As hortas urbanas são cada vez mais comuns em todo o mundo. Diante disso, um grupo de empresários desenvolveu um sistema de plantio inteligente que facilita o cultivo nas grandes cidades, onde as pessoas têm pouco espaço e pouco tempo.
Apelidado de GrowBed, o sistema foi desenvolvido pela Noocity, empresa criada pelos portugueses José Ruivo e Samuel Rodrigues, em parceria com o brasileiro Pedro Monteiro. O equipamento é simples, mas a lógica por trás dele é altamente eficaz.
A estrutura modular tem como principal diferencial o sistema de sub irrigação (SIP). De acordo com a empresa, este é o método mais eficaz para o cultivo de alimentos em solo e especialmente indicado para a agricultura urbana. A GrowBed foi desenvolvida para fornecer ventilação e água diretamente para as raízes das plantas, reduzindo o estresse hídrico e aumentando a produtividade.
Para alcançar este objetivo, o sistema conta com um reservatório de água, de aproximadamente seis centímetros, localizado no fundo da cama de cultivo. Alternado com ele estão as zonas de capilaridade, compartimentos preenchidos com argila expandida para possibilitar a passagem da água para a zona de cultivo. O segundo nível é composto pelas caixas de ar. Elas possuem um centímetro de altura e se estendem por toda a área da cama de cultivo, garantindo oxigenação constante para as raízes.
A maior facilidade desta estrutura é o controle sobre a quantidade de água usada no cultivo. Por contar com um reservatório, é possível garantir a qualidade do plantio mesmo que a rega leve três semanas para ser refeita. Ideal para pessoas que viajam e precisam manter a qualidade de suas plantinhas. Mesmo assim, o melhor é que elas sejam cuidadas em intervalos de três a cinco dias.
O GrowBed possui diversos tamanhos, o que o torna ideal para espaços pequenos e até mesmo para ser instalado dentro de apartamentos.
Projeto de culinária orgânica na favela ensina como usar tudo dos alimentos
Ana Freitas
19 Dez 2015 (atualizado 20/Dez 01h06)
300 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas todos os anos. Mas uma cozinheira ensina a reverter esses números
FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK/FAVELA ORGÂNICA
O FAVELA ORGÂNICA ENSINA A COZINHAR USANDO PARTES DE ALIMENTOS QUE IRIAM PARA O LIXO
Quantas receitas é possível fazer com uma banana e ingredientes básicos, como sal, açúcar e temperos? Sem jogar nenhuma parte fora, pelo menos oito, de acordo com a cozinheira paraibana Regina Tchelly, fundadora do projeto Favela Orgânica.
A iniciativa oferece oficinas que ensinam receitas preparadas com todas as partes do alimento. Cascas, talos, folhas, sementes, caroços: nada é desperdiçado. O pouco que não pode ir para a panela é reutilizado para plantio ou compostagem.
Para entender a filosofia de Regina, veja o caso da banana. A cadeia de produção de um quilo da fruta - incluindo semeio, plantio, cultivo, transporte - gasta 500 litros de água. Por isso, a culinarista ensina a tirar o máximo da fruta.
“Além de se conectarem com a origem e o processo dos alimentos, os alunos se dão conta do nosso papel no planeta. As pessoas passam a enxergar a comida com outros olhos, se tornam gratos a ela e ao mundo”
Regina Tchelly
Fundadora da Favela Orgânica
A casca pode se transformar em um refogado salgado com cebola, ou um brigadeiro de banana bem madura (com casca e tudo), e até mesmo um bolo de casca de banana com chocolate. O talo rende um salpicão. A polpa, um doce.
O talo do brócoli, por exemplo, vira quiche, lasanha (sem massa) e estrogonofe nas mãos de Regina. A casca de melancia, misturada com açúcar mascavo e coco ralado, vira sobremesa. Casca de maracujá se transforma em geleia. Casca de abóbora se torna insumo para um pão - junto com as sementes.
Projeto tenta resgatar a conexão e o respeito pela comida#
Regina chegou ao Rio de Janeiro em 2001 e trabalhava como empregada doméstica. Em 2011, morando no Morro da Babilônia, ela começou o projeto na própria comunidade. Ensinava a manter hortas domésticas e a preparar receitas com partes improváveis de frutas, legumes e verduras.
Ela conta que cresceu acostumada a aproveitar integralmente os alimentos. O que não comia ia para a horta no quintal. “Vou na feira de manhã e pego tudo que sobra e que as pessoas não comem. Descobri que tudo que é bem feito pode ser gostoso”, diz.
300 milhões
De toneladas de alimentos são jogadas no lixo por ano. Isso alimentaria 800 milhões de pessoas, segundo a ONU
O desperdício de alimentos é um tema constante em campanhas da Organização das Nações Unidas. Um terço dos alimentos que consumimos acaba desperdiçado todos os anos, segundo relatório de 2013 da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).
Para o lixo não vai só a comida: toda a energia, a mão de obra e os gastos usados na produção e transporte daquela comida também acaba sem função. O mesmo relatório mostra que 1 em cada 9 pessoas passa fome no mundo.
ONU recomenda mudança global para dieta sem carne e sem laticínios
Foto ilustrativa / reprodução internet.
Uma mudança global para uma dieta
vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e
dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório
da ONU. Na medida em que a população mundial avança para o número
previzível de 9,1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e
laticínios ocidental é insustentável, diz o relatório do painel
internacional de gerenciamento de recursos sustentáveis do Programa
Ambiental das Nações Unidas (UNEP).
Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam
sustancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de
produtos de origem animal. Ao contrário dos que ocorre com os
combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas
têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria
possível com uma mudança substancial na alimentação, eliminando produtos
de origem animal”.
O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse:
“Produtos de origem animal causam mais danos do que produzir minerais de
construção como areia e cimento, plásticos e metais. A biomassa e
plantações para alimentar animais causam tanto dano quanto queimar
combustíveis fósseis”.
A recomendação segue o conselho de Lorde
Nicholas Stern, ex-conselheiro do governo trabalhista inglês sobre a
economia das mudanças climáticas. O Dr. Rajendra Pachauri, diretor do
Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), também fez um
apelo para que as pessoas observem um dia sem carne por semana para
reduzir emissões de carbono.
O painel de especialistas
categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte
de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o
consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o
desenvolvimento econômico, eles disseram.
Ernst von Weizsaecker,
um dos cientistas especializados em meio ambiente que coordenaram o
painel, disse: “A crescente riqueza econômica está levando a um maior
consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das
colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água
doce, fertilizantes e pesticidas”.
Tanto a energia quanto a
agricultura precisam ser "dissociadas" do crescimento econômico porque
os impactos ambientaris aumentam grosso modo 80% quando a renda dobra,
afirma o relatório.
Achim Steiner, subsecretário geral da ONU e
diretor executivo da UNEP,afirmou: “Separar o crescimento dos danos
ambientais é o desafio número um de todos os governos de um mundo em que
o número de pessoas cresce exponencialmente, aumentando a demanda
consumista e persistindo o desafio de aliviar a miséria e a pobreza".
O
painel, que fez uso de diversos estudos incluindo o Millennium
Ecosystem Assessment (avaliação do ecosistema no milênio), cita os
seguintes itens de pressão ambiental como prioridade para os governos do
mundo: mudanças climáticas, mudanças de habitats, uso com desperdício
de nitrogênio e fósforo em fertilizantes, exploração excessiva dos
oceanos e rios por meio da pesca, exploração de florestas e outros
recursos, espécies invasoras, fontes não seguras de água potável e falta
de saneamento básico, exposição ao chumbo, poluição do ar urbano e
contaminação por outros metais pesados.
A agricultura,
particularmente a carne e os laticínios, é responsável pelo consumo de
70% de água fresca do planeta, 38% do uso da terra e 19% da emissão de
gases de efeito estufa, diz o relatório, que foi liberado para coincidir
com o dia Mundial do Meio Ambiente no sábado.
Ano passado, a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO)
disse que a produção de alimentos teria de aumentar em 70% para suprir
as demandas em 2050. O painel afirmou que os avanços na agricultura
serão ultrapassados pelo crescimento populacional.
O professor Hertwich, que é também diretor de um programa de ecologia
industrial na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, disse
que os países em desenvolvimento, onde se dará grande parte do
crescimento populacional, não devem seguir os padrões de consumo
ocidentais: “Os países em desenvolvimento não devem seguir nossos
modelos. Mas cabe a nós desenvolver tecnologias em, digamos, energia
renovável e métodos de irrigação.”
Fonte: Brasil em Pauta / Guardian
Fonte: http://www.olharanimal.org/consumo/907-onu-recomenda-mudanca-global-para-dieta-sem-carne-e-sem-laticinios Acesso em 02/02/2015
Cowspiracy: O documentário que anda a fazer veganos vai ser exibido em Lisboa
São vários os relatos pelo mundo de pessoas que viram o filme e
decidiram mudar a alimentação, não para proteger animais, mas para
salvar o planeta. O apresentador português João Manzarra é um deles.
"O 'Cowspiracy' pode ser o mais importante filme feito para inspirar a salvação do planeta", disse o realizador do "The Cove"
Comer animais pode ser mais prejudicial para o planeta do que tomar
duches longos e conduzir carros poluentes. A pegada ecológica causada
pela agricultura animal, e ainda pouco conhecida, é o tema de
“Cowspiracy”, cuja estreia em Portugal acontece no sábado, 10 de
janeiro, às 11h00, no cinema do Saldanha Residence, em Lisboa. A sessão,
que inclui debate com os realizadores e mostra de gastronomia, esgotou
em poucos dias, pelo que foi adicionada uma nova data para o dia
seguinte.
“O ‘Cowspiracy’ pode ser o mais importante filme feito para inspirar a salvação do planeta“.
O elogio é forte, mais ainda porque veio de Louie Psihoyos, realizador
de “The Cove” (“A Baía da Vergonha” é o título em português),
documentário norte-americano sobre a caça de golfinhos no Japão e que
venceu o Óscar de melhor documentário em 2010.
O título do filme realizado por Kip Andersen e Keegan Kuhn é um
trocadilho entre as palavras vaca (cow) e conspiração (conspiracy), mas
“Cowspiracy” tem mais a ver com factos do que com teorias da
conspiração, factos que mostram a existência de um problema maior do que
todas as vacas que habitam a Terra: a pegada ecológica causada pela
criação de animais para alimentação. A partir daí, os realizadores
questionaram várias Organizações Não Governamentais (ONG)
ambientalistas, como a Greenpeace, sobre porque é que a questão não está
a ter a atenção que merece. As reações compiladas no filme surpreendem.
Os
vários casos de pessoas por todo o mundo que deixaram de comer carne,
ou que renunciaram aos produtos de origem animal, podem fazer com que
“Cowspiracy” pareça mais uma ação para proteger os direitos dos animais,
mas não, não restem dúvidas: este é um filme ambientalista. Se não
sabia que 51% das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa são
causadas pela pecuária e atividades relacionadas (dados do Worldwatch Institute), eis a razão por que os realizadores decidiram avançar com as filmagens.
“Fiquei chocado por aos 29 anos de idade estar completamente deslocado do problema principal de insustentabilidade do planeta”, disse o
apresentador João Manzarra ao Observador. “O documentário é muito
factual, trata de problemas reais e devastadores que não são tratados
nem pela maioria das ONG, e que são ignorados pela maioria das
pessoas”. Em Portugal, João Manzarra é o exemplo mais mediático da
influência de “Cowspiracy”. “Vi-o no dia 19 de novembro e fui
confrontado com toda a sua informação no voo entre Amesterdão e Lisboa”,
contou. “Quando terminou comprometi-me a não alimentar mais a criação
de gado até surgir um contraditório convincente para os problemas
expostos no filme, o que não aconteceu até hoje”.
Desde então que o
apresentador se tornou vegano, ou seja, não consome nenhum produto de
origem animal, seja carne, peixe, laticínios ou ovos. O adeus ao sushi
foi difícil, mas a derradeira prova foi a venda da sociedade na
Petisqueira Matateu, que abriu em 2013, no Estádio do Restelo. Terminou
assim o confronto de consciência. Mas começou também o julgamento
público. “Jamais esperei o tamanho do impacto que esta decisão pessoal
causou. Recebi os maiores elogios e as maiores ofensas de toda a minha vida, as pessoas têm uma ligação emocional muito forte ou com os animais ou com o sabor deles”, disse.
O
passo seguinte foi contactar os realizadores, no sentido de transmitir
que o esforço e o trabalho colocados na realização da narrativa tinha
atravessado o Atlântico até Portugal e que tinha “mudado consciências”.
Rita Silva, presidente da ONG portuguesa ANIMAL,
também já tinha mostrado interesse em exibir o filme em Portugal, por
isso os realizadores puseram os dois em contacto e assim foi possível
organizar os dois visionamentos em Lisboa.
“Enquanto profissional
da área senti que o documentário estava muito bem conseguido, é
inteligente e factual. Acho que eles são heróis”, disse ao Observador
Rita Silva, que já conhecia Kip Andersen e Keegan Kuhn. Dedicada à causa
animal há 11 anos e vegana há uma década, Rita Silva acreditou sempre
que “Cowspiracy” teria uma boa adesão do público português, mas
confessou que não imaginava que “fosse tão grande”. A visibilidade que
João Manzarra tem dado nas redes sociais ajudou. “O facto de ele ter
partilhado uma coisa que mexeu com ele, sem impor nada, fez com que as
pessoas ficassem muito mais ligadas a isto. É importante que as pessoas
vejam o filme pelo filme e que quaisquer mudanças que façam seja pelas
razões certas”, defendeu.
Mudanças. Depois do visionamento, Rita Silva quer ver resultados e, para isso, organizou um debate,
no qual os realizadores do filme, Kip Andersen e Keegan Kuhn, vão
participar por videoconferência. “Que seja esclarecedor e imparcial, que
se encontrem soluções e que se explique como agir localmente” são os
frutos que João Manzarra espera que nasçam da conversa. No espaço do cinema vão estar também algumas bancas de comida “para desmistificar o que as pessoas têm como uma coisa complicadíssima, que é não comer animais”, adiantou.
Os
bilhetes para a primeira sessão já esgotada custavam 6,50 euros cada.
Para a sessão extra de dia 11 de janeiro, também às 11h00, custam 4
euros, valor menor que se justifica pela ausência de debate e de
degustação de produtos de origem vegetal que vai ter lugar no dia
10. Todo o dinheiro dos bilhetes reverte a favor da causa: 25% da
receita será entregue à Animals United Moviment Films & Media e 75% à
ANIMAL.
Para quem não conseguir ir ao cinema, o documentário também pode ser visto no site oficial por menos de 10 dólares (cerca de 8 euros, à taxa de conversão atual).
Fonte: http://observador.pt/2015/01/05/cowspiracy-o-documentario-que-anda-a-fazer-veganos-vai-ser-exibido-em-lisboa/ Acesso em 02/01/2015
Ratos alimentados com milho transgênico e/ou roundup apresentaram tumores mais precocemente e em maior intensidade
O primeiro ministro francês Jean-Marc Ayrault disse que, se os resultados [da pesquisa
inédita que demosntrou graves danos à saúde causados pelo consumo de
milho transgênico e/ou Roundup] forem confirmados, o governo pressionará
para que o milho NK 603 seja banido em toda a Europa.
Pesquisadores pró-transgênicos
têm alegado que a espécie de rato utilizada no experimento não seria a
mais adequada pois ela é naturalmente mais propensa ao desenvolvimento
de tumores. Contudo, rebatem
os autores da pesquisa, essa mesma espécies foi usada nos testes que a
Monsanto apresentou para pedir às autoridades a liberação do milho. Os
estudos da empresa foram de 90 dias, enquanto a pesquisa da equipe de
Gilles-Eric Séralini durou avaliou 200 ratos por 2 anos, praticamente
toda sua vida.