Mostrando postagens com marcador gaea. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gaea. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de outubro de 2016

ESPECTRÓGRAFO BRASILEIRO

Brasileiros desenvolvem espectrógrafo que ajudará em pesquisas sobre estrelas




Instrumento foi despachado de Itajubá (MG) até um telescópio no Chile



(Galileu) Feito no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), o espectrógrafo Steles custou R$ 2,5 milhões. Foi enviado em agosto rumo ao observatório Soar, do qual o Brasil é sócio. Bruno Castilho, diretor do LNA, fala do projeto e da logística delicada.

Quais pesquisas poderão ser conduzidas com o Steles?
A mais importante delas é a composição estelar. O espectro de uma estrela é como um arco-íris com linhas pretas no meio, que surgem quando o elemento químico captura a luz que ia sair. O estudo das linhas determina o elemento e sua quantidade. Analisando muitas estrelas, aprendemos a história dos elementos dentro delas e também do Sol, que tem relação com a formação da Terra e de nós mesmos.

O instrumento se destaca diante de outros parecidos?
Comparado com seus similares, é mais leve, mais barato e mais eficiente, pois enxerga melhor a parte ultravioleta do espectro da luz. Nossa atmosfera corta boa parte dessa radiação — ainda bem, senão nos fritaria. Mas, em astrofísica, ela contém muitas linhas de elementos químicos interessantes, como o berílio e o urânio, que outros instrumentos não podem enxergar.

Como foi o transporte de Itajubá até o topo dos Andes?
Toda vez que botamos um equipamento desses no avião, é como despachar um filho (risos). O Steles foi embalado em quatro caixas pesando 2,5 toneladas, projeto de uma empresa gaúcha que transporta iates. As peças foram embaladas a vácuo, como fazem com café, para não pegarem umidade. O transporte até o aeroporto de Viracopos foi feito em caminhão de suspensão a ar, que vibra menos. O avião de carga era pressurizado e com controle térmico. Esses aviões são frequentes, pois trazem frutas e vinho do Chile. Em um comum, as lentes poderiam estourar. Tudo correu tranquilamente, foram 20 dias desde a saída do LNA até a chegada na sede do Soar, em La Serena. Quando acertarmos o dia da instalação, o Steles vai para a montanha.

O que causou o atraso de cinco anos na conclusão do Steles?
Houve demora nas importações, sem contar a parte óptica, que foi inteiramente fabricada nos Estados Unidos e precisou ser refeita. Ainda estamos aprendendo a gerenciar projetos complexos como este. O Soar reconhece que o atraso comprometeu as pesquisas. Mas eles preferiam que o Steles saísse daqui dentro dos parâmetros, em vez de chegar lá rápido e com defeito.

E que legado o projeto deixa para a ciência brasileira?
A capacitação dos cerca de 25 funcionários e bolsistas que participaram. Eles estão treinados para trabalhar em projetos de alta tecnologia e replicar o que aprenderam — isso é importantíssimo. Entramos no clube restrito de países que fabricam os próprios instrumentos.


Fonte: http://gaea-astronomia.blogspot.com.br/2016/10/brasileiros-desenvolvem-espectrografo.html

sábado, 18 de junho de 2016

POLUIÇÃO LUMINOSA E VIA LÁCTEA



17 de jun de 2016


Quase dois terços dos brasileiros nunca poderão ver a Via Láctea

Poluição luminosa do Brasil é maior do que a de toda a União Europeia junta


(Galileu) Mais de um terço da população mundial não consegue ver a Via Láctea do local onde moram. A informação foi divulgada em um novo atlas global da poluição luminosa publicado no jornal científico Science Advances.

“Gerações inteiras nos Estados Unidos e em muitos outros lugares do mundo não viram nem nunca verão a Via Láctea. É triste, porque grande parte de nossa conexão com o Cosmo foi perdida”, lastima Chris Elvidge, um dos coautores do atlas e pesquisador Centro Nacional de Informações Ambientais da Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA).

Antes fonte de inspiração e de estudo para astrônomos amadores e entusiastas do espaço, a Via Láctea já foipaisagem constante até nas artes visuais, como no quadro A noite estrelada, do pintor holandês Vincent van Gogh. Hoje, são poucos os que conseguem visualizar pedaços de nossa galáxia e para quem nasceu e cresceu em grandes metrópoles, a ideia parece até utópica.

No Brasil, cerca de 62% da população nunca verá a Via Láctea de suas casas. O percentual é parecido com o da União Europeia, onde apenas 40% das pessoas podem ver a galáxia de seus lares; em geral, nos países escandinavos, como a Islândia, a Dinamarca e a Suécia. Nos Estados Unidos, a situação é ainda mais preocupante: apenas 20% da população pode visualizar a Via Láctea ao olhar para o céu.

Impactos
A poluição luminosa que nos impede de observar as estrelas com clareza é causada por múltiplos fatores: semáforos, postes de iluminação, faróis de carros, outdoors iluminados, placas em luz neon, iluminações de aviões; enfim, qualquer luz artificial que perturbe a escuridão natural pode ser considerada poluição luminosa.

Além de impedir que aqueles que amam e se inspiram pelas estrelas as observem, há indícios de que a poluição luminosa prejudique a saúde de seres humanos e de animais com hábitos noturnos. Portanto, este tipo de perturbação também afeta o meioambiente.

O estudo publicado com o atlas também mostrou que mais de 80% da humanidade está exposto a um nível relativamente alto de poluição luminosa. Cerca de 14% das pessoas vivem em cidades extremamente iluminadas — com brilho do céu equivalente ou acima de 3 mil mcd/m² (microcandela por metro quadrado) —, que, ao longo dos anos, seus olhos perdem a visão escotópica, que é, basicamente, a “habilidade” de enxergar no escuro.

Segundo o chefe da pesquisa, Fabio Falchi, do Instituto Italiano de Ciência e Tecnologia da Poluição Luminosa, a tendência é que as coisas piorem, já que a maior parte das administrações municipais de grandes cidades considera substituir todas as tradicionais lâmpadas de iluminação pública que funcionam a vapor de sódio por lâmpadas de LED, que, apesar de mais econômicas no gasto de energia, emitem luz mais forte e poderosa.

Logo, para aqueles que sonham em observar as estrelas a olho nu, as notícias não são nada boa :

Fonte: http://gaea-astronomia.blogspot.com.br/2016/06/quase-dois-tercos-dos-brasileiros-nunca.html

segunda-feira, 16 de maio de 2016

ASTRONOMIA



Eclipse solar: saiba quando acontecerão os próximos fenômenos visíveis do Brasil



(EBC) Os eclipses solares só acontecem quando a Lua está na fase Nova. Todos os meses temos a Lua nesta fase, mas nem sempre a Lua passa na frente do Sol. Quando isso ocorre, ela cobre totalmente ou parcialmente o Sol. Apesar da Lua ser bem menor que o Sol, ela está bem mais próxima de nós e isso faz com que, da Terra, enxerguemos os dois astros com o mesmo diâmetro no céu.

O eclipse solar total é muito bonito de se ver. O céu escurece e algumas estrelas e planetas aparecem. Os animais pensam que a noite chegou e se recolhem para dormir. Outros, que vivem de noite, acham que é hora de acordar. Porém, o eclipse solar total dura apenas alguns minutos (geralmente entre três e quatro minutos). Quando o Sol volta a brilhar, as coisas se invertem e os animais diurnos voltam às suas atividades normais do dia a dia e os noturnos vão dormir. Que confusão!

Ainda teremos algumas chances de ver outros, ainda que parciais. Veja quais serão os próximos:

- No dia 26 de fevereiro de 2017 a maior parte do Brasilverá um eclipse parcial (ele será anular no Chile e a Argentina – quando aparece um anel de luz do Sol, também muito bonito de se ver);

- No dia 21 de agosto de 2017 novamente grande parte do Brasil (mais ao norte) terá a oportunidade de observar outro eclipse parcial (este será total nos Estados Unidos, de uma costa a outra);

- No dia 14 de outubro de 2023 será a grande chance de vermos um eclipse anular, visível na região Norte e parte do Nordeste do Brasil;

- No dia 12 de agosto de 2045 um eclipse solar total será visto de uma pequena parte da região Norte (Amapá e Pará) e do Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco). Algumas capitais, como Belém, São Luís, João Pessoa e Recife terão o privilégio de observar este fenômeno que durará até cerca de seis minutos.

Prepare-se para participar deste maravilhoso espetáculo proporcionado pelos astros. Mas não se esqueça que não se deve olhar para o Sol diretamente, muito menos com um telescópio, pois ele pode lhe cegar. Procure um astrônomo para lhe orientar e boas observações!


Fonte: http://gaea-astronomia.blogspot.com.br/2016/05/eclipse-solar-saiba-quando-acontecerao.html 

terça-feira, 3 de maio de 2016

ASTRONOMIA CÉU DE MAIO



O céu do mês – Maio 2016



Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Esse certamente será um daqueles períodos que certamente ficarão marcados por algumas décadas como, excepcionais para a história da astronomia de um modo geral, sendo que: a profusão de eventos raros e importantes que estarão ocorrendo na esfera celeste, são de rara oportunidade e beleza e isso movimentará de forma proativa a maioria esmagadora dos partícipes e multiplicadores da ciência astronômica em todo o mundo de uma forma bastante significativa. Senão vejamos: Após 08 de novembro de 2006, será em 09 de maio próximo a primeira oportunidade que teremos de acompanhar de forma integral (em algumas regiões do planeta) a passagem de Mercúrio pelo disco solar (esse evento já registrado de forma exitosa na América do Sul em edições anteriores), neste intuito o colega Hélio de Carvalho Vital da Seção Lunissolar da REA (Rede de Astronomia Observacional)/Brasil, elaborou um projeto observacional bastante interessante (Detalhes em:http://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/projeto-de-observacao-transito-de.html), juntamente com um software (Download gratuito disponível em:http://www.geocities.ws/lunissolar2003/Helios_Transits.zip). Então o ato de observar e informar aos seus amigos e colegas já é uma multiplicação muito boa em favor da ciência. Para os mais atentos, Marte ainda dentro deste período, estará em uma de suas oposições favoráveis sendo que também sua máxima aproximação a Terra ocorre neste período também; e o que observar a partir de instrumentos baseados na superfície terrestre e principalmente com instrumental de pequeno e médio porte? Uma ótima sugestão será verificar os programas observacionais já realizados onde a participação de astrônomos (as) amadores sempre é de grande importância e o texto do Professor Frederico Luiz Funari da REA/Brasil (veterano observador de Marte) ilustra de forma sine-qua-non um imperdível post sobre o registro de nuvens naquele planeta. Talvez seja justamente a nossa conhecida “Star hopping” a técnica mnemônica mais utilizada entre nós para a localização e identificação das estrelas mais brilhantes na esfera celeste, que levaram alguns integrantes do Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu a visualização de uma grande quantidade de estrelas e constelações durante a última Star Party do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG), realizada em 09 de abril último no Observatório Wykrota; veja a linda fotografia de NGC 3372, realizada naquela oportunidade. Antecipando-me a algumas ocorrências apresento neste mês Serpens (Caput e Cauda), uma região celeste que surpreendeu e ainda causa admiração em muitos observadores.
Noites estreladas para todos!
CEAMIG Star Party de 09 de abril 

A riqueza das noites favoráveis neste último período talvez possa ser retratada nesta belíssima imagem da Nebulosa Eta Carinae (NGC 3372).

Gleison Quintão (associados do CEAMIG) utilizou um Telescópio GSO 8" - Ritchey-Chrétien RC8, uma Câmera Canon T3i sem modificações e Tripé HEQ-5 Skywatcher, realizando um total de 11 fotos com 60 segundos de exposição, ISO 3200, empilhados no DSS e trabalhado no Photoshop.

Ocultações de Estrelas na Constelação de Taurus pela Lua

Atravessando novamente o campo uma região muito rica em estrelas na esfera celeste, nesta oportunidade em 08 de maio próximo a lua proporcionará uma série de ocultações da constelação de Touro, conforme abaixo mencionadas.

Hyadum II (delta 1 Tauri)

A Lua +3%% iluminada e com a elongação solar de 20º ocultará a estrela Hyadum II (delta 1 Tauri) de magnitude 3.8 e tipo espectral K0-IIICN0.5. Esse será visível de forma diurna em partes da Antártida e regiões da Oceania, compreendendo o arquipélago das ilhas Chatham, Nova Zelândia e partes da Austrália (incluindo a Ilha Norfolk; já na região australiana, ela poderá ser acompanhada da região sudeste da Austrália Meridional, Sul de Queensland, Nova Gales do Sul e Vitória) de acordo com a figura A, apresentada no quadro 1.

Theta 2 Tauri

Em seguida, a Lua +3% iluminada e com a elongação solar de 21°, ocultará a brilhante estrela theta 2 Tauri  de magnitude 3.4 e tipo espectral A7 III. Esse evento então poderá ser observado no norte da América do Norte (região do Alaska), Norte da Ásia e partes do leste da Europa de forma diurna de acordo com a figura B, apresentada no quadro 1.

Aldebaran (alpha Tauri)

Novamente marcando esse mês a Lua, então +4% iluminada e com a elongação solar de 22º, ocultará a brilhante estrela Aldebaran de magnitude 0.9 e tipo espectral K5+III. Esse evento poderá ser observado em grande parte da Ásia, Europa e África de forma diurna, sendo que regiões do extremo oriente, junto áreas adjacentes ao oceano pacífico observarão esse evento na faixa crepuscular do dia conforme apresentado na figura C no quadro 1.

Ocultação de Zavijava (Beta Virginis) em 16 de maio

Em 16 de maio a Lua 72% iluminada e com a elongação solar de 121° ocultará Zavijava (beta Virginis) de magnitude 3.6 e tipo espectral F9V. Esse evento poderá ser observado na Oceania e sudeste asiático; ela será observada já no período diurno ao sul da Ásia conforme demostra a figura A, apresentada no quadro 2.

Ocultação de Zaniah (eta Virginis) em 17 de maio

Em 17 de maio a Lua 81% iluminada e com a elongação solar de 129° ocultará a estrela Zaniah (eta Virginis) de magnitude 3.9 e tipo espectral A2IV. Esse evento poderá ser observado em grande parte da América do Sul e oceano Pacífico sendo que no arquipélago do Havaí o evento já ocorre na parte diurna. Informações adicionais encontram-se postadas em:http://skyandobservers.blogspot.com/2016/05/a-ocultacao-de-zaniah-eta-virginis-pela.html.

Ocultação de Zubenelhakrabi (Gamma Librae) em 21 de maio

Em 21 de maio a Lua 100% iluminada e com a elongação solar de 173° ocultará a estrela Zubenelhakrabi (Gamma Librae) de magnitude 3.9 e tipo espectral G8.5III. Esse evento poderá ser observado em sua totalidade em vasta região do oceano pacífico, sendo a melhor visibilidade dar-se-á no arquipélago do Havaí onde o evento será observado na faixa noturna conforme demostra a figura B, apresentada no quadro 2.

Ocultação de Rho Sagittarii em 25 de maio

Em 25 de maio  a Lua -85% iluminada e com a elongação solar de 135°, ocultará a estrela Rho Sagittarii de magnitude 3.9 e tipo espectral F0III/IV. Esse evento poderá ser observado de forma diurna no oceano pacífico, ele poderá ser acompanhado de forma noturna já na Oceania (região norte da Austrália) e sudeste asiático (Indonésia e Singapura); esse evento ainda poderá ser observado no extremo sul da Ásia; Maldivas, sul do Sri Lanka e ao sul da Índia (região de Kerala e Tamil Nadu na península indiana) conforme demostra a figura C, apresentada no quadro 2.

No Sistema Solar!

Finalmente chegamos ao profícuo período em que os planetas do sistema Solar novamente despertarão mais a atenção dos observadores em todo o planeta. O trânsito de Mercúrio pelo disco do sol no dia 09 próximo e a oposição do Planeta Marte (-2.0) em 22 de maio (estes eventos estão tratados de forma individualizada e detalhada  em:http://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/circunstancias-globais-do-transito.html,http://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/projeto-de-observacao-transito-de.html ehttp://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/espetaculo-no-ceu-mercurio-ficara.html; já Marte em: http://goo.gl/85g5DP, a qual neste caso podemos apreciar toda uma metodologia observacional ao alcance de pequenos instrumentos).  Nos derradeiros instantes do crepúsculo civil matutino (antecedendo o nascer do Sol) poderemos ainda acompanhar a presença de Vênus(-3.9), já mergulhando na claridade solar pelo menos nos próximos 12 dias, após isso será possível observar este planeta novamente em julho após seu periélio previsto para o dia 10 (0.71846 u.a raio do Sol). Majestoso no céu Júpiter (-2.2) na constelação de Leão, continua a chamando a atenção dos observadores, sendo que um fenômeno de multi sombras envolvendo os satélites Io e Callisto nesta época poderá ser observado em 07 de maio próximo, conforme apresentado na figura 3.

Já vem próxima a oposição do planeta Saturno (magnitude 0.1) que mesmo atravessando a constelação de Ophiuchus conforme informado na tabela 2; ele ainda fará com a Lua e a brilhante estrela Antares (1.0) em 22 de maio próximo mais uma bela conjunção (AMORIM, 2015). Urano (5.9) conforme foi mencionado em nosso post do mês anterior, esteve em sua conjunção com o Sol; mas neste período ele já poderá de alguma forma ser observado durante a fase de crepúsculo matutino, antecedendo ao nascer do Sol nos primeiros dias deste mês; já na segunda quinzena sua visibilidade pela começa a ocorrer dentro da faixa noturna, mas durante a madrugada. O planeta Netuno (7.9) que permanece na constelação de Aquarius até 03 de maio de 2022, ainda será observado durante a madrugada neste período bem próximo a lambda Aqr (uma gigante vermelha luminosa variável) de magnitude 3.7, classe e tipo espectral M2.5IIIa. Na medida em que a constelação de Sagittarius aparece no céu noturno, (134340) Plutão aparece também misturado em meio as brilhantes estrelas daquela região. Em 24 de maio ele terá um pequeno aumento de magnitude (14.1), mas muito mais para pronunciar a proximidade de sua oposição; a tabela 2 abaixo já apresenta efemérides para essas observações.

Agora mergulhado na constelação da Baleia (Cetus), (1) Ceres já ganha alguma condição de observação, mas mesmo assim antes do crepúsculo matutino, ele permanecerá naquela constelação até o final deste ano, somente deixando essa constelação em princípio do próximo ano, quando ingressará na constelação de Peixes (Pisces) conforme podemos observar na tabela 3 abaixo. Sua oposição e prevista para 21 de outubro próximo.

Sol = O quadro 3 abaixo, apresenta alguns elementos úteis a observação solar neste mês como: e (P.H) = Paralaxe Horizontal, (PO°) = Ângulo de Posição da extremidade Norte do disco solar, (+) E; (-) W, (BO°) = Latitude heliográfica do centro do disco solar (+) N; (-) S, (LO°) = Longitude heliográfica do meridiano central do Sol e ainda, (NRC) Número de Rotação Solar de Carrington da série iniciada em novembro 1853 9,946.

Importante destacar neste contexto os trabalhos de registro fotográficos do Sol, cujo objetivo e aprimorar os processos de acompanhamento e registro do transito de Mercúrio, visando aplicação no projeto observacional do transito de Mercúrio, o astrônomo Ricardo José Vaz Tolentino monitorou a Mancha Solar (Sunspot) AR 2533, durante 7 dias, entre 20 a 26 de abril (TOLENTINO, 2016); um texto e registros fotográficos sobre esse interessante evento poderá ser visto em: http://goo.gl/5LS8Wt. Fica novamente o convite para conhecer os demais trabalhos desenvolvidos pelo Observatório Lunar Vaz Tolentino em: http://www.vaztolentino.com.br/.

Lua = As fases lunares neste mês, ocorrerão nas datas e horários abaixo mencionadas em Tempo Universal de acordo com a figura 4.

A ocorrência das apsides lunares dar-se-á neste mês na seguinte sequência: Perigeu ocorrendo em 06/05 às 04:15 (UT = Universal Time), quando a Lua estará cerca de 357.827 km do centro da Terra e Apogeu ocorrendo em 18/05 às 22:07 (UT = Universal Time), quando a Lua estará cerca de 405.933 km do centro de nosso planeta; em 06/05 juntamente a fase nova, ocorrerá o início da lunação de número 1155.

Os trânsitos de Mercúrio neste século

Os trânsitos de Mercúrio pelo disco do Sol, são eventos que ocorrem em média, cerca de 13 vezes por século (VITAL, 2016) sendo que a primeira ocorrência no século XXI deu-se em 07 de maio de 2003; o segundo evento deu-se em 08 de novembro de 2006 e a última ocorrerá em 10 de novembro de 2098 (tabela 4).

As condições gerais de visibilidade para esse próximo trânsito incluindo diversas localidades em todo o globo, encontram-se disponíveis em acessando o seguinte link:http://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/circunstancias-globais-do-transito.html.

A oposição de Marte em 2016

As oposições do planeta Marte são épocas muito aguardadas pelos observadores que fazem observações sistemáticas da superfície planetária, além de que Marte sempre aguçou o imaginário de diversos escritores no passado; hoje ele que continua sendo um alvo da exploração espacial (não tripuladas), faz com que a cada novo fato publicado pelos diversos e institutos de pesquisa, continue aumentando os inúmeros questionamentos de sua origem e evolução. Nem mesmo por isso as observações ao alcance dos astrônomos da superfície terrestre estão relegadas ao passado, um exemplo disso é post versando sobre a observação de nuvens na atmosfera marciana (FUNARI, 2016) e as diversas fotografias obtidas por astrônomos amadores publicadas em diversos sites de astronomia (conforme mencionado, uma boa leitura recomendada e os textos que podem ser visitado em: http://goo.gl/85g5DP ehttp://skyandobservers.blogspot.com/2016/04/observacoes-de-nuvens-no-planeta-marte.html).

Através dessas leituras recomendadas e aproveitando também a metodologia ali descrita, podemos planejar nossas atividades observacionais, sendo que essas oportunidades de observação do disco marciano em suas oposições favoráveis foram (e estão) destacadas na tabela 5 abaixo.

Asteroides

Muito embora as oportunidades observacionais neste mês para o registro destes pequenos corpos celestes continuam e necessário fazer referencia ao periélio de (11) Parthenope que ocorrerá em 06 de maio próximo (AMORIM, 2015); quanto aos demais, a constelação de Libra será uma boa região a ser explorada uma vez que (69) Hesperia (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/Q6viVS) poderá ser localizado próximo as estrelas 19 Lib (Zuben Elakribi) uma estrela anã de magnitude 4.9 de classe e tipo espectral B9.5V bem como também Zubenelschemali outra anã branco azulada de magnitude 2.6, classe e tipo espectral B8V. Embora a proximidade da Lua seja um fator que possa desanimar a busca de (23) Thalia em 22 de maio próximo, ele estará numa região muito observada (carta de busca e efemérides disponíveis em: http://goo.gl/EXmYix) nesta noite também devido a oposição de Marte naquela região do céu. Embora ele esteja próximo a Theta Lib (ou 46 Lib), uma gigante amarela de magnitude 4.1, classe e tipo espectral G8.5IIIb, será Graffias (Beta Sco) de magnitude 2.6, o próprio planeta Marte, excelentes referências para sua correta localização. Entretanto o asteroide mais brilhante deste período será (7) Iris (carta de busca e efemérides disponíveis em:http://goo.gl/GwmZwt) este também estará muito próximo a um campo extremamente rico em estrelas, pois a sua localização poderá ser realizada tomando a gigante Antares (mag 1.0) e 22 Sco de magnitude 4.7, classe e tipo espectral B3V, entretanto suas coordenadas equatoriais para o período fazem com que este asteroide se localize na constelação de Ophiuchus.

Cometas

Os Cometas 252 P/LINEAR e o C/2013 X1 Pan-STARRS

As observações do cometa 252 P/LINEAR continuam fazendo com que ele continue a ser observável com instrumentação de pequeno (binóculos 7 x 50, 10 x 50 e 15 x 70mm), sendo que mais observadores brasileiros (Distrito Federal: Ermesson Silva, Santa Catarina; Alexandre Amorim e Lucas Camargo da Silva e São Paulo: Antônio Martini Júnior, Marco Goiato e Willian Souza) se engajaram e reportaram suas observações (AMORIM, 2016). A tabela 6 apresenta efemérides para o período.

O Cometa C 2013 X1 Pan-STARRS

Observado no Brasil entre os dias e 20 de abril último pelos observadores A. Amorim (Florianópolis-SC) e Marco Goiato (Araçatuba-SP) a magnitude do cometa C/2013 X1 Pan-STARRS (AMORIM, 2016) foram reportadas a Seção de Cometas da REA/Brasil. A tabela 7 abaixo, já apresenta para o fim deste período uma magnitude de 5.6 sendo que o mesmo ainda será visível na segunda fase da noite; isso indica também que teremos uma boa oportunidade observacional no mês próximo, quando então ele estará nas constelações de Aquarius e Piscis Austrinus livre da interferência do luar.

CONSTELAÇÃO:

Serpens

Constelação equatorial que ocupa grande área de 637 graus quadrados, parte no hemisfério norte, e parte no hemisfério sul, “separadas entre si pela constelação do Ophiuchus (Ofiúco)”. Aárea boreal é denominada Serpens Caput (Cabeça da Serpente), e fica ao norte da Libra, e leste de Virgo (Virgem) e de Bootes (Boieiro), e oeste de Hercules (Hércules) e Ophiuchus (Ofiúco), e ao sul de Corona Borealis (Coroa Boreal). A área austral é denominada Serpens Cauda (Cauda da Serpente), e é circundada a leste, norte e sul pelo Ophiuchus (Ofiúco), e fica ao norte do Sagittarius (Sagitário) e a oeste do Scutum (Escudo). Sua denominação científica Serpens representa a Serpente que Ofiúco tem em suas mãos (MOURÃO, 1987).

A figura 5 acima representa ambas as regiões celestes (boreal e austral) mencionadas e quando necessário utilizam-se as abreviaturas SerCp (Seperns Caput) e SerCd (Serpens Cauda) (ALMEIDA, 2000); sendo este mesmo critério utilizado em nossa o caso de nossa apreciação.

Serpens Caput

Será a cabeça da serpente uma boa região que poderemos dar início ao reconhecimento dessa região na esfera celeste (figura 6) sendo que já próximo à fronteira com a constelação de Corona Borealis encontraremos Rho Ser; uma gigante alaranjada de magnitude 4.7, classe e tipo espectral K4.5III que encontra-se cerca de 374.9 anos-luz de distância. Numa outra parte Iota Rho uma anã branca de magnitude 4.5, classe e tipo espectral A1Vp e encontra-se cerca de 189.6 anos-luz de distância podem ser entendidas como duas presas dessa gigantesca serpente.Kappa Ser, essa uma gigante vermelha de magnitude visual 4.0, classe e tipo espectral M0.5IIIab; Gamma Ser de magnitude visual 3.8, uma anã branco amarelada de classe e tipo espectral F6V e também Beta Ser, uma anã branca de magnitude visual 3.6, tipo e classe espectral A1V contornam a cabeça da serpente.

Na primeira parte do corpo extremamente longilíneo dessa serpente, encontraremos também Delta Ser, uma dupla física (ALMEIDA, 2000) constituída de estrelas de magnitude 4.1 e 5.1 respectivamente, cujo período orbital do sistema encontra-se estimado em 1038 anos (WDS, 2016) conforme podemos observar na figura 7.

Alfa Serpentis ou Unukalhai, nome próprio a qual também e conhecida e uma estrela dupla, cujo componente A e uma estrela gigante amarelo alaranjada de magnitude 2.6, tipo e classe espectral K2III cuja distância encontra-se estimada em 73.9 anos luz de distância; seu companheiro, contudo possui uma magnitude de 11.8. Ao seu lado encontraremos Lambda Ser, uma estrela branco amarelada de magnitude visual 4.4, tipo e classe espectral G0IV-V que se encontra cerca de 39.5 anos-luz de distância, possuindo uma velocidade radial cerca de -66.4 [km/s] em aproximação. Epsilon Ser uma estrela de magnitude visual 3.7, classe e tipo espectral A2M, que se encontra cerca de 70.4 anos luz de distância e sua velocidade radial cerca de -9.4 [km/s] também em aproximação. Vai finalizar essa primeira parte do corpo longilíneo de Serpens Caput a estrela Mu Ser, um sistema duplo de estrelas cujo componente A, e uma gigante de coloração branco azulada de magnitude 3.7, classe e tipo espectral B9.5III, já sua componente secundária possui uma magnitude de 5.3 e todo o sistema tem um período de revolução orbital de 35.8 anos, a distância desse par encontra-se estimada em 169.6 anos luz de distância e sua velocidade radial e de distância e sua velocidade radial cerca de -9.4 [km/s] também em aproximação.

O Aglomerado Globular Messier 5

Não são poucos os observadores que reportam visibilidade deste aglomerado globular visível a olho nu (limite de detecção) (ALMEIDA, 2000); muito embora eu não tenha pessoalmente realizado ainda tentativas creio que isso somente seja possível em um céu extremamente escuro e completamente livre de poluição; entretanto já por algumas oportunidades tive a felicidade de observar esse aglomerado com alguns telescópios de pequena e média abertura em Star Parties do Observatório Wykrota. Assim posso afirmar que ele pode ser facilmente observado com telescópios de 140mm de abertura quando apresenta um núcleo bem condensado.

A imagem constante da figura 8 acima foi realizada pelo Telescópio Espacial Hubble; ela realmente supera a expectativa observacional quando este aglomerado e observado ao telescópio, mas posso garantir que a observação visual com esses instrumentos de pequeno e médio porte tem seu encanto.

M5 encontra-se cerca de 25.000 anos-luz de distância com uma magnitude visual de 5.7, possuindo as seguintes dimensões: 19.9 x 19.9'. Suas coordenadas equatoriais são: AR= 15h18m 36.0s e Declinação:+02º 05'00" (2000.0).

Serpens Cauda

Continuemos nossas perquirições agora pela segunda parte (figura 9) do corpo longilíneo dessa serpente, agora na região austral celeste. Alya (Theta Ser) e uma dupla física formada por componentes brancas (ALMEIDA, 2000) de magnitude 4.5 e 4.9 e tipo e classe espectral A5V+A5Vn (WDS, 2016), respectivamente e de fácil resolução com instrumentos de pequena abertura. Eta Ser é a estrela mais brilhante ao longo desta região; de magnitude visual 3.2, classe e tipo espectral K0III-IV pois trata-se de uma gigante alaranjada. Omicron Ser e uma subgigante branca de magnitude visual 4.2, tipo e classe espectral A3IV apresentando uma velocidade radial de -30.2 [km/s] em aproximação.

Voltando agora para o final desta cauda teremos a estrela Nu Ser, uma dupla física que se resolve com um binóculo (ALMEIDA, 2000), cuja magnitude visual do par primário e 4.3 e a secundária possui a magnitude visual de 9.4 (WDS, 2016), sendo ambas brancas de classe e tipo espectral A2V.

NGC 6604 e IC 4756 – Aglomerados Abertos

A surpreendente região dessa constelação de Serpens na região austral, também será bastante proveitosa e os motivos são óbvios, pois NGC 6604 e IC 4756 são aglomerados que estão ao alcance de binóculos e nossos instrumentos de pequeno porte. NGC 6604 um grupo de brilhantes estrelas jovens circundadas por uma nuvem de gás de hidrogênio e IC 4756 localizado numa região densa da Via-Láctea esse aglomerado e de fácil observação, sendo necessário baixa ampliação de imagem para que se possa apreciar todo o campo. NGC 6604 possui uma magnitude de 6.5, suas dimensões angulares são: 2.0 x 2.0' e as coordenadas equatoriais para localização: AR= 18h18m06.0s e Declinação:-12º14'00" (2000.0); já IC 4756 possui uma magnitude de 4.6, suas dimensões angulares são: 39.0 x 39.0' e as coordenadas equatoriais para localização: AR= 18h39m00.0s e Declinação:+05º27'00" (2000.0).

A Nebulosa da Águia - (Messier 16 ou NGC 6611)

Essa fantástica região possui um aglomerado aberto e uma nebulosa de emissão muito embora dificilmente ela possa ser perceptível a visão desarmada (ALMEIDA, 2000) entretanto, ele é visível sem dificuldades em nossos modestos instrumentos, entretanto recomenda-se a aplicação de filtros de UHC (Ultra High Contrast) utilizado para nebulosas planetárias, nebulosas de emissão e restos de supernovas que poderá revelar alguns detalhes. O NGC 6611 possuem estrelas quentes de grande massa que iluminam os pilares (figura 10).

Eu creio que o meio interestrelar seja realmente um ambiente bastante inóspito ao surgimento da vida como muitos cientistas comentam; entretanto a grandiosidade de berçários de estrelas como o apresentado na Nebulosa da Águia seja justamente o repositório de estrelas que tenham a capacidade de abrigar planetas como a Terra; isso já é um bom começo.

As perspectivas observacionais são uma chance inesgotável que a cada dia se renova no céu, onde muitas oportunidades estão ao alcance dos telescópios de pequeno e médio porte e as diversas atividades que ocorrerão neste prolífico período atestam isso de forma indelével, uma vez que o engajamento de astrônomos (as) de diversas partes do globo, munidos e seus equipamentos (de médio ou pequeno porte), certamente empenhar-se-ão em disseminar um pouco da grandiosidade que tanto encanta a humanidade relevado pela ciência astronômica.

Vamos em frente! Pois o que vem pela frente felizmente é muito trabalho a ser realizado, e o céu já marcou as datas e locais de observação com todos nós.

Boas Observações!
 

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2016. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2015. 115p. Disponível em: <http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2016.pdf> Acesso em 17 Nov. 2015.

- AMORIM, Alexandre. Anuário Astronômico Catarinense 2016. Florianópolis: Ed: do Autor, 2015. 182p.

- _______________ - Rea/Brasil Website (SECÇÃO DE COMETAS) - <http://rea-brasil.org/cometas/observ252p.html> (atualização em 17/04/2016). Acesso em 26 Abr. 2016.

- _______________ - Rea/Brasil Website (SECÇÃO DE COMETAS) - <http://rea-brasil.org/cometas/observ13x1.htm> (atualização em 17/04/2016). Acesso em 26 Abr. 2016.


- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: Acess in 28 Abr. 2016.

- Sea and Sky. (Website), Available in: <http://www.seasky.org/constellations/constellations-july.html> - Acess in: 26 Nov, 2015.

- FUNARI, Frederico Luiz. (ffunari@uol.com.br). [Reanet] 22/MAI - Oposição de Marte - Campanha observacional e de divulgação [mensagem pessoal]. Mensagem recebida porarcampos_0911@yahoo.com.br em 12 Abr. 2016 - 12:18 (PM)

- VITAL, Hélio Carvalho. Programa para Cálculo de Circunstâncias Locais de Trânsitos Planetários - E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 07 Abr. 2016 (9:14) AM.

- QUINTÃO, Gleison. Re: Star Party - E-Mail [Personal Communication]. Message received byarcampos_0911@yahoo.com.br 18  Abr. 2016, 19:21.

- ALMEIDA, Guilherme de. RÉ, Pedro. Observar o Céu Profundo. ISBN-972-707-278-X. Ed. Plátano Edições Técnicas, 1ª Edição, Julho 2000; Lisboa Portugal. 339p.

- TOLENTINO, Ricardo Jose Vaz. Re: Monitoramento da Mancha Solar AR 2533. - E-Mail [Personal Communication]. Message received by arcampos_0911@yahoo.com.br 27 Abr. 2016 (13:45)

- Washington Double Star Catalog (WDS) - Double Star Database, Data Last: (2015). Available in < http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=63176> – Acess in: 27 Abr. 2016.

- NGC6611 Picture - ESA/Hubble images - Available in <http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/1995/44/image/b/> Acess in: 27 Abr. 2016.

domingo, 6 de dezembro de 2015

ASTRONOMIA



Conjunções de planetas com a Lua no início de dezembro


(Target) No final da madrugada dos dias 3 a 7 de dezembro poderemos observar no céu, na direção leste, a partir das 4h00 da manhã (hora legal de Brasília) o alinhamento aparente dos planetas Júpiter, Marte e Vênus. Júpiter e Vênus são muito brilhantes e facilmente reconhecíveis. Júpiter estará com magnitude -1.8 e Vênus com magnitude -4.1. Marte estará com magnitude +1.5.

Os planetas estarão visíveis nessa ordem, a partir do horizonte: Vênus, Marte e Júpiter, praticamente alinhados. Entre Vênus e Marte será visível a estrela Spica, que é a estrela mais brilhante da constelação de Virgem, mas essa estrela não estará na mesma linha dos planetas.

A Lua, em fase minguante, será visível em todos os dias, mas em locais diferentes nesse alinhamento. Nesses dias haverá conjunção em ascensão reta da Lua com os planetas nos horários informados a seguir. O horário é o instante da conjunção, mas horas antes ou depois a Lua ainda pode ser vista bem próxima ao planeta. São os seguintes os horários (hora legal de Brasília) das conjunções com a Lua: no dia 4 às 4h conjunção com Júpiter, que estará a 1oN da Lua, no dia 6 às 1h conjunção com Marte, que estará a 0,1oN da Lua e no mesmo dia 6 às 18h conjunção com Spica, que estará a 5oS da Lua; no dia 7 às 15h conjunção com Vênus, que estará a 1oS da Lua. A conjunção com Saturno, que será no dia 10 às 10h, não será visível, pois a Lua, já quase nova, já não é mais visível pois está nascendo praticamente junto com o Sol.

Todos esses dados são encontrados na página do Observatório Nacional, na Seção de Serviços, em ANUÁRIO DO OBSERVATÓRIO NACIONAL, 2015 nas seções A, B e D. O link do ANUÁRIO 2015 éhttp://www.on.br/coaa/conteudo/anuario/anuario2015.html

Fonte: http://gaea-astronomia.blogspot.com.br/2015/12/conjuncoes-de-planetas-com-lua-no.html