domingo, 29 de janeiro de 2023

TRAGÉDIA

 

Yanomamis: mais seis indígenas morrem por desnutrição e malária em Roraima

Entre as vítimas, estão uma mulher de 33 anos, uma criança e uma liderança da comunidade Surucucu

Brasil de Fato|Recife(PE) |
 

https://www.brasildefato.com.br/2023/01/28/yanomamis-mais-seis-indigenas-morrem-por-desnutricao-e-malaria-em-roraima?fbclid=IwAR0pVn7t9zoef4IAN1vhQSv88DDe1v9zA6fv88nrvJ3y4L2hpGoeXStXPxk

sábado, 28 de janeiro de 2023

TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL

 


Oito pessoas são resgatadas de trabalho escravo em Marechal Cândido Rondon

Trabalhadores paraguaios foram encontrados em duas pedreiras diferentes


*

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

AMAZÔNIA x ARQUEOLOGIA BOTÂNICA

 


Amazônia: indígenas viveram na floresta por 5 mil anos sem destruir bioma, mostra estudo



  • Victoria Gill
  • Repórter de Ciências da BBC News

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

CONFERÊNCIA DE CULTURA

 



Conferência Municipal de Cultura acontece hoje em Marechal Rondon

25 de Janeiro de 2023 às 07:45




O Conselho Municipal de Políticas Culturais de Marechal Cândido Rondon e a prefeitura, através da Secretaria de Cultura, promovem hoje, dia 25, a 4ª Conferência Municipal de Cultura, no pavilhão alemão, no parque de exposições.

O evento iniciará às 19h, com credenciamento. A abertura solene está marcada para as 19h30, seguida da leitura e aprovação do regimento interno da conferência.

Às 20h30 acontecerá uma palestra virtual com André Avelino da Silva, da Secretaria de Cultura do Paraná, que falará sobre o desenvolvimento de projetos artísticos e culturais. Na sequência, acontecerão as mesas temáticas, onde seis eixos temáticos serão abordados: artes cênicas, artes plásticas, artesanato, música/literatura, patrimônio cultural e políticas culturais. Os temas serão amplamente discutidos e os resultados irão compor o Plano Municipal de Cultura. Por isso, pede-se que os agentes culturais ligados a estes eixos participem da programação, dando sugestões e propostas. A última pauta da programação é a discussão, apresentação e aprovação do novo Plano Municipal de Cultura.


“Convocamos os artistas e pessoas ligadas à cultura para participar do evento. Na ocasião, será elaborado o novo Plano Municipal de Cultura, que irá nortear o setor cultural do município para os próximos 10 anos. É uma oportunidade muito importante para dar sugestões e apresentar propostas”, salientou o secretário de Cultura, Junior Paulinho Niszczak.

A ficha de inscrição para o evento pode ser preenchida antecipadamente, através do endereço eletrônico: https://forms.gle/wvRgvRw7vcsaCk6YA.

Fonte: https://marechalcandidorondon.atende.net/cidadao/noticia/conferencia-municipal-de-cultura-acontece-hoje-em-marechal-rondon

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

UMA AGRESSÃO POR DIA

 


Brasil registra uma agressão a jornalista por dia em 2022

Apesar da queda no total de casos, Relatório da FENAJ aponta aumento dos ataques diretos aos profissionais da notícia, como hostilizações e agressões físicas



O ano de 2022 foi marcado, no Brasil, pelas eleições gerais e pela violência política, que atingiu autoridades, políticos, militantes dos movimentos sindical e social e pessoas que, em comum, tinham o fato de serem defensores da democracia e das instituições democráticas. Os jornalistas brasileiros foram, igualmente, vítimas do ódio político, mas tiveram de continuar enfrentando também a violência dirigida à categoria em razão do exercício profissional.




Assim, o número de agressões a jornalistas e a veículos de comunicação manteve-se em níveis elevados, apesar da queda registrada em comparação com o ano anterior. Foram 376 casos, 54 casos a menos que os 430 registrados em 2021, ano recorde, desde o início da série histórica dos levantamentos feitos pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Apesar da queda de 12,53% em relação ao ano anterior, o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2022 traz uma constatação: as agressões diretas a jornalistas tiveram crescimento em todas as regiões do país, com jornalistas sendo atacados cotidianamente. “Houve uma agressão por dia a jornalista no país no ano passado”, afirma a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, destacando que, em muitos casos, mais de um profissional foi agredido.

Houve crescimento de 133,33% nas ocorrências de Ameaças/hostilizações/intimidações, que foi a segunda categoria com maior número de ocorrências em 2022, com 77 casos. Já as Agressões físicas aumentaram 88,46%, passando de 26 para 49 no ano passado. Cabe destacar, ainda, o brutal assassinato do jornalista britânico Dom Phillips, numa emboscada, junto com o indigenista Bruno Pereira, em Atalaia do Norte (AM).

Os números completos do levantamento da FENAJ serão divulgados na próxima quarta-feira (25/01), a partir das 15h, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Em seguida, haverá entrevista coletiva.

Fonte: FENAJ

domingo, 22 de janeiro de 2023

MEIO AMBIENTE - ROCHAS DE PLÁSTICO

 

Pesquisadora da UFPR descobre rochas de plástico no Brasil

O estudo é o primeiro que se refere a um afloramento de rochas de plástico

Afloramento das rochas compostas por plástico (Foto: Fernanda Avelar)

Rochas formadas por plástico. A descoberta na Ilha da Trindade, no Espírito Santo, foi da doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geologia da Universidade Federal Paraná (UFPR), Fernanda Avelar Santos. A pesquisadora, que faz parte do projeto de estudos costeiros da universidade, estava na ilha fazendo um mapeamento de riscos geológicos. E durante o trabalho de campo se deparou com um conglomerado de rocha formado por plástico de rede de pesca.

O estudo é o primeiro do mundo a nível global no que se refere a um afloramento de rochas de plástico. A descoberta da pesquisadora da UFPR tem 12 metros quadrados de extensão. Outros achados encontrados no Havaí, Ilha da Madeira e Costas da Inglaterra e Japão são de amostras menores. Mas todos os estudos apontam para o impacto humano e de resíduos que influenciam diretamente em processos antes essencialmente naturais.

Amostra de plastiglomerado (Foto: Fernanda Avelar)


O local onde as rochas formadas por plástico foram encontradas é uma ilha vulcânica localizada a 1.140 quilômetros de Vitória, no Espírito Santo. A Ilha da Trindade é um Patrimônio Natural da União, administrado pela Marinha do Brasil. Além de ser um habitat natural de aves marinhas, na região são encontradas espécies endêmicas de peixes, conjuntos de recifes e tartarugas marinhas, entre elas a tartaruga-verde.




Apesar de ainda não ser possível mensurar os impactos dessa descoberta para a fauna e flora, a publicação vai contribuir para análises mais aprofundadas e possibilitar ações com o intuito de reduzir os efeitos negativos dessa interferência do homem no ciclo biológico do planeta.

O artigo foi publicado no periódico Marine Pollution Bulletin, da plataforma Elsevier. Além de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná, a pesquisa contou com a contribuição de cientistas de outras instituições brasileiras. 


Fonte: https://bandnewsfmcuritiba.com/pesquisadora-da-ufpr-descobre-rochas-de-plastico-no-brasil/?fbclid=IwAR0IcgYEjYzv5w7KH6zn_icgjxJE6tsDb_2r9Dzx-rFr-sJB0jtWpeT6jPY

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

RISCOS X INFRAESTRUTURA

Mapeamento de riscos, agenda urgente de infraestruturas críticas

Mapeamento de riscos de infraestruturas críticas – imagem: Alexandra Koch (Pixabay)



Roberto Rockmann*

A agenda de segurança de infraestruturas críticas deverá ganhar atenção prioritária nestas primeiras semanas do ano, com a instabilidade política e a queda de torres de transmissão em Rondônia e Paraná, e ameaças de bloqueios em refinarias no país.

Isso poderá fazer com que ganhe densidade o trabalho dos grupos técnicos criados por resolução do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) para a defesa nacional no fim de dezembro. Esses grupos não foram constituídos oficialmente após a resolução.



O assunto da segurança de infraestruturas críticas foi criado pelo GSI por ser transversal e envolver governos, agências reguladoras, concessionárias, empresas privadas e estatais.

A criação de grupos abrange as várias áreas de infraestrutura: energia elétrica, combustíveis, rodovias, saneamento, telecomunicações. Um incêndio criminoso em uma rodovia pode se estender por quilômetros e atingir torres de transmissão que a atravessam. Um ataque a uma operadora de telefonia pode ter impactos sobre o centro de controle de uma distribuidora.

De outro lado, o ganho de importância desse novo tema poderá atrasar a pesada agenda regulatória que o setor tem pela frente (ainda mais em um momento em que a capitalização da Eletrobras reduziu o movimento tradicional de empréstimo de funcionários da estatal para outros órgãos do governo federal), além de também trazer incertezas em relação ao trâmite de projetos considerados prioritários no Congresso e no Senado.

Mapeamento de riscos

“Esse é um assunto bastante complexo e se inicia com mapeamento de riscos, o que hoje o Brasil está muito atrasado em relação à Europa e aos Estados Unidos. Já se sente uma mobilização sobre o tema, que se torna mais relevante sob o contexto do 5G, que aumenta a quantidade de dados. Um lado bem vulnerável é o de transporte de combustíveis e cargas pelas rodovias, que respondem por 60% da distribuição de cargas no país”, diz um consultor que atua na área de infraestrutura.

O tema envolverá várias esferas. “O setor elétrico precisa detalhar melhor o tema, até a segurança das instalações estratégicas também depende das Forças Armadas. Sempre houve uma coordenação entre diferentes áreas do governo, o que precisará ser confirmado ou revisto. Até pouco tempo não se pensava que uma instalação estratégica pudesse ser objeto do ‘fogo amigo’, mas já não é assim”, diz o consultor Edvaldo Santana.

Uma incerteza que a instabilidade política e a mobilização para proteção de infraestruturas críticas traz é sobre a agenda do Legislativo, uma preocupação que começa a entrar em discussões reservadas de empresários. O Congresso retomará o trabalho em fevereiro, mas aí começam as dúvidas. “Haverá uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] sobre os atos terroristas? Isso tirará o foco da agenda econômica e de infraestrutura?”, questiona um executivo.

Apenas o setor elétrico tem uma pesada agenda neste ano: o encaminhamento do PL (Projeto de Lei) 2.703/2022, que estende os subsídios para a geração distribuída solar; o PL 414/2021, que trata da abertura do mercado livre de energia à baixa tensão; a renovação de concessões de distribuição, geração, transmissão; regulação da Lei 14.300, com a valoração da energia solar. Ainda há preocupação em relação à saúde financeira de concessionárias de distribuição. “Como ficará essa agenda? A pandemia atrasou discussões, os atos terroristas poderão ter o mesmo efeito”, aponta um outro empresário.

* Roberto Rockmann é escritor e jornalista, co-autor do livro “Curto-Circuito: quando o Brasil quase ficou às escuras” e produtor do podcast quinzenal sobre o setor elétrico “Giro Energia”. Em 2018, organizou o livro de 20 anos do mercado livre de energia elétrica para a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e tem outros livros e trabalhos premiados.

Fonte: Agência iNFRA

https://geocracia.com/mapeamento-de-riscos-agenda-urgente-infraestrutura/

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

POVOS ORIGINÁRIOS

IA apoia descoberta de povos indígenas desconhecidos

Índios isolados na Amazônia (Acre) – imagem: Wikimedia Commons

Uma ferramenta que utiliza inteligência artificial (IA) pode ajudar destravar o processo de demarcação de terra de um povo indígena desconhecido no Mato Grosso e que, desde 1988, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) tenta confirmar a existência. Desenvolvida por Geovânio Katukina, chefe da CGIIRC (Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato) da Funai, o software é um projeto de mestrado em Sustentabilidade pela Universidade Federal de Brasília (UnB), ainda não tem nome, mas já identificou indícios de populações desconhecidas no Amazonas, Acre e Roraima.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Katukina diz que se inspirou no trabalho do pesquisador Robert Walker, da Universidade do Missouri (EUA). O programa é fundamentado em uma tecnologia capaz de rastrear as imagens de satélite e identificar na floresta as chamadas feições — características da mata visíveis do espaço, como tipos de vegetação ou clareiras.

Por meio de IA e usando um banco de dados como ponto de partida, o software “aprende” a identificar as feições típicas de uma ocupação indígena no meio da floresta, apontando tapiris (palhoças) ou capoeiras (roças). Além disso, consegue perceber padrões de movimentação de grupos que, periodicamente, mudam o local de moradia.Segundo Katukina, a intenção não é usar a ferramenta para confirmar a existência de um povo, mas servir de apoio às equipes de campo. Por outro lado, a técnica é de grande ajuda para evitar que os servidores entrem em contato direto com os índios durante trabalhos de exploração na mata — uma grande preocupação do movimento indígena.




“Nada vai substituir o trabalho de campo. Esse conhecimento de vários anos da floresta, dos indígenas, de ribeirinhos, para a detecção desses grupos, nenhuma máquina vai fazer. Mas vejo que é uma ferramenta que pode auxiliar esses trabalhos de campo, para que eles tenham mais efetividade”, diz Katukina.

IA ajuda a concluir busca de 30 anos

Usando essa ferramenta, no fim de dezembro, a Funai conseguiu descobrir sinais de um tapiri na área do Parque Juruena, no norte do Mato Grosso. A descoberta foi confirmada mais tarde por meio de um sobrevoo, com o avistamento de uma capoeira na mesma área onde o satélite identificou o tapiri.

O grupo indígena, jamais contatado, era procurado há mais de 30 anos pela Funai. “Esse é um registro muito antigo, tem mais de 30 anos que se faz atividade de localização para tentar encontrar esse grupo, e a gente conseguiu por meio do algoritmo encontrar o local onde eles provavelmente estão”, diz Katukina.

Ele explica que trabalhou por muito tempo com monitoramento de povos isolados e passou a perceber os padrões de ocupação, como os locais onde esses indígenas constroem as habitações. Alguns grupos têm uma dinâmica bem característica de deslocamento, de como ocupam a área e como fazem manejo. E foi por meio desses padrões que os algoritmos que leem as imagens de satélite foram desenvolvidos, segundo conta Katukina.

O desafio, agora, é concluir a fase de “informação em estudo”, etapa do processo para demarcação da nova terra indígena (TI), com o levantamento e monitoramento do território, o que dará uma noção do tamanho da TI e, mais tarde, fundamentará o trabalho de demarcação.

Segundo Katukuna, o próprio algoritmo pode ajudar nessa delimitação, fazendo o trabalho de trás para frente. Com a ajuda do banco de imagens de satélite e dos padrões de locomoção, o software pode projetar a área que o povo tem habitado nos últimos anos. Ele diz que a intenção é mesmo essa: a partir da localização, fazer o levantamento retrospectivo e perceber onde esses povos estiveram nas últimas décadas, por onde transitam, para se ter uma noção de qual área é deles por direito.

Fontes: Folha de S.Paulo/ 

https://geocracia.com/ia-ajuda-a-identificar-povos-indigenas-desconhecidos/