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sábado, 19 de março de 2016

VIDA ALTERNATIVA






A utopia cantada por John Lennon na canção Imagine, de um mundo sem posses, países, religião, fome ou cobiça, pode estar ainda longe de se tornar uma realidade para todos, mas ganha contornos possíveis, e bem sucedidos, em uma cidade localizada no sul da Índia, chamadaAuroville.
Reconhecida oficialmente como cidade tanto pelo governo indiano quanto pela Unesco, Auroville recebe, desde sua fundação, em 1968, pessoas de todo o mundo, inclusive do Brasil. A população da cidade hoje é cerca de 2 mil habitantes, mas o local tem capacidade para receber até 50 mil moradores.



Em sua inauguração, punhados de terra de 124 países foram levados até Auroville, a fim de significar o cunho extranacional e aberto da cidade.
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Ainda que esteja localizada em uma região paradisíaca, e que o lazer e o prazer sejam incentivados em Auroville, todos por lá têm muito o que fazer – e recebem um salário de cerca de R$ 405 por mês, valor mais do que suficiente para os custos de vida e ainda para se guardar um pouco para emergências.



A cidade, totalmente autossustentável, possui escola, restaurantes, padarias, hospitais, cinemas e lojas. Ainda, portanto, que seja possível acumular dinheiro em Auroville, não há muito o que se comprar. Ninguém anda de carro – na cidade, somente bicicletas e motos – e o estilo de vida não inclui muito espaço para ostentação e consumismo.


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O mais interessante de Auroville, porém, são suas bases políticas. Não há cargos públicos ou hierarquias governamentais – bem, não há sequer governo ou eleitos. Diante de cada dilema ou proposta social que a cidade atravessa, um conselho geral se reúne, no qual são delegados membros para resolver o que estiver em debate.



Além disso, não existe religião oficial, nem qualquer mistura possível entre o “estado” e a religiosidade individual dos moradores. Contanto que não preguem, persigam ou incomodem outros moradores, cada um é livre para exercer a religião que quiser – ou não exercer nenhuma.
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Para morar em Auroville basta querer, e ter um pouco de dinheiro. Uma casa por lá custa em torno de 3 mil dólares – que arquitetonicamente são espetaculares!





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É preciso ter um trabalho oficial, e contribuir em outras funções, com eventuais aptidões pessoais. Você pode, por exemplo, ser um artista, e sua produção será remunerada. Por um ano – período chama do “estágio” – os cidadãos decidem se o novato pode ou não permanecer como morador.Se o pedido for negado, o valor investido é devolvido integralmente.







Os moradores de Auroville comprovam o que Lennon diz na canção: ainda que sonhador, ele não era o único. Alguém se habilita?
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O monumento Matrindir, localizado no centro da cidade



O monumento Matrindir, localizado no centro da cidade

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Todas as fotos © Divulgação

Fonte: http://www.hypeness.com.br/wp-content/uploads/2016/03/AUROVILLE12.jpg

Saiba mais: 

http://www.auroville.org/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Auroville
https://www.google.com.br/search?q=auroville&rlz=1C1VSNC_enBR570BR576&espv=2&biw=1024&bih=609&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwiL9NLKrM3LAhUMiZAKHQswDosQsAQIKQ
http://base.d-p-h.info/pt/fiches/dph/fiche-dph-8551.html

segunda-feira, 14 de abril de 2014

VIDA ALTERNATIVA



Fujam para as colinas: homens e mulheres que abandonaram a cidade para viverem como eremitas

 

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Um tema bastante procurado e debatido no Jardim do Mundo e reconhecidamente um ótimo assunto para uma segunda-feira de manhã, o estilo de vida contemporâneo tem sido cada vez mais rediscutido e reconsiderado em favor de uma vida mais saudável e sustentável, mas existem pessoas que casaram de esperar e mostram isso em uma mudança radical de ambiente.Captura de Tela 2014-04-14 às 14.39.54
Por 3 anos, o fotógrafo russo Danila Tkachenko registrou a vida de pessoas que decidiram viver longe do restante da civilização ao migrar para locais inabitados do interior da Rússia e da Ucrânia. Longe de ser somente mais um passeio a trabalho, a viagem proporcionou ao fotógrafo uma incrível experiência ao conhecer pessoas que decidiram viver em completa solidão, morando em casas no meio da floresta.
“Você pode descrever suas condições de vida?
Danila: Você pode ver que tipo de personalidade a pessoa tem só de olhar para a sua casa. Há aqueles que constroem palácios inteiros usando materiais disponíveis na floresta. Algumas cavernas ocas, outros constroem cercas e até pontes. O trabalho é uma parte muito importante de suas vidas.”
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Para encontrar estas pessoas, Danila teve de fazer uma pequisa profunda, já que esses nômades deixavam poucas pistas de seu paradeiro. Ao consultar prefeituras, jornais locais e fazendeiros das regiões, o fotógrafo conseguiu alcançá-los e mostrar o seu interessante estilo de vida através de um ensaio fotográfico.
“O que eles comem?
Danila: Algumas pessoas caçam, outros cultivar seu próprio alimento. Comem bagas e cogumelos. Se você conhece a floresta bem o suficiente, ela vai te dar muita comida. Mas eles também têm a opção de viajar para as aldeias vizinhas para fazer trocas com os habitantes.” 
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Neste ensaio, o fotógrafo também registrou suas casas. Confeccionadas com barro, palha, dentro de cavernas ou com madeira da floresta, todas foram construídas com as próprias mãos e são agora a residências destas pessoas que vivem imersas em meio a natureza. 
Em entrevista para a revista Vocativ, o russo contou um pouco sobre como teve a ideia de fotografar os eremitas.
“Meu pai viveu na floresta como um eremita por cerca de três anos, mas depois voltou à viver na cidade. Eu estava interessado em ver como uma pessoa escolhe cortar relações com o mundo exterior para tentar se aproximar mais de si mesmo. É uma questão de olhar para a sua identidade real. Quando conheci essas pessoas, eu estava interessado em ver como eles se comparam a mim como um morador da cidade. Cerca de cinco anos atrás, estava caminhando pelas montanhas de Altai , quando me perdi e tive que passar cerca de um mês sozinho. Foi uma experiência muito difícil e importante para mim, e é por isso que decidi explorá-la ainda mais.”
O projeto resultou em um prêmio no concurso World Press Photo de 2014.
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“São essas as pessoas mais felizes do que aquelas que vivem na cidade?
A felicidade é algo muito pessoal. Mas eles parecem viver em harmonia consigo mesmos e com o mundo ao seu redor. Eles são muito parecidos com crianças. Se eles estão tristes ou felizes, eles vão compartilhar isso com você, porque eles não têm o habito de usar máscaras sociais que as pessoas que vivem em um ambiente civilizado usam. Eles não têm padrões sociais para seguir e são pessoas muito sinceras e abertas.” 
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Fonte: By • 14 Abril, 2014 • Entretenimento - 
Entrevista: Vocativ