Mostrando postagens com marcador Chile. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chile. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de outubro de 2019

PROTESTOS NO CHILE



Chilenos desafiam toque de recolher, e distúrbios deixam pelo menos três mortos

No terceiro dia de protestos contra o aumento da passagem do metrô, Governo de Piñera informa que 716 pessoas foram detidas, 241 por não respeitar o toque de recolher




Manifestantes em Valparaíso, neste sábado. (REUTERS)






Santiago De Chile - 20 OCT 2019 - 17:26 BRT


Embora o Exército tenha decretado toque de recolher em Santiago e Valparaíso com o objetivo de controlar os protestos violentos que explodiram na quinta-feira contra o aumento da passagem do metrô, milhares de chilenos desafiaram às autoridades militares e políticas na noite de sábado e madrugada deste domingo. O ministro do Interior, Andrés Chadwick, informou neste domingo que duas mulheres morreram e outra pessoa ficou gravemente ferida, com 75% do corpo queimado, após o saque de um supermercado no município de San Bernardo, ao sul da capital. Um homem morreu no centro da cidade, também por um incêndio que ocorreu durante o saque de um estabelecimento comercial. Além disso, o Governo informou que 716 pessoas foram detidas, 241 delas por não respeitar o decreto proibindo a circulação noturna, que vigorou das 22h às 7h. Em uma operação militar em uma área popular do sul de Santiago, outras duas pessoas ficaram gravemente feridas.
Os distúrbios continuam neste domingo. Ocorreram saques e confrontos com a polícia em diferentes cidades do país. O Instituto Nacional de Direitos humanos (INDH) informou que pelo menos 22 pessoas foram vítimas de uso abusivo da força. Helicópteros das forças de segurança sobrevoam Santiago desde a noite de sábado. A capital é controlada por cerca de oito mil militares. Outras quatro regiões do país − Valparaíso, Biobío, Coquimbo e O’Higgins − se encontram neste domingo em estado de emergência, que restringe a liberdade de circulação e reunião da população.
Não está claro se o toque de recolher será estendido para a noite deste domingo na capital e nas outras cidades onde ocorreram incidentes violentos. No porto de Valparaíso houve ataques a estabelecimentos comerciais e a estações de metrô, e a sede do El Mercurio de Valparaíso − o jornal mais antigo em espanhol − foi incendiada. Em todo o país se vive uma situação complexa. Algumas companhias aéreas cancelaram voos, e supermercados e shopping centers decidiram fechar as portas por razões de segurança, enquanto são registrados cortes de luz e as pessoas procuram comércios abertos para se abastecer de alimentos.
A última vez em que havia sido decretado toque de recolher no Chile foi em 1987, nos últimos anos de ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). Diferentemente daquela época, hoje a população parece não ter medo da autoridade militar. Quem lidera os protestos são menores de 30 anos, que não viveram o regime militar, assinalam os analistas. Às 22h de sábado, quando o toque de recolher começou a vigorar na capital, centenas de pessoas continuavam se manifestando pacificamente nas ruas, com panelaços, inclusive em áreas ricas de Santiago, como Providencia, La Reina e Las Condes. Paralelamente, os protestos alcançaram diferentes lugares do país, onde também ocorreram saques de supermercados e grandes magazines, de onde a pessoas roubavam tanto alimentos como eletrodomésticos.
As medidas que o Governo de Sebastián Piñera adotar neste domingo serão cruciais. Embora o presidente tenha anunciado no sábado à noite que suspenderia o aumento da passagem do metrô − de 800 para 830 pesos (4,65 para 4,81 reais) − e convocaria uma mesa de diálogo “ampla e transversal” para encontrar respostas a “reivindicações tão sentidas como o custo da vida” da população, não parece estar próxima uma solução para o conflito. Nesta segunda-feira, dia útil, será colocado à prova o funcionamento de uma cidade com danos significativos: o metrô do Santiago, orgulho dos chilenos por sua organização e bom funcionamento, apresenta danos que chegam a 300 milhões de dólares (1,23 bilhão de reais), segundo as autoridades. Cerca de 2,8 milhões de pessoas o utilizam diariamente e ainda é imprevisível o funcionamento de uma cidade com enormes dificuldades de transporte.
Os protestos marcam um ponto de inflexão para toda a política chilena, que não soube interpretar nem canalizar o descontentamento que emergiu na forma de manifestações a partir de 2006.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

FRIO INTENSO NO SUL DA AMÉRICA




Frio de -25,4°C é o mais intenso dos últimos 54 anos e congela até estação meteorológica em San Carlos de Bariloche, Rio Negro, Argentina




“O mar não está para peixe, assim como a cordilheira (dos Andes) não está para esqui.” Assim resumiu o observador da estação meteorológica do município de San Carlos de Bariloche, localizado no sudoeste da província de Rio Negro, no oeste da Argentina neste domingo (16).
A comparação do observador ocorreu após a intensa nevasca que atingiu toda a região nas últimas 24 horas, cujo acumulado superou 40 centímetros de espessura em áreas mais baixas e próximas à costa andina.
Rodovias foram fechadas, telhados de casas desabaram com o peso da neve e árvores caíram deixando moradores sem energia elétrica. O principal aeroporto ficou fechado para pousos e decolagens devido à total falta de visibilidade, ao acúmulo de neve e aos ventos fortes.
O frio desta vez veio com muito mais violência, superando, inclusive, as previsões iniciais divulgadas pelo órgão oficial de meteorologia argentina.
O agravante ocorreu após a nevasca, onde o frio congelante manteve blocos de gelo e neve nas principais vias e que precisaram ser bloqueadas. Acidentes de trânsito foram registrados na manhã deste domingo, segundo a polícia local, com veículos que escorregaram com o excesso de gelo acumulado em superfície. Uma casa pegou fogo após o excesso de energia utilizada com aquecedores.
A combinação entre neve, sincelo (congelamento do nevoeiro) e frio intenso permitiu o que objetos, inclusive da estação meteorológica instalada no município, ficassem completamente congelados.


Dados meteorológicos
O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) registrou neste domingo, temperatura mínima de apenas -25,4°C, com 40 centímetros de neve acumulada. O recorde anterior era de -21,1°C em 30 de junho de 1963.
No Aeroporto Internacional “Teniente Luis Candelaria”, dados de Meteorological Aerodrome Report (METAR) reportaram temperatura mínima de -19°C e máxima de -4°C, com nevoeiro e sincelo. O mesmo continuava lotado de passageiros em virtude de pousos e decolagens que foram suspensos por conta da nevasca do dia anterior.

Veja mais: 

Neve mais intensa desde 1971 deixa bairros intransitáveis e provoca desabamentos em Santiago, Chile



A passagem de um sistema frontal pelo Chile nas últimas 24 horas e atrelado à sistemas de baixa pressão e frios em níveis mais altos (baixas segregadas) provocou significativa precipitação de neve em diferentes municípios entre a noite de sexta-feira (14) e durante este sábado (15).
A região da capital Santiago, onde o fenômeno é mais raro de cair em grande quantidade, foi uma das mais afetadas, de acordo com a Direção Meteorológica do Chile (Meteo Chile)
Pela manhã, autoridades informaram que vários bairros tiveram avenidas e ruas tomadas pela neve, com acumulado de até 15 centímetros. Devido às pistas escorregadias, malhas viárias importantes da região metropolitana foram fechadas e mesmo assim, acidentes de trânsito foram registrados.
Parte da cobertura do estacionamento do Corpo de Bombeiros desabou com o peso da neve sobre viaturas, mas ninguém ficou ferido.
Outra área afetada pela neve foi um colégio no município de Maipú, na área metropolitana de Santiago, onde a estrutura da cobertura da quadra poliesportiva também não suportou o peso e desabou na madrugada.
Árvores e postes também caíram com o peso da neve e quase 300 mil unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica em toda a Região Metropolitana de Santiago.






Dados meteorológicos
A carta sinótica de superfície preparada pela Marinha do Brasil à 0 hora (UTC) deste sábado, 21 horas (Brasília) de sexta-feira, explanou a atuação do sistema frontal sobre a região de Santiago, com baixa de 1004 hPa, além de um segundo sistema frontal, ainda em situação de frontogênese (formação de frente fria), logo mais acima.
De acordo com o Meteo Chile, através da imprensa local, desde 1971 não nevava tanto e em tão pouco tempo na capital chilena. Municípios de províncias ao sul e localizadas no alto da Cordilheira dos Andes registraram nos últimos dois dias, até um metro de neve.
Observação: Não houve registro de “nevasca” em Santiago, apesar do acumulado e conforme disseminado por redes sociais, tanto que o próprio METAR do aeroporto, sequer informou o fenômeno como “forte queda de neve”.
Na meteorologia, uma nevasca, tecnicamente, depende de ventos acima de 56 km/h, visibilidade mínima inferior a 400 metros, além de acumulado. Já uma “tempestade de neve” precisa conter ventos acima de 72 km/h, visibilidade nula e farta precipitação.
(Crédito das imagens: Reprodução/Google – Reprodução/Marinha do Brasil – Reprodução/Weather Underground – Reprodução/CNN Chile – Divulgação/Carabineros de Chile - Caterine Rodriguez – Juan Garcia - Juan Pablo Senior – Manoel Foucella – Maurício Figueroa - Miguel Yquiedes – Nícolas Pérez Ávila - Paula Infante Cea - Pedro Tapia – Thomaz Zipfel)


Fontes: http://deolhonotempo.com.br/index.php/internacional/8074-frio-de-22-4-c-e-o-mais-intenso-dos-ultimos-54-anos-e-congela-ate-estacao-meteorologica-em-san-carlos-de-bariloche-rio-negro-argentina; http://deolhonotempo.com.br/index.php/internacional/8070-neve-mais-intensa-desde-1971-deixa-bairros-intransitaveis-e-provoca-desabamentos-em-santiago-chile
(Crédito das imagens: Reprodução/Google – Divulgação/SMN – Reprodução/Bariloche 2000)
(Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia)

sábado, 22 de outubro de 2016

ESPECTRÓGRAFO BRASILEIRO

Brasileiros desenvolvem espectrógrafo que ajudará em pesquisas sobre estrelas




Instrumento foi despachado de Itajubá (MG) até um telescópio no Chile



(Galileu) Feito no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), o espectrógrafo Steles custou R$ 2,5 milhões. Foi enviado em agosto rumo ao observatório Soar, do qual o Brasil é sócio. Bruno Castilho, diretor do LNA, fala do projeto e da logística delicada.

Quais pesquisas poderão ser conduzidas com o Steles?
A mais importante delas é a composição estelar. O espectro de uma estrela é como um arco-íris com linhas pretas no meio, que surgem quando o elemento químico captura a luz que ia sair. O estudo das linhas determina o elemento e sua quantidade. Analisando muitas estrelas, aprendemos a história dos elementos dentro delas e também do Sol, que tem relação com a formação da Terra e de nós mesmos.

O instrumento se destaca diante de outros parecidos?
Comparado com seus similares, é mais leve, mais barato e mais eficiente, pois enxerga melhor a parte ultravioleta do espectro da luz. Nossa atmosfera corta boa parte dessa radiação — ainda bem, senão nos fritaria. Mas, em astrofísica, ela contém muitas linhas de elementos químicos interessantes, como o berílio e o urânio, que outros instrumentos não podem enxergar.

Como foi o transporte de Itajubá até o topo dos Andes?
Toda vez que botamos um equipamento desses no avião, é como despachar um filho (risos). O Steles foi embalado em quatro caixas pesando 2,5 toneladas, projeto de uma empresa gaúcha que transporta iates. As peças foram embaladas a vácuo, como fazem com café, para não pegarem umidade. O transporte até o aeroporto de Viracopos foi feito em caminhão de suspensão a ar, que vibra menos. O avião de carga era pressurizado e com controle térmico. Esses aviões são frequentes, pois trazem frutas e vinho do Chile. Em um comum, as lentes poderiam estourar. Tudo correu tranquilamente, foram 20 dias desde a saída do LNA até a chegada na sede do Soar, em La Serena. Quando acertarmos o dia da instalação, o Steles vai para a montanha.

O que causou o atraso de cinco anos na conclusão do Steles?
Houve demora nas importações, sem contar a parte óptica, que foi inteiramente fabricada nos Estados Unidos e precisou ser refeita. Ainda estamos aprendendo a gerenciar projetos complexos como este. O Soar reconhece que o atraso comprometeu as pesquisas. Mas eles preferiam que o Steles saísse daqui dentro dos parâmetros, em vez de chegar lá rápido e com defeito.

E que legado o projeto deixa para a ciência brasileira?
A capacitação dos cerca de 25 funcionários e bolsistas que participaram. Eles estão treinados para trabalhar em projetos de alta tecnologia e replicar o que aprenderam — isso é importantíssimo. Entramos no clube restrito de países que fabricam os próprios instrumentos.


Fonte: http://gaea-astronomia.blogspot.com.br/2016/10/brasileiros-desenvolvem-espectrografo.html

sábado, 11 de junho de 2016

ENERGIA SOLAR




Chile produz tanta energia solar que preço chegou a zero por 113 dias

No ano passado, isso aconteceu por 192 dias. É esperado que neste ano o período seja ainda maior.
7 de junho de 2016 • Atualizado às 11 : 19
Chile produz tanta energia solar que preço chegou a zero por 113 dias
O maior problema do Chile são as redes de transmissão, dificuldade semelhante ao que acontece no Brasil. | Foto: iStock by Getty Images

O crescimento da energia solar no Chile tem sido tão grande, que, em algumas partes do país, a eletricidade renovável chegou ao preço zero aos consumidores durante 113 dias. No ano passado, isso aconteceu por 192 dias. É esperado que neste ano o período seja ainda maior.
Mesmo que pareça uma notícia positiva, este cenário é um verdadeiro problema para a economia local. A situação expõe uma grande deficiência estrutural, que não acompanhou os investimentos em novas usinas.
Em entrevista à Bloomberg, Rafael Mateo, diretor executivo da Acciona AS, empresa de energia que tem investido no Chile, explicou que os investidores estão perdendo dinheiro. “O crescimento foi desordenado”, acrescentou o executivo, cuja empresa está aplicando US$ 343 milhões em um projeto de 247 megawatts em território chileno.
O maior problema do Chile são as redes de transmissão, dificuldade semelhante ao que acontece no Brasil, com usinas eólicas paradas por falta de estrutura para o transporte da energia. Os chilenos contam com duas grandes redes, uma central e outra ao norte do país. No entanto, elas não se conectam. Assim, o que é produzido acaba tendo que ser consumido localmente. Outro problema é a capacidade de transmissão, que nem sempre suporta a carga produzida.
Para resolver esse problema, o governo local anunciou o plano de construir uma grande linha de transmissão com três mil quilômetros, que deve ligar as duas grades de rede até 2017. Outra linha, com 753 quilômetros deve ajudar a resolver os congestionamentos e nas linhas da rede central de distribuição, onde os excedentes de energia fizeram os preços caírem a zero.
Redação CicloVivo

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/chile-produz-tanta-energia-solar-que-preco-chegou-a-zero-por-113-dias/

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Outro 11 de Setembro

paralelo com um outro 11 de setembro, aquele de 1973 no Chile.



Ùltimas palavras do presidente Salvador Allende, antes do Palácio La Moneda ser bombardeado, fato que inauguraria uma longa noite de São Bartolomeu para o povo chileno, com dezenas de milhares de mortos e desaparecidos numa das maiores matanças coletivas e sistemáticas da sangrenta historia da América Latina.
Para não esquecer, para que não volte a acontecer.

9:10 A.M.

Seguramente ésta será la última oportunidad en que pueda dirigirme a ustedes. La Fuerza Aérea ha bombardeado las torres de Radio Postales y Radio Corporación. Mis palabras no tienen amargura sino decepción ... Ante estos hechos sólo me cabe decir a los trabajadores: ¡Yo no voy a renunciar! Colocado en un tránsito histórico, pagaré con mi vida la lealtad del pueblo. Y les digo que tengo la certeza de que la semilla que hemos entregado a la conciencia digna de miles y miles de chilenos, no podrá ser segada definitivamente. Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales ni con el crimen ni con la fuerza. La historia es nuestra y la hacen los pueblos.
Trabajadores de mi Patria: quiero agradecerles la lealtad que siempre tuvieron, la confianza que depositaron en un hombre que sólo fue intérprete de grandes anhelos de justicia, que empeñó su palabra en que respetaría la Constitución y la ley, y así lo hizo. En este momento definitivo, el último en que yo pueda dirigirme a ustedes, quiero que aprovechen la lección: el capital foráneo, el imperialismo, unidos a la reacción, creó el clima para que las Fuerzas Armadas rompieran su tradición, la que les enseñara el general Schneider y reafirmara el comandante Araya, víctimas del mismo sector social que hoy estará en sus casas esperando con mano ajena reconquistar el poder para seguir defendiendo sus granjerías y sus privilegios.
Me dirijo, sobre todo, a la modesta mujer de nuestra tierra, a la campesina que creyó en nosotros, a la abuela que trabajó más, a la madre que supo de nuestra preocupación por los niños. Me dirijo a los profesionales de la Patria, a los profesionales patriotas que siguieron trabajando contra la sedición auspiciada por los colegios profesionales, colegios de clases para defender también las ventajas de una sociedad capitalista de unos pocos.
Me dirijo a la juventud, a aquellos que cantaron y entregaron su alegría y su espíritu de lucha. Me dirijo al hombre de Chile, al obrero, al campesino, al intelectual, a aquellos que serán perseguidos, porque en nuestro país el fascismo ya estuvo hace muchas horas presente; en los atentados terroristas, volando los puentes, cortando las vías férreas, destruyendo lo oleoductos y los gaseoductos, frente al silencio de quienes tenían la obligación de proceder. Estaban comprometidos. La historia los juzgará.
Seguramente Radio Magallanes será acallada y el metal tranquilo de mi voz ya no llegará a ustedes. No importa. La seguirán oyendo. Siempre estaré junto a ustedes. Por lo menos mi recuerdo será el de un hombre digno que fue leal con la Patria.
El pueblo debe defenderse, pero no sacrificarse. El pueblo no debe dejarse arrasar ni acribillar, pero tampoco puede humillarse.
Trabajadores de mi Patria, tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres este momento gris y amargo en el que la traición pretende imponerse. Sigan ustedes sabiendo que, mucho más temprano que tarde, de nuevo se abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre, para construir una sociedad mejor.
¡Viva Chile! ¡Viva el pueblo! ¡Vivan los trabajadores!
Estas son mis últimas palabras y tengo la certeza de que mi sacrificio no será en vano, tengo la certeza de que, por lo menos, será una lección moral que castigará la felonía, la cobardía y la traición.
* Salvador Allende: Presidente de Chile (1970-1973). Asesinado el 11 de septiembre de 1973 durante un golpe militar ordenado por el presidente de Estados Unidos y comandado, en Chile, por el asesino Augusto Pinochet.

__

--
____________________________
João Lobo
Assessoria em informáticae-mail/msn: joaolobo@gmail.com
|47| 8414-4289 (Oi)
|47| 9952-2755 (TIM)