segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Deputado Sperafico obtém recursos para sede do Museu Histórico de Toledo




TOLEDO – O deputado federal Dilceu Sperafico confirmou ao prefeito José Carlos Schiavinato, de Toledo, a liberação de verba especial, através de emenda parlamentar individual, para construção de sede própria do Museu Histórico Willy Barth.
Os recursos, no valor de R$ 1.218.750,00, do Ministério do Turismo, foram empenhados ainda no final de 2011 e colocados à disposição da Prefeitura para apresentação de projetos técnicos à Caixa Econômica Federal e, após sua aprovação, realização de licitação para contratação da obra.
Após essas etapas, a construção será iniciada e deverá estar concluída no prazo de um ano. A contrapartida da Prefeitura será de R$ 105.978,26, o que significará investimento de R$ 1.324.728,26 em edificação de 1.085,80 m2 de área construída.
A sede do museu contará com toda a estrutura necessária para a preservação e exposição de seu acervo, que resume a história da colonização e desenvolvimento do município e região e a obra dos desbravadores, que fizeram do Oeste do Paraná uma das regiões mais produtivas e desenvolvidas do País
O prédio terá as cores do município e revestimento de madeira na fachada, resgatando aspectos de construções antigas. A edificação ocupará terreno de 3.820 m2 na Rua Guarani, no loteamento implantado no antigo Seminário Verbo Divino, próximo ao campus da PUCPR.
O novo museu terá recepção, sala de café e venda de lembranças, três salas de exposições permanentes, com 315 m2, 92m2 e 91 m2, respectivamente, área de exposição temporária, sala de multiuso, oficina de restauro e setor administrativo.
“Ficamos muito contentes com a conquista, pois dotar o museu de sede própria, à altura do valor e importância de seu acervo, é contribuir para o resgate, preservação, valorização e divulgação da história de Toledo e região”, destaca Sperafico.
“Numa sociedade carente de referências positivas, isso tem significado muito grande, pois conhecendo a epopéia da colonização do município, as nossas crianças e jovens verão que temos entre nossos antepassados heróis de verdade, tão ou mais corajosos que os ídolos fictícios da televisão, dos videogames e do cinema”, acrescenta o parlamentar.
Para avaliar melhor a importância do Museu Histórico Willy Barth, segundo ele, basta conhecer seu acervo sobre a colonização e o processo de desenvolvimento de Toledo e do Oeste, em sua atual sede, na Avenida Tiradentes, no centro da cidade.
Ele reúne objetos, como ferramentas de trabalho e uso pessoal, móveis, utensílios domésticos e brinquedos, além de arquivos de imagens, sons e documentação dos pioneiros, que começaram a chegar ao município em março de 1946. No total são 14.680 itens, todos catalogados e doados pela população.
O Museu Histórico Willy Barth foi criado e nominado em 1976 e instalado em 1984. Desde então funciona no segundo andar do prédio do Centro Cultural Oscar Silva, na Praça Willy Barth, onde também funcionam a Biblioteca Pública Municipal e a Secretaria Municipal da Mulher. A visitação chega a oito mil pessoas por ano. 

Fonte: Assessoria de Imprensa

SENAC




Análise prévia do projeto é aprovada em Marechal Rondon

O prefeito em exercício de Marechal Cândido Rondon, Silvestre Cottica, esteve reunido, nesta sexta-feira (06), com o presidente do Sindicomar, Ademar Bayer, o diretor do Sesc, Gilberto Mensato, e o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Arlen Güttges, para estudar o projeto que visa a construção da unidade do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) no município rondonense. Após uma análise prévia o projeto foi aprovado, segundo afirma o responsável pela pasta de Indústria e Comércio, Arlen Güttges.
“O projeto foi previamente aprovado e por isso a previsão é de que a licitação da obra aconteça em fevereiro. A unidade do Senac será construída em uma área de sete mil metros que está localizada em frente ao Ginásio de Esportes da Vila Gaúcha. Ela foi repassada pela prefeitura ao Sistema Fecomércio ainda no ano passado. A obra deverá contar com mais de 1,3 mil metros, englobando o setor administrativo, auditório e nove salas para treinamento. A edificação terá início ainda neste semestre”, explica o secretário, acrescentando que na oportunidade o presidente do Sindicomar também apresentou o projeto arquitetônico ao prefeito, Silvestre Cottica.      
A previsão é de que o Sistema Fecomércio irá investir mais de R$ 5 milhões na obra. A unidade terá abrangência regional e visa atender, além de Marechal Rondon, mais 11 municípios. Atualmente, o Senac oferece capacitação e aperfeiçoamento profissional por meio de cursos, palestras e outras atividades nas áreas de artes, comércio, comunicação, conservação e zeladoria, design, gestão, imagem pessoal, idiomas, informática, tecnologia educacional, meio ambiente, lazer e desenvolvimento social, saúde, turismo e hospitalidade.


O prefeito em exercício, Silvestre Cottica, juntamente com o presidente do Sindicomar, Ademar Bayer, o diretor do Sesc, Gilberto Mensato, e o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Arlen Güttges, aprovaram o projeto da unidade do Senac em Rondon


Foto: Ademir Herrmann
Fonte: Assessoria de Imprensa

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sobre o uso político de verba antienchente...


 
 
   Os jornais de hoje destacam o direcionamento político de verbas gastas em 2011 na prevenção de enchentes no âmbito do Programa “Prevenção e Preparação para Desastres”, das quais 90% foram destinadas a Pernambuco, o Estado do Ministro da Integração Nacional.

   Diante disso, cabe comentarmos que, desta forma, a imprensa dá a entender que a principal solução para o problema das chuvas seria uma mera redistribuição espacial dos recursos originalmente programados no orçamento.

   Porém, cabe ressaltar que toda esta grande discussão e polêmica é feita em cima de um valor total de R$ 28,4 milhões, valor este equivalente a apenas 21 minutos de pagamento de juros e amortizações da dívida, que no ano passado consumiu nada menos que R$ 708 bilhões.

   Conforme mostra o Dividômetro da Auditoria Cidadã da Dívida, este valor significou 45% dos recursos do Orçamento Geral da União. Enquanto isso, apenas 3% foram destinados à Educação, 4% para a Saúde e 0,12% para a Reforma Agrária.
Orçamento Geral da União de 2011, por Função - Executado até 31/12/2011 - Total: R$ 1,571 Trilhão

   Estes valores ainda devem sofrer pequenas alterações futuras, dado que, devido ao processo de contingenciamento (ou seja, a contenção de gastos para garantir o cumprimento das metas de superávit primário) muitos gastos sociais acabam sendo adiados e executados apenas no ano seguinte, por meio dos chamados “Restos a Pagar”.

   Alguns especialistas argumentam que o percentual de 45% do orçamento comprometido com a dívida estaria inflado, por incluir o chamado “refinanciamento” ou “rolagem” da dívida, que seria apenas algo contábil, ou seja, uma mera troca de títulos antigos por novos. Porém, é preciso considerar que o Relatório Final da recente CPI da Dívida na Câmara dos Deputados (aprovado pela propria base do governo e pelo PSDB) reconheceu que os dados geralmente divulgados pelo Tesouro Nacional como "Juros e Encargos da Dívida" não consideram a totalidade dos juros, mas apenas os juros que superam a inflação, medida pelo IGP-M, um índice que tem apontado uma inflação bastante superior à dos demais índices. Ou seja: grande parte dos juros são contabilizados como se fossem amortizações ou a chamada “rolagem” da dívida. A CPI requereu oficialmente aos órgãos governamentais os montantes de juros totais efetivamente pagos, e não recebeu resposta.

   Além do mais, os relatores do Orçamento 2012 (Arlindo Chinaglia – PT/SP) e do Plano Plurianual 2012-2015 (Walter Pinheiro - PT/BA) rejeitaram todas as emendas que poderiam obrigar o governo a divulgar os montantes totais de juros.

   Portanto, isto mostra a necessidade de uma ampla auditoria sobre esta dívida, já que o governo não se dispõe a garantir a transparência. Aliás, a auditoria da dívida está prevista na Constituição de 1988, mas jamais foi realizada.

   As investigações da CPI mostraram que a “rolagem” não significa meramente algo contábil, ou a mera troca de títulos antigos por novos. Na realidade, em um primeiro momento, o governo emite novos títulos (ou seja, toma novos empréstimos) para obter recursos. Para tanto, o governo fica na dependência da aceitação, pelos emprestadores, das taxas de juros oferecidas. Este processo é constantemente utilizado como uma forma de “chantagem” do mercado financeiro sobre o governo, pois se este último tomar qualquer medida que desagrade aos rentistas (por exemplo, o controle sobre o fluxo de capitais, a redução significativa dos juros, a tributação dos capitais financeiros, etc), logo o “mercado” retalia, aumentando as taxas de juros exigidas para “rolar” a dívida.

   Só posteriormente o governo utiliza os recursos (em dinheiro) arrecadados com as emissões de títulos e paga as amortizações, ou seja, os títulos que estão vencendo.

   Quando o governo faz nova dívida para pagar juros ou amortizações, este pagamento tem de ser considerado, dado que, se esta dívida repleta de indícios de ilegitimidade não existisse, todo este endividamento não estaria servindo para o pagamento da própria dívida, mas sim, para atender às áreas prioritárias como saúde e educação.
 
 
Fonte: http://agencianota.blogspot.com/2012/01/sobre-o-uso-politico-de-verba.html

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Volta às Aulas 2012




Campanha está em andamento em Marechal Rondon

A exemplo do ano passado, uma importante campanha volta a ser desenvolvida pelo Provopar (Programa do Voluntariado Paranaense) no município de Marechal Cândido Rondon. Trata-se da Campanha Volta às Aulas 2012, intitulada “Educar uma criança é resgatar uma esperança”. Ela teve início ainda no mês de dezembro e continuará em andamento até o dia 15 de fevereiro. A campanha têm como finalidade arrecadar materiais escolares, mochilas e uniformes que não são mais utilizados ou ainda algum material extra para repassar aos alunos da rede municipal e estadual de ensino sem condições financeiras e que são atendidos pela política de proteção social do município rondonense. 
De acordo com informações da presidente do Provopar, Maria Cleonice Froehlich (foto), a campanha foi antecipada, iniciando ainda no ano passado, a fim de arrecadar um grande número de materiais escolares para repassar aos alunos que necessitam antes do início das aulas. “É de grande importância que os rondonenses contribuam para que as crianças possam frequentar as escolas de forma digna e ao mesmo tempo motivadas. Além disso, as famílias que desejam receber as doações devem procurar o Provopar para fazer um cadastro, pois também contamos com as famílias da rede socioassistencial já cadastradas. A princípio, os materiais escolares devem ser entregues apenas no saguão do paço municipal e a partir do dia 16 de janeiro no Provopar, em virtude do período de férias. Após esta data, os dois locais estarão recebendo as doações”, comenta.
Para a realização da campanha, o Provopar conta com o apoio das escolas particulares, mas as instituições, empresas ou grupos interessados também podem participar.



Foto: Ademir Herrmann
Texto: ACS/PM/MCR


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Crônica/Walmir Assunção

 

O Evangelho Segundo a Modernidade     
 
                     Logo colocarão um bico na imagem do nosso bom Jesus. No evangelho atualizado o notável nazareno morreu olhando o horizonte, não em busca do pai, mas pelo orgulho de ser tão famoso - tanto quanto um Beatle. Jesus na hora fatal, antes da glória eterna, lembrou-se de todas as suas dificuldades e do difícil começo em sua vitoriosa carreira no ramo das privações e sofrimento - fugiu do anonimato com todo furor, como outros fogem da cruz.  Lembrou-se do seu primeiro jejum, de dois dias; e de sua primeira travessia, sem camelo, até o rio morto onde teve que bater pique e voltar na mesma tarde. Jesus recordou-se da primeira traição que sofreu, ainda criança, quando brincava de se esconder. Depois deram de falar do seu pai como chacota, que era uma forma de falar da mãe Nossa Senhora ludibriadora, aquela da geração espontânea. Tudo isso sem testemunhamento maciço, apenas ali, entre os vizinhos. Foi uma difícil carreira até finalmente se tornar o maior dos humildes e o mais famoso, orgulho da mãe e rival do pai.
                       Falo do Evangelho moderno, duvido que tenha sido essa a biografia do Redentor que adoramos, como adoramos reverenciar; nosso querido Jesus. A empáfia sempre esteve em voga, jamais por sua culpa - não seria esta a razão da sua expiação. Mas parece que agora estão prestes a clavar outro símbolo na cruz: um Deus bicudo e orgulhoso. A soberba está demais, dói nos ossos de qualquer cronista médio. Hoje a empáfia é mais bíblica do que Cristo, reles sombra de Noel.

                      São vinte e cinco alunos de várias Universidades espalhadas pelo Mundo; dois são italianos, os restantes são de nacionalidades diferentes, não mais do que um representante por País. Reuniram-se na sede da Channel para a criação do novo evangelho; uma condensação de idéias. De forma alguma o resultado poderá ser surpreendente.
    Jesus transformou a água em vinho, que logo depois transformou em água, isso na adolescência, só para exibir-se - já que não bebericava. Foi fazer a mesma coisa adulto, mas a água não voltou a ser água; pois foi quando começou a bebericar. Não era a sua intenção - foi uma promoção e tanto. Quanto aos pães que multiplicou, foi o segundo a comer, visto que precisava de uma cobaia, alguém que não tinha tanto o que demonstrar. Poderia ter sido o último, mas estava faminto e tinha que discursar. Lázaro andou à luz de velas, o que causou efeito maior. Assim foram revistos todos os milagres; curas e ressuscitamentos. Os demônios que gostava de exorcizar eram os mais barulhentos, de preferência os que admitiam a sua origem divina. Os porcos se afogaram em um lugar maior. Jesus saiu da Galiléia muito cedo; foi à China e depois para Roma. Eram 24 reis magos, um de cada País representante - dois da Itália. Reparemos que o novíssimo Evangelho já tem seus preceitos bem solidificados na terra e agora simplesmente quer ser oficializado no vácuo dos outros, eternos concorrentes.


                   Não é à toa, as grandes marcas querem se legitimar entre as essencialidades - com a metafísica bem amparada em milagres. Jesus é um garoto propaganda e tanto, maior do que um bom centroavante, e funciona melhor em mensagens veladas. A Ferrari também arquiteta o seu Evangelho, como outras o farão. Não haverá automóveis, é claro, mas deve falar do esplendor. Todos serão disponibilizados na net e com o tempo competirão com os tradicionais. Falo de uma conotação, da busca do soberbaço, o ser perfeito; mas haverá outras. A Nike, com fábricas pela Ásia, fará Cristo convencer crianças a carregarem a sua água. Logo essas versões serão jogadas na mídia, a princípio anonimamente; só com o tempo as empresas assumirão a sua criação. Por enquanto esse encontro na sede da Channel é secretíssimo – há grandes cronistas que são péssimos detetives, por isso que eu sei da tal reunião.
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Duílio avalia 2011 como positivo para Toledo, o Oeste e o Paraná


Duílio - comissão 1.jpgTOLEDO - O deputado estadual Duílio Genari, líder do Bloco Parlamentar PP/PV/PTB/PSL, na Assembléia Legislativa, afirma que 2011 foi um ano positivo para o Paraná e, especialmente para Toledo e o Oeste.
“Fazendo um balanço honesto, vimos que, apesar de grandes dificuldades, o novo Governo do Estado fez um bom trabalho, superando muitas adversidades e deixando um saldo positivo para a população. Já no caso de Toledo e do Oeste, o resultado foi ainda melhor” afirma o parlamentar.
Segundo Duílio, o governador Beto Richa estreou na função enfrentando situações e obstáculos que desconhecia, mas mesmo assim soube encarar os desafios e chegou ao final do período com grande aceitação e popularidade entre os paranaenses.
“Ele decidiu investir pesado em educação, liberando recursos para a reforma, ampliação e construção de novas escolas e até reduziu as turmas, beneficiando professores e alunos. Além disso, liberou verbas  para moradias populares e tomou decisões importantes para a agricultura, beneficiando a nossa região”, prossegue o deputado.
Conforme ele, foram os casos da criação da Agência de Defesa Agropecuária , a retomada do programa Trator Solidário, o aumento da estrutura da Ferroeste e a destinação de 410 milhões de reais para a recuperação de estradas estaduais, pois tais medidas facilitarão o escoamento e as exportações agrícolas do Estado.
“Foi um ano diferente, pois tivemos novidades no Executivo e no Legislativo. Na Assembléia Legislativa tivemos de cortar na própria carne, mas recuperamos o respeito da população e economizamos recursos importantes para investimentos em programas sociais e obras de infraestrutura, em benefício da população”, acrescenta Duílio.
 Segundo o parlamentar, para o Oeste, em especial, foi um bom ano, pois houve uma boa colheita de grãos, a produção e as exportações de suínos e aves continuaram crescendo e os prefeitos e vereadores voltaram a ter diálogo com o Governo do Estado, facilitando o trabalho de representação dos municípios.
“Retornamos a Toledo todas as noites de quinta-feira e até o final da tarde de domingo percorremos diversas cidades e mantemos contatos com autoridades e lideranças por telefone, das quais sempre ouvimos pedidos de encaminhamento ou acompanhamento de projetos e solicitações de obras e recursos. Com o entendimento restabelecido, fica mais fácil defender os interesses dos municípios”, observa Duílio.
“Sem fazer comparações ou criticar quem quer que seja, pois isso não é do nosso estilo, mas o governador Beto Richa está realizando uma administração moderna, aberta e acessível a todos, o que é muito importante. Esse avanço precisa ser reconhecido e valorizado, como já está acontecendo com o crescimento da aprovação do governador em diversas pesquisas”, afirma o deputado.
Segundo ele, com o clima amistoso e o governo dando prioridade aos anseios dos cidadãos e necessidades dos municípios e do próprio Estado, fica mais fácil encaminhar e defender reivindicações e trazer resultados para prefeitos, vereadores e lideranças, que é o que interessa aos cidadãos.
“Estamos satisfeitos e em 2012, com o governo já conhecendo melhor a realidade das contas públicas e as aspirações da população, esperamos trazer ainda mais conquistas, fazendo nossa parte no esforço pelo crescimento de Toledo e do Oeste”, promete o parlamentar.
Toledo, segundo ele, teve muitas conquistas em 2011, começando pelo Hospital Regional e unidades de saúde, graças ao trabalho do prefeito José Carlos Schiavinato e deputado federal Dilceu Sperafico e espera contribuir cada vez mais para o progresso da cidade, cuidando de seus interesses junto ao Governo do Estado em 2012 e nos próximos anos, como faz já há mais de duas décadas, com os resultados que todos conhecem.    

Fonte: Costa Assessoria

Prisão no próprio trabalho



Avicultores integrados à Sadia protestam contra preço e condições impostos pela transnacional



03/01/2012
Pedro Carrano
de Dois Vizinhos (PR)
Em Francisco Beltrão (PR), há 800 aviários que envolvem 8%
da força de trabalho da cidade - Foto:Ana Nascimento/ABr
"Não há alternativa”, é a frase comum entre muitos trabalhadores, uma vez que a decisão de integrar sua granja à empresa levou ao endividamento, resultado da exigência de modificação constante da infra-estrutura. O sucateamento precoce do equipamento mantém a renda do produtor abaixo dos gastos e do necessário para sobreviver. “Dormimos em prestação”, compara um produtor.  
Dia 10 de outubro, cerca de 500 pessoas juntaram-se na praça de Dois Vizinhos (PR), concentrados na Igreja Matriz – coincidência ou não, a data coincide com o 10 de outubro de 1957, quando a cidade principal de Francisco Beltrão foi tomada por seis mil agricultores, no capítulo conhecido como “Revolta dos Colonos”, no sudoeste do estado. Agora, eles gritaram por melhores preços pela unidade de frango, denunciando as condições impostas pela Sadia. Lideranças do ato calculam que a unidade local da corporação recebe as aves de cerca de 939 famílias integradas, dentre as quais 10% são produtores com bom rendimento, porém o restante têm aviários antigos, “são produtores mais velhos que passam por sérios problemas”, define Cândido da Silva, produtor de Salto Lontra, a 35 km dali. O universo total de granjas integradas à Sadia chega a 10 mil no país. Em Dois Vizinhos – que se auto-intitula a “capital do frango” - cada família entrega, no prazo de 28 dias, perto de 50 mil frangos para essa empresa encarregar-se de vender 90% para o mercado externo. Todos os dias, as entregas nos caminhões às portas da empresa somam 505 mil frangos. O peso na economia do sudoeste é inegável. A unidade de abate instalada em Francisco Beltrão (PR), por exemplo, integra 800 aviários e envolve 8% da força de trabalho da cidade.        
Naquela mesma manhã do dia 10, poderiam ser mais pessoas reunidas, não fosse a Sadia/BRF ter pressionado uma série de produtores a não aderir ao protesto. A coação já é de praxe. Assim mesmo, esse primeiro grito rompeu uma passividade e revolta contida de décadas. São trabalhadores que, no atual período histórico, o sindicalismo rural não deu conta de organizar, e, no caso, coube ao padre Deoclézio Wigineski, da paróquia local, propor as primeiras reuniões e manifestos.    
Os protestos contra a Brasil Foods começaram no dia 12 de setembro, quando os avicultores se posicionaram em frente à unidade da empresa em Dois Vizinhos. “Eles não têm condições de pagar as contas, a grande maioria está devendo bastante no banco e para terceiros”, descreve o padre. A indignação desses produtores era visível em cada palavra de ordem, em cada fala no microfone, as mãos tremendo: “O avicultor não precisa se confessar, já paga todos os pecados”, disse Elenice, avicultora, em um ato que também teve um forte caráter ecumênico.  
Organização dos trabalhadores     
No interior dos frigoríficos e matadouros, há embriões de organização dos trabalhadores, cuja ação mais importante foi a vitória, em 2010, da oposição ao Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Carnes e Derivados (Sitracarnes), na cidade de Chapecó (SC), em unidade da mesma Sadia, onde há 22 anos não haviam eleições sindicais. Na ocasião, o Ministério Público do Trabalho (MPT) garantiu que, se o trabalho da chapa de oposição fosse criminalizado, a direção da Sadia seria acusada de formação de quadrilha, por estar vinculada à antiga direção do sindicato.     
A Brasil Foods é resultado da tentativa de fusão entre a Sadia e a Perdigão, no pico da crise de 2009, ação recentemente questionada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), alegando que a concentração econômica da empresa resultaria em aumento de preços de alimentos e da inflação. Isso gerou, por um só dia, em julho de 2011, interrupção das ações do grupo na Bovespa. Hoje, o controle das ações ordinárias da BR Foods pertence sobretudo ao Fundo Petros e Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, que somam 22% das ações.       
Exploração dentro e fora   
As condições de trabalho na criação e também no abate dos animais começam a enfrentar uma crítica de entidades, espantadas com superexploração nesses locais de trabalho. Basta ver o documentário Carne e Osso, produzido pela Repórter Brasil (janeiro de 2011), revelando as condições de trabalho no interior de frigoríficos no Sul e Centro- Oeste do país. A película mostra que o setor emprega 750 mil operários, 500 mil no abate de aves. O número podia ser bem maior, pois somente um trabalhador realiza por minuto de 80 a 120 movimentos para desossar frangos, sendo que uma média de 30 movimentos seria um limite seguro para evitar doenças do trabalho. Um operário de frigorífico está sujeito a 743% mais chances de desenvolver doenças nos nervos e músculos do braço que outro trabalhador. Rotatividade e doenças nesse ramo são inevitáveis.       
Certo é que, no Paraná, a falta de denúncias coincidia com a falta de ferramentas para reorganizar os trabalhadores, que passam a se movimentar. “É uma ruptura que pode se dar (nesses locais) a partir de dentro, e não das instituições. A organização é muito difícil, e acontece depois que eles deixam a fábrica. Em Francisco Beltrão (PR), há a organização dos lesionados pela Sadia”, afirma Valdir Duarte, da Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assessoar). No caso dos avicultores integrados, trata-se de um sujeito político pressionado pela intensificação de produção e exportação de carnes, mas ainda sem experiência de luta.  
Pedra de Sísifo   
A primeira pauta foi construída baseada nos preços dos lotes e nas condições de produção. Os benefícios e direitos trabalhistas ainda aparecem de forma tímida na luta dos avicultores, que não têm acesso a férias remuneradas, carteira de trabalho assinada, como observa o coordenador no Paraná do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Robson Formica, presente ao ato, entre diferentes organizações e sindicatos que prestaram solidariedade. “Não há diferença para a exploração da indústria, a diferença é que esses trabalhadores não tem cartão-ponto”, afirma.     
O produtor Paulo Furlan está no ramo há vinte anos. O que o preocupa é o alto investimento pessoal, o baixo retorno e a necessidade de cumprir metas. Produtores calculam o endividamento em torno de 80 mil, o que faz da entrada nessa cadeia produtiva um verdadeiro cárcere para eles, onde quem entra “nunca mais sai”, como afirma Furlan. “É muito investimento. Não consigo comprar uma casa, não consigo. A despesa é alta. E a esperança é sempre o próximo lote de vendas”, diz, admitindo que a desigualdade no pagamento da Sadia aos produtores gera a expectativa de que é possível ganhar melhor, tal como no mito grego de Sísifo – carregando a pedra ao topo de montanha até que ela desmorone. Os produtores acusam a Sadia de não assumir erros na produção, ao passo que eles são penalizados quando não cumprem a meta ou apresentam a mercadoria fora dos padrões exigidos pela empresa. “Na região é um monopólio da Sadia/BRF. Isso submete agricultores, uma vez que a proposta inicial da empresa é ótima. Mas, com o aviário, a proposta não responde mais. Muito complicada essa questão de vender a imagem que não é verdadeira”, critica o padre Wigineski.  
Aléssio Antonio Cervinski tem três filhas, que o ajudam nas lidas da propriedade. As jovens não querem ficar nessa vida e sonham tomar outro rumo. Ele sacode a cabeça e admite que mesmo com o trabalho tomando, literalmente, as 24 horas do seu dia, não ganha o suficiente para se manter. “Nós somos escravos”, afirma outra produtora, chamada Elenice. Por sua vez, Rosane Dorigoni e Pedro Luiz Dorigoni, que produzem desde 1986, têm que diversificar outras atividades para sobreviver. O aviário na verdade acaba sendo apenas uma pedra no meio do caminho.        
No dia 10 de outubro, os avicultores ainda não foram à frente da Sadia para paralisar os caminhões, o que estava previsto na convocatória aberta do ato. A empresa, por intermédio da Igreja, resolveu negociar e os trabalhadores por ora se apressam em refundar uma Associação de Produtores - a antiga já estava fora de movimento há muito tempo e não dava conta dos seus interesses.
Agronegócio e submissão
A mesoregião de Francisco Beltrão, sudoeste do Paraná, é rica em memórias de lutas, como foi a Revolta dos Colonos (1957) quando famílias de colonos e descendentes de imigrantes mantiveram, armas em punho, a posse de suas terras. Hoje a produção local orbita em torno das unidades da Sadia. Há uma tensão entre a agricultura camponesa e familiar e a constante proletarização determinada pelo Capital, afirma Valdir Duarte, da Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assessoar). A maneira como as empresas do agronegócio conquistam os agricultores locais, de acordo com Duarte, dá-se por meio das empresas agroveterinárias, cujos técnicos estão em contato diário com o agricultor, para convencê-lo a implantar tal modelo. “É por onde chegam a Syngenta, Monsanto, uma estratégia que não é apenas local. Não há uma elite local capaz de um projeto próprio, seu projeto é desigual e combinado com as grandes transnacionais. É a exportação”, sintetiza.

Propostas dos produtores à Sadia
Renda: Que a renda dos lotes de frango seja de, no mínimo, R$ 0,35 por ave entregue à empresa Sadia/BRF, atingindo a conversão real estipulada no alojamento.
Pagamento: Quanto ao sistema de pagamento, o pedido é o de voltar a três dias úteis após a data do abate.
Investimento: Rever a viabilidade e a possibilidade dos investimentos obrigatórios a serem feitos pelos avicultores.

(Fonte: Assesoar) http://www.brasildefato.com.br/node/8532

Opinião



Senta igual uma mocinha

*Por Anna de Castro


“Você precisar ser mocinha! Fecha as pernas! Não coloca isso aí! Precisa se arrumar mais! Quem vai querer uma namorada assim? Tá igual seu irmão! Precisa se valorizar. Precisa esperar o homem ideal! Precisa esperar o momento ideal! Os homens fazem sexo as mulheres fazem amor. Passado de mulher e cozinha de restaurante… Vai ficar rodada (falada). Tá agindo igual uma piranha. Mulher é de um homem só. Boceta é um negócio feio! É natural de a mulher querer menos sexo. A mulher prefere fazer amor. O homem da minha vida. Não sou suas negas! Não sou dessas! Tá achando que sou alguma piranha?”
Tanta coisa a gente ouve tanta coisa a gente diz…
Para início de conversa, esse texto não é intencionalmente feminista e não vai ter linha teórica e palavras complicadas. É escrito de uma mulher qualquer para outras mulheres “qualqueres”. É só um desabafo para o que esses olhos observam e esse coração se inquieta e ofende através do ouvido. O texto é isso uma questão de sentido sobre como nós, mulheres e homens, somos oprimidos sexualmente das formas mais bem intencionadas e singelas.
Só o fato de um bebê ser mulher já inclui comentários sobre os perigos que os pais irão sofrer: uma menina custa mais caro; o pai irá lidar com os namorados, etc. Esses são os recados da sociedade para que aquele casal cumpra o papel de, logo de início, envolver a criança nesse sistema de opressões. É delegado aos dois a tarefa de passar a vida inteira sendo os guardiões da hipocrisia, da castidade, da moralidade e do puritanismo. Eles cumprirão esta função e, conseqüentemente, serão a condenação e a culpa que as mulheres carregam pelo resto da vida de não serem castas e de se sentirem usadas.
Nasce a garotinha, fura-se a orelha, veste-se de rosa sua imagem – está declarada nesse momento com o simbólico da fragilidade. Os nossos banhos são dados pela mãe, avó, prima, tia e qualquer mulher! Nosso pai é afastado nesse sentido e qualquer colo masculino numa família mais tradicional já é decretado como impróprio. Medo de alguma violência talvez. Mas também considero que aqui o homem ganha um papel animalesco e talvez esse seja o motivo de tantos ainda violentarem as crianças dentro da família. Eles não foram educados para serem responsáveis, amáveis, cuidar das crianças com a totalidade da criação. Não foram expostos a ter o olhar não vinculado ao sexo. O mundo do afago para homens consegue, nesse sentido, ser mais distante e oprimido ao da mulher: geramos doenças e violência por isso.
A sociedade cria os homens para serem os machos opressores e violentos.
Nesse exato momento que escrevo o texto no notebook acabei de escutar a vizinha com apenas 9 anos atendendo, à clara luz da manhã, pessoas em casa. Ela do lado de dentro do portão, um homem que entregaria uma encomenda a seu pai. Ele deixou um embrulho e ela se comportou como uma “moça”! E mesmo assim, surge uma mulher mais velha preocupadíssima que a criança atendeu o portão com o amigo do pai à porta. Exemplo prático de como é demonstrado como perigosa qualquer aproximação com um homem. E seguem os sermões com a criança.
Então começam nossas primeiras brincadeiras: ainda bem pequena a mão que não sossega de quando encontra a boceta (prefiro usar esse termo porque me é mais familiar e confortável). É o momento em que os meninos arrancam risos da família mostrando que são machos e nós descobrimos que temos uma vergonha! Dizem pra gente esconder; não mexer! Os mais modernos dizem que pode machucar! Os ultramodernos avisam que a mão está suja. Mas não existe ninguém perguntando se nós queremos entrar no banho pra ficar brincando e descobrir o que tem lá. Ninguém trata como se fosse qualquer outra parte do corpo. O órgão feminino já é omitido quando nos ensinam a falar os nomes: Onde ficam os olhos? Nós aprendemos! Assim como pernas, ouvidos, nariz, boca, pé, dedos, barriga. Os peitos e a “perereca” sumiram e ninguém diz “Achoooou!!!”.
Devem ter achado feio e incorreto porque eu designei o termo perereca. Mas diferente do que se ouve por ai acho que apelidos são sempre bem vindos e todas as partes do corpo tem. Então se não for servir de subterfúgio para não dizer os nomes reais por vergonha é bem vindo trazer um ambiente carinhoso e lúdico com o contato com o corpo logo de início.
Como estava contando… já esconderam as nossas “vergonhas”, agora fazem questão de que tenhamos autonomia na vigilância. Ouve-se incansavelmente o “fecha as pernas!”. Gostaria de saber porque diabos (além de servir como tortura) se veste uma menina de saia e pede que a criança mantenha a perna fechada para não mostrar a calcinha. Pronto! Está reforçada a vergonha que teremos futuramente em nos mostrar, encontrar, despir e gozar. Isso já está estabelecido quando ainda não aprendemos a ler.
Agora vêm as brincadeiras de criança! Os mundos divididos em brincadeira de menino e brincadeiras de menina. São reforçadas as tendências esperadas dos grupos sociais: os trabalhos mais pesados e físicos para o homem e as atividades mais quietas e sensíveis para as meninas. Então incluem que nós iremos brincar de boneca; fazer comidinha; escolinha; ser enfermeira; ter uma boneca arrumadinha; princesa-modelo que encontra o namorado. Também existe a falta de brinquedos mais intelectuais e livros. Ficamos sem os livros de aventura e os Legos, sem brinquedos de madeira e os robóticos. Alguns pensarão que isso já está mudando ou é passado, mas é tão evidente no meu convívio (de classe social mais baixa) que achei pertinente citar. Até porque, mesmo os presentes servem para enraizar a ideologia que serão as meninas mais pobres que ainda terão que trabalhar cuidando dos filhos delas e das outras da própria comunidade; de classe média que não possuirão disponibilidade.
Com tanta opressão e ao mesmo tempo tanta projeção para o comportamento ideal diante da avaliação de um homem é compreensível que nossa sexualidade exploda durante a adolescência e que nós só pensemos em amores, paixões, descobertas… porque mesmo que ainda escondidos esse é o momento mais propício. Talvez se desde sempre fossemos consideradas um processo contínuo e natural nós não seríamos tão incisivas e também não supervalorizaríamos as relações. A adolescência é um período muito forte para a mulher já que existem a vontade biológica e a pressão social ideológica que foi construída pelo amor romantizado. E nessa fase tudo isto acaba se somando, causando as maiores desilusões e mais sofridas na mulher.
Somos exageradamente sentimentais. Ainda não classificamos os tipos de relação; ainda queremos que as primeiras relações sejam capazes de, por si, mostrarem um valor superior, sobre os valores esperados pela família. Esperamos que o menino cumpra papel de protetor e honroso sobre a importância da nossa virgindade e mostre como ela deve ser enaltecida por eles. - Disseram-nos que nossa importância estava medida ali,  como um produto tem seu lacre, como um objeto que foi violado e usado e agora não tem valor de compra. – Esse é o momento que somos perdidas dentro de nós mesmas, que o mundo real não é coerente com os ensinamentos, que a nossa natureza se sobrepõe à hipocrisia social humana. Perdidas para a família, perdidas dentro de nós!
Durante a juventude culpamos os homens por nos usar. Toda relação será uma possibilidade de estabelecer vínculo profundo pleno e longo e mesmo que esse homem não seja interessante para um relacionamento. Mesmo que não haja um prazer real é dada a ele essa importância. Não existe ainda um conhecimento filtro e uma classificação sobre isso propriamente nossa. É o momento de sofrer com as amigas, de correr atrás, de brincar de gato e rato com os rapazes. Nas conversas entre amigas os relatos auxiliam nas descobertas mínimas feitas. Ficam expostas as opressões, medos conscientes e talvez expostos para estabelecer para amiga que você é pura ainda que no medo. Mas, merecidamente na realidade, eles são ignorados e resta às amigas a defesa da nossa “fragilidade” “expectativas” ou o julgamento torto e perverso sobre a outra como fazemos internamente com nós mesmas.
Os rapazes tiveram uma liberdade maior com relação à sexualidade conjuntamente com a supervalorização da sua virilidade lutam para acumular experiências em números e cumprem o papel por não estabelecer vínculos profundos. Também é cobrado a ele o papel de macho e reprodutor. O número de mulheres se torna algo importantíssimo na sua apresentação como homem. Mesmo que não seja estabelecida uma intimidade necessária para o maior desenvolvimento e técnica para percepção dos prazeres do próprio corpo e da parceira.
Com o tempo as coisas são melhores dosadas para algumas mulheres. Os casos com homens socialmente-não-adequados são escondidos e as relações duradouras e ideais apresentadas – essas ainda tem um caráter revolucionário à medida que já conhecem seu próprio prazer e sabem que, mesmo que a sociedade cobre um “status”, Tesão é algo independente nisso. Existirão mulheres que reinventarão a própria pureza e castidade se glorificando dos poucos homens que tiveram e os relacionamentos profundos ou se vitimizando cotidianamente. Outras terão uma postura radical a acumularão parceiros, mas essas, socialmente, não são aceitas; internamente já percebi algumas demonstrando que o exagero é decorrente de uma autopunição, autoflagelo. Outras podem ter vários parceiros por prazer, mas ainda restará o gosto cruel e amargo de não ser o tipo ideal de mulher que consegue se reprimir. Em certo momento poderemos ser qualquer uma dessas ou uma mistura de várias.
Tudo que eu disse aqui é superficial generalizado e pessoal. A questão é bem mais profunda e fundamentada, mas é um tipo de pensamento que não pode ficar perdido dentro de nós. Senão o tempo corre e poderemos futuramente ter conivência e reproduzir essas opressões ou pior deixá-las dominarem dentro de nós.


Fonte: http://psol50.org.br/blog/2011/12/27/senta-igual-uma-mocinha/comment-page-1/#comment-3928