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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ILHAS DE PLÁSTICO


Ilhas de lixo no oceano




Por ser tão barato e tão popular, o plástico logo se transforma em lixo e é dispensado em qualquer lugar. Assim, logo tornou-se o material mais volumoso em lixões e aterros. E, infelizmente, é encontrado nos lugares mais inapropriados: na cidade, em áreas naturais, rolando nos desertos e campos, enroscado no alto das árvores, flutuando em lagoas e rio. Nem o remoto alto mar escapa. Descartado o plástico logo sai de vista, mas não desaparece. Carregado pelas correntes marinhas, circula indefinidamente, concentrando-se no centro dos grandes oceanos, onde chega a formar imensas ilhas flutuantes. 




No oceano Pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1.000 km de extensão. Acredita-se que haja cerca de 100 milhões de toneladas de plástico de todos os tipos. A área ocupada vai da costa da Califórnia a meio caminho do Japão, com uma profundidade de mais ou menos 10 metros . São pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo tipo de plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo – ou sopa plástica – tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
Dois fatores contribuem para formação do problema: a ação humana e a própria natureza. Segundo os pesquisadores, um quinto dos resíduos é jogado de navios ou plataformas petrolíferas. O restante vem da terra. No mar, o lixo flutuante é agrupado por influência das correntes marítimas e fica vagando dos dois lados do arquipélago havaiano.

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma faixa estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela região no final dos anos 90 ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico à sua frente, navegou por mais de uma semana sobre todo esse lixo.
Quando passa perto do continente a mancha causa praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta flutuando no Oceano Pacífico.
O plástico é o resíduo mais comum por ser leve, durável e um produto onipresente e descartável tanto em sociedades avançadas quanto em desenvolvimento. Ele pode flutuar centenas de km antes de ser pego por um redemoinho e, então, se decompor com o tempo. Mas depois de se partir em pedaços, os fragmentos parecem confete na água. Milhões, bilhões, trilhões e mais dessas partículas flutuam nos redemoinhos repletos de lixo do mundo, colocando em risco a fauna marinha.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material e que não foi reciclada ainda está em algum lugar do planeta.

Essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja que concentra poluentes persistentes. Ou seja, qualquer animal que se alimenta nestas regiões pode ingerir altos índices de venenos que acabam introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, tornando verdadeira a afirmação de que o que fazemos à Terra acaba tendo impacto sobre nós, seres humanos.
De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, detritos de plástico constituem 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos. O programas estimada que 46.000 peças de plástico flutuantes provocam a morte de mais de um milhão de aves e de outros 100.000 mamíferos marinhos por ano. Seringas, isqueiros e escovas já foram encontrados nos estômagos de animais marinhos mortos.
Segundo investigadores, no Atlântico Norte também existe uma lixeira flutuante de detritos de plástico de densidade “comparável à Ilha de Lixo do Pacífico Norte”, que tem sido “extremamente ignorada” Estudo de duas décadas foram apresentado no Encontro de Ciências do Oceano, que decorreu em Portland, nos EUA, os detritos flutuantes são constituídos por pedaços de plástico utilizado em inúmeros produtos de consumo, incluindo sacos. A investigação, realizada por cientistas e estudantes da Associação da Educação para o Mar (Sea Education Association), efetuou o maior e mais extenso registo de concentração de detritos de plástico realizado em qualquer oceano.
A densidade máxima de concentração de detritos de plásticos encontrada foi de 200 mil pedaços por quilômetro quadrado, “um máximo que é comparável à Ilha de Lixo do Pacífico Norte”.

A fiscalização para evitar agressões ao meio ambiente em geral costuma ser fraca, e mais inoperante ainda é a fiscalização que deveria proteger o ambiente marinho – a absurda sopa de lixo no Pacífico comprova esse fato. Convenções internacionais determinam que todas as embarcações devem manter em recipientes adequados os seus resíduos produzidos a bordo, sendo proibido (e passível de multa) o seu descarte no mar – a Marinha brasileira estabelece punições pecuniárias que vão de R$ 7 mil a R$ 50 milhões. Uma vez boiando nos oceanos, no entanto, esses resíduos passam a ser sujeira sem dono – como ponta de cigarro na rua. Ainda que se saiba a sua procedência, é impossível responsabilizar culpados. Por isso a fiscalização é teórica e ineficaz, por isso formam-se lixões como o do Pacífico, por isso a humanidade, feito suicida, emporcalha aquilo que é a principal condição biológica para a sua sobrevivência – a água.
Mais em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/16/ciencia/1494929590_560086.html; https://g1.globo.com/mundo/noticia/ong-lanca-abaixo-assinado-para-que-ilha-de-lixo-do-pacifico-seja-reconhecida-como-estado-soberano-pela-onu.ghtml; https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Por%C3%A7%C3%A3o_de_Lixo_do_Atl%C3%A2ntico_Norte

Vamos fazer a nossa parte, quando consumirmos algo, evitar embalagens que não sejam degradadas com facilidade.
Fontes – Portal Terra / Planeta Sustentavel 
Fonte: http://www.funverde.org.br/blog/ilhas-de-lixo-no-oceano/

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

LIXO NO BRASIL




Conheça o destino do lixo no Brasil e sua relação com a produção e descarte



Segundo o IBGE, hoje no Brasil apenas 2% do lixo produzido é destinado para programas de reciclagem.
Você sabia que o Brasil é responsável por produzir cerca de 240 mil toneladas de lixo por dia? Além disso, o País ainda não dispõe de programas de reciclagem suficientes para acabar com o problema: embora se fale muito sobre sustentabilidade, o Brasil ainda são poucas as prefeituras brasileiras que apresentam projetos que visam resolver o problema do lixo nas cidades.
Além de não realizarem um bom reaproveitamento dos resíduos, a maioria das grandes cidades ainda não tem um destino adequado para o lixo que é gerado por sua população. Essa é uma questão que tem gerado grandes problemas ambientais, prejudicando a saúde e o futuro da sociedade como um todo.

Qual o destino do lixo no Brasil?

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 73% do lixo produzido no País ainda tem como destino os aterros sanitários. Isso ocorre, de forma geral, porque enviar o lixo para esses locais ainda é muito mais barato do que investir em programas eficientes de reciclagem.
Nesse aspecto, vale ressaltar que o restante do lixo produzido no Brasil tem como destino os lixões, além de terrenos baldios e rios. Nenhum desses espaços são controlados pelas prefeituras e, como consequência, geram alto índice de poluição do solo e das águas. Em outras palavras, a maior parte do lixo do País é descartada em terrenos em céu aberto, sem qualquer tipo de controle, enquanto apenas 2% é enviado para os programas de reciclagem.

Consequências do destino incorreto do lixo

  • Poluição e contaminação dos solos e das águas;
  • Liberação de gases do efeito estufa e, consequentemente, proliferação de insetos transmissores de doenças;
  • Desperdício de materiais recicláveis e de energia;
  • Produção de gases nocivos à atmosfera.

O que tem sido feito para acabar com o problema do lixo?

Atualmente, algumas prefeituras vêm desenvolvendo programas de reciclagem e estimulando a coleta seletiva, que consiste na separação do lixo por categorias (papel, vidro, plástico, metal, entre outros). Porém, essas medidas ainda não têm sido suficientes para resolver o problema.
Outra medida que vale a pena destacar é a logística reversa, que vem sendo uma excelente solução para minimizar o acúmulo de lixo nas cidades. Esse processo consiste no retorno do produto para o fabricante, após o consumido. É o que as fábricas de lâmpadas e pilhas, por exemplo, vêm fazendo para recolher os resíduos dos produtos que eles mesmos produzem.
Fonte: http://www.dinamicambiental.com.br/blog/meio-ambiente/conheca-destino-lixo-brasil-relacao-producao-descarte/?utm_source=facebook.com&utm_medium=timeline&utm_campaign=meioambiente&utm_content=out-17

terça-feira, 28 de março de 2017

ARTIGO




O planeta não tem uma lata de lixo



Reutilizar, reaproveitar, reciclar, recuperar são palavras que precisam, com urgência, fazer parte mais efetiva do vocabulário de todos os seres humanos, de todos os países, especialmente dos mais desenvolvidos, pois são eles que produzem a maior quantidade de lixo no planeta. E o planeta não tem uma lata de lixo. É urgente, portanto, que tiremos a palavra do nosso vocabulário.

A obsolência programada e o culto ao consumo desenfreado têm nos levado a fazer o equivalente a depositarmos todo o lixo que produzimos dentro de nossa própria residência. Em quanto tempo ela estaria inabitável? O que fazemos em casa e nas ruas afeta todo o nosso planeta. O problema é o ritmo incrível e insustentável do desenvolvimento mundial. Na verdade, não há “desenvolvimento”; e, sim, um modo de vida totalmente equivocado.
O descarte irregular de objetos como sofás, geladeiras, fogões e outros móveis e utensílios é hoje um dos maiores problemas das cidades, independentemente de seu tamanho. Afeta tanto as pequenas cidades do interior, quanto os grandes centros.

Não temos sido capazes de lidar bem com as consequências do nosso pseudo desenvolvimento, do modo como convivemos com a natureza.  Os milhões de toneladas de lixo que produzimos são colocados onde não vemos. É o lado mais escuro e obscuro das selvas urbanas, onde milhares de animais como nós, e outros, buscam a sobrevivência, a comida dos filhos, o comercializável para bancar o resto necessário para se manterem vivos.

Por outro lado, a humanidade tem visto acontecer cada vez mais cedo o limite no uso dos recursos renováveis do planeta. A organização não-governamental Global Footprint Network (GFN)  chama de “Dia da sobrecarga”. Não obstante, as autoridades mundiais têm metas apenas no que se refere à emissão de gases. Não há discussões planetárias sobre a redução da produção de lixo e do uso dos recursos. Segundo a GFN, em 2015, o tal dia de sobrecarga da Terra aconteceu em agosto. Em 1970, acontecia em dezembro.

A nossa sociedade é construída para queimar recursos, de forma continua, sem possibilidade de abrandar. A produção de lixo segue o mesmo caminho.  Quando a ‘queima’ abranda, fala-se em crise económica, lamenta-se a falta de crescimento.
A reutilização e o reaproveitamento de móveis, objetos e mesmo de restos orgânicos é, em geral, visto como coisa de loucos ainda. Projetos que buscam trabalhar com a reutilização de materiais, geralmente descartados, são vistos com “maus olhos”. Reutilizar um vaso sanitário descartado na rua para plantar alfaces então, é o cúmulo para a maioria. “Que coisa horrível”, dizem. Asseguram que é melhor plantar num vaso de plástico e levar o tal vaso sanitário para o aterro, longe de nossos olhos. Lhes asseguro que esta é uma visão equivocada.


Espero que, breve, mudemos de ideia. Para o bem de todos nós que aqui estamos e dos que virão, pois um recurso que se esgotará, talvez, muito em breve, é a capacidade da terra de absorver o nosso lixo.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

NOSSO LIXO



Em 20 dias, 'ecobarreira' evita ida de 13 toneladas de lixo ao Guaíba no RS

Barreira ecológica foi instalada no fim de março no Arroio Dilúvio, na capital.
Resíduos como garrafas pet, madeira e animais mortos já foram retirados.



19/04/2016 11h31 - Atualizado em 19/04/2016 11h31


ecobarreira arroio dilúvio (Foto: Cibele Carneiro/PMPA)Resíduos são içados por gaiola até a superfície (Foto: Cibele Carneiro/PMPA)
Em operação há 20 dias, a ecobarreira instalada no Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, já evitou que 13,3 toneladas de lixo fossem parar nas águas do Guaíba. A estrutura foi instalada no dia 28 de março na Avenida Ipiranga, entre a Borges de Medeiros e a Edvaldo Pereira Paiva, na região central da capital.
ecobarreira arroio dilúvio (Foto: Cibele Carneiro/PMPA)Lixo retido em barreira é removido duas vezes por
dia (Foto: Cibele Carneiro/PMPA)
A barreira ecológica atravessa o arroio de um lado ao outro. Resíduos como garrafas pet, madeira e até animais mortos ficam retidos e são içados até a superfície por uma gaiola.
Duas vezes por dia, uma equipe do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) passa pelo local para recolher os detritos.
“Se a ecobarreira não estivesse aqui, todo este resíduo teria ido parar no Lago Guaíba. Além das ações de cuidado do poder público e da iniciativa privada, é necessário que a população faça a sua parte e descarte seus resíduos no local certo, que obviamente não é no Dilúvio”, observa Gustavo Fontana, diretor-geral do DMLU.
Barreira ecológica deverá operar por cinco anos, diz prefeitura
A construção da estrutura começou em janeiro deste ano. Conforme a prefeitura, a barreira ecológica deverá operar por um máximo de cinco anos, conforme acordo previsto. Ao fim do primeiro ano de funcionamento, a administração municipal optará por desativar a obra, ou mantê-la em operação até o fim do quinto ano, caso julgue-a adequada.
Estrutura construída em Porto Alegre pretende evitar ida de lixo ao Guaíba (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)Estrutura construída em Porto Alegre evita ida de
lixo ao Guaíba (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)
O trabalho no local é dividido. Cabe ao Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) fiscalizar a operação do equipamento e sua eficácia. O DMLU coleta e identifica os tipos de resíduos retirados e é responsável pelo translado dos containers com os materiais retirados.
À Safeweb, criadora do projeto, cabe a implantação do sistema, execução técnica e manutenção do serviço. O engenheiro ambiental responsável pela execução da obra é Gino Gehling, professor de Resíduos Sólidos e Sistema de Água e Esgoto do IPH da UFRGS. A Safeweb implantou a estrutura, em um investimento de R$ 250 mil na obra civil.
Responsável pela dragagem do Arroio Dilúvio e dos demais arroios de Porto Alegre, o DEP retirou, somente em 2015, 71 mil toneladas de material como lodo, areia e entulhos do leito nas ações que realizou.
A dragagem é necessária para facilitar o escoamento das águas das chuvas em direção ao Guaíba, evitando o transbordamento do córrego e alagamentos. O trabalho é feito ao longo dos quase 12 quilômetros de extensão do Dilúvio e consiste na remoção do sedimento acumulado devido à grande quantidade de despejo que os afluentes descarregam no arroio.
Conforme o Novo Código de Limpeza Urbana, jogar, descartar ou abandonar resíduos nas margens ou dentro de rios, córregos e arroios é considerado multa gravíssima, e o infrator fica sujeito à multa de até R$ 5.256,14.
Em 2013, 2014 e 2015, foram retiradas 267, 200 e 65 toneladas de resíduos respectivamente, de materiais como pneus, garrafas pets, sofás, sacolas plásticas, chinelos, sapatos, carrinho de bebê, cadeiras de rodas, piscina plástica, fogão, geladeira, carcaça de computador, de televisor, de ventilador e de orelhão, embalagens longa vida, roupas, colchões, isopor, lonas, mamadeira, bicicletas, panelas, canos de PVC, vasos de plantas e até uma banheira de hidromassagem.

Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/04/em-20-dias-ecobarreira-evita-ida-de-13-toneladas-de-lixo-ao-guaiba-no-rs.html

quarta-feira, 3 de junho de 2015

LIXO*





Contra desperdício, França aprova lei que obriga supermercados a doar alimentos não vendidos

Firmas deixarão de destruir produtos estocados — e que ainda não tiveram o prazo de validade vencido — sob pena de multa de € 75 mil ou dois anos de prisão


Flickr/CC

Restos também poderão ser reutilizados na agricultura

Com o objetivo de combater o desperdício de comida no país, o Parlamento da França aprovou por unanimidade na noite de quinta-feira (21/03) um projeto de lei que proíbe os supermercados de destruir os alimentos que não foram vendidos.
Com a aprovação, a medida obrigará os supermercados do país a assinar contratos formais com instituições de caridade para que possam doar as sobras de alimentos — que ainda não tiveram o prazo de validade vencido e estão em condições de serem consumidos. A punição para quem descumprir a norma poderá chegar a multa de até 75 mil euros ou dois anos de prisão.
Caso os restos não sejam destinados a esses órgãos, as companhias poderão ainda encaminhá-los para zonas rurais para servir de ração de gado ou como composto orgânico para a agricultura.
Em média, um francês joga fora de 20 a 30 quilos de comida por ano, segundo estimativas do Palácio do Eliseu. Além de não ser sustentável, o problema de desperdício custa até 20 bilhões de euros anualmente para os cofres do país.
Leia também:
“É escandaloso ver a lixívia [composto químico usado para limpar e dissolver substâncias orgânicas] que está sendo derramada nas caixas de lixo dos supermercados, juntamente com alimentos comestíveis", declarou o idealizador da legislação, o deputado do Partido Socialista Guillaume Garot, que já foi ministro responsável pelo agronegócio entre 2012 e 2014.
Por sua vez, a Federação do Comércio e da Distribuição da França, que representa os supermercados, criticou o projeto. “A lei é incorreta, tanto em seu alvo, quando em seu intuito, já que as grandes lojas representam apenas 5% dos desperdícios de comida”, criticou o diretor do órgão, Jacques Creyssel.

Comissão Europeia ameaça processar França por altos níveis de poluição do ar

Assembleia Nacional da França aprova lei de monitoramento de cidadãos sem ordem judicial


A nova lei faz parte de um esforço nacional para resolver a questão do desperdício de comida em todo o território francês até 2025. No ano passado, os supermercados do país chegaram a promover uma campanha de consumo de frutas e legumes considerados “feios”, com descontos de até 30% do preço original, já que entre 10% e 30% desses produtos vão para os lixos.
* Com edição gráfica
FONTE: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40473/contra+desperdicio+franca+aprova+lei+que+obriga+supermercados+a+doar+alimentos+nao+vendidos.shtml


terça-feira, 21 de abril de 2015

CATADORES E RESTAURADORES



Apresentando um catador da Amazônia ao restaurador de São Cristóvão e morando em cima de um antiquário e brechó no Maracanã

"O lixo de um homem é o tesouro de outro", provérbio popular norte-americano

Eu conheci o Virgílio Moura há alguns anos no escritório da Fibra, que produz o skate de bambu e faz um trabalho sério em ecodesign. Identifiquei-me com ele imediatamente, português de nascimento e morador do Pará, o Virgílio faz um lindo trabalho em madeira a partir de madeiras que encontra na rua e em projetos de manejo, não se define como marceneiro, xilólogo ou artesão e designer, mas como catador:

"Sou um catador, não derrubo árvores, nem serro madeira, todas as peças de minha autoria são realizadas a partir de sobras de processos de transformação da árvore em peças de madeira. Das sementes, cipós, raízes e galhos recolhidos dos processos de manejos florestais e das madeiras alternativas que são retiradas das podas das árvores urbanas nos quintais, praças e ruas da Cidade."

E não pense que Virgílio trabalha com galhinhos, já vi fotos dele cercado de toras imensas, do tamanho de um campo de futebol, árvores comprometidas que virariam entulho não fosse seu olhar. Pelo meu Facebook, Virgílio descobriu outro amigo, o Eraldo, proprietário de um Antiquário em São Cristóvão, bairro daqui do Rio, vizinho ao que moro, o Maracanã. Por sua vez, conheci o Eraldo por ter sido vizinha da namorada dele, Patrícia, proprietária de um antiquário e brechó em sociedade com sua irmã também aqui no Maracanã.

São Cristóvão, como a toda a Tijuca é um bairro antigo e centenário e por isso, sobraram muitas casas do início do século XX e algumas até do século XIX. São todas lindas e é de partir o coração ver quando alguma é posta abaixo para dar lugar a um edifício. Eu morei nos últimos 2 anos numa casa de rua, na verdade numa casa de rua desmembrada. Casa de rua é perigoso, casa de vila pode ter pouca privacidade - especialmente em vilas de casinhas contíguas. As vilas de casas grandes e de meio de terreno com quintal estão cada vez mais raras... Então, quando a veterinária dos meus cães disse que estava saindo de uma espécie de vila alternativa, que queria passar o imóvel adiante, eu fui ver e o tempo mostraria que vale a pena. Na hora, tive preconceito e pensei "É um puxado". Não era e a privacidade é indescritível, além de uma forma inteligente de manter essas casas imensas, geralmente encaradas como um elefante branco, de pé. Hoje, encaro como um sobrado, onde aluguei o andar de cima.
Foi nessa casa em que passei 2 anos sem gás por ter medo de botijão e então, tive que me virar com panela elétrica, grill, sanduicheira e até um forno solar - cozinhando tudo sem forno e fogão numa boa.

E por ter um brechó-antiquário no andar debaixo, ainda comprei tantas coisas lindas sem culpa nenhuma, bem baratinho e de segunda mão. Todos os copos antigos e bandejas de prata, que normalmente são dados em listas de casamento, comprei por uma merreca bem no andar de baixo, 100% reciclados.
E assim, conheci o Eraldo, que compraria todos os meus móveis para revender no Antiquário dele, quando saí desse sobrado e vim para um apartamento na mesma rua, dessa vez próprio. Graças a Deus.

O Antiquário-brechó da Patrícia e Isa aparece aqui em duas postagens, no guia de compras da Tijuca e cedendo generosamente o manequim que vestiu os crochês que Mafê me deu de presente e, na época eu obviamente não mencionei que morava no andar de cima.

Então, quando o Virgílio veio ao Rio, juntamos tudo isso na loja do Eraldo em São Cristóvão, que fica num ponto ótimo, ao lado do Pavilhão e do Adegão Português, bem pertinho do Museu de Astronomia, lugares que amo.



  





Os telefones brasileiros já tiveram apenas 6 algarismos!



O aparelho de televisão Panasonic é laranja e funciona perfeitamente.



O único piano de fórmica marmorizada azul que já vi.




Eraldo e Virgílio, sentado numa cadeira de barbeiro, tratando da vida.






O Antiquário e brechó das 2 irmãs, Patrícia e Isa, na mesma casa onde morei. Por 2 anos, subi essa escadinha lateral  de acesso ao segundo andar todos os dias. Essa imensa bola de ferro embaixo da escada servia para transportar escravos e aparecem várias iguaizinhas no filme "Gangues de Nova Iorque", expondo escravas brancas na festa do Teatro Chinês!




A mesinha das tentações armada pela Patrícia quase na calçada onde liquida peças menores e eu fiz a feira, é claro.





O prêmio desenvolvido pelo Virgílio para a Bienal de Marketing:




Outros trabalhos do Virgílio:






Site com trabalho do Virgílio: Blog do Virgílio Moura

Site do Antiquário do Eraldo: Brechó Antigo

Página no Facebook do Brechó e Antiquário da Patrícia e Isa: Novidades & Antiguidades, que também organiza incríveis leilões online, para você comprar tudo de pijama sem culpa e onde podem ser encontradas coisas incríveis como esse poster emoldurado do Festival de Woodstock por apenas R$20,00 - repare que, à época, o ingresso promocional para os três dias custou US$18,00!




Mais informação:
2 anos sem forno e fogão
Shopping dos Antiquários
A Sociedade das Agulhas
Skate e surf ainda mais verdes
"Eu queria trabalhar com sustentabilidade"
Comprando orgânico, justo e local na Tijuca
Feiras de Sábado: móveis de segunda mão e antiquários
Comendo a ração que vende - parte 06: ventiladores vintage
A praga da reciclagem artesanal: não é sustentável e é horrível
A casa sustentável é mais barata - parte 05 (eletrodomésticos vintage)

Fonte: http://caroldaemon.blogspot.com.br/2015/04/apresentando-um-catador-da-amazonia-ao.html acesso em 042015

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

GESTÃO DE RESÍDUOS





População é conclamada a participar da Audiência Pública que vai definir os rumos da gestão de lixo em Marechal Rondon

Evento acontece nesta quinta-feira, dia 04, às 14h00, na 
Câmara de Vereadores

A prefeitura de Marechal Cândido Rondon realiza nesta quinta-feira, dia 04, uma Audiência Pública para apresentar e discutir o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS). O evento acontece às 14h00, na Câmara de Vereadores.
Conforme o Engenheiro Ambiental da Secretaria de Agricultura e Política Ambiental, Marcos Chaves, na oportunidade será discutido os rumos da gestão de lixo, entulhos, galhos e de resíduos recicláveis no município para os próximos 20 anos. Por isso Chaves destaca que a participação de toda a comunidade e de empresas do ramo será muito importante. “A participação da comunidade é muito importante para que todos possam avaliar o Plano que deverá ir para aprovação da Câmara ainda este ano de 2014. O objetivo é melhorar a recolha e destinação destes resíduos”.
Na ocasião também será apresentada uma minuta da Lei Municipal que vai reger a questão dos resíduos, tratando sobre penalidades e também sobre a responsabilidade compartilhada, logística reversa e a obrigação de planos de gerenciamento de resíduos de diversos grupos de empresas. “Empresas e munícipes terão deveres com relação aos resíduos que produzem. Após a elaboração da Lei, a mesma será cumprida e os que não cumprirem, estarão sujeito a penalidades”, aponta.
Além dos empresários, através dos núcleos setoriais, também são convidadas as empresas que atuam com recicláveis e prestadores de serviços na área ambiental, além de representantes do poder legislativo e do ministério público.
A Audiência Pública terá participação da empresa responsável pela elaboração do Plano, dos órgãos do poder público responsáveis pela gestão de resíduos,e será coordenada pelos técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura e Política Ambiental.


















Marcos Chaves, Engenheiro Ambiental da Secretaria de Agricultura e Política Ambiental: “é o momento da população opinar e dar sugestões quanto a gestão de lixo em Marechal Rondon”.
Foto: Ademir Herrmann



FONTE: acs/pm/mcr/pr/br