domingo, 29 de janeiro de 2023
sábado, 28 de janeiro de 2023
TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL
Oito pessoas são resgatadas de trabalho escravo em Marechal Cândido Rondon
Trabalhadores paraguaios foram encontrados em duas pedreiras diferentes
Oito pessoas foram resgatadas de trabalho escravo, na última sexta-feira (27), em Marechal Cândido Rondon, cidade que fica a 82 km de Cascavel.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, a operação de liberação dos trabalhadores foi realizada em duas pedreiras localizadas no município.
A operação, que conta com o apoio da Justiça do Trabalho, segue em andamento. Segundo as fontes, foi realizada audiência judicial na Vara do Trabalho de Marechal Cândido Rondon com os trabalhadores vítimas. Também foi divulgado que os trabalhadores foram conduzidos até Salto de Guairá, cidade paraguaia próxima de Marechal Cândido Rondon.
* Texto editado
Fontes: https://catve.com/noticia/9/383578/oito-sao-resgatados-de-trabalho-escravo-em-marechal-candido-rondon
https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2023/01/27/8-trabalhadores-paraguaios-em-situacao-analoga-a-escravidao-sao-resgatados-em-marechal-candido-rondon.ghtml
quinta-feira, 26 de janeiro de 2023
AMAZÔNIA x ARQUEOLOGIA BOTÂNICA
Amazônia: indígenas viveram na floresta por 5 mil anos sem destruir bioma, mostra estudo
- Victoria Gill
- Repórter de Ciências da BBC News
Os povos indígenas viveram na Floresta Amazônica por milênios "sem causar perdas ou distúrbios detectáveis de espécies". concluiu um estudo publicado na revista PNAS.
Cientistas que trabalham no Peru pesquisaram camadas de solo em busca de evidências fósseis microscópicas de impacto humano. Eles descobriram que as florestas não foram "desmatadas, cultivadas ou de outra forma significativamente alteradas na Pré-História".
Pesquisadores estudaram uma área de floresta em um ponto remoto do nordeste do Peru - ALVARO DEL CAMPODolores Piperno, do Smithsonian Tropical Research Institute em Balboa, no Panamá, que liderou o estudo, disse que as evidências podem influenciar o debate moderno sobre conservação — revelando como as pessoas poderiam viver na Amazônia enquanto preservam sua biodiversidade.
As descobertas de Piperno também informam um longo debate sobre o quanto a paisagem da Amazônia foi moldada por povos indígenas.
Algumas pesquisas sugeriram que a paisagem foi formada de forma ativa e intensa pelos povos indígenas antes da chegada dos europeus à América do Sul. Estudos recentes demonstraram que as espécies de árvores que hoje dominam a floresta foram plantadas por habitantes humanos pré-históricos.
Piperno disse à BBC News que as novas descobertas fornecem evidências de que o uso da floresta tropical pela população indígena "foi sustentável, não causando perdas ou distúrbios detectáveis de espécies, ao longo de milênios".
Para encontrar essa evidência, ela e seus colegas realizaram uma espécie de arqueologia botânica — escavando e datando o solo para construir um quadro da história da floresta tropical. Eles examinaram três locais, em uma parte remota do nordeste do Peru.
Todos estavam a pelo menos 1 km de cursos de rios e várzeas, conhecidas como "zonas interfluviais". Essas florestas representam mais de 90% da área territorial da Amazônia, portanto, estuda-las é fundamental para entender a influência indígena na paisagem como um todo.
Em cada camada de sedimento, cientistas procuraram fósseis de plantas microscópicas chamados fitólitos — registros minúsculos do que cresceu na floresta ao longo de milhares de anos. "Encontramos muito poucos sinais de modificação humana ao longo de 5 mil anos", disse Piperno.
"Portanto, acho que agora temos muitas evidências de que essas florestas próximas ao rio foram menos ocupadas e menos modificadas."
Suzette Flantua, da Universidade de Bergen, é pesquisadora do projeto Humanos no Planeta Terra (Humans on Planet Earth, ou Hope). Segundo ela, este é um estudo importante sobre a história da influência humana sobre a biodiversidade na Amazônia.
"É como montar um quebra-cabeça de extensão enorme, onde estudos como este estão lentamente construindo evidências que apoiam ou contradizem a teoria de que a Amazônia de hoje é uma grande floresta secundária após milhares de anos de manejo humano", disse ela. "Será fascinante ver qual lado do debate acabará tendo as evidências mais conclusivas."
Cientistas afirmam que suas descobertas também ressaltam o valor do conhecimento indígena para ajudar a preservar a biodiversidade da Amazônia, por exemplo, orientando a seleção das melhores espécies para replantio e restauração.
"Os povos indígenas têm um conhecimento tremendo sobre sua floresta e seu meio ambiente", disse Piperno, "e isso precisa ser incluído em nossos planos de conservação."
Flantua concorda: "Quanto mais tempo esperamos, mais provável é que esse conhecimento se perca. Agora é a hora de integrar conhecimento e evidências e estabelecer um plano de gestão sustentável para a Amazônia".
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-57401301?at_bbc_team=editorial&at_ptr_name=facebook_page&at_link_origin=BBC_News_Brasil&at_link_id=622E4F06-9C2A-11ED-8A40-6FBD923C408C&at_format=link&at_campaign_type=owned&at_medium=social&at_campaign=Social_Flow&at_link_type=web_link&fbclid=IwAR3H6nnO0pADbN30FdynaKpJLCnsgzuTXB5UBdX20GS2ZBr7C-XRpF6zZQ8
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
CONFERÊNCIA DE CULTURA
Conferência Municipal de Cultura acontece hoje em Marechal Rondon
25 de Janeiro de 2023 às 07:45
O Conselho Municipal de Políticas Culturais de Marechal Cândido Rondon e a prefeitura, através da Secretaria de Cultura, promovem hoje, dia 25, a 4ª Conferência Municipal de Cultura, no pavilhão alemão, no parque de exposições.
O evento iniciará às 19h, com credenciamento. A abertura solene está marcada para as 19h30, seguida da leitura e aprovação do regimento interno da conferência.
Às 20h30 acontecerá uma palestra virtual com André Avelino da Silva, da Secretaria de Cultura do Paraná, que falará sobre o desenvolvimento de projetos artísticos e culturais. Na sequência, acontecerão as mesas temáticas, onde seis eixos temáticos serão abordados: artes cênicas, artes plásticas, artesanato, música/literatura, patrimônio cultural e políticas culturais. Os temas serão amplamente discutidos e os resultados irão compor o Plano Municipal de Cultura. Por isso, pede-se que os agentes culturais ligados a estes eixos participem da programação, dando sugestões e propostas. A última pauta da programação é a discussão, apresentação e aprovação do novo Plano Municipal de Cultura.
A ficha de inscrição para o evento pode ser preenchida antecipadamente, através do endereço eletrônico: https://forms.gle/wvRgvRw7vcsaCk6YA.
Fonte: https://marechalcandidorondon.atende.net/cidadao/noticia/conferencia-municipal-de-cultura-acontece-hoje-em-marechal-rondon
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
UMA AGRESSÃO POR DIA
Brasil registra uma agressão a jornalista por dia em 2022
Apesar da queda no total de casos, Relatório da FENAJ aponta aumento dos ataques diretos aos profissionais da notícia, como hostilizações e agressões físicas
O ano de 2022 foi marcado, no Brasil, pelas eleições gerais e pela violência política, que atingiu autoridades, políticos, militantes dos movimentos sindical e social e pessoas que, em comum, tinham o fato de serem defensores da democracia e das instituições democráticas. Os jornalistas brasileiros foram, igualmente, vítimas do ódio político, mas tiveram de continuar enfrentando também a violência dirigida à categoria em razão do exercício profissional.
Assim, o número de agressões a jornalistas e a veículos de comunicação manteve-se em níveis elevados, apesar da queda registrada em comparação com o ano anterior. Foram 376 casos, 54 casos a menos que os 430 registrados em 2021, ano recorde, desde o início da série histórica dos levantamentos feitos pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
Apesar da queda de 12,53% em relação ao ano anterior, o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2022 traz uma constatação: as agressões diretas a jornalistas tiveram crescimento em todas as regiões do país, com jornalistas sendo atacados cotidianamente. “Houve uma agressão por dia a jornalista no país no ano passado”, afirma a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, destacando que, em muitos casos, mais de um profissional foi agredido.
Houve crescimento de 133,33% nas ocorrências de Ameaças/hostilizações/
Os números completos do levantamento da FENAJ serão divulgados na próxima quarta-feira (25/01), a partir das 15h, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Em seguida, haverá entrevista coletiva.
Fonte: FENAJ
domingo, 22 de janeiro de 2023
MEIO AMBIENTE - ROCHAS DE PLÁSTICO
Pesquisadora da UFPR descobre rochas de plástico no Brasil
O estudo é o primeiro que se refere a um afloramento de rochas de plástico
- 20 de janeiro de 2023
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
RISCOS X INFRAESTRUTURA
Roberto Rockmann*
A agenda de segurança de infraestruturas críticas deverá ganhar atenção prioritária nestas primeiras semanas do ano, com a instabilidade política e a queda de torres de transmissão em Rondônia e Paraná, e ameaças de bloqueios em refinarias no país.
Isso poderá fazer com que ganhe densidade o trabalho dos grupos técnicos criados por resolução do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) para a defesa nacional no fim de dezembro. Esses grupos não foram constituídos oficialmente após a resolução.
O assunto da segurança de infraestruturas críticas foi criado pelo GSI por ser transversal e envolver governos, agências reguladoras, concessionárias, empresas privadas e estatais.
A criação de grupos abrange as várias áreas de infraestrutura: energia elétrica, combustíveis, rodovias, saneamento, telecomunicações. Um incêndio criminoso em uma rodovia pode se estender por quilômetros e atingir torres de transmissão que a atravessam. Um ataque a uma operadora de telefonia pode ter impactos sobre o centro de controle de uma distribuidora.
De outro lado, o ganho de importância desse novo tema poderá atrasar a pesada agenda regulatória que o setor tem pela frente (ainda mais em um momento em que a capitalização da Eletrobras reduziu o movimento tradicional de empréstimo de funcionários da estatal para outros órgãos do governo federal), além de também trazer incertezas em relação ao trâmite de projetos considerados prioritários no Congresso e no Senado.
Mapeamento de riscos
“Esse é um assunto bastante complexo e se inicia com mapeamento de riscos, o que hoje o Brasil está muito atrasado em relação à Europa e aos Estados Unidos. Já se sente uma mobilização sobre o tema, que se torna mais relevante sob o contexto do 5G, que aumenta a quantidade de dados. Um lado bem vulnerável é o de transporte de combustíveis e cargas pelas rodovias, que respondem por 60% da distribuição de cargas no país”, diz um consultor que atua na área de infraestrutura.
O tema envolverá várias esferas. “O setor elétrico precisa detalhar melhor o tema, até a segurança das instalações estratégicas também depende das Forças Armadas. Sempre houve uma coordenação entre diferentes áreas do governo, o que precisará ser confirmado ou revisto. Até pouco tempo não se pensava que uma instalação estratégica pudesse ser objeto do ‘fogo amigo’, mas já não é assim”, diz o consultor Edvaldo Santana.
Uma incerteza que a instabilidade política e a mobilização para proteção de infraestruturas críticas traz é sobre a agenda do Legislativo, uma preocupação que começa a entrar em discussões reservadas de empresários. O Congresso retomará o trabalho em fevereiro, mas aí começam as dúvidas. “Haverá uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] sobre os atos terroristas? Isso tirará o foco da agenda econômica e de infraestrutura?”, questiona um executivo.
Apenas o setor elétrico tem uma pesada agenda neste ano: o encaminhamento do PL (Projeto de Lei) 2.703/2022, que estende os subsídios para a geração distribuída solar; o PL 414/2021, que trata da abertura do mercado livre de energia à baixa tensão; a renovação de concessões de distribuição, geração, transmissão; regulação da Lei 14.300, com a valoração da energia solar. Ainda há preocupação em relação à saúde financeira de concessionárias de distribuição. “Como ficará essa agenda? A pandemia atrasou discussões, os atos terroristas poderão ter o mesmo efeito”, aponta um outro empresário.
* Roberto Rockmann é escritor e jornalista, co-autor do livro “Curto-Circuito: quando o Brasil quase ficou às escuras” e produtor do podcast quinzenal sobre o setor elétrico “Giro Energia”. Em 2018, organizou o livro de 20 anos do mercado livre de energia elétrica para a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e tem outros livros e trabalhos premiados.
Fonte: Agência iNFRA
https://geocracia.com/mapeamento-de-riscos-agenda-urgente-infraestrutura/
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
POVOS ORIGINÁRIOS
IA apoia descoberta de povos indígenas desconhecidos
Uma ferramenta que utiliza inteligência artificial (IA) pode ajudar destravar o processo de demarcação de terra de um povo indígena desconhecido no Mato Grosso e que, desde 1988, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) tenta confirmar a existência. Desenvolvida por Geovânio Katukina, chefe da CGIIRC (Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato) da Funai, o software é um projeto de mestrado em Sustentabilidade pela Universidade Federal de Brasília (UnB), ainda não tem nome, mas já identificou indícios de populações desconhecidas no Amazonas, Acre e Roraima.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Katukina diz que se inspirou no trabalho do pesquisador Robert Walker, da Universidade do Missouri (EUA). O programa é fundamentado em uma tecnologia capaz de rastrear as imagens de satélite e identificar na floresta as chamadas feições — características da mata visíveis do espaço, como tipos de vegetação ou clareiras.
Por meio de IA e usando um banco de dados como ponto de partida, o software “aprende” a identificar as feições típicas de uma ocupação indígena no meio da floresta, apontando tapiris (palhoças) ou capoeiras (roças). Além disso, consegue perceber padrões de movimentação de grupos que, periodicamente, mudam o local de moradia.Segundo Katukina, a intenção não é usar a ferramenta para confirmar a existência de um povo, mas servir de apoio às equipes de campo. Por outro lado, a técnica é de grande ajuda para evitar que os servidores entrem em contato direto com os índios durante trabalhos de exploração na mata — uma grande preocupação do movimento indígena.
“Nada vai substituir o trabalho de campo. Esse conhecimento de vários anos da floresta, dos indígenas, de ribeirinhos, para a detecção desses grupos, nenhuma máquina vai fazer. Mas vejo que é uma ferramenta que pode auxiliar esses trabalhos de campo, para que eles tenham mais efetividade”, diz Katukina.
IA ajuda a concluir busca de 30 anos
Usando essa ferramenta, no fim de dezembro, a Funai conseguiu descobrir sinais de um tapiri na área do Parque Juruena, no norte do Mato Grosso. A descoberta foi confirmada mais tarde por meio de um sobrevoo, com o avistamento de uma capoeira na mesma área onde o satélite identificou o tapiri.
O grupo indígena, jamais contatado, era procurado há mais de 30 anos pela Funai. “Esse é um registro muito antigo, tem mais de 30 anos que se faz atividade de localização para tentar encontrar esse grupo, e a gente conseguiu por meio do algoritmo encontrar o local onde eles provavelmente estão”, diz Katukina.
Ele explica que trabalhou por muito tempo com monitoramento de povos isolados e passou a perceber os padrões de ocupação, como os locais onde esses indígenas constroem as habitações. Alguns grupos têm uma dinâmica bem característica de deslocamento, de como ocupam a área e como fazem manejo. E foi por meio desses padrões que os algoritmos que leem as imagens de satélite foram desenvolvidos, segundo conta Katukina.
O desafio, agora, é concluir a fase de “informação em estudo”, etapa do processo para demarcação da nova terra indígena (TI), com o levantamento e monitoramento do território, o que dará uma noção do tamanho da TI e, mais tarde, fundamentará o trabalho de demarcação.
Segundo Katukuna, o próprio algoritmo pode ajudar nessa delimitação, fazendo o trabalho de trás para frente. Com a ajuda do banco de imagens de satélite e dos padrões de locomoção, o software pode projetar a área que o povo tem habitado nos últimos anos. Ele diz que a intenção é mesmo essa: a partir da localização, fazer o levantamento retrospectivo e perceber onde esses povos estiveram nas últimas décadas, por onde transitam, para se ter uma noção de qual área é deles por direito.
Fontes: Folha de S.Paulo/
https://geocracia.com/ia-ajuda-a-identificar-povos-indigenas-desconhecidos/












