unioeste é eleita vice-presidente da ABHO


A professora Doutora Méri Frotscher, dos cursos de licenciatura e mestrado em História da UNIOESTE, campus de Marechal Cândido  Rondon, foi eleita vice-presidente da Associação Brasileira de História Oral (ABHO), no congresso realizado na semana passada em Teresina, PI.
Criada em 29 de abril de 1994, durante o II Encontro Nacional de História Oral, realizado no Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de História Oral (ABHO) congrega estudiosos e pesquisadores das áreas de História, Ciências Sociais, Antropologia, Educação e demais disciplinas das ciências humanas de todas as regiões do país.
Seus associados têm em comum o uso da história oral em suas pesquisas, isto é, a realização de entrevistas gravadas com pessoas que viveram ou testemunharam acontecimentos, conjunturas, instituições, modos de vida, ou outros aspectos da história contemporânea.