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sábado, 14 de novembro de 2020

ELEIÇÕES MUNICIPAIS NO BRASIL

 



País tem o triplo de candidatos e candidatas trans que há quatro anos, de partidos da esquerda à direita. Curitiba é a única capital com uma mulher trans na disputa pela prefeitura, do PSOL. Já no Espírito Santo, candidata bolsonarista do PMB tenta se eleger na região metropolitana de Vitória



ISADORA RUPP



Majoritariamente branca e masculina. Esse é o retrato da política brasileira, historicamente. Mas, nas eleições municipais 2020, uma série de candidaturas espera mudar esse cenário. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 49,9% dos candidatos no Brasil se declararam pretos ou pardos neste pleito. Há neste ano ainda um número recorde de pessoas transgêneros que concorrem a uma vaga seja para prefeituras ou para as câmaras de vereadores. São mais de 270 candidaturas de pessoas trans confirmadas ―em chapas de partidos da esquerda à direita―, mais que o triplo de 2016, quando 89 pessoas trans concorreram.

Em Curitiba (PR) ―oitava cidade mais populosa do Brasil, com quase dois milhões de habitantes―, é a primeira vez em que uma mulher trans concorre a uma cadeira no Executivo. Aos 68 anos, a psicanalista e socióloga Letícia Lanz, do PSOL, tenta se eleger prefeita da capital paranaense, encabeçando uma chapa 100% feminina, com a advogada Giana de Marco como sua vice. É a única candidata trans a disputar uma prefeitura nas capitais brasileiras.

É mineira, mas há 25 anos escolheu o município sulista para viver ao lado da esposa, a psicóloga Ângela Autran, com quem é casada há 43 anos e com quem tem três filhos e cinco netos. Tem entre as principais propostas promover o que chama de “economia do cuidado”, que inclui destinar imóveis abandonados para abrigar pessoas em situação de rua e produzir um modelo urbano que privilegie a periferia, e não só o centro da cidade e os bairros nobres de Curitiba. “Minha proposta é que se tenha uma vida mais gregária e coletiva. Nós vivemos uma crise de coletividade, as pessoas estão desamparadas e desacolhidas”, diz. Na capital do Paraná, das 16 chapas que concorrem ao Palácio 29 de Março, seis são encabeçadas por mulheres.

Ao contrário de uma carta divulgada por militantes do partido em julho, que falava em um “programa local de enfrentamento à burguesia”, Lanz defende o diálogo. “A visão da mulher é lúdica. Do homem, é bélica. Enfrentamento é uma palavra machista. O núcleo político e econômico é o osso que os homens não querem largar e por isso é muito difícil para as mulheres penetrarem, especialmente uma mulher trans, que é a quinta pessoa depois de ninguém”, reflete a candidata, que também é a especialista em gênero e sexualidade e mestre em sociologia.

Administrar conflitos é parte importante da vida da candidata que, embora se identificasse com o feminino desde criança, iniciou a transição de gênero após os 50 anos. “Vivi um conflito grande e se não fosse o feminismo eu estaria presa no armário até hoje", conta. Ter sobrevivido a um infarto, em 2008, fez com que Lanz consolidasse a vontade de viver como mulher, o que ela já cultivava desde a infância. “A transição foi muito dura, a vida toda eu tinha sido uma pessoa muito aberta, e minha esposa também. Sempre cultivamos uma visão boa da vida mas não é fácil sobreviver em uma sociedade encaixotada.” Ela recorda, por exemplo, que é recente a decisão que deixou de considerar uma doença a transgeneridade. Somente em 2018 a OMS retirou a transexualidade da lista de doenças mentais da Classificação Internacional de Doenças (CID). A pandemia de covid-19 não a impediu de buscar votos nas ruas, ainda que paramentada com máscara e protetor facial.

Essa também é a primeira eleição municipal da história do Brasil em que candidatas e candidatos trans podem optar pelo nome social nas urnas. Não fosse uma regulamentação aprovada há dois anos os eleitores de candidatos e candidatas trans talvez não reconheceriam o nome dos postulantes ao lado da foto na hora de votar. A mudança, entretanto, era uma reivindicação antiga de movimentos sociais, como observa Ana Cláudia Santano, professora de Direito e pesquisadora do Observatório de Direito Eleitoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Pela falta de regulamentação, não se usava o nome social e acontecia o constrangimento público do nome civil com uma foto não condizente na urna", explica a pesquisadora. Ao menos 165 postulantes optaram pelos nomes sociais ao invés dos nomes civis em 2020, todos eles para o Legislativo.

Candidaturas trans de esquerda, centro e direita

Do MDB, representante mor do chamado Centrão, a estreante Aghata Ferreira, 37 anos, (foto abaixo)concorre a uma vaga a vereadora na cidade de Criciúma, em Santa Catarina. Cabeleireira e estudante de pedagogia, ela se dedica a trabalhos sociais há 20 anos, o que será a sua pauta central se eleita. Quando o partido lhe fez o convite, ela decidiu que era a oportunidade de poder contribuir para desenvolver políticas públicas para a área. “Uma andorinha sozinha não faz verão. Quando o MDB veio fazer o convite, conversamos e eles me deixaram bem à vontade. Queremos fazer um time com ideias novas. Eu não tenho nem direita nem esquerda, eu luto pelo social, que é a base de tudo. Como que uma criança que mora em uma casa que o pai e a mãe estão desempregados vai conseguir ir para a escola?”, indaga Aghata, que é também secretária de diversidade do partido em Criciúma.


No Espírito Santo, uma chapa de mulheres transgênero concorre pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB), ideologicamente alinhado à direita, à prefeitura de Cariacica, cidade com quase 390.000 habitantes na região metropolitana de Vitória. Bianca Biancardi, 52 anos, e a vice, Josi Milagre, se identificam com o ultraconservador presidente Jair Bolsonaro, a quem a candidata apoiou no segundo turno das eleições em 2018 sobretudo pela bandeira de luta contra a corrupção. Na avaliação dela, as declarações transfóbicas do mandatário brasileiro estão no passado. “Sou eleitora do Bolsonaro e me sinto representada por ele. A gente vivia em uma política muito corrupta. Isso me desanimava. As declarações homofóbicas que ele fez, todos sabem, estão no passado”, afirma Bia (como prefere ser chamada), empresária e proprietária de um salão de beleza na cidade há 35 anos.

A oportunidade que a candidata teve de trabalhar em um salão de beleza aos 17 anos, poucos anos depois de começar a se identificar com o gênero feminino, é algo que lhe é muito caro. Poder trabalhar formalmente, salienta, é fundamental para evitar que pessoas trans tenham que recorrer à prostituição para sobreviver. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) estima que 90% das pessoas trans recorrem, ao menos uma vez na vida, à atividade no Brasil. “São meninas abandonadas pela família, que largam a escola e que não estariam na rua se tivessem oportunidade”, opina a candidata.

Bia elogia o trabalho da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, para melhorar a empregabilidade da população trans. “Ela tem esse projeto de capacitar as meninas trans na área de tecnologia, que é algo que eu quero copiar para Cariacica. O que é bom precisa ser copiado.” Recentemente, a candidata fez uma denúncia à ministra por ter sido excluída pela bancada evangélica do município de um evento eleitoral. “E isso aconteceu por eu ser uma mulher transgênero. Sou cristã católica e mesmo assim fui excluída”, lamenta.


Em meados de outubro, participantes de um seminário online sobre as eleições promovido pela Aliança Nacional LBGBT+ foram vítimas de zoombombing. Ou seja, o evento foi invadido e, na tela, foram inseridas mensagens e imagens de cunho nazista e discriminatórias. “Isso denota que mesmo que essas candidaturas cheguem elas também são mais atacadas. O status quo fica sensível a qualquer tipo de movimentação que venha com a intenção de alterá-lo”, frisa a professora Ana Cláudia Santana.

Presidenta da Antra, Keila Simpson reforça que o aumento da participação da população trans na política está relacionado à urgência em combater a violência contra mulheres e homens transgêneros no Brasl. O país lidera um triste ranking da ONG Transgender Europe de países que mais matam pessoas trans. Apenas em maio deste ano ocorreram 38 assassinatos. “Isso fez com que as pessoas começassem a lutar nos partidos políticos para conseguir achar um caminho para minorar isso. Há um despertar político das pessoas trans. Os corpos trans já são políticos por natureza, mas disputar uma eleição é uma vitória contra tudo e todos, de uma população relegada à margem."

Na análise de Keila, o espaço para pessoas trans é distinto em cada município, o que explica a adesão a partidos de ideologias tão distintas. “Obviamente, para nós, optar pela direita e extrema direita é uma surpresa, mas a gente não condena. Provavelmente foi aquele o espaço que se abriu e elas agarraram a oportunidade”. Como plano futuro, a Antra pretende realizar cursos e seminários de formação política. “Instruídas, informadas e sabedoras das ideologias de cada legenda a pessoa poderá compreender o espectro político. Se quer ser de direita, esquerda ou centro é uma decisão pessoal. Queremos formar um coletivo de pessoas ainda mais fortalecidas para disputar futuras eleições."

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-11-12/pais-mais-transfobico-do-mundo-brasil-tem-recorde-de-candidaturas-de-pessoas-trans-em-2020.html?fbclid=IwAR3iFROEqsgOWpE_eeUmyzuEkuPQwcQN7BBcKplnNHdgi8AyAyyYS8i1t_M


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

POLÍTICA



MCCE divulga ranking da corrupção por partido

 


Crédito : Nani
 
Do MCCE - Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde 2000. O DEM, com 69 cassações, tem o equivalente a 9,02% de todos os políticos cassados no período de apuração, sendo o campeão. Os dados foram computados em 2007 e publicados em 2009. 

Veja, abaixo, o ranking da corrupção COMPROVADA em cada partido e clique aqui para acessar o dossiê na íntegra. 

 

 Veja também: http://www.prpa.mpf.mp.br/institucional/prpa/campanhas/politicoscassadosdossie.pdf

 Fonte: http://www.camaraempauta.com.br/portal/artigo/ver/id/2463/nome/MCCE_divulga_ranking_da_corrupcao_por_partido

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eleições: o que "atestaria" Malatesta?



Arte em estêncil nas ruas de Palermo
Periodicamente, no intervalo de quatro em quatro anos, depositamos aspirações e canalizamos nossas expectativas sociais no processo eleitoral, intitulado por alguns como 'festa da democracia', uma das ferramentas de participação de nosso falho sistema representativo.

No último domingo, dia 22 de julho de 2012, completou-se 80 anos da morte do italiano Errico Malatesta, uma das maiores referências do anarquismo, e com toda propaganda eleitoral que já circula na internet, em especial em redes sociais, me veio em mente alguns trechos de artigos desse revolucionário, que faleceu em 1932, vítima do fascismo do 'Duce' Mussolini.

Em 'A política parlamentar no movimento socialista', Malatesta escreve: "(...) com efeito, cada eleitor só nomeia um deputado, ou um pequeno número de deputados sobre várias centenas que compõem habitualmente uma Assembléia. É verdade que, mesmo quando os eleitores vêem seu próprio candidato ser eleito, sua vontade, que durante as eleições já não contava praticamente nada, seria representada por um único deputado, que, ele próprio, tem um papel mínimo na Câmara. A Câmara, tomada em seu conjunto, não representa de modo algum a maioria dos eleitores. Cada um dos deputados é eleito por certo número de eleitores, mas o corpo eleitoral, enquanto totalidade, não é representado...".

Já em 'Tempos de eleições', Malatesta atesta: "(...) bonito canto da sereia! Assim como você, falam os que necessitam ser eleitos. Todos bons, todos democráticos, passam a mão sobre seu dorso, cumprimentam nossas companheiras, beijam nossos filhos, nos prometem ferrovias, pontes, água potável, trabalho, comida a bom preço, e a proteção do Estado. Tudo o que você deseja. (...) uma vez eleitos, adeus promessas. Nossas companheiras e nossos filhos podem morrer de fome, nosso país pode ser atormentado por febres e toda a sorte das calamidades, faltará trabalho e comida para a maior parte, a fome e a miséria farão estragos por todas as partes. (...) Passada a festa, enganado o santo...".

São textos que apesar de serem escritos ao final do século 19, seguem contemporâneos dentro de nossa lógica. Não se trata da ótica da 'negação da negação', mas sim do questionamento de um sistema que ainda precisa ser aperfeiçoado para que se aproxime de algo realmente 'participativo'.

São trechos de artigos que valem serem lembrados em uma fase onde aqueles que estão dispostos a nos representar estão prestes a colocar seus blocos nas ruas. Que mirem o exemplo do italiano, sempre fiel a seus princípios, pois nunca se corrompeu, sendo exemplo da integração entre teoria e prática. Caso estivesse vivo, Errico Malatesta 'atestaria' que essa integração parece ser algo tão raro nos dias correntes.
 

terça-feira, 20 de março de 2012

Religião volta ao debate político nos EUA e põe Obama em encruzilhada

 


Ligia Hougland



Direto de Washington

You know, my faith is one that admits some doubt and lets me question! Barack Obama
"Você sabe, minha fé é aquela que admite alguma dúvida e deixa-me perguntas!" Barack Obama
O presidente Barack Obama discursa em uma igreja de Las Vegas. Foto: AFP 
O presidente Barack Obama discursa em uma igreja de Las Vegas
Foto: AFP

 A religião é, sem dúvida, um dos grandes assuntos que voltam a ser discutidos a cada novo pleito nos Estados Unidos. Este ano não é diferente. Debate após debate, os republicanos que disputam a indicação do partido trazem o tema à tona, por vezes com mais força que a taxa de desemprego, o crescimento da economia ou a política externa norte-americana. Comentaristas especulam sobre a fé religiosa de Barack Obama, enquanto seus adversários políticos não perdem uma oportunidade de insinuar que o presidente americano não é suficientemente religioso e, talvez, nem mesmo seja cristão, como se isso tornasse sua presidência ilegítima.
Acompanhe as primárias do Partido Republicano
"Não sei exatamente o que pensa Barack Obama, mas é uma vergonha vivermos em um país onde o presidente tem de afirmar acreditar em Deus para ser eleito", diz Ed Buckner, antigo presidente e atual diretor da American Atheists, principal organização ateísta dos EUA que promove a total separação da igreja e do Estado.
Fé tardia
Quando o assunto é religião, Barack Obama se encontra em uma encruzilhada. O presidente americano manda mensagens mistas, tentando apaziguar os conservadores cristãos, ao mesmo tempo em que procura agradar grupos de outros credos e ateístas, que compõem uma parte significativa do seu eleitorado com raízes liberais. O resultado disso é uma maior suspeita quanto à fé do ocupante da Casa Branca, que é filho de pai muçulmano não praticante e mãe agnóstica. No seu livro A origem dos meus sonhos, Obama conta que se uniu formalmente a uma igreja (Igreja da Trindade Unida em Cristo, de uma paróquia predominantemente negra de Chicago) pela primeira vez quando tinha 27 anos, causando rumores de que a sua descoberta da fé não passou de uma decisão pragmática do então jovem e ambicioso líder comunitário.
A necessidade de provar sua fé religiosa acompanha Obama desde sua primeira campanha presidencial, em 2008. Em meados daquele ano, o político passou a concluir seus pronunciamentos com "God Bless America" (Deus abençoe a América), desfecho praticamente obrigatório para todos os discursos presidenciais americanos, desde que a frase começou a ser usada pelo ídolo dos conservadores dos EUA, o ex-presidente Ronald Regan, na década de 80. Antes de ser consagrada por Reagan, a frase só tinha sido usada uma vez por um presidente americano da era moderna. Richard Nixon, quando conclui seu discurso sobre Watergate, em 1973.
No aniversário de dez anos dos atentados de 11 de Setembro de 2001, Obama abriu seu discurso para os sobreviventes e as famílias das vítimas, no Marco Zero, em Nova York, com o Salmo 46 da Bíblia, dizendo "Deus é nosso refúgio e nossa força". Surpreendentemente, na mesma ocasião, George W. Bush, apesar da fama de cristão linha dura, dispensou referências bíblicas e citou uma carta escrita por Abraham Lincoln, em 1864, consolando uma viúva que perdera cinco filhos durante a Guerra Civil.
Política e religião de mãos dadas
O caráter religioso da maior potência mundial não deixa de ser um fenômeno curioso. Na Europa, o ateísmo não só é comum como predominante em algumas nações (a porcentagem de ateístas em países como a Suécia, França, Dinamarca e Noruega varia entre 50% e 85%, segundo dados da publicação Cambridge Companion to Atheism). Desde a Revolução Francesa, a religiosidade não está tão arraigada aos governos do velho continente como está no caso dos Estados Unidos, onde a figura divina faz parte da identificação nacional. No país norte-americano, referências a Deus são encontradas em prédios públicos, no juramento à bandeira e até nas notas de dólares, que trazem impressa a frase "In God We Trust" (Em Deus Confiamos). "Vivemos em um Estado quase teocrático", afirma Buckner.
A Constituição dos EUA proíbe o governo federal de estabelecer uma igreja ou credo nacional, mas, no dia a dia das decisões políticas em Washington, os grupos religiosos são sempre considerados, impactando decisões que vão desde o acesso ao aborto e casamento entre homossexuais até pesquisa com células-tronco e ensino de ciência em salas de aula de escolas públicas.
"A América é uma nação de grande fé em Deus. A religião pode e deve ter um papel para que pessoas de todos os credos tenham assegurado que podem confiar em um líder que lhes dará a liberdade para praticar religião como elas querem e devem praticar", diz Kevin Irwin, monsenhor e teólogo da Universidade Católica da América.
Nos EUA, o credo religioso do presidente pode ter consequências profundas e de longo prazo para a sociedade, uma vez que o ocupante da Casa Branca pode, potencialmente, escolher um juiz da Suprema Corte que, por sua vez, pode criar paradigmas para ordens judiciais em toda a nação. "Uma pessoa que enxerga as leis ou os eleitores como a fonte dos direitos do povo pode adotar políticas diferentes daquelas adotadas por alguém que acredita que o Criador confere 'direitos inalienáveis' às pessoas, conforme estabelece a Declaração da Independência", afirma Ryan Messmore, pesquisador da Heritage Foundation, uma think tank (laboratório de ideias) sediada na capital americana.
Em um recente debate, todos os candidatos republicanos à presidência afirmaram que Deus ocupa um papel importante na vida deles. Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara de Representantes dos EUA que, em 2009, se converteu ao catolicismo, foi mais longe. O político garantiu que, se chegar à Casa Branca, ele sempre consultará Deus antes de tomar decisões importantes para a nação.
Semanas depois, foi a vez de Rick Santorum, candidato católico ultraconservador, declarar seu desgosto por um Estado laico. "O secularismo de John Frederick Kennedy me faz vomitar", declarou.
O único candidato republicano que evita falar sobre sua fé é o atual favorito, Mitt Romney. O ex-governador de Massachussetts é mórmon, religião vista pela maioria dos americanos como um culto baseado em credos pouco familiares.
No entanto, o enfoque que os políticos americanos, e particularmente os conservadores, estão colocando no fervor religioso não está alinhado com os dados demográficos da nação, podendo resultar na perda de votos. Ateístas e agnósticos compõem o grupo que atualmente mais cresce no país. Pesquisas recentes do Pew Research Centre e do Instituto para o Estudo do Secularismo do Trinity College, de Hartford, indicam que entre 12% e 20% dos americanos se enquadram nesse grupo, e o número de cidadãos sem identificação religiosa dobrou nos últimos 30 anos.
 
Especial para Terra
http://noticias.terra.com.br/mundo/eua/eleicoes/2012/noticias/0,,OI5660970-EI19126,00-Religiao+volta+ao+debate+politico+nos+EUA+e+poe+Obama+em+encruzilhada.html


Colaboração: Rafael Cirilo Anderle

domingo, 15 de janeiro de 2012

Artigo - Ano de eleição, responsabilidade dobrada




A cada dois anos vive-se um momento em que a desconstrução do discurso da mídia dominante se torna uma tarefa ainda mais importante. Em países com sistemas políticos representativos que praticamente descartam a participação popular nos processos decisórios – caso do Brasil – o embate eleitoral é o ponto culminante da disputa pelo centro do poder político. Ainda que as alternativas nas eleições sejam profundamente limitadas e que a dinâmica política aja para barrar a emergência de novas possibilidades, e considerando-se todas as limitações e distorções do modelo da chamada democracia representativa e, em especial, do sistema político brasileiro, a cada dois anos presenciamos – e influímos sobre ele – o ponto culminante da disputa política.
É em um ano eleitoral que acabamos de entrar, e sabemos bem o papel da mídia nesse tipo de disputa. Na última oportunidade, os maiores jornais, revistas e redes de televisão do país atuaram de forma orquestrada em defesa da candidatura do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Até uma bolinha de papel foi usada para tirar as atenções do que realmente importava naquele momento: a distinção entre os projetos de país defendidos pelos quatro candidatos: José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). A tentativa de transformar a eleição em um embate moral – e não político-ideológico – partiu em primeiro lugar de alguns conglomerados de comunicação.
Por outro lado, vimos uma divisão raivosa entre setores da esquerda, racha esse que, infelizmente, varou o ano de 2011 e dificultou o bom debate sobre temas em que estes setores sempre defenderam interesses comuns – ou ao menos aproximados –, como a punição aos criminosos da Ditadura Militar e a democratização da mídia brasileira. O calor da disputa eleitoral de 2010 criou desavenças pessoais e levou a esquerda mais para a esquerda e a centro-esquerda mais para o centro, abalando as pontes de diálogo. O resultado é que, mesmo com a vitória do PT de Dilma, todos os campos da esquerda midiática perderam com o desgaste causado pelo processo eleitoral. Além disso, o último ano foi nulo em avanços na democratização da mídia a nível nacional. Uma das primeiras aparições públicas da já eleita presidenta Dilma Rousseff foi na celebração do aniversário da Folha de S. Paulo.
Em outros momentos da história brasileira a intervenção da velha mídia sobre as decisões eleitorais foi ainda mais incisiva. Exemplos clássicos são a disputa pelo governo do Estado do Rio de Janeiro em 1982, com o “Escândalo da Proconsult”, no qual a Rede Globo participou de uma tentativa de fraudar as eleições ganhas por Leonel Brizola (PDT), e a campanha presidencial de 1989, com a manipulação do debate final entre Lula (PT) e Collor (PRN). Se nesta última situação a velha mídia e seu candidato acabaram levando a melhor, não foi isso o que aconteceu nas últimas três eleições presidenciais.
O fortalecimento dos blogs e das redes sociais, se não é suficiente para democratizar verdadeiramente a comunicação, ao menos serve para desconstruir o discurso da mídia dominante e desmascarar suas manipulações. Outro fator que não pode ser deixado de lado é a queda de audiência da TV Globo e a ascensão da Record, que se mostrou simpática à candidatura de Dilma em 2010.
De qualquer forma, teremos em 2012 mais um momento assim. Desde o fim de 2011 os interesses eleitorais já começaram a fazer valer sua força nas pautas da mídia hegemônica. A prática mais comum é a agressividade nos meses que antecedem a disputa e a sutileza nos momentos de campanha, com a simples incorporação dos discursos dos candidatos preferidos pelos barões da mídia. Por isso, é preciso estarmos atentos desde já.
É verdade que eleição não é sinal de democracia, e que não pode se esgotar ali a possibilidade de participação popular na política nacional. É verdade também que o poderio econômico faz grande diferença em um processo eleitoral, o que o torna terrivelmente menos democrático e justo do que poderia ser. E é verdade que os interesses conservadores tendem, em menor ou maior medida, a se fortalecerem apoiando-se em conchavos e mentiras disseminadas pela velha mídia. Mas também é verdade a mídia independente, capitaneada hoje por blogueiros e pelos ativistas das redes sociais, tem condições de tornar as eleições mais justas e democráticas, informando com qualidade a sociedade e abrindo espaço para um debate rico e realmente politizado e politizante. É uma das nossas missões fundamentais para este 2012 que começa.

Fonte: http://jornalismob.wordpress.com/

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Estudantes do campus da Unioeste elegem nova direção do DCE neste dia 10




Acontece nesta quinta-feira, 10, a eleição da nova diretoria do Diretório Central de Estudantes do campus da Unioeste de Marechal Cândido Rondon. Duas chapas concorrem aos cargos, tendo dois acadêmicos do curso de História encabeçando cada uma delas.
 A chapa 1 é encabeçada pelo acadêmico do 3º ano Guilherme Dotti Grando, sendo formada ainda por Lucas Schwengber, do 3º ano de Agronomia para o cargo de vice-presidente; Gabriel Cainã Clazer Alano, do 2º ano de Direito para primeiro secretário geral; Douglas Cristian Coelho do 3º ano de Geografia para 2º secretário geral; Eduardo Schulz Mittanck, do 3º ano de Zootecnia para 1º tesoureiro; Jeferson Rodrigo Gremaschi, também do 3º ano de Zootecnia para 2º tesoureiro; Drederson Marcos Celiberti Fernandes do  3º ano de Educação Física para secretário de Esportes e Lazer; Renan Brito Freiberger do 3º ano de Letras para secretário de Cultura e Mayara Regina Fagundes, do 2º ano de História como suplente.
A chapa 2 é encabeçada pelo atual presidente do DCE, Emerson Luiz Wesseling, tendo como vice Anderson Luis Heling do curso de Agronomia. Leo Brusch, do curso de Letras, Mateus Rodrigues Fontes, de Geografia, Maiko Rodrigo Defrey do curso de História, Evandro Augusto de Souza Oliveira, de Ciências Contábeis, André Rento Rinaldi, de Agronomia, Priscila Wunder Meller, de Administração, Edimar Rodrigo Rossetto, de Geografia, Everaldo Link de Administração e Douglas Luis Wrasse, de História compõem o restante da chapa concorrendo para os cargos de secretários, tesoureiros, secretário de ciências agrárias, de Ciências Sociais Aplicadas, de Ciências Humanas, Educação e Letras, secretário de Esporte e Lazer e, secretário de Cultura, respectivamente.
A votação está acontecendo durante todo o dia de hoje no campus da Unioeste, sendo que dentre as propostas de ambas as chapas estão a luta pela efetiva implantação do Restaurante Universitário e da Casa do Estudante, além de outras.


 Ontem, dia 09, aconteceram os debates entre os candidatos na saguão principal do campus. 












terça-feira, 25 de outubro de 2011

Eleições na Unioeste

Nesta terça-feira (25) está sendo realizada a consulta à comunidade acadêmica, visando a escolha de reitor, vice-reitor, diretores gerais dos câmpus e dos diretores de centros da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Ao todo são 13.157 eleitores entre professores, agentes universitários e alunos estão aptos a participarem do processo eleitoral.
Nos câmpus o horário de votação começa a partir das 8h30 e vai até às 22 horas ininterruptamente. No Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) a votação começa mais cedo, a partir das 7 horas e se prolonga até às 22 horas. Já na reitoria da Unioeste o horário será das 8h30 até às 17h30.
Três chapas concorrem à reitoria da Universidade: “Excelência Acadêmica e Compromisso Social” formada por Davi Félix Schreiner para disputar o cargo de reitor e de Onildes Maria Taschetto, como vice-reitora; “Humanização Democracia Pede Passagem” tendo como candidato a reitor Paulo Sérgio Wolff e como reitor e de Carlos Alberto Piacenti, como vice-reitor e “Autonomia, diálogo e construção coletiva”, composta pelo candidato a reitor Ricardo Rocha de Oliveira e a vice-reitor Roberto Cayetano Lotero.

Direção geral
Para a direção dos Câmpus os candidatos são: Câmpus de Cascavel - Alexandre Almeida Weber, Clodis Boscarioli e Luís Alberto Ferreira Garcia; Câmpus de Foz do Iguaçu - Jorge da Silva Giulian e Renata Camacho Bezerra; Câmpus de Francisco Beltrão - Haroldo Augusto Moreira e José Maria Ramos; Câmpus de Marechal Cândido Rondon - Douglas André Roesler e Paulo José Koling; Câmpus de Toledo - José Dilson Silva de Oliveira.

Direção de centro
Para diretor de Centro são os seguintes candidatos que tiveram seus nomes homologados: Câmpus de Cascavel para o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde: Joseane Rodrigues da Silva; Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas: Anibal Mantovani Diniz e Jorge Ademir Medeiros; Centro de Ciências Médicas e Farmacêuticas: Nereida Mello da Rosa Gioppo; Centro de Ciências Sociais Aplicadas: Geysler Rogis Flor Bertolini e Elias Garcia; Centro de Educação, Comunicação e Artes: Elenita Conegero Pastor Manchope.

Para a direção de Centro no Câmpus de Francisco Beltrão são os candidatos habilitados: Centro de Ciências Sociais Aplicadas: Marta Botti Cappelari e Gilmar Ribeiro de Mello; Centro de Ciências Humanas: Suely Aparecida Martins.
A direção de Centro no Câmpus de Foz do Iguaçu tem os seguintes candidatos: Centro de Engenharia e Ciências Exatas: Elídio de Carvalho Lobão; Centro de Educação e Letras: Fernando José Martins; Centro de Ciências Sociais Aplicadas: Júlio César Garcia e Rosely Cândida Sobral.
À direção de centro dos Câmpus de Marechal Cândido Rondon são candidatos: Centro de Ciências Agrárias: Nardel Luiz Soares da Silva e Ricardo Vianna Nunes; Centro De Ciências Humanas, Educação e Letras: José Edézio da Cunha e Luís Sérgio Peres; Centro de Ciências Sociais Aplicadas: Roseli Silma Scheffel e Juarez Bortolanza.
Os candidatos que tiveram seus nomes homologados para a direção de centro no Câmpus de Toledo são: Centro de Ciências Humanas e Sociais: Rosalvo Schutz; Centro de Ciências Sociais Aplicadas: Vera Lúcia Martins e Edson Marques Oliveira; Centro de Engenharias e Ciências Exatas: Fernando Palú.

Assessoria de Comunicação Social

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Campus da Unioeste realizam debates com candidatos

A Comissão Eleitoral Central e as comissões setoriais divulgaram o calendário de debates e apresentação de propostas dos candidatos a reitor, vice-reitor, diretores gerais de câmpus e diretores de centros da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

No Câmpus de Cascavel aconteceu nesta quinta-feira (13) o debate entre os candidatos a diretor geral, a partir das 20 horas, no prédio das clínicas de Odontologia e Fisioterapia. Hoje(14), será o debate entre os candidatos a reitor, que acontecerá às 19h30 no câmpus. No dia 19, às 20 horas, acontecerá o debate entre os candidatos a diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, na sala 63 do bloco novo de salas de aula. Os candidatos a diretor geral do Câmpus se encontram novamente para o debate no dia 20, às 9h30, em frente à cantina.

No Câmpus de Toledo o debate e apresentação de propostas dos candidatos a diretor de Câmpus e diretor do Centro de Ciências Humanas e Sociais, aconteceu no mini auditório na quinta-feira (13). Hoje, dia 14, no mesmo horário e local, acontecerá o debate entre os candidatos à direção do Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Na próxima segunda-feira (17) será a vez do debate entre os candidatos a reitor, a partir das 19h30 no salão do Seminário Santa Mônica, na Rua Corbélia, 516, no Jardim La Salle.

No Câmpus de Marechal Cândido Rondon o primeiro debate acontecerá no dia 18, às 19h30 entre os candidatos à direção do Câmpus. No dia 19, às 19h30, será o debate entre os candidatos à direção do Centro de Ciências Humanas, Educação e Letras no dia 20, às 9 horas, se encontram para o debate os candidatos à direção do Centro de Ciências Agrárias e no mesmo dia, às 19h30, os candidatos à direção do Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Os candidatos a reitor estarão realizando o debate em Rondon, no dia 21, às 19h30. Todos os debates serão no Tribunal do Júri.

No Câmpus de Francisco Beltrão os candidatos à direção de centros e Câmpus farão dois debates cada. Para diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, os candidatos se encontram nesta quinta (13) às 8 horas e às 19h30, no Anfiteatro I os candidatos à direção do Centro de Ciências Humanas realizam os debates no dia 18, às 9h30, no Auditório II (Bloco IV) e às 19h30 no Anfiteatro I. No dia 19 será a vez dos candidatos a reitor e o debate está previsto para às 19h30 no Anfiteatro I. Os candidatos à direção do Câmpus realizam debates no dia 20, às 8 horas e as 19h30, ambos no Anfiteatro I.

No Câmpus de Foz do Iguaçu os candidatos à direção do Câmpus realizam debates nesta quinta feira (13) às 14 horas no auditório César Lattes (PTI) e no dia 21, às 19h15 no mini-auditório do Câmpus. Amanhã (14) será realizado um debate entre os candidatos para o Centro de Ciências Sociais Aplicadas, às 19h15, no mini-auditório do Câmpus. Os candidatos a reitor farão o debate em Foz do Iguaçu no dia 20, a partir das 19h30 no Câmpus.

No Hospital Universitário do Oeste do Paraná o debate entre os candidatos a reitor da Unieoste será no dia 18, a partir das 19h30.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social