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quarta-feira, 20 de abril de 2016

NOSSO LIXO



Em 20 dias, 'ecobarreira' evita ida de 13 toneladas de lixo ao Guaíba no RS

Barreira ecológica foi instalada no fim de março no Arroio Dilúvio, na capital.
Resíduos como garrafas pet, madeira e animais mortos já foram retirados.



19/04/2016 11h31 - Atualizado em 19/04/2016 11h31


ecobarreira arroio dilúvio (Foto: Cibele Carneiro/PMPA)Resíduos são içados por gaiola até a superfície (Foto: Cibele Carneiro/PMPA)
Em operação há 20 dias, a ecobarreira instalada no Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, já evitou que 13,3 toneladas de lixo fossem parar nas águas do Guaíba. A estrutura foi instalada no dia 28 de março na Avenida Ipiranga, entre a Borges de Medeiros e a Edvaldo Pereira Paiva, na região central da capital.
ecobarreira arroio dilúvio (Foto: Cibele Carneiro/PMPA)Lixo retido em barreira é removido duas vezes por
dia (Foto: Cibele Carneiro/PMPA)
A barreira ecológica atravessa o arroio de um lado ao outro. Resíduos como garrafas pet, madeira e até animais mortos ficam retidos e são içados até a superfície por uma gaiola.
Duas vezes por dia, uma equipe do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) passa pelo local para recolher os detritos.
“Se a ecobarreira não estivesse aqui, todo este resíduo teria ido parar no Lago Guaíba. Além das ações de cuidado do poder público e da iniciativa privada, é necessário que a população faça a sua parte e descarte seus resíduos no local certo, que obviamente não é no Dilúvio”, observa Gustavo Fontana, diretor-geral do DMLU.
Barreira ecológica deverá operar por cinco anos, diz prefeitura
A construção da estrutura começou em janeiro deste ano. Conforme a prefeitura, a barreira ecológica deverá operar por um máximo de cinco anos, conforme acordo previsto. Ao fim do primeiro ano de funcionamento, a administração municipal optará por desativar a obra, ou mantê-la em operação até o fim do quinto ano, caso julgue-a adequada.
Estrutura construída em Porto Alegre pretende evitar ida de lixo ao Guaíba (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)Estrutura construída em Porto Alegre evita ida de
lixo ao Guaíba (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)
O trabalho no local é dividido. Cabe ao Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) fiscalizar a operação do equipamento e sua eficácia. O DMLU coleta e identifica os tipos de resíduos retirados e é responsável pelo translado dos containers com os materiais retirados.
À Safeweb, criadora do projeto, cabe a implantação do sistema, execução técnica e manutenção do serviço. O engenheiro ambiental responsável pela execução da obra é Gino Gehling, professor de Resíduos Sólidos e Sistema de Água e Esgoto do IPH da UFRGS. A Safeweb implantou a estrutura, em um investimento de R$ 250 mil na obra civil.
Responsável pela dragagem do Arroio Dilúvio e dos demais arroios de Porto Alegre, o DEP retirou, somente em 2015, 71 mil toneladas de material como lodo, areia e entulhos do leito nas ações que realizou.
A dragagem é necessária para facilitar o escoamento das águas das chuvas em direção ao Guaíba, evitando o transbordamento do córrego e alagamentos. O trabalho é feito ao longo dos quase 12 quilômetros de extensão do Dilúvio e consiste na remoção do sedimento acumulado devido à grande quantidade de despejo que os afluentes descarregam no arroio.
Conforme o Novo Código de Limpeza Urbana, jogar, descartar ou abandonar resíduos nas margens ou dentro de rios, córregos e arroios é considerado multa gravíssima, e o infrator fica sujeito à multa de até R$ 5.256,14.
Em 2013, 2014 e 2015, foram retiradas 267, 200 e 65 toneladas de resíduos respectivamente, de materiais como pneus, garrafas pets, sofás, sacolas plásticas, chinelos, sapatos, carrinho de bebê, cadeiras de rodas, piscina plástica, fogão, geladeira, carcaça de computador, de televisor, de ventilador e de orelhão, embalagens longa vida, roupas, colchões, isopor, lonas, mamadeira, bicicletas, panelas, canos de PVC, vasos de plantas e até uma banheira de hidromassagem.

Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/04/em-20-dias-ecobarreira-evita-ida-de-13-toneladas-de-lixo-ao-guaiba-no-rs.html

segunda-feira, 18 de abril de 2016

JORNALISMO ALTERNATIVO



PORTO ALEGRE GANHA INÉDITO CURSO DE JORNALISMO ALTERNATIVO



Do Jornal Já:
O primeiro curso de Jornalismo Alternativo de Porto Alegre, promovido pelo coletivo Nonada – Jornalismo Travessia, começou oficialmente neste final de semana com lotação esgotada de 45 alunos.
A aula inaugural, “Pra que(m) serve o jornalismo alternativo?” teve como convidados Alexandre Haubrich, do site Jornalismo B, e Márcio Figueira, da TV Restinga.
Curso-Jornalismo-Alternativo-03
A iniciativa tem o objetivo de difundir a criação de novos veículos independentes e de atuação contra-hegemônica, bem como incentivar a união dos midialivristas em prol da democratização da comunicação.
O curso, aberto a não jornalistas, é dividido em 6 módulos, e vai abordar questões como a empatia, a representatividade e o lugar de fala no jornalismo, diferenças entre jornalismo alternativo e comunitário, os novos formatos de mídia livre, além da arte política e jornalismo cultural alternativo. Ao final do curso, os integrantes poderão criar seu próprio veículo independente ou realizar uma grande reportagem.
O Jornal JÁ participa da iniciativa, que contará também com aulas de outros profissionais da imprensa gaúcha, historiadores, desenhistas e artistas plásticos.
As aulas ocorrem quinzenalmente, nos sábados à tarde, no Santander Cultural. O projeto integra a campanha de financiamento coletivo contínuo do Nonada. Ainda é possível adquirir passes para os módulos separadamente.
Em 2016, o Nonada também pretende realizar uma versão compacta das aulas, na forma de oficina gratuita, em escolas públicas. Interessados podem escrever para nonada@nonada.com.br.

Fonte: http://jornalismob.com/2016/04/14/porto-alegre-ganha-inedito-curso-de-jornalismo-alternativo/

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL *


COM O LEMA “DEMOCRACIA, PAZ, DIREITOS DOS POVOS E DO PLANETA”, FÓRUM SOCIAL CELEBRA 

15 ANOS


Cabe aos participantes do FSM e, em especial, à Assembleia de Movimentos Sociais, que será realizada no dia 23/1, no encerramento do Fórum, a construção de lutas unitárias para enfrentar a crise do capitalismo, as crescentes agressões militares das forças imperialistas e a ofensiva da direita da América Latina. Merece atenção e solidaridade de todas as forças democráticas e progressistas os ataques sofridos pelos governos de Dilma, no Brasil, e Nicolas Maduro, na Venezuela, por parte da direita golpista e reacionária destes países.

Por André Tokarski, do site Vermelho
A próxima edição do Fórum acontece em boa hora. Com o lema, “Democracia, paz, direitos dos povos e do planeta”, no momento em que se celebram 15 anos de FSM, pode construir leituras convergentes e ações unitárias nesse momento de enfrentamento da grave crise capitalista e da ofensiva reacionária no Brasil e na América Latina. O exercício didático de recompor o quadro geopolítico e econômico e as lutas dos movimentos sociais em 2001, ano da primeira edição do FSM, e confrontá-lo com a atual conjuntura no Brasil e no mundo, 15 anos depois, para além de fazer um balanço do FSM em si, revela que um outro mundo, anticapitalista e de paz, não é só possível, mas também necessário.
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A realização da primeira edição do Fórum em Porto Alegre não foi aleatória. Os anos 90 e o início dos anos 2000 foram tempos de intensa luta no Brasil e em toda América Latina, contra a implementação das políticas neoliberais. Os movimentos sociais brasileiros vinham embalados pela realização da “Marcha dos 100 mil” em Brasilia e das inúmeras lutas contra as privatizações, o desmonte do Estado, o desemprego e as péssimas condições de vida que atingiam a grande maioria do povo. As lutas travadas em solo brasileiro chamavam atenção em todo o mundo. Naquele janeiro de 2001, Davos reunia o conclave do capitalismo imperialista e neoliberal, Porto Alegre virava a capital dos povos em luta de todo o mundo.
Em meio a tamanha diversidade de opiniões e ideias que circularam ao longo desta rica experiência, duas bandeiras importantes são elemento de unidade no Fórum e permanecem atuais: a luta por construir uma alternativa ao capitalismo e a defesa da paz e da autodeterminação dos povos.
Ao longo de 15 anos o Fórum passou pelo Brasil, Índia, Venezuela, Quênia, Senegal, Tunísia e chegará ao Canadá em agosto deste ano. O processo de construção e mobilização do FSM se relacionou diretamente com os principais acontecimentos políticos vividos na América Latina neste período.
A eleição de Lula em 2002 ajudou a embalar uma serie de vitórias eleitorais de forças progressistas e de esquerda em todo o continente latino-americano. Brasil, Venezuela, Argentina, Uruguai, Bolívia e Equador, ao lado de Cuba e de outros países da América Central e Caribe constituíram um polo alternativo ao neoliberalismo, promovendo vultuosas transformações sociais, econômicas e políticas ao lado de um inédito processo de integração solidário e soberano.
O FSM ajudou a projetar o papel de Lula e do Brasil como líder global dos países pobres e em desenvolvimento. No Fórum de 2003, Porto Alegre viu mais 100 mil pessoas marcharem contra a ALCA , o FMI e guerra no Iraque. Um chamado do FSM ajudou a construir grandes mobilizações contra a invasão militar norte-americana no Iraque. A luta contra a ALCA também ganhou força, até ser definitivamente sepultada em novembro de 2005, na Cúpula da Américas, em Mar del Plata, Argentina, com a presença dos então presidentes Lula, Hugo Chavez e Nestor Kirchner. Ao invés da histórica submissão às grandes potências, hora rendidos à Europa, hora aos interesses norte-americanos, a derrota da ALCA foi o nascedouro de alianças soberanas entre os países latino-americanos e da perda de poder dos EUA em nossos territórios. Ali estava contido o embrião da UNASUL, da CELAC (Comunidade de Estados Latino-americanos e caribenhos) e de uma nova etapa do Mercosul.
Olhando apenas para a América Latina o balanço das lutas travadas no FSM é extremamente positivo. Uma ideia geral pode sintetizar o conjunto da obra e colocar no primeiro plano marcas e signos desse período: houve melhora significativa em todos os indicadores sociais e econômicos onde triunfaram vitórias eleitorais de forças populares, democráticas ou revolucionárias.
Mas os desafios e perspectivas apontam para uma alteração na correlação de forças do continente, com uma tendência de fortalecimento da direita reacionária. Tal mudança está imbricada com a evolução e agravamento da crise internacional do capitalismo, de curso ainda indefinido. As grandes potências, representantes da oligarquia financeira, são os causadores da crise e tentam transferir os prejuízos desta para os trabalhadores e para as nações em desenvolvimento, atacando os direitos trabalhistas e impondo pacotes de austeridade fiscal cujos unicos beneficiários são os bancos e o mercado financeiro. Esse processo se desenvolve por uma intensa e complexa batalha que se expressa no campo político, econômico e militar.
Ao traçar um paralelo entre a crise de 1929 e a atual crise nota-se, em sua gênese, a desregulamentação do mercado financeiro, a redução dos salários, o desemprego em massa, o ataque à democracia e o surgimento de expressões políticas de ódio e da intolerância. Em 1929, o resultado foi a ascensão do nazi-fascismo e a Segunda Guerra Mundial. Hoje, observamos manifestações exasperadas de ódio, racismo e xenofobia, além de uma escalada de agressões militares e de violações dos direitos humanos por parte das grandes potências.
A agenda neoliberal não foi capaz de recuperar a atividade econômica no mundo a patamares anteriores ao período da crise. Se fracassou no campo econômico parece triunfar na esfera política. Os estados nacionais operam sobre estreita margem de manobra tendo seu poder cada vez mais reduzido diante da onipotência dos mercados financeiros. É preciso recuperar a primazia da política e romper com o dogmatismo neoliberal, de que não há outra saída, senão praticar planos de austeridade e retirar direitos sociais.
Mais uma vez o Fórum Social Mundial é chamado a construir a unidades dos povos na luta anti-capitalista, em defesa do progresso social e da paz. Os movimentos sociais brasileiros tem cumprido um papel decisivo. Realizamos ao longo do ano de 2015 mobilizações unitárias e crescentes em defesa da democracia – contra a tentativa golpista de sacar Dilma da presidência da república -, em defesa dos direitos sociais e por uma nova política econômica, capaz de retomar o desenvolvimento e a geração de empregos.
Cabe aos participantes do FSM e, em especial, à Assembleia de Movimentos Sociais, que será realizada no dia 23/1, no encerramento do Fórum, a construção de lutas unitárias para enfrentar a crise do capitalismo, as crescentes agressões militares das forças imperialistas e a ofensiva da direita da América Latina. Merece atenção e solidaridade de todas as forças democráticas e progressistas os ataques sofridos pelos governos de Dilma, no Brasil, e Nicolas Maduro, na Venezuela, por parte da direita golpista e reacionária destes países.
* Título e diagramação editados
Fonte: http://jornalismob.com/2016/01/18/com-o-lema-democracia-paz-direitos-dos-povos-e-do-planeta-forum-social-celebra-15-anos/

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

OCUPAÇÃO PANDORGA



OCUPAÇÃO PANDORGA: CULTURA EM LUTA


No dia 18 de julho, dezenas de pessoas ocuparam um terreno do poder público ocioso há seis anos, localizado no bairro Azenha, em Porto Alegre. Com o intuito de construir um centro de cultura e de moradia, famílias e coletivos criaram a Ocupação Pandorga e estão limpando o espaço de 1.200m², onde serão oferecidas oficinas de teatro, circo e cinema abertas à população.
Confira a reportagem em vídeo realizada pelo Jornalismo B:
Acesse o link: 
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=KUFbjED2W4M
blob:https%3A//www.youtube.com/fa7d6abb-6075-443b-8d22-280d527b9cb2

Fonte: http://jornalismob.com/2015/08/01/ocupacao-pandorga-cultura-em-luta/



sábado, 9 de maio de 2015

FOTOGRAFIA




Porto Alegre do passado – Coletânea de fotos de 1880 a 1970

Eu adoro fotos antigas e sempre quis fazer uma coletânea de fotos antigas de Porto Alegre, que agora concretizo neste thread.

Todas as fotos aqui postadas foram digitalizadas do livro “Memória Visual de Porto Alegre 1880 – 1960”, 2ª edição, Porto Alegre: Palolotti, 2008.

As fotos publicadas no livro pertencem ao acervo de imagens do Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, em Porto Alegre.

Aproveito para solicitar àqueles que possuem fotos antigas e digitalizadas de Porto Alegre que as coloquem nesse thread também.

Abraços a todos e espero que gostem das fotos. Cada foto tem um comentário.



Foto 01 – 1888 – Foto tirada da Ilha da Pintada, mostrando a orla norte de Porto Alegre, região onde estão hoje os bairros Floresta, São Geraldo, 4º Distrito e Navegantes.


Foto 02 – 1888 – Segunda parte da Foto 01, mostrando a orla de Porto Alegre na região onde hoje está o Centro da cidade e o Cais do Porto.


Foto 03 – 1900 – Antigo cais da Praça da Alfândega em 1900. Infelizmente ele não existe mais. Essa área foi aterrada e nela hoje estão os prédios do MARGS e do Memorial do Rio Grande do Sul.


Foto 04 – Praia da Pedra Redonda no lado Guaíba, zona sul de Porto Alegre. Sem data identificada.


Foto 05 – Praia da Pedra Redonda no lado Guaíba, zona sul de Porto Alegre. Sem data identificada.


Foto 06 – 1900 – Família se refrescando na praia da Pedra Redonda no lado Guaíba, zona sul de Porto Alegre, por volta de 1900.


Foto 07 – 1911 – Barcos na região do porto no centro de Porto Alegre.


Foto 08 – 1911 – Rua dos Andradas (rua da Praia) na região da Praça da Alfândega em 1911.


Foto 09 – 1911 – Rua Marechal Floriano Peixoto, no centro de Porto Alegre, em 1911. Notem que uma das lojas se chama “Casa Negra”. Fiquei curioso para saber o que se comercializava nela.


Foto 10 – 1911 – Rua dos Andradas (rua da Praia) em 1911. Parece ser o trecho da rua da Praia entre a rua da Ladeira e a Borges de Medeiros.


Foto 11 – 1920 – Rua dos Andradas (rua da Praia) em 1920. Parece se tratar da descida da rua da Praia, entre a Praça Dom Feliciano e a rua Dr. Flores.


Foto 12 – 1920 – Avenida João Pessoa e Parque Farroupilha (Redenção) nos anos 20.


Foto 13 – 1920 – Três moças fantasiadas, provavelmente durante o carnaval de 1920.


Foto 14 – 1925 – Fonte “A Samaritana”, na Praça Montevidéu, entre 1925 e 1935. Os dois prédios ao fundo são da Prefeitura de Porto Alegre e do Mercado Público, ambos ainda existentes. A fonte foi removida para a Praça da Alfândega onde se encontra até hoje.


Foto 15 – 1930 – A rua dos Andradas (Rua da Praia) no centro de Porto Alegre nos anos 30. O prédio da esquina é do Cinema Central. Notem que há uma faixa que cruza a rua, em uma ponta amarrada no poste e a outra ponta no prédio do cinema. Na faixa, lê-se “Ella quer um millionário”, provavelmente um filme que estava passando no cinema. Nenhum desses prédios está em pé hoje. Não sei em que quadra da rua da Praia esse cinema ficava.


Foto 16 – 1930 – Praça da Alfândega em Porto Alegre nos anos 30.


Foto 17 – 1930 – Casa em estilo castelinho na rua Hilário Ribeiro na esquina com Florêncio Ygartua, no bairro Moinhos de Vento, em 1930.


Foto 18 – 1930 – Casa de Correção (entenda-se “presídio”) em 1930. Esse prédio tinha o apelido de “cadeião” e se localizava ao lado da atual Usina do Gasômetro. Infelizmente, já foi demolido.


Foto 19 – 1930 – Rua Dr. Valle, no bairro Floresta, em 1930.


Foto 20 – 1930 – Avenida Osvaldo Aranha na esquina com a rua José Bonifácio, no bairro Bom Fim, em 1930. É uma das minhas fotos favoritas neste thread. Nenhum desses prédios existe mais. Pela característica das vias, suponho que a carroça está saindo da Osvaldo Aranha e entrando na José Bonifácio. Observem que ao lado do poste há uma bomba de gasolina junto ao meio fio. Acho que não existiam postos de gasolina na época, e os carros deveriam ser raros.


Foto 21 – 1934 – Outra foto interessantíssima deste thread. Mostra o dirigível Zeppelin sobrevoando Porto Alegre em 26/06/1934. O prédio do lado esquerdo está em pé até hoje. Trata-se do Theatro São Pedro. O prédio ao lado não existe mais. No lugar dele está o Palácio de Justiça. E atrás dele, aparecendo apenas uma ponta, está o prédio da Biblioteca Pública, existente até hoje.


Foto 22 – 1935 – Foto área mostrando o Parque Farroupilha (Redenção) em 1935 por ocasião da Exposição Farroupilha, criada para celebrar o centenário do início da Revolução Farroupilha (1835-45). Os prédios que estão no meio do parque, todos em art-deco, não existem mais, infelizmente. O prédio branco no canto inferior esquerdo é o prédio do Instituto de Educação, ainda existente, felizmente. Nos fundos do parque, nota-se o prédio do Colégio Militar de Porto Alegre, ainda existente.


Foto 23 – 1937 – Esquina da Avenida Borges de Medeiros com rua Sete de Setembro no centro de Porto Alegre em novembro de 1937. O edifício moderno em art-deco é o das Lojas Guaspari. A loja faliu, mas o edifício ainda existe. À esquerda do prédio da Guaspari, o edifício neoclássico de 4 andares é o famoso Edifício Malakoff, considerado o primeiro arranha-céu porto-alegrense.


Foto 24 – 1941 – A famosa enchente de abril de 1941 na região central de Porto Alegre. Essa enchente foi o argumento para a construção do infame Muro da Mauá no final dos anos 60 e início dos anos 70, separando de vez a população do lago.


Foto 25 – 1945 – Prédio da Confeitaria Rocco, na esquina das ruas Dr. Flores e Riachuelo, no centro de Porto Alegre, em 1945. Esse prédio ainda existe e passou há pouco por uma reforma. Contudo, permanece fechado. Na minha opinião, um dos mais belos edifícios neoclássicos que resistiram ao teste do tempo no centro da cidade.


Foto 26 – 1950 – Ponte da avenida João Pessoa sobre o arroio Dilúvio durante as obras de canalização do arroio em 1950.


Foto 27 – 1950 – Ponte da avenida Getúlio Vargas sobre o arroio Dilúvio durante as obras de canalização do arroio em 1950.


Foto 28 – 1950 – Obra de canalização do arroio Dilúvio em 1950.


Foto 29 – 1950 – Obra de canalização do arroio Dilúvio em 1950.


Foto 30 – 1950 – Travessia de balsa entre Guaíba e Porto Alegre nos anos 50. Naquela época, não havia a travessia Getúlio Vargas com suas 4 pontes sobre o Delta do Jacuí (BR-116) e a única maneira de atravessar o lago em direção a Porto Alegre era nessas balsas. Por elas eram transportados todos os carros, ônibus e caminhões que vinham de Pelotas, Rio Grande, Bagé, Uruguaiana e demais cidades da zona sul do estado e região da campanha.


Foto 31 – 1950 – Fotógrafos lambe-lambes na Praça Parobé nos anos 50.


Foto 32 – 1950 – Vista aérea do centro de Porto Alegre nos anos 50. A maioria desses prédios ainda está em pé. Destaque para o prédio do Mercado Público de Porto Alegre e o da Prefeitura Nova.


Foto 33 – 1958 – Inauguração da Travessia Getúlio Vargas sobre o Delta do Jacuí em 28/12/1958, portanto, há exatos 50 anos. A ponte que aparece na foto é a ponte do Guaíba. A travessia conta com outras três pontes. A rodovia que passa por elas e o trecho comum entre as BRs 116 e 290. Por essa ponte passam todos os veículos que se dirigem à zona sul do estado, região da campanha, Uruguai, Chile e Argentina.


Foto 34 – 1959 – O aterro do Lago Guaíba em outubro de 1959. Essa é a foto mais interessante, na minha opinião, deste thread. Ela mostra o aterro onde hoje estão as avenidas Edvaldo Pereira Paiva (avenida Beira-Rio) e a Borges de Medeiro. Nesse aterro também estão hoje o Parque Marinha do Brasil, o Shopping Praia de Belas, o Centro Administrativo do Estado do Rio Grande do Sul e prédios comerciais e de hotéis.


Foto 35 – 1959 – Manifestação de populares na rua dos Andradas (rua da Praia) no dia da posse de Leonel Brizola como governador do Rio Grande do Sul em 31/01/1959.


Foto 36 – 1960 – Desfile promovido pela Legião Brasileira de Assistência na avenida Borges de Medeiros sob o viaduto da Borges em setembro de 1960.


Foto 37 – 1960 – Desfile comemorativo do feriado de 20 de Setembro na rua dos Andradas (rua da Praia) em frente à Praça da Alfândega em 20/09/1960.


Foto 38 – 1961 – Morro Santa Tereza em abril de 1961. No fundo, o centro de Porto Alegre. Perecebe-se, também o aterro do Guaíba onde hoje está o Parque Marinha do Brasil. Do seu lado direito, o bairro Menino Deus praticamente sem nenhum edifício alto. Não havia ainda o aterro onde hoje está o Parque Maurício Sirotski Sobrinho (Parque da Harmonia).


Foto 39 – 1961 – Esquina da rua dos Andradas (rua da Praia) com a rua Dr. Flores em março de 1961.


Foto 40 – 1961 – Avenida 24 de Outubro no bairro Moinhos de Vento em abril de 1961.


Foto 41 – 1964 – Desfile da semana da pátria em 06/09/1964 na Avenida Farrapos.


Foto 42 – 1965 – Construção do prédio da antiga CRT (Companhia Rio-Grandense de Telecomunicações), hoje Brasil Telecom, na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Salgado Filho em setembro de 1965.


Foto 43 – 1969 – Construção da Estação Rodoviária Central de Porto Alegre em 1969. É aqui que hoje desembarcam todos que chegam a Porto Alegre de ônibus (intermunicipais, interestaduais e internacionais), com exceção daqueles provenientes dos municípios da Região Metropolitana de POA.


Foto 44 – 1970 – Visita do Presidente Emílio Garrastazu Médici ao Palácio Piratini em 20/10/1970. Notem ao lado do Palácio a Catedral Metropolitana de Porto Alegre ainda em fase de construção. 


Outros threads meus de Porto Alegre aqui no SSC:

Cristal
Ipanema
Tristeza e Alegria (Guaíba)
Vila Assunção


Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=783292