sábado, 28 de janeiro de 2023
quinta-feira, 26 de janeiro de 2023
AMAZÔNIA x ARQUEOLOGIA BOTÂNICA
Amazônia: indígenas viveram na floresta por 5 mil anos sem destruir bioma, mostra estudo
- Victoria Gill
- Repórter de Ciências da BBC News
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
CONFERÊNCIA DE CULTURA
Conferência Municipal de Cultura acontece hoje em Marechal Rondon
25 de Janeiro de 2023 às 07:45
O Conselho Municipal de Políticas Culturais de Marechal Cândido Rondon e a prefeitura, através da Secretaria de Cultura, promovem hoje, dia 25, a 4ª Conferência Municipal de Cultura, no pavilhão alemão, no parque de exposições.
O evento iniciará às 19h, com credenciamento. A abertura solene está marcada para as 19h30, seguida da leitura e aprovação do regimento interno da conferência.
Às 20h30 acontecerá uma palestra virtual com André Avelino da Silva, da Secretaria de Cultura do Paraná, que falará sobre o desenvolvimento de projetos artísticos e culturais. Na sequência, acontecerão as mesas temáticas, onde seis eixos temáticos serão abordados: artes cênicas, artes plásticas, artesanato, música/literatura, patrimônio cultural e políticas culturais. Os temas serão amplamente discutidos e os resultados irão compor o Plano Municipal de Cultura. Por isso, pede-se que os agentes culturais ligados a estes eixos participem da programação, dando sugestões e propostas. A última pauta da programação é a discussão, apresentação e aprovação do novo Plano Municipal de Cultura.
A ficha de inscrição para o evento pode ser preenchida antecipadamente, através do endereço eletrônico: https://forms.gle/wvRgvRw7vcsaCk6YA.
Fonte: https://marechalcandidorondon.atende.net/cidadao/noticia/conferencia-municipal-de-cultura-acontece-hoje-em-marechal-rondon
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
UMA AGRESSÃO POR DIA
Brasil registra uma agressão a jornalista por dia em 2022
Apesar da queda no total de casos, Relatório da FENAJ aponta aumento dos ataques diretos aos profissionais da notícia, como hostilizações e agressões físicas
O ano de 2022 foi marcado, no Brasil, pelas eleições gerais e pela violência política, que atingiu autoridades, políticos, militantes dos movimentos sindical e social e pessoas que, em comum, tinham o fato de serem defensores da democracia e das instituições democráticas. Os jornalistas brasileiros foram, igualmente, vítimas do ódio político, mas tiveram de continuar enfrentando também a violência dirigida à categoria em razão do exercício profissional.
Assim, o número de agressões a jornalistas e a veículos de comunicação manteve-se em níveis elevados, apesar da queda registrada em comparação com o ano anterior. Foram 376 casos, 54 casos a menos que os 430 registrados em 2021, ano recorde, desde o início da série histórica dos levantamentos feitos pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
Apesar da queda de 12,53% em relação ao ano anterior, o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2022 traz uma constatação: as agressões diretas a jornalistas tiveram crescimento em todas as regiões do país, com jornalistas sendo atacados cotidianamente. “Houve uma agressão por dia a jornalista no país no ano passado”, afirma a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, destacando que, em muitos casos, mais de um profissional foi agredido.
Houve crescimento de 133,33% nas ocorrências de Ameaças/hostilizações/
Os números completos do levantamento da FENAJ serão divulgados na próxima quarta-feira (25/01), a partir das 15h, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Em seguida, haverá entrevista coletiva.
Fonte: FENAJ
domingo, 22 de janeiro de 2023
MEIO AMBIENTE - ROCHAS DE PLÁSTICO
Pesquisadora da UFPR descobre rochas de plástico no Brasil
O estudo é o primeiro que se refere a um afloramento de rochas de plástico
- 20 de janeiro de 2023
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
RISCOS X INFRAESTRUTURA
Roberto Rockmann*
A agenda de segurança de infraestruturas críticas deverá ganhar atenção prioritária nestas primeiras semanas do ano, com a instabilidade política e a queda de torres de transmissão em Rondônia e Paraná, e ameaças de bloqueios em refinarias no país.
Isso poderá fazer com que ganhe densidade o trabalho dos grupos técnicos criados por resolução do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) para a defesa nacional no fim de dezembro. Esses grupos não foram constituídos oficialmente após a resolução.
O assunto da segurança de infraestruturas críticas foi criado pelo GSI por ser transversal e envolver governos, agências reguladoras, concessionárias, empresas privadas e estatais.
A criação de grupos abrange as várias áreas de infraestrutura: energia elétrica, combustíveis, rodovias, saneamento, telecomunicações. Um incêndio criminoso em uma rodovia pode se estender por quilômetros e atingir torres de transmissão que a atravessam. Um ataque a uma operadora de telefonia pode ter impactos sobre o centro de controle de uma distribuidora.
De outro lado, o ganho de importância desse novo tema poderá atrasar a pesada agenda regulatória que o setor tem pela frente (ainda mais em um momento em que a capitalização da Eletrobras reduziu o movimento tradicional de empréstimo de funcionários da estatal para outros órgãos do governo federal), além de também trazer incertezas em relação ao trâmite de projetos considerados prioritários no Congresso e no Senado.
Mapeamento de riscos
“Esse é um assunto bastante complexo e se inicia com mapeamento de riscos, o que hoje o Brasil está muito atrasado em relação à Europa e aos Estados Unidos. Já se sente uma mobilização sobre o tema, que se torna mais relevante sob o contexto do 5G, que aumenta a quantidade de dados. Um lado bem vulnerável é o de transporte de combustíveis e cargas pelas rodovias, que respondem por 60% da distribuição de cargas no país”, diz um consultor que atua na área de infraestrutura.
O tema envolverá várias esferas. “O setor elétrico precisa detalhar melhor o tema, até a segurança das instalações estratégicas também depende das Forças Armadas. Sempre houve uma coordenação entre diferentes áreas do governo, o que precisará ser confirmado ou revisto. Até pouco tempo não se pensava que uma instalação estratégica pudesse ser objeto do ‘fogo amigo’, mas já não é assim”, diz o consultor Edvaldo Santana.
Uma incerteza que a instabilidade política e a mobilização para proteção de infraestruturas críticas traz é sobre a agenda do Legislativo, uma preocupação que começa a entrar em discussões reservadas de empresários. O Congresso retomará o trabalho em fevereiro, mas aí começam as dúvidas. “Haverá uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] sobre os atos terroristas? Isso tirará o foco da agenda econômica e de infraestrutura?”, questiona um executivo.
Apenas o setor elétrico tem uma pesada agenda neste ano: o encaminhamento do PL (Projeto de Lei) 2.703/2022, que estende os subsídios para a geração distribuída solar; o PL 414/2021, que trata da abertura do mercado livre de energia à baixa tensão; a renovação de concessões de distribuição, geração, transmissão; regulação da Lei 14.300, com a valoração da energia solar. Ainda há preocupação em relação à saúde financeira de concessionárias de distribuição. “Como ficará essa agenda? A pandemia atrasou discussões, os atos terroristas poderão ter o mesmo efeito”, aponta um outro empresário.
* Roberto Rockmann é escritor e jornalista, co-autor do livro “Curto-Circuito: quando o Brasil quase ficou às escuras” e produtor do podcast quinzenal sobre o setor elétrico “Giro Energia”. Em 2018, organizou o livro de 20 anos do mercado livre de energia elétrica para a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e tem outros livros e trabalhos premiados.
Fonte: Agência iNFRA
https://geocracia.com/mapeamento-de-riscos-agenda-urgente-infraestrutura/
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
POVOS ORIGINÁRIOS
IA apoia descoberta de povos indígenas desconhecidos
Uma ferramenta que utiliza inteligência artificial (IA) pode ajudar destravar o processo de demarcação de terra de um povo indígena desconhecido no Mato Grosso e que, desde 1988, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) tenta confirmar a existência. Desenvolvida por Geovânio Katukina, chefe da CGIIRC (Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato) da Funai, o software é um projeto de mestrado em Sustentabilidade pela Universidade Federal de Brasília (UnB), ainda não tem nome, mas já identificou indícios de populações desconhecidas no Amazonas, Acre e Roraima.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Katukina diz que se inspirou no trabalho do pesquisador Robert Walker, da Universidade do Missouri (EUA). O programa é fundamentado em uma tecnologia capaz de rastrear as imagens de satélite e identificar na floresta as chamadas feições — características da mata visíveis do espaço, como tipos de vegetação ou clareiras.
Por meio de IA e usando um banco de dados como ponto de partida, o software “aprende” a identificar as feições típicas de uma ocupação indígena no meio da floresta, apontando tapiris (palhoças) ou capoeiras (roças). Além disso, consegue perceber padrões de movimentação de grupos que, periodicamente, mudam o local de moradia.Segundo Katukina, a intenção não é usar a ferramenta para confirmar a existência de um povo, mas servir de apoio às equipes de campo. Por outro lado, a técnica é de grande ajuda para evitar que os servidores entrem em contato direto com os índios durante trabalhos de exploração na mata — uma grande preocupação do movimento indígena.
“Nada vai substituir o trabalho de campo. Esse conhecimento de vários anos da floresta, dos indígenas, de ribeirinhos, para a detecção desses grupos, nenhuma máquina vai fazer. Mas vejo que é uma ferramenta que pode auxiliar esses trabalhos de campo, para que eles tenham mais efetividade”, diz Katukina.
IA ajuda a concluir busca de 30 anos
Usando essa ferramenta, no fim de dezembro, a Funai conseguiu descobrir sinais de um tapiri na área do Parque Juruena, no norte do Mato Grosso. A descoberta foi confirmada mais tarde por meio de um sobrevoo, com o avistamento de uma capoeira na mesma área onde o satélite identificou o tapiri.
O grupo indígena, jamais contatado, era procurado há mais de 30 anos pela Funai. “Esse é um registro muito antigo, tem mais de 30 anos que se faz atividade de localização para tentar encontrar esse grupo, e a gente conseguiu por meio do algoritmo encontrar o local onde eles provavelmente estão”, diz Katukina.
Ele explica que trabalhou por muito tempo com monitoramento de povos isolados e passou a perceber os padrões de ocupação, como os locais onde esses indígenas constroem as habitações. Alguns grupos têm uma dinâmica bem característica de deslocamento, de como ocupam a área e como fazem manejo. E foi por meio desses padrões que os algoritmos que leem as imagens de satélite foram desenvolvidos, segundo conta Katukina.
O desafio, agora, é concluir a fase de “informação em estudo”, etapa do processo para demarcação da nova terra indígena (TI), com o levantamento e monitoramento do território, o que dará uma noção do tamanho da TI e, mais tarde, fundamentará o trabalho de demarcação.
Segundo Katukuna, o próprio algoritmo pode ajudar nessa delimitação, fazendo o trabalho de trás para frente. Com a ajuda do banco de imagens de satélite e dos padrões de locomoção, o software pode projetar a área que o povo tem habitado nos últimos anos. Ele diz que a intenção é mesmo essa: a partir da localização, fazer o levantamento retrospectivo e perceber onde esses povos estiveram nas últimas décadas, por onde transitam, para se ter uma noção de qual área é deles por direito.
Fontes: Folha de S.Paulo/
https://geocracia.com/ia-ajuda-a-identificar-povos-indigenas-desconhecidos/
terça-feira, 1 de novembro de 2022
NOTA CONJUNTA PSOL/PT/PDT
NOTA CONJUNTA
PSOL/PT/PDT
As direções dos
partidos acima mencionados que, em Marechal Cândido Rondon, compuseram a
coligação de apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva eleito, ontem,
presidente da República vêm, à público, se manifestar sobre os trágicos fatos
ocorridos em nosso município ao longo da noite do dia 30/10 para o dia
31/10/2022, e no decorrer deste.
Nosso país, nos
últimos 04 anos, vivenciou uma política oficial de estimulo à divisão interna e
à proliferação do ódio. Ao mesmo tempo que famílias eram divididas e amizades
desfeitas, as instituições da República eram atacadas pelo mandatário maior e
por diversos dos seus apoiadores. Em nível local, este discurso capturou a
subjetividade de grande parte da população de nosso município.
Marechal
Cândido Rondon não escapou da sanha violenta, com notáveis e irrefutáveis
crimes de violência e vandalismo, que tomou conta do país desde a noite de
domingo, 30 de outubro, depois da confirmação do TSE do resultado das Eleições
presidenciais dando a vitória ao candidato do Partido dos Trabalhadores, Luiz
Inácio Lula da Silva.
O que a
população de Marechal Cândido Rondon assistiu acontecer ontem e hoje, dia 31,
em nossa cidade, é reflexo deste processo. Vimos depredação de veículos,
agressões físicas, até mesmo, tentativa de linchamento. Ações motivadas por um
discurso que alimentou o ódio social nos últimos quatro anos e que,
infelizmente, foi reproduzido por algumas das autoridades locais em diversas
ocasiões.
É preciso que
as autoridades rondonenses, o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário
e, também, a imprensa local, se pronunciem sobre os fatos ocorridos, condenando
veemente os mesmos e que àqueles que agiram de forma a executar e, incentivar,
as agressões e depredações e os demais atos criminosos sejam responsabilizados.
É preciso,
também, que se inicie – urgentemente – em nosso município, um movimento que
busque reatar, minimamente, o pacto social. Não é possível, em uma sociedade
civilizada, em uma República Democrática, que as autoridades mantenham um
discurso – e ações – de forma a estimular a sociedade à cisão.
Nosso município
é conhecido por ter uma população trabalhadora e hospitaleira, infelizmente, os
fatos vivenciados ontem, onde um setor radicalizado – e minoritário – da
população agiu de forma a agredir quem pensa diferente e impedir que a
Democracia fosse celebrada, manchou o nome de nossa cidade.
Neste sentido,
as direções do PT, PSOL e PDT, vêm à público repudiar o ocorrido, exigir a apuração
criteriosa dos fatos e a punição dos envolvidos, e lembrar as autoridades dos
três poderes e a imprensa de que a radicalização extrema do discurso político
junto à sociedade, só faz rasgar o tecido social e, no fim, nos torna, a todos nós, vítimas em potencial neste processo.
Assinam esta nota conjunta:
Direção Municipal do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL/MCR)
Direção Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT/MCR)
Direção Municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT/MCR)
Marechal Cândido Rondon – 31/10/2022











