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segunda-feira, 18 de julho de 2016

LEI DA MORDAÇA



MBL após impeachment apóia reacionária Lei da Mordaça a professores

Por Almir Cezar Filho*, da Redação.


O tal Movimento Brasil Livre (MBL), campeão liberal na campanha pró impeachment de Dilma e combate a corrupção dos políticos do PT, sem nada pra "fazer" diante do "honesto" governo Temer (PMDB/PSDB/Centrão), ataca agora apoiando o reacionário projeto de lei da Mordaça aos professores, eufemisticamente chamado de "Escolas Sem Partido".
Nada mais antiliberal do que atacar a 'liberdade de cátedra', um dos direito fundamentais assegurado na Revolução Francesa. Para piorar se alinham com o que há de mais conservador e reacionário na política e sociedade civil brasileira, como os fascistas Bolsonaros e os fundamentalistas religiosos Malafaias.
Deprimente, mas não surpreende. Os liberais brasileiros historicamente sempre agiram assim. Não à toa que desde D. João VI liberais tentam quimeras ideológicas fundindo pervertidamente A Riqueza das Nações de Adam Smith com a Bíblia. "Livre comércio como parte do Plano da Providência"; "Mão Invisível que prepara o Restabelecimento, não só da Ordem Civil, mas também da Ordem Cosmológica".
Os liberalecos querem acabar com a liberdade de cátedra dos professores, pois justamente a Educação e a Ciência podem se contrapor a doutrinação dadas pelas igrejas, famílias alienadas e televisão; a massa de cidadãos esclarecidos pode se insurgir contra a privataria, às contrarreformas em direitos sociais, etc.
Mas esse oportunismo é burro. Um liberal clássico brasileiro como Tavares Bastos condenaria. Todas as pretensões góticas do fanatismo religioso podem se virar contra eles. Por outro lado, apesar de vantajosa a proibição de ensinar Ciências em base a paradigmas e escolas do pensamento que não são favoráveis ao programa político e econômico adotados por eles, não se pode esquecer que muito do que lhes é favorável agora também pode ser encarado como "perigoso" ou ao menos de "heterodoxa" quando se consolidar a nova ortodoxia que a ditadura do pensamento único imporá.
A liberdade de cátedra, o laicismo e o secularismo são garantias inclusive para os Liberais. Triste é o país cujas liberdades democráticas básicas da sociedade de forma burguesa são justamente atacadas por àqueles que deveriam ser seus campeões.
Resta aos socialistas e aos marxistas a defesa das liberdades democráticas, para nós e para eles.


(*) Economista e codiretor da ANotA.

Fonte: http://agencianota.blogspot.com.br/2016/07/mbl-apos-impeachment-apoia-reacionaria.html

quinta-feira, 21 de abril de 2016

PEPE MUJICA E O BRASIL



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

COMUNICAÇÃO



Democracia na comunicação e necessidades revolucionárias – parte III


Conforme afirmamos nos dois artigos recém publicados neste espaço (AQUI e AQUI), a democratização da comunicação possui grande potencial revolucionário, na medida em que o aparelho ideológico é um dos sustentáculos básicos da estrutura capitalista (os outros são o Estado burguês e as grandes empresas privadas). Nas transformações – dialéticas – necessárias para a mudança de sistema, então, o desmonte do sustentáculo ideológico – mídia, igrejas, educação formal, etc – é condição sine qua non, e, já que a comunicação é uma necessidade humana – e um direito usurpado – é preciso reconstruir o aparato midiático a partir de uma orientação popular, democrática, horizontal e plural.
A inversão do modelo midiático e as ações que convergem em sua direção (como explicitadas no artigo mais recente) faz-se necessária não apenas enquanto instrumento de transformações mais profundas no âmbito nacional, mas também como pressuposto de qualquer luta internacionalista séria.

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Temos visto recentemente na América Latina a ascensão de governos de esquerda e centro-esquerda. Estes – em cada uma de suas ações progressistas –, e aqueles – em todos os seus movimentos – são atacados de forma visceral pela mídia dominante. Falo especificamente do Brasil, mas o conceito pode ser generalizado sem grande prejuízo de exatidão. O capitalismo moderno é fundamentalmente internacional, determinados padrões são seguidos globalmente, e a orientação da mídia burguesa hegemônica pouco difere de um lugar para o outro. Sua função é a mesma: a conservação do poder oligárquico através da alienação, do afastamento do povo em relação à realidade objetiva que o cerca.
Os exemplos dos governos de Hugo Chávez, na Venezuela, Evo Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador, são os mais recentes, mas Cuba, assolada pelo criminoso bloqueio econômico estadunidense desde 1962, sofre também desde lá com um bloqueio igualmente agressivo, venenoso e danoso: o bloqueio midiático. Agressivo, venenoso e danoso não só a Cuba, mas a todas as nações do mundo, a todos os povos do planeta, atingidos em seu direito à informação, ao conhecimento e à realidade – e à ação sobre ela.
Revoluções não podem ser exportadas, mas o exemplo internacional de transformações ajuda a desnaturalizar a realidade, ajuda a entendê-la como cultural, histórica, e passível das mudanças que a humanidade desejar, sejam elas quais forem. O conhecimento sobre realidades diferentes, sobre lutas populares travadas em todo o mundo, servem diretamente às causas nacionais, como estímulo, como demonstração de que utopias são diferentes de ilusões. Utopias são situações ainda não alcançadas, mas alcançáveis, que podem vir a ter lugar na História. Em alguns lugares, certas utopias já foram alcançadas, e outras estão mais próximas de realizarem-se por conta do entendimento de que podem efetivar-se desde que atuemos de forma organizada nessa direção. É essa possibilidade de mudança que a mídia oligárquica quer esconder quando mente, distorce ou omite informações sobre o que se passa à nossa volta.
Em momento algum Cuba desrespeitou a soberania estadunidense ou as escolhas de qualquer povo do mundo. É atacada – inclusive pela mídia hegemônica – não por ser uma ameaça direta, mas por configurar uma ameaça simbólica enquanto exemplo de que tudo pode ser diferente, especialmente nos países subdesenvolvidos. A trajetória da Revolução Cubana e mesmo de Cuba pré-59 deixa à mostra os males causados pelo capitalismo nas relações internas e por sua expressão internacional, o imperialismo, ao mesmo tempo em que explicita as soluções e os avanços decorrentes da soberania nacional e popular, as transformações possíveis quando o povo toma em suas mãos os rumos de seu país. Algo semelhante acontece na Venezuela, na Bolívia e no Equador, e, em menor grau, na Argentina – por exemplo com a Ley de Medios.
No mesmo sentido mas com direção oposta caminha costumeiramente a cobertura relacionado ao aparato estatal capitalista. Nas Ditaduras Militares que se espalharam pela América Latina nos anos 1960 e 70, por exemplo, a mídia dominante foi importante instrumento de sustentação de regimes políticos que sequestraram, torturaram e assassinaram enquanto suas práticas econômicas contribuíam para o quadro de pobreza que veio a ter seu auge no período neoliberal dos anos 1990. Também novos golpes das oligárquicas incomodadas por avanços populares, golpes abertos ou “brancos”, como em Honduras e no Paraguai, a mídia corporativa local e internacional cumpre o papel de referendar os governos golpistas e omitir os interesses estrangeiros constantemente envolvidos nessas situações. O mesmo aconteceu no golpe sofrido por Hugo Chávez na Venezuela em 2002, prontamente derrotado pela mobilização popular apesar da participação direta da mídia privada venezuelana na tentativa de derrubada do presidente.
A sensação – real – de pertencimento confere aos oprimidos um maior potencial de luta na medida em que a revolta latente ganha consistência e, com a identificação com o coletivo – os trabalhadores – rompe o isolamento e enterra o constrangimento de se sentir sozinho, isolado na indignação.
Ao mesmo tempo em que bloqueia as informações sobre os avanços populares pelo mundo, a mídia oligárquica procura criar falsas rivalidades e fortalecer as já existentes, escondendo o fato de que a mesma opressão sofrida pelos trabalhadores aqui também é vivida logo ali, dividindo a humanidade entre países “distantes” quando, na realidade, a maior distância está entre opressores e oprimidos de todo o mundo.
A partir de todas essas observações, fica clara mais uma situação que torna tão urgente a democratização da comunicação onde esta puder acontecer e o enorme potencial revolucionário desse tipo de transformação. A construção de revoluções nacionais passa pela consciência do internacionalismo revolucionário e pela noção de que o isolamento reduz a possibilidade de aprofundamento de mudanças em qualquer país, enquanto a multiplicação de revolucionários e revoluções leva a um efeito cascata, desde que as informações sobre os avanços consigam circular.

 Fonte: http://jornalismob.com/2013/01/09/democracia-na-comunicacao-e-necessidades-revolucionarias-parte-iii/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

COMUNICAÇÃO



Democracia na comunicação e necessidades revolucionárias – parte II

 


Destacamos, no artigo anterior, a possibilidade de utilizar a democratização da mídia como um caminho revolucionário. Entendemos que este eixo – o aparato ideológico e, mais especificamente, a comunicação – dialoga com outros dois (o Estado burguês e as grandes empresas privadas), enquanto sustentáculo de um sistema que precisa ser derrubado, e é por isso que precisa ser atacado e radicalmente modificado. É a desconstrução dialógica destes três eixos e sua reconstrução sob outros paradigmas – Estado, empresas e comunicação controlados pelo povo – a mais profunda motivação das lutas pela democratização da mídia.
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Dito isso, como, então, atacar a esse eixo comunicacional / ideológico / discursivo? E como reconstruí-lo? Trata-se, novamente, de movimentos dialógicos, dinâmicos e dialéticos, entre o trabalho de produção informativa nas bases e a crítica ao discurso alienante – afastado da realidade – da mídia dominante; entre a organização da mídia contra-hegemônica e seu fortalecimento, e a pressão sobre o governo federal no sentido de atuação estatal nos aspectos legais e institucionais – incluindo a redistribuição total das verbas de publicidade; e, finalmente, entre a destruição do modelo midiático atual, oligárquico, autoritário e excludente, e a construção de um novo modelo, popular, democrático e plural.
Em relação à dinâmica trabalho de produção informativa nas bases x crítica ao discurso alienante da mídia dominante, é uma questão de orientação ética e de percepção de mundo que deve nortear o trabalho da mídia contra-hegemônica. Comunicadores independentes ou veículos alternativos que trabalham apenas por seu próprio fortalecimento nada têm de contra-hegemônicos, na medida em que apenas reproduzem, em um grau menor e com menos potencial, as práticas da mídia oligárquica. Mesmo que as informações prestadas dialoguem com a realidade de forma mais próxima, e mesmo que o discurso esteja coberto por uma capa alternativa ou de esquerda, não se pode ser efetivamente contra-hegemônico – e, por conseguinte, de esquerda – sem ir além do próprio umbigo, sem pensar a comunicação de forma solidária e sem perceber que não adianta produzirmos nossas próprias informações se todos não têm o mesmo direito.
O segundo diálogo que apresentamos aqui como fundamental se dá na dualidade organização da mídia contra-hegemônica x pressão sobre o governo federal. Ao mesmo tempo em que é preciso construir linhas de unidade em direção ao fortalecimento da mídia alternativa, não se pode perder de vista a necessidade de exercer constante pressão sobre as entidades e os personagens políticos responsáveis por agir diretamente sobre o modelo midiático.
A unidade na diversidade é fundamental, pois algumas pautas e objetivos são comuns, incluindo a “questão da mídia”, o que desemboca na construção de debates a respeito dessa temática e na atuação conjunta de pressão e exigência, por todos os meios, de absorção dessa pauta pelo governo federal e pelas demais instâncias dos poderes representativos – Executivo e Legislativo – e de entendimento, pelo Judiciário, da necessidade de mudanças profundas para que a democracia possa avançar. Essas pressões serão melhor exercidas se conseguirmos construir unidade, sem perder a rica diversidade que os vários meios de comunicação alternativos podem e devem apresentar – construindo pontes entre as realidades específicas com o sentido de enxergar e jogar luz sobre a realidade geral da mídia contra-hegemônica, da conjuntura midiática, e da sociedade como um todo.
O último ponto que levantamos foi a dialética destruição do modelo midiático atual, oligárquico, autoritário e excludente x construção de um novo modelo, popular, democrático e plural. Conforme afirmamos na descrição do último ponto, é preciso também aqui lembrar a importância de unir o específico ao geral, quer dizer, construir a percepção de que, concomitantemente à tarefa de informação e produção de conteúdo factual ou de reportagem, deve-se manter viva a visualização de que o problema do jornalismo e da comunicação atual não é apenas de conteúdo, mas de orientação geral, ou seja, não é específica e casual, mas fundamentalmente estrutural. É a prática geral, o modus operandi, o habitus o que acaba por formular o discurso elitista, alienante, omisso e mentiroso da velha mídia. E esse modus operandi não tem outra origem que não o modelo vertical e autoritário em que está organizada a comunicação. O discurso é apenas a ponta do iceberg, para usar uma imagem óbvia, mas eloquente.
Então, ao mesmo tempo em que se busca formas de destruição do atual modelo, é impreterível construir um novo paradigma para tornar-se a base sobre a qual se assente a nova mídia. E esse novo paradigma tem de ser oposto ao velho, ou seja, popular, democrático e plural, passando por uma mídia comunitária forte, assim como por uma mídia sindical atuante e unitária e outros setores de mídia popular igualmente representativos.
Para construir caminhos – e caminhar – em direção à democratização da comunicação como práxis revolucionária, são basilares os três pontos de diálogo referidos acima, como também é fundamental o diálogo imediatamente superior, entre os três pontos. São, todos eles, condições para que a substituição do velho modelo midiático não seja interrompida ou corrompida em favor de uma mudança parcializada e incompleta, e, como tal, insuficiente para as necessidades revolucionárias que se apresentam.

FONTE: http://jornalismob.com/2013/01/08/democracia-na-comunicacao-e-necessidades-revolucionarias-parte-ii/

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

COMUNICAÇÃO


Democracia na comunicação e necessidades revolucionárias

 


Podemos identificar três eixos básicos de sustentação da hegemonia das classes dominantes, hegemonia esta que mantém os trabalhadores alienados do produto de seu trabalho e da realidade mais profunda das causas históricas e atuais da opressão que sofre. E é na transformação dialética – concomitante e dialógica – desses três eixos que reside a possibilidade de mudança nas injustas e violentas estruturas da sociedade atual.
Revoluçao
O primeiro desses eixos é o Estado tal como se apresenta – assim foi construído – neste momento histórico. Um Estado controlado pelos especuladores e por conglomerados internacionais, imediatamente seguidos pelas grandes empresas nacionais; um Estado que, ao invés de atuar como um contrabalanço que reduza a situação de exploração, em defesa dos trabalhadores e das inevitáveis vítimas do sistema, posiciona-se ao lado dos opressores, e usa de suas instituições – a polícia, em especial – não para atacar a pobreza, mas para atacar os pobres.
O segundo eixo é a “empresa”, o que na situação atual quer dizer basicamente empresa privada, voltada apenas ao lucro, obtido através da exploração feroz da mão de obra trabalhadora. A “empresa” não é o pequeno negócio, que luta para sobreviver, mas justamente seus grandes inimigos: os conglomerados, as grandes corporações, representadas fundamentalmente por empreiteiras, fábricas de automóveis, indústria farmacêutica, indústria armamentícia, etc.
O terceiro eixo, e é este o que aqui, de acordo com as propostas deste artigo, mais nos interessa, é o aparelho ideológico: as igrejas, a indústria cultural, a educação formal e os grandes meios de comunicação – grandes enquanto empresas, não enquanto meios de comunicação, e aqui cabe destacar que é também a partir de seu caráter de “empresa”, mas de empresas especiais, que se organizam alguns dos instrumentos do aparelho ideológico da dominação.
A modernização do capitalismo tem levado à constante adaptação do Estado às novas necessidades exigidas dele como aparelho de sustentação. A social democracia é o exemplo mais bem acabado, e talvez ainda mais o seja a social democracia brasileira representada pelos três primeiros governos do PT no nível federal. Fenômeno semelhante acontece com as empresas, que respondem com perspicácia às novas necessidades e às novas exigências dos trabalhadores: a “qualidade no trabalho” é algo cada vez mais constante nos discursos e nas cartilhas, ainda que a precarização esteja presente em diversos setores da economia de forma extremamente agressiva e de forma menos aparente quando se fala, por exemplo, em contratos de pessoas jurídicas para contratação de pessoas físicas.
Ainda assim, esses obstáculos à transformação estrutural – o Estado tal como hoje se apresenta e as grandes empresas privadas – poderiam ser mais facilmente atacados através da apropriação, pela maioria da população, da realidade objetiva que a cerca, sem liberdade, sem autonomia, sem direito ao produto do próprio trabalho, sem poder de decisão e de expressão. E isso só pode acontecer a partir da refundação dos espaços de comunicação. Daí a importância de democratizar-se a comunicação, de destruir o atual modelo excludente para construir um novo modelo inclusivo, democrático, horizontal e popular.
O aparelho ideológico dominante foi o que mais modernizou-se com a modernização do capitalismo, foi o que mais aperfeiçoou-se para continuar oferecendo doses diárias de alienação – de afastamento do conhecimento da realidade e, como consequência obvia, da intervenção sobre ela. A mídia oligárquica constrói consensos, transforma conceitos forjados por ela própria em obviedades, traveste de natural o que é cultural e histórico e, como tal, transformável pela ação dos homens. E não faz isso sob a égide de um jornalista, de um editor, mas de um modelo que, tal como foi formado e do modo como está distribuído, só pode atuar dessa forma e com essa consequência: a manutenção da divisão e da apatia nos setores sociais potencialmente transformadores.
Uma revolução – entendida como mudança nas estruturas políticas, sociais e econômicas – não se faz de uma hora para outra, mas com a tomada de consciência da existência de condições objetivas – exploração econômica, opressão política – e, assim, com a criação paulatina de condições subjetivas – noção de classe e vontade de modificar as condições objetivas identificadas. Um dos avanços fundamentais, nesse sentido, é a mudança do modelo de mídia.
Com uma mídia democrática, horizontal e plural, mais e mais informações passam imediatamente a circular e a realidade aproxima-se das pessoas e aproxima uma das outras. Ao mesmo tempo, a participação do povo organizado em espaços midiáticos constrói cidadania, pois trabalhando coletivamente e formulando informações sobre sua própria realidade os indivíduos também se veem obrigados a refletirem sobre ela e, consequência da união entre reflexão e formulação, também atuam sobre essa realidade, transformando-a e abrindo a possibilidade de novas transformações em outras estruturas. É por tudo isso que a mídia dominante e as oligarquias que ela representa temem tanto uma mudança no modelo de comunicação. E é exatamente por isso que precisamos construí-la.




FONTE: http://jornalismob.com/2013/01/07/a-democracia-na-comunicacao-e-as-necessidades-revolucionarias/#comment-15878