Mostrando postagens com marcador Michel Temer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Michel Temer. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de julho de 2018

BRASIL VENDE A EMBRAER


TEMER LIBERA VENDA DA EMBRAER, QUE SERÁ 80% DA BOEING




247 – Em mais um capítulo do golpe de 2016, a Embraer, maior empresa nacional de tecnologia, é entregue à Boeing. O governo brasileiro, que tem uma ação com direitos especiais, não impediu a venda da empresa e a Boeing agora terá 80% da nova companhia. Rejeitado por 98% dos brasileiros, Temer vai entregando todas as riquezas nacionais. Abaixo, reportagem da Reuters:
SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer assinou memorando de entendimento com a Boeing para formação de joint venture contemplando os negócios e serviços de aviação comercial da fabricante brasileira, informaram as companhias na manhã desta quinta-feira.
Pelos termos do acordo não vinculante, a Boeing deterá 80 por cento da companhia resultante da transação, enquanto a Embraer ficará com os 20 por cento restantes, de acordo com o comunicado.
A transação avalia a totalidade das operações de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares, com a Boeing desembolsando 3,8 bilhões de dólares pelos 80 por cento de participação no negócio, disseram as companhias.
Em documento enviado separadamente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a fabricante brasileira ressalta que as divisões de defesa & segurança e jatos executivos, dentre outras, não serão segregadas para nova sociedade e seguirão sendo desenvolvidas pela Embraer.
Além disso, as ações da Embraer continuarão listadas na bolsa paulista B3 e a União manterá os direitos decorrentes das golden shares na companhia.
A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos devem prosseguir nos próximos meses, mas a expectativa é que a transação seja fechada até o fim de 2019, caso as aprovações regulatórias e de acionistas ocorram no tempo previsto, disseram as empresas.
O comunicado conjunto ainda destaca que a operação não terá impacto nas projeções financeiras de Boeing e Embraer para 2018 nem no compromisso do grupo norte-americano de retornar cerca de 100 por cento do fluxo de caixa livre aos acionistas.
A parceria deve ser contabilizada nos resultados da Boeing por ação, no início de 2020, gerando sinergia anual de custos estimada em cerca de 150 milhões de dólares -antes de impostos- até o terceiro ano.
"Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento", disse Dennis Muilenburg, presidente da Boeing, no comunicado.
O acordo ainda prevê a criação de outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390.

Veja mais em: https://g1.globo.com/economia/noticia/boieng-e-embraer-fecham-acordo-para-formar-joint-venture.ghtml
https://exame.abril.com.br/mercados/boeing-e-embraer-juntas-e-tudo-para-ler-antes-de-a-bolsa-abrir/
https://www.reuters.com/video/2018/07/05/boeing-to-buy-control-of-embraers-commer?videoId=442421652

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/360713/Confirmado-Temer-libera-venda-da-Embraer-que-ser%C3%A1-80-da-Boeing.htm

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

CARNAVAL 2018



Sociedade

Carnaval 2018


"Não sou escravo de nenhum senhor": Tuiuti desfila contra retrocesso






Escola de samba faz críticas à Reforma Trabalhista e a perda de direitos sociais dos trabalhadores no governo Temer

Último carro da escola faz crítica ao presidente Michel Temer e à Reforma Trabalhista


Quarta escola a cruzar a Sapucaí no primeiro dia de desfile do grupo especial no Rio de Janeiro, a Paraíso do Tuiuti investiu em um tom político, carregado de críticas sociais. Com o enredo, “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, dos compositores Claudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal, a escola recontou a história da escravidão no Brasil, nos 130 anos da Lei Áurea, propondo uma reflexão sobre a exploração do trabalho humano.
Ao som do refrão “Meu Deus! Meu Deus!, se eu chorar não leve a mal, pela luz do candeeiro, liberte o cativeiro social”, a escola surpreendeu já na comissão de frente, chamada “O Grito da Liberdade”. Os passistas representaram escravos negros amordaçados, com grilhões nos pulsos e corpos ensanguentados de tanto apanhar do senhor do engenho, também negro.
Com 29 alas, a escola explorou o tema das mais diversas formas, representando o trabalho escravo rural, o tráfico de escravos, o trabalho informal e relembrando a publicação do primeiro jornal da imprensa negra no Brasil, “o Mulato”, em 1833.
Também não faltou um olhar contemporâneo ao tema, que buscou mostrar a perda de direitos sociais no atual cenário político. Na ala “Manifestoches”, a Tuiuti ironizou os manifestantes que pediram o impeachment da presidenta Dilma. Os passistas vieram à avenida segurando panelas e envoltos em patos que faziam menção à campanha da Fiesp “Não vou pagar o pato”. As mãos que pendiam sobre as cabeças de cada um, os colocavam como manipulados.
Na ala “Os Guerreiros da CLT”, a escola explorou a sobrecarga dos trabalhadores. Os passistas vieram segurando carteiras de trabalho e artefatos em vários de seus braços.
O último carro da escola representou um novo navio negreiro com a ala dominante se impondo sobre os trabalhadores. Destaque para a representação de um vampiro neoliberalista que trajava uma faixa presidencial, com clara alusão à figura de Michel Temer que, com o apoio do Congresso, colocou em prática a Reforma Trabalhista e perda de direitos dos trabalhadores.
Ala "Guerreiros da CLT" fez uma crítica à reforma trabalhista promovida no ano passado Imagem: Bruna Prado/UOL... - Veja mais em https://carnaval.uol.com.br/2018/noticias/redacao/2018/02/12/para-superar-acidente-de-2017-tuiuti-leva-paneleiros-e-temer-para-sapucai.htm?cmpid

Ponto alto da passagem da escola, o carro Neo-Tumbeiro foi bem recebido pela arquibancada e bastante comentado durante o desfile, a não ser pelos comentaristas da Globo que, entre risos incômodos, se limitaram a chamar o destaque de vampirão e ignorar a crítica feita ao governo Temer.
Sem problemas de ordem técnica, a escola encerrou “o melhor Carnaval de sua história”, como afirmou o presidente Renato Thor à reportagem do jornal O Globo. A escola falou em superação após o acidente com um carro alegórico durante o desfile de 2017, que causou a morte de uma componente.
O desfile foi bastante comentado e elogiado nas redes sociais. A escola chegou a ser trending topics no Twitter e não faltaram posts criticando o silêncio da Globo e comemorando o desfile “histórico”.
Além disso, com 80% dos votos em uma enquete no portal UOL, a escola de samba é apontada como a melhor escola de 2018.  Os posts sobre o desfile dominam as redes sociais desde a madrugada desta segunda-feira 12, quando os carros e os personagens entraram na avenida da Sapucaí.
Ainda no Rio, uma multidão tomou o aeroporto Santos Dumont gritando em peso "Fora, Temer", rejeitado por mais de 90% dos brasileiros. O grupo de foliões também não perdoou o prefeito da capital, Marcelo Crivella (PRB), que viajou para a Europa no Carnaval.
No Carnaval mais politizado da história, há ainda bloquinhos pedindo a volta de Lula, bonecos homenageando o ex-presidente e faixas contrárias à prisão. Em uma ponte próxima à Rocinha, por exemplo, uma faixa enorme traz os dizeres: "STF, se prender Lula o morro vai descer".  
Fontes: 
https://www.cartacapital.com.br/sociedade/nao-sou-escravo-de-nenhum-senhor-tuiuti-desfila-contra-retrocesso - por Ana Luiza Basilio — publicado 12/02/2018 11h55, última modificação 12/02/2018 13h04
https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/341769/Carnaval-do-Fora-Temer-bomba-no-mundo-inteiro.htm
https://www.facebook.com/MidiaNINJA/photos/pcb.1078054485686029/1078054442352700/?type=3&theater

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

TERRAS BRASILEIRAS À VENDA*



VENDA DE TERRAS BRASILEIRAS A ESTRANGEIROS É PRIORIDADE GOVERNAMENTAL



Por Renan Truffi






Na contramão da opinião de parte das Forças Armadas, o governo Michel Temer estuda publicar uma Medida Provisória para regulamentar a venda de terras para estrangeiros.
O objetivo da gestão peemedebista é abrir o mercado rural a investidores de outros países, numa tentativa de reverter a crise econômica.
A pedido da Casa Civil, a Advocacia-Geral da União elaborou nos últimos dias o texto dessa MP, que pode ganhar força imediata de lei se for publicada pelo presidente da República, o que tornaria a medida válida em todo território nacional na mesma data.
O Palácio do Planalto só não bateu o martelo quanto à publicação do texto por conta das pressões exercidas por militares e de negociações com parlamentares da base aliada, que têm sugerido alternativas.
A reportagem de CartaCapital teve acesso ao texto da MP, encomendado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. O braço direito de Temer é o principal entusiasta da ideia de “tratorar” por Medida Provisória, para atrair capital externo o mais breve possível.
Um dos pontos que mais chama atenção no texto é o que indica a possibilidade do  presidente da República, por decreto, estabelecer os “limites quantitativos globais” das propriedades que poderiam ser adquiridas por estrangeiros.
“A aquisição de direito real e o arrendamento de imóvel por pessoa natural residente ou jurídica estrangeiras autorizada a funcionar no País não poderá exceder os limites quantitativos globais e por operação dispostos em regulamento”, diz o trecho.
O texto preparado pela AGU também não impõe limites à soma de áreas rurais que uma empresa brasileira controlada por estrangeiros, direta ou indiretamente, pode adquirir em uma mesma cidade.
Com isso, as empresas controladas por capital externo ficariam sujeitas apenas ao limite estabelecido por decreto presidencial. Isso porque, para cidadãos estrangeiros, a área máxima não poderia ser superior à quarta parte de um território municipal.
As reuniões para tratar do assunto se intensificaram no Palácio do Planalto nos últimos dias. Foram ao menos três encontros para discutir o tema desde sexta-feira 10, e envolveram principalmente integrantes da Casa Civil e do Ministério da Defesa.
Um dos principais focos de resistência ao projeto é dos militares lotados na Defesa. Ainda assim, a publicação via MP era dada como certa até terça-feira 13, tanto que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a afirmar que o assunto seria “liberado em 30 dias”, sem explicar como. “Foi tomada essa decisão porque o Brasil precisa de investimento”, disse.
A possibilidade de o governo recuar em relação à publicação do projeto via MP se deu, na quarta-feira 15, com o auxílio do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), relator do PL 4059/2012 na Câmara.
O parlamentar sugeriu à cúpula da Casa Civil que poderia utilizar parte do texto elaborado pela AGU para a Medida Provisória em um substitutivo de sua autoria, o que evitaria o atropelo do Congresso. Para isso, o deputado submeteu minutas de sua autoria à AGU para serem incorporadas à redação final.
“Eu acredito que a conversa foi de muito bom acordo, a AGU está muito engajada nesse processo. Uma MP seria contraproducente. Estamos conversando com o governo para isso. A palavra de ordem é segurança jurídica, os investidores não podem ficar à mercê [de uma medida provisória]”, afirma.



Um dos temores manifestados pelos servidores da Defesa, nas reuniões no Planalto, é justamente esse: o imbróglio gerado no período de 120 dias no qual a MP ficaria em vigor, até que o Congresso tomasse uma decisão definitiva sobre a pauta.
Para generais envolvidos na discussão, se a possível MP fosse rejeitada pelos parlamentares ao fim do prazo de tramitação, isso provocaria um cenário de insegurança jurídica, por conta dos negócios que possivelmente seriam feitos no período de vigência da medida.
Além disso, os militares têm defendido que o projeto, por MP ou não, coloca em risco a soberania nacional ao abrir a possibilidade de empresas e cidadãos estrangeiros controlarem parcelas do território consideradas estratégicas para a defesa de um País.
Esse ponto de visto havia sido manifestado publicamente no ano passado, em audiência pública na Câmara que tratava de projeto de lei 4059/2012, sobre o mesmo assunto.
“Dentre todas as orientações constantes na Política Nacional de Defesa, sobressaem aquelas que regem a necessidade de o País dispor de meios, com capacidade de exercer o controle do seu território”, disse na ocasião o capitão de mar e guerra e assessor no Ministério da Defesa, Paulo Cezar Garcia Brandão.
Para o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário da gestão Dilma Rousseff, a proposta marca um período de entrega de patrimônios e riquezas sem precedentes.
“Historicamente, o Brasil nunca foi plenamente zeloso com a sua soberania, embora o governo Lula tenha avançado bastante nesse sentido nos últimos anos”, explica. “Isso está sintonizado com outra questões postas hoje: a entrega do pré-sal, da Base de Alcântara…é um processo de entreguismo. Eu penso que nesse nível de entrega não existe precedentes [na história brasileira]”.
A edição 940 de CartaCapital trará mais informações sobre as consequências dessa medida para a reforma agrária, as riquezas naturais do País e as disputas entre a bancada ruralista por conta das mudanças no texto.
Carta Capital [http://bit.ly/2lqzXnS]:16/02/2017.


* Título editado

Fonte: http://rogeriocerqueiraleite.com.br/venda-de-terras-brasileiras-a-estrangeiros-e-prioridade-governamental/

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

GOVERNO GENEROSO




Brasil perdoa 1 trilhão de reais em dívidas de grandes donos de terras*

No Brasil, 1% das propriedades rurais ocupa quase metade das áreas agrícolas e de pecuária, e esses grandes proprietários devem para a União quase 1 trilhão de reais em impostos.

De todas as propriedades rurais no Brasil, 1% delas ocupa quase metade das áreas agrícolas e de pecuária. Na outra ponta, metade das propriedades ocupa apenas 2,3%  das terras. É o que constata o relatório Terra Poder e Desigualdade na América Latina, elaborado pela OXFAM Brasil, entidade ligada à universidade de Oxford, na Inglaterra. A diretora da OXFAM Brasil, Katia Maia, diz que essa concentração de terra é muito ruim. “[ ... ]  você tem um processo histórico que vem concentrando a terra, e a terra  muito vinculada ao poder e a politica, sempre historicamente. E, quando se analisa o processo de reforma agrária no Brasil, vemos que o país nunca passou por um processo de reforma agrária profundo, que, tanto realizasse a distribuição da terra, como promovesse a capacitação e  destinasse incentivos, os investimentos e o apoio necessário  para o crescimento, ou, no mínimo, a estabilização daqueles que recebem as terras”, analisa ela.

Além da concentração de terras, os grandes proprietários também são privilegiados pelo governo e pelos poder legislativo, graças aos fortes lobbys e a bancada ruralista. O documento constata que a carga tributária recolhida pelo imposto sobre a propriedade rural, o ITR, foi de apenas 0,9 dos impostos em 2014. Além disso, a pesquisa mostra que 4 mil pessoas físicas e empresas donas de terras, devem 906 bilhões de reais para União. Mas tem mais, uma medida provisória do governo Temer, de número 733 (sancionada e transformada na lei  nº 13.340/2016)** dá descontos de 60 à 95% das dívidas.  Sancionada em setembro passado, a lei exclui as dívidas de menos de R$ 15 mil.

Kelly Maforte, da coordenação do MST diz que ”estamos falando de uma dívida absurda, vergonhosa, que se fosse revertida aos cofres públicos, poderia assentar pelo menos 200 mil famílias ou até mais que isso”.  O estudo também constatou que a desigualdade de gênero também está presente no campo, as mulheres estão a frente de apenas  12% das propriedades, e controlam somente 5,5%  das áreas rurais, afirma a OXFAM.

Katia Maia considera importante a desconcentração da posse de terra através de programas de reforma agrária. “A retomada da reforma agrária, como uma política prioritária para o desenvolvimento da agricultura e também para o tema da justiça social, é um aspecto importante para o Brasil. Outro aspecto que nos preocupa muito, são as medidas do novo governo em relação à agricultura familiar e a importância da manutenção de programas criados a partir da luta dos movimentos sociais, como o Programa Nacional da Agricultura Familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa de Merenda Escolar, todos eles programas que vinculam a alimentação local das comunidades à produção agrícola daquela localidade”, relata ela.



* Editado
**Mais detalhes em http://www.afbnb.com.br/noticias_detalhes.php?cod_noticia=14787 e http://direitorural.com.br/blog/sancionada-a-mp-733-agora-lei-n-13-3402016/


Fonte: http://falandoverdades.com.br/2017/01/14/o-pais-quebrado-pelo-pt-perdoara-1-trilhao-em-dividas-de-grandes-donos-de-terras/