sexta-feira, 9 de maio de 2014

CHARGE





PÍLULAS DE ÓDIO FINAL (626x640)



























No traço de Rafael Balbueno, pílulas de ódio: medicamento midiático.

Publicado em http://jornalismob.com/2014/05/08/charge-pilulas-de-odio-medicamento-midiatico/
Acesso em 09/04/2014

quinta-feira, 8 de maio de 2014

ELIO RUSCH DIA DAS MÃES 2014





CULTURA CURITIBA




FCC divulga calendário das conferências setoriais

A Fundação Cultural de Curitiba (FCC) convida a comunidade artística para participar das conferências setoriais que acontecerão nos dias 6 (circo), 8 (música), 12 (literatura), 13 (artes visuais), 16 (dança), 14 (patrimônio) e 21 de maio (audiovisual). Na oportunidade serão escolhidos os delegados que representarão as linguagens na Conferência Municipal Extraordinária. Os encontros acontecerão na Casa Hoffmann das 18h30 às 20h30.

Com a realização da Conferência Municipal Extraordinária no final de maio, a intenção da FCC é encaminhar, no segundo semestre, para a Câmara Municipal, a Lei do Sistema Municipal de Cultura. A Conferência Extraordinária será precedida de conferências regionais, setoriais e conferências livres, para debates sobre o texto básico e eleição de coordenadores dos fóruns e delegados para a etapa final. O prazo para a realização das conferências setoriais vai até 25 de maio.

Segundo Elton Barz, assessor de Assuntos Institucionais da Fundação Cultural de Curitiba e coordenador da Conferência Extraordinária, a participação popular e democrática nas discussões é um dos aspectos importantes do processo. “A participação cidadã é um dos vértices do Sistema Municipal de Cultura. Quando concluído o processo, com a aprovação na Câmara Municipal de Curitiba, o nosso Conselho Municipal de Cultura será, além de consultivo, deliberativo e fiscalizatório. Teremos os marcos regulatórios do nosso sistema, como a constituição dos fóruns setoriais e regionais e a configuração dos nossos instrumentos de fomento e incentivo”, explica.

De acordo com Barz, o Sistema Municipal de Cultura será implementado como condição para Curitiba aderir ao Sistema Nacional de Cultura. “Temos um calendário definido até 2015, quando concluiremos nosso Plano Municipal de Cultura, que se constitui num documento de metas e diretrizes para as políticas públicas de cultura para um período de 10 anos”, afirma Barz.

Dentro do Sistema Municipal de Cultura uma parte importante é o Sistema Municipal de Financiamento da Cultura, que será debatido na Conferência Extraordinária. O Conselho Municipal de Cultura ficou responsável por esse estudo e criou uma comissão auxiliar para levantar novas propostas nesta área.

Calendário das Conferências Setoriais
Dia 06 de Maio – Circo
Dia 08 de Maio – Música
Dia 12 de Maio – Literatura
Dia 13 de Maio – Artes Visuais
Dia 14 de maio – Patrimônio
Dia 16 de Maio – Dança
Dia 21 de Maio – Audiovisual

Local – Casa Hoffmann
Horário – 18:30 às 20:30
Mais informações: 3213.7522 / 3213.7566

1ª Conferência Municipal Extraordinária de Cultura
CONSTRUINDO O SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA

29 de maio: Abertura da etapa final da Conferência Extraordinária
30 de maio: Debate do Regimento Interno da etapa final
31 de maio: Trabalho em grupo: Eixo 1- Implementação do Sistema Municipal de Cultura; Eixo 2 – Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Eixo 3 – Cidadania e Direitos Culturais; Eixo 4 – Cultura como Desenvolvimento Sustentável
1º de junho: Plenária Final

Foto: Sapato Furado - Orquestra de Gafieira no Teatro Paiol 
 
por Cido Marques© 2014 - Fonte: https://www.facebook.com/getulioguerra?fref=photo
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ADEMIR BIER DIA DAS MÃES 2014




domingo, 4 de maio de 2014

COMUNICAÇÃO



Pele vermelha, liberdade de imprensa é isso... 

 

Por Júlio Carignano

 

Pois bem sitiantes, o assunto é novamente imprensa. Gostaria de ser breve, mas são tantas datas que me confundo e me estendo: é dia de jornalista, do repórter, do comunicador, da imprensa e da liberdade dela. Dias atrás foram congratulações pelo Dia do Jornalista, momento que o "colaborador" se sente valorizado com tapinhas nas costas, bombonzinhos e as palavras orgulhosas de suas progenitoras.
Neste dia 3 de maio é lembrado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e no dia 7 de junho será a vez de "comemorarmos" o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa. Como essa "liberdade" pode variar de órgão para órgão, estado para estado e país para país, porque não termos um dia mundial e outro nacional. Só falta agora o estadual e municipal (sic).
Mas essa tal de "liberdade de imprensa" remete a reflexão, uma pulguinha atrás da orelha e uma pergunta ao estilo dos ancestrais tradicionais. Um deles diria: “liberdade de quem e para quem, cara pálida?”.
Confesso que realmente acredito no conto da liberdade de imprensa, ou melhor, "da imprensa", afinal a mídia tradicional está cada vez mais livre, leve e solta para dizer o que bem entender, inclusive para difamar quem quiser e quando quiser, livre também para - quando necessário - omitir e manipular.
A imprensa é livre para promover censura prévia aos seus "colaboradores" por meio de pautas com conteúdos regidos pelo departamento financeiro e comercial; livre para promover monopólios e oligopólios, fazer propriedade cruzada, contratos comerciais e acordos publicitários antiéticos com governos municipais, estaduais e federal.
Temos liberdade de imprensa para promover preconceito, seja ele de credo, gênero, raça, sócioeconômico ou de orientação sexual. Há liberdade para - em nosso estado laico - praticarmos proselitismo religioso para sustentação financeira de grandes igrejas por meio de concessões públicas de rádio e televisão.
Liberdade de imprensa que também passa pelas facilidades dessas concessões estarem nas mãos de grupos econômicos e políticos, visto que em Brasília dezenas de congressistas detêm concessões, fora aquelas que estão nas mãos de seus "laranjas". Sem falar dos meios impressos que não precisam dessa “autorização previa”. Facilidade essa que se contrapõe a dificuldade burocrática àqueles que querem instituir uma rádio ou televisão comunitária.
Também temos a "liberdade" de não seguirmos o Capítulo V de nossa Constituição Federal, que versa sobre Comunicação Social, afinal vários itens ainda não foram regulamentados. Viram, querem coisa mais "libertária" que não seguirmos a constituição?...
Vejam o caso do artigo 220, em seu parágrafo 2º: "É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística". Já o parágrafo 5º traz: "os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio e oligopólio".

Por último o artigo 221, que fala sobre a produção: "I - preferência a finalidade educativas, artísticas, culturais e informativas/ II - promoção cultural nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação/ III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística".
Enfim, depois de todas essas particularidades, não há como não acreditar no conto da liberdade da imprensa, afinal não precisa estar acompanhada de "liberdade de expressão". Não me espanta a mídia tradicional, os grandes meios de comunicação, fazerem oba-oba nessas datas comemorativas.
Respondendo a pergunta do ancestral acima: "liberdade de empresa é isso, pele vermelha".   
 
 
Postado pelo autor em http://sitiocoletivo.blogspot.com.br/2014/05/pele-vermelha-liberdade-de-imprensa-e.html

sexta-feira, 2 de maio de 2014

MÍDIA



ZERO HORA COMEMORA 50 ANOS E NOVO PROJETO GRÁFICO APRESENTANDO PEÇA DE FICÇÃO COMO REALIDADE

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Alexandre Haubrich
O jornal Zero Hora, que comemora 50 anos no dia 6 de maio, reformulou seu projeto gráfico a partir da edição desta quinta-feira, 1º de maio. Como parte da divulgação das mudanças, encartou cinco páginas duplas que destacam mudanças sociais que teriam ocorrido durante esse tempo. Com as peças gráficas, mostrou seu forte descolamento em relação à realidade das ruas. É claro que esse descolamento aparece diariamente em todos os veículos do Grupo RBS, que, encastelado em seu domínio alimentado com dinheiro público, tem como única missão verdadeira aumentar seus lucros.
Dentre as cinco peças publicitárias, a última é apenas o fechamento da ideia conduzida pelas demais. As quatro primeiras estão reproduzidas abaixo, seguidas por comentários a respeito de cada um dos temas ali retratados. Zero Hora pinta um mundo e um país maravilhosos e fantasiosos, virando as costas para a real situação da população. Constrói um discurso asséptico misturando afirmações construídas como apresentação do real com um objetivo puramente publicitário – e a clara demarcação que aparece dessas páginas como espaço de publicidade não anula a construção de discurso ali conduzida, que apresenta uma realidade fictícia como verdadeira. Há, claramente, um discurso de realidade nas frases da campanha. O corte de público do jornal, um público conservador de classe média, permite que, já que o importante é a venda e não a retratação do mundo, os problemas profundos sejam ignorados em peças como essas ou tratados de forma superficial – quando tratados – nos espaços noticiosos. Vejamos:
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De acordo com a pesquisa DataSenado de 2013, 57,9% das mulheres conhecem algum mulher que já sofree algum tipo de violência doméstica ou familiar. 18,6% das mulheres já sofreu algum tipo de violência doméstica ou familiar provocada por um homem. Desses agressores, 60,3% eram maridos / companheiros, 4,3% eram namorados, 12,9% eram ex-namorados, ex-maridos ou ex-companheiros.
Mas, para a Zero Hora, “casamento virou ser feliz”.
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Em 2013, 3,27 milhões de pessoas trabalhavam em condição de subemprego, recebendo menos de um salário mínimo ao mês. Também em 2013 a Comissão Pastoral da Terra apontou casos de trabalho escravo envolvendo 2.874 trabalhadores. De acordo comlevantamento da ONG Walk Free Foundation, 200 mil pessoas trabalham em condições de escravidão no Brasil, 29 milhões no mundo. Nas recentes obras visando a Copa do Mundo de futebol, já morreram oito operários.
Mas, para a Zero Hora, “trabalho virou fazer o que se gosta”.
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Segundo relatório da UNESCO divulgado no início de 2014, 22% dos alunos brasileiros saem da escola sem capacidades elementares de leitura e 39% não têm conhecimentos básicos de matemática. Além disso, a nível mundial, 250 milhões de crianças não conseguiram aprender o básico na escola primária e que um quarto da população jovem do mundo não é capaz sequer de ler parte de uma frase. Já o IBGE apontou em 2013 a existência no Brasil de 13,2 milhões de pessoas que não sabiam ler nem escrever, o equivalente a 8,7% da população total com 15 anos ou mais. Já os analfabetos funcionais são 27,8 milhões de pessoas, 18,3% dessa população.
Mas, para a Zero Hora, “aprender virou ter experiências”.
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Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2010, 42.844 pessoas morreram nas estradas e ruas do país. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, mais de 2 mil pedestres morreram apenas em 2011 vítimas de acidentes de trânsito apenas naquele estado. O número de internação de pedestres  naquele mesmo ano, em São Paulo, foi de 10.548. Os problemas relacionados ao transporte público foram ainda os principais motivadores da onda de protestos populares que teve seu auge em junho e julho de 2013.
Mas, para a Zero Hora, “transporte virou filosofia de vida”.
Imagens: Reprodução Zero Hora

FONTE: http://jornalismob.com/2014/05/01/zero-hora-comemora-50-anos-e-novo-projeto-grafico-apresentando-peca-de-ficcao-como-realidade/