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sexta-feira, 22 de março de 2019

MEIO AMBIENTE


Vitória proíbe agrotóxico que mais mata abelhas

Este é um dos inseticidas mais usados no mundo.
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A Câmara de Vereadores de Vitória, capital do Espírito Santo, aprovou o Projeto de 
Lei nº 102/2018, do vereador Fabrício Gandini (PPS), que proíbe o uso de agrotóxicos à base de neonicotinoide.
De acordo com o autor da proposta, o objetivo da proibição é impedir a morte de abelhas, visto que os agrotóxicos à base de neonicotinoide são extremamente letais para as colônias. Inclusive, este é um dos inseticidas mais usados no mundo -, o que não impediu todas as nações membros da União Europeia a também proibirem totalmente seu uso no início deste ano.
Um estudo recente sugere até que as abelhas estão ficando viciadas no neonicotinóide, que é uma classe de inseticida derivado da nicotina. “Eles descobriram que, embora as abelhas preferissem o alimento livre de pesticidas no início, com o tempo elas se alimentaram mais, exatamente, da comida com pesticidas”, afirma o estudo estudo produzido por uma equipe da Imperial College London e da Queen Mary University, ambas instituições britânicas.
Ainda segundo a pesquisa, as abelhas iam atrás dos alimentos com pesticidas mesmo quando as posições dos comedouros eram alteradas, sugerindo que elas conseguem detectar o pesticida dentro dos alimentos.
Em Vitória, um passo foi dado para reverter esse problema, enquanto há tempo. A lei já foi publicado no Diário Oficial.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

MEIO AMBIENTE



Cerca de 12 milhões de abelhas morrem contaminadas por agrotóxico no norte do RS



3 janeiro, quinta-feira, 2019 às 2:35 pm

Sul21 – Cerca de 200 colmeias, com uma população estimada de 12 milhões de abelhas, foram dizimadas nos últimos dias de 2018, na Linha Progresso, localizada no município de São José das Missões, região norte do Rio Grande do Sul. Seis famílias de apicultores tiveram perda total em suas colmeias, uma de suas principais fontes de renda. Segundo os agricultores atingidos, a causa da mortandade foi a utilização indevida de um inseticida a base de Fipronil, em uma lavoura de soja da região.
A aplicação desse inseticida teria ocorrido no final de dezembro e as abelhas começaram a morrer nos dias 30 e 31 de dezembro. O engenheiro agrônomo Mairo Piovesan, que trabalha na Emater, em São José das Missões, recebeu nos últimos dias relatos de pelo menos seis famílias atingidas pela mortandade de abelhas.
Os agricultores registraram o que ocorreu com fotos e vídeos que mostram milhões de abelhas mortas em torno das colmeias. Segundo Mairo Piovesan, o inseticida foi usado para o controle do tamanduá-da-soja. O uso desse produto, assinalou, é autorizado na cultura da soja, mas foi usado no mesmo tanque de pulverização com o herbicida glifosato, aplicado para a dessecação das plantas daninhas da soja, e acabo atingindo plantas de nabo forrageiro onde se encontravam as abelhas.
O uso do inseticida e do glifosato no mesmo tanque, para economizar na aplicação, é proibido pela legislação, destacou o engenheiro agrônomo. Segundo ele, pelas informações já obtidas, a morte das abelhas foi praticamente total em um raio de seis quilômetros do local da aplicação.



Só duas famílias perderam mais de 100 colmeias. (Arquivo pessoal)
“É difícil mensurar o valor da perda dessas colmeias. Só duas famílias perderam mais de 100 colmeias que representavam sua principal fonte de renda”, disse Piovesan. O prejuízo está sendo calculado e será juntado à investigação que os órgãos policiais estão conduzindo. A Patrulha Ambiental da Brigada Militar já esteve na área atingida para realizar uma vistoria e as famílias afetadas registrarão ocorrência na Policia Civil.
Até hoje, pelo que o engenheiro agrônomo tem notícia, esse problema ainda não havia acontecido nesta escala na região que tem na soja um de seus principais cultivos. A velocidade de contaminação de uma colmeia é muito rápida, explicou. Algumas poucas abelhas contaminadas bastam para contaminar toda a colmeia.
Em 2012, o Ibama sugeriu a reavaliação do uso de quatro agrotóxicos associados à morte de abelhas: Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil. A decisão do Ibama, na época, se baseou em pesquisas científicas e decisões tomadas por outros países, como a França, onde o Fipronil está proibido desde 2004.
Em 2013, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) emitiu um parecer desfavorável à continuidade do uso de inseticidas à base de Fipronil.
No Rio Grande do Sul, a mortandade de abelhas vem se agravando nos últimos anos. Em 2017, segundo a Câmara Setorial de Apicultura da Secretaria Estadual da Agricultura, cerca de 3 mil colmeias foram dizimadas no Estado. Na maioria dos casos, as mortes ocorreram por contaminação das abelhas com agrotóxicos.
 Fonte: Marco Weissheimer – Sul21

Mais: https://www.extraclasse.org.br/exclusivoweb/2019/01/mortandade-de-abelhas-esta-ligada-a-agrotoxicos/?fbclid=IwAR2_8mVnxfipFS06WLzN83v904_SINXGlf4cCb8wQUP11eqdiIlgPvG0RR4

sábado, 17 de novembro de 2018

ABELHAS



RIO — O mel é o produto mais visível dos préstimos oferecidos de graça pelas abelhas. Mas, muito além de adoçar nossos alimentos, elas conseguem também adoçar o PIB agrícola brasileiro. Isso porque, dos 141 tipos de culturas agrícolas do país, 85 dependem de polinização por animais, principalmente abelhas. E um estudo da Universidade de São Paulo (USP) estimou que esse serviço prestado de graça gera uma economia de US$ 12 bilhões por ano à agricultura no Brasil.
Este é um dos dados revelados pelo "Primeiro Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos", lançado nesta quinta-feira, às vésperas da conferência mundial sobre biodiversidade, a COP-14, que acontecerá entre os dias 13 a 29 em Sharm El-Sheik, no Egito.
Elaborado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), que reúne alguns dos maiores especialistas do país no assunto, o diagnóstico aponta desafios e, sobretudo, oportunidades da exploração sustentável da diversidade.

O Brasil abriga 20% da biodiversidade da Terra, ainda tem 40% de sua cobertura vegetal e dispõe de 55 milhões de hectares de terras degradadas pela pecuária que poderiam ser revertidas em plantações, evitando novos desmatamentos, destaca o engenheiro florestal Fábio Scarano, um dos coordenadores da BPBES e presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS).
— Temos uma galinha dos ovos de ouro, e até agora só perdemos oportunidades. Está na hora de mudar o jogo — acredita Scarano.
No jogo está, por exemplo, a morosidade na discussão da ratificação do Protocolo de Nagoia, no Congresso Nacional. O protocolo existe há quatro anos e é o acordo global que regula a repartição dos benefícios da biodiversidade. O Brasil discorda de alguns pontos, mas não desata o nó que dificulta negócios baseados em produtos da biodiversidade.

Também coordenador da BPBES, o biólogo Carlos Joly destaca que a principal causa de perda de biodiversidade no país é o uso errado do solo. As mudanças climáticas também exercem grande influência.
— São as atividades humanas os principais vetores de perda de biodiversidade, seja por perda de habitat, por poluição, por demanda de exploração — afirma ele. — E a realização desse "Primeiro Diagnóstico" confirma que esse cenário vem se acentuando no Brasil de maneira muito rápida, talvez porque sejamos justamente o país com a maior diversidade do planeta.

Mudança de paradigma

O relatório destaca que é preciso uma mudança de paradigma, para que a sociedade civil e os tomadores de decisão passem a entender o desenvolvimento ecológico como parte do desenvolvimento social e econômico.
— A biodiversidade é percebida geralmente como um obstáculo ou no máximo um apêndice ao processo de desenvolvimento quando, na verdade, constituem a base de ganho de competitividade em um ambiente global — ressalta Mercedes Bustamante, também coordenadora da BPBES e reconhecida por seus trabalhos sobre o Cerrado.
Segundo ela, duas iniciativas importantes são o estímulo ao cumprimento das leis ambientais já existentes e a incorporação de serviços ecossistêmicos nas políticas de desenvolvimento do país.
A ideia é que o relatório sirva como base para que os governos federal e estadual e o Congresso Nacional recém-eleitos tomem decisões. É isso, ao menos, o que os cientistas esperam.

— Espero, sinceramente, que os que ocupem os cargos de gestão do governo respeitem a Constituição, para pelo menos o cenário não piorar — diz o engenheiro florestal Fábio Scarano. — Mas acredito que não precisamos depender só do governo também. A mudança que vem de baixo para cima pode ter muita força. A organização dos cidadãos, de ONGs e de empresas pode fazer muito, atuando como contrapesos.

Remédios e cosméticos

O país tem, segundo o diagnóstico, mais de 245 espécies de plantas empregadas em produtos cosméticos e farmacêuticos e 36 registradas como fitoterápicos. Com maior investimento, poderia ter muito mais, destaca a pesquisadora Mercedes Bustamante.
Desse bioma vem um caso de sucesso, indicador do potencial nativo. É de lá a fava d’anta, árvore de cujas vargens se extrai quercetina. Esta é a base da rutina, usada em drogas para retardar o processo de envelhecimento e melhorar a circulação do sangue. O Brasil exporta rutina para 36 países, sendo o laboratório Merck o maior comprador. Em 2017, foram exportados US$ 967.657,00 de rutina proveniente de Maranhão e Piauí.
Bustamante destaca ainda o valor alimentício das plantas nativas. O diagnóstico mostra que 469 espécies de plantas são cultivadas em sistemas agroflorestais. E as frutas brasileiras são as de maior teor de vitaminas A (buriti) e C (camu-camu) do mundo.

— Temos o maior potencial do planeta para melhorar a quantidade e a qualidade dos alimentos e há ainda muitas espécies sequer exploradas — diz Bustamante.

Uma nova espécie a cada três dias

O melhor exemplo de sucesso vem da Amazônia. É o açaí, cujo cultivo hoje está atrás somente da pecuária e da exploração de madeira no Pará. O açaí é o exemplo mais importante do uso sustentável da biodiversidade, afirma o climatologista Carlos Nobre, que desenvolve o projeto Terceira Via Amazônica sobre o valor econômico da exploração sustentável da floresta em pé.
De tão vasta a biodiversidade permanece até agora incalculável. Na Amazônia, o projeto de Nobre se debruça, por exemplo, sobre aplicações farmacêuticas e industriais de moléculas de espécies nativas de micro-organismos, plantas e animais e diz que “em média, uma nova espécie é descoberta a cada três dias”, o que demonstra que o número das ainda não identificadas é colossal.

Soja, café e até tomate dependem da polinização

O adjetivo "colossal" se adequa ao trabalho realizado pelas abelhas no campo. Espécies brasileiras se adaptaram a culturas originárias de outros países, caso da soja, do algodão, do café e do tomate. Hoje os cultivadores daqui mantêm uma relação umbilical com as abelhas sem ferrão.
A soja, o motor do PIB agrícola, depende das abelhas para produzir flores e, assim, grãos. A soja se torna mais produtiva graças aos polinizadores, diz Bustamante. Mesmo as plantas que se autofecundam, caso do tomate, não dispensam os préstimos de espécies nativas de abelhas, observa ela.

Outro que não vive sem uma abelha em sua vida é o café, acrescenta Scarano.  Segundo ele, o café não frutifica sem a polinização por uma espécie de abelha brasileira, do grupo das meliponinas ou abelhas sem ferrão. Mas esta abelha pode estar extinta até 2030, diz Scarano.
— O café dá a dimensão da urgência de garantir a sustentabilidade da biodiversidade — frisa ele.
Urgência não apenas no que diz respeito a alimentos e fármacos, mas também à energia. Um dos destaques do diagnóstico são as usinas hidroelétricas, fontes de dois terços da energia elétrica consumida no país. Elas precisam de água e esta depende da integridade de ecossistemas, especialmente os florestais, afirma o documento.
A urgência se explica não apenas pelo avanço do desmatamento, mas pela constatação de que 40% da cobertura vegetal do Brasil estar concentrada em 400 municípios (o equivalente a 7% do total do país) onde estão 13% da população que vive na pobreza.
— A pobreza é um dos vetores do desmatamento. Mas a biodiversidade pode oferecer formas de gerar renda mais lucrativas e sustentáveis do que a derrubada da floresta. O sucesso do açaí na Amazônia ilustra isso. É mais questão de vontade e estratégia política — afirma Scarano.

Os números da biodiversidade

O "Primeiro Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos", documento lançado nesta quinta-feira e elaborado por mais de 120 autores — entre pesquisadores, gestores ambientais e tomadores de decisão —, compila uma série de dados sobre a biodiversidade brasileira. Seguem abaixo alguns dados de destaque:

- O território nacional abriga cerca de 42 mil espécies de vegetais, 9 mil espécies de animais vertebrados e 129 mil invertebrados conhecidos.
- O Brasil exporta mais de 350 tipos de produtos agrícolas, e a agricultura familiar produz 70% do que os brasileiros comem e bebem.
- Das 141 culturas agrícolas analisadas no Brasil, 85 dependem de polinização por animais.
- O país é o terceiro maior país exportador de produtos da silvicultura, responsável por 3,64% do volume total do mercado global.
- Cerca de 80 famílias e 469 espécies de plantas são cultivadas em sistemas em sistemas agroflorestais no Brasil.
Colaboração: Rafhael Fumagali
Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/biodiversidade-galinha-de-ovos-de-ouro-desperdicada-no-brasil-mostra-relatorio-23220249?fbclid=IwAR1UdTuPPRO_aA086eYeCNH2GGZ65czWdf7l4-BO7E_7hC_T0Xo6kNFwlyg

terça-feira, 27 de setembro de 2016

A IMPORTÂNCIA DAS ABELHAS


AS ABELHAS E NOSSA COMIDA


Em alguns lugares do planeta, as abelhas têm sumido e gerado um colapso na produção de alguns alimentos. De forma direta ou indireta, mais de 70% da alimentação humana dependem diretamente da polinização e, logo, das abelhinhas. Por isso, respeitá-las e preservá-las é dever de todos. Caso contrário, a população mundial morrerá de fome ou perderá a grande diversidade de alimentos.
Traga as abelhas para perto do seu jardim, horta ou pomar:

LISTA DE FLORES ÚTEIS PARA ABELHAS

A maioria ocorre na natureza, outras podem ser plantadas e florescem rapidamente, como o beijo, a maria-sem-vergonha e a coroa-de-cristo. Esta última não pode faltar, pois as abelhas jataís encontram nela néctar, pólen e própolis. Os meses de florescimento são aproximados, pois variam com o comportamento do clima. 

Alfafa-do-campo (Stylosanthes scabra) (abril) 
Alfinete (Sirene armenia) (janeiro a março) 
Arnica-brasileira (Solidago chilensis) (junho a setembro) 
Aroeira-branca (Lithraea molleoides) (setembro) 
Aroeira- vermelha (Schinus therebentifolius) (dezembro) 
Arruda (Ruta graveolens) (agosto a setembro) 
Assapeixe (Vernonia polyanthes) (julho a agosto) 
Astrapéia (Dombeya burgessiae) (abril a julho) 
Astrapéia-rosa (Dombeya wallichii) (julho a agosto) 
Azaléia-lilás (Rhododendron indicum) (abril a julho) 
Azaléia-rosa (Rhododendron indicum) (agosto a setembro) 
Babosa-de-flor-rosa (Aloe arborescens) (janeiro) 
Beijo (Impatiens balsamina) (abril a junho e outubro a dezembro) 
Bico-de- papagaio (Euphorbia pulcherrima) (abril a julho) 
Calabura (Muntingia calabura) (outubro a dezembro) 
Cambará-roxo (Eupatorium squalidum) (fevereiro a março) 
Catinga-de-mulata (Iboza riparia) (junho a julho) 
Charão (Toxicodendron verniciferum) novembro) 
Chocalho (Crotalaria pallida) (março a maio) 
Cóleos – vários (Coleus spp) janeiro a março) 
Confete (Lagerstroemia indica) (dezembro) 
Coreópse (Coreopsis grandiflora) (agosto a janeiro) 
Coroa-de-cristo (Euphorbia milii var. splendens) (janeiro a dezembro) 
Coroa-de-cristo-grande (Euphorbia milii var. milli (janeiro) 
Cravo-do-campo (Senecio brasiliensis) (agosto a outubro) 
Cróton - vários (Croton spp) (setembro a fevereiro) 
Dália – várias (Dahlia spp) (abril a maio) 
Dietes (Dietes vegeta) (julho a novembro) 
Espiguinha (Mimosa daleoides) ((janeiro a fevereiro) 
Esponjinha vermelha (Calliandra twedii) (janeiro a dezembro) 
Esporinha (Delphinium sp) (julho a novembro) 
Eupatório-roxo (Eupathorium macrocephalum) (janeiro a maio) 
Feijão-de-praia (Sophora tomentosa) (agosto a março) 
Fumo (Nicotiana tabacum) (dezembro a abril) 
Funcho (Foeniculum vulgare) (dezembro a março) 
Grevílea (Grevilea banksii) (janeiro a dezembro) 
Guaco-liso (Mikania cordifolia) (julho a agosto) 
Guanxuma (Sida rhombifolia) (dezembro a março) 
Guiso-de-cascavel (Crotalaria lanceolata) (janeiro a março) 
Jasmim-estrela (Jasminum azoricum) (novembro a janeiro) 
Lanceta (Eclipta alba) (janeiro a fevereiro) 
Laranjeiras, limoeiros, tangerinas (Citrus spp) (setembro a outubro) 
Madressilva (Lonicera japonica) ((setembro a outubro) 
Malmequer (Aster laevis) ((outubro a novembro) 
Mangueira (Mangifera indica) (julho a setembro) 
Margaridão amarelo (Tithonia speciosa) (abril a maio) 
Manjericão (Ocimum sellowii) (novembro a junho) 
Maria-sem-vergonha (Impatiens sultanii) (janeiro a dezembro) 
Murici (Byrsonima intermedia) (novembro a junho) 
Muçambê (Cleome spinosa) (novembro a dezembro) 
Onze-horas (Mesembryantemum spectabilis) (outubro a dezembro) 
Orégano (Origanum vulgare) (dezembro a janeiro) 
Orelha-de-onça (Tibouchina holoserice) (novembro a janeiro) 
Palmeira-elegante (Archontophoenix cunninghamia) (fevereiro a junho) 
Pessegueiro (Prunus persica) (julho a agosto) 
Picão branco (Galinsoga parviflora) (julho a novembro) 
Pitanga (Eugenia pitanga) (julho a agosto) 
Primavera (Bougainvillea spectabilis) (setembro a novembro) 
Quaresmeira (Tibouchina granulosa) (janeiro a abril) 
Sabugueiro (Sambucus australis) (novembro a dezembro) 
Sálvia vermelha (Salvia splendens) (outubro a novembro; março a abril) 
Sensitiva (Mimosa pudica) (fevereiro) 
Serralha (Emilia sonchifolia) ((janeiro a dezembro) 
Sibipiruna (Caesalpinea peltophoroides) (setembro a outubro) 
Suínã (Erythrina speciosa) (junho a setembro) 
Tapete-inglês (Polygonum capitatum) (maio a junho) 
Tipuana (Tipuana tipu) (outubro a novembro) 
Tumbérgia (Thumbergia grandiflora) (dezembro a janeiro; abril) 
Vassourinha (Baccharis trinervis) (dezembro a janeiro) 
Vedélia (Wedelia paludosa) (outubro a abril) 
Violeteira (Durante repens) (outubro a maio)


Fonte: https://www.facebook.com/apisflora/posts/1439629882730676?ft[tn]=K&ft[qid]=6334712983306181443&ft[mf_story_key]=5030771610893679581&ft[ei]=AI%401bab7cfbb52b7e46fe3d219c11072ab4&ft[fbfeed_location]=1&ft[insertion_position]=5&__md__=1

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

ABELHAS



População desconhece a importância da polinização para a produção de alimentos

População desconhece a importância da polinização para a produção de alimentos


Para divulgar a necessidade de promover a conservação e o uso sustentável desses animais, o projeto Polinizadores do Brasil, coordenado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e pelo Ministério do Meio Ambiente, formou uma rede nacional de pesquisa que, entre 2010 e 2015, estudou a polinização de culturas agrícolas brasileiras, produziu uma série de planos de manejo com recomendações para agricultores e observou o comportamento de diferentes espécies de polinizadores, identificando, inclusive, nove novas espécies de abelhas, das quais três já foram publicadas.
“O projeto Polinizadores do Brasil é a maior iniciativa já realizada no país sobre o assunto e reforça a importância da polinização para a segurança alimentar. É um grande trabalho de pesquisa e análise de dados, que envolveu quase 60 bolsistas de 18 instituições de pesquisa em mais de quinze estados brasileiros.
Ele também é parte de um esforço global para entender, conhecer e reconhecer o papel dos agentes polinizadores na produção agrícola, cujo serviço prestado mundialmente é estimado em US$ 350 bilhões”, afirma a secretária-geral do Funbio, Rosa Lemos de Sá, citando que foram investidos pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) aproximadamente US$ 3,3 milhões para a execução do projeto no Brasil.
Sob a coordenação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a iniciativa também acontece na África do Sul, Gana, Índia, Nepal, Paquistão e Quênia.
Dentre as quase 310 mil espécies de plantas conhecidas atualmente, 87% delas dependem, em algum grau, de polinizadores animais. Entre os agentes polinizadores estão aves, morcegos, mamíferos não voadores, répteis, moscas, besouros, abelhas, entre outros.
Sendo as abelhas responsáveis por mais de 70% das polinizações e também consideradas os agentes mais eficientes. No entanto, apesar da relevância, de acordo com a pesquisa IBOPE encomendada pelo projeto, entre os 22% dos brasileiros que afirmam conhecer o termo polinização, somente 8% dizem que é o processo de transporte do pólen de uma flor para a outra, 43% sabem que a polinização ocorre a partir da ação de animais e poucos conhecem outros meios de polinização como ar e água.
maçã

  1. Algodão: As flores polinizadas por abelhas apresentaram um aumento de 12% a 16% no peso da fibra e um incremento de 17% de sementes por fruto;
  2. Caju: Áreas de plantio distantes no máximo 1 km de reservas de matas, com maior visitação de polinizadores, apresentaram produtividade superior às áreas distantes mais que 2,5 km;
  3. Castanha-do-brasil: Apenas 2,7% das flores manipuladas manualmente pelos pesquisadores geraram frutos, com índice de 75% de rejeição, enquanto as polinizadas por agentes naturais frutificaram em 10% com nenhuma rejeição observada após 70 dias;
  4. Canola: A visitação de abelhas aumenta a produção de canola de 17% a 30%;
  5. Maçã: O uso de abelhas sem ferrão (Melipona quadrifasciata), em conjunto com as abelhas-africanizadas (Apis mellifera), registrou um aumento de 44% na produção de frutas e de 67% na produção de sementes;
  6. Melão: Nos testes realizados com a polinização adequada (uma colmeia de abelhas para cada 3 mil plantas) se constatou aumento de até 150% no número de visitas às flores, com um crescimento de até 15% na produtividade e 50% na qualidade do fruto;
  7. Tomate: Os tomateiros podem se autopolinizar, mas, com a visita de abelhas, a frutificação subiu até 12%, os tomates pesam até 41% a mais e geram 11% a mais de sementes.
Fonte: http://abelha.org.br/populacao-desconhece-a-importancia-da-polinizacao-para-a-producao-de-alimentos/

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O MEIO AMBIENTE E AS ABELHAS




Sem abelhas não há alimentos












Marcus Eduardo de Oliveira*
 
Artigo publicado em http://www.meioambientenews.com.br
 


A declaração a seguir, proferida na década de 1940, é de Albert Einstein: “Olhem as abelhas, se elas sumirem a humanidade tem um máximo de quatro anos de sobrevida, pois não haverá plantas e nem animais. A polinização é a grande responsável pela produção de alimentos”.

Há 80 milhões de anos as abelhas desempenham a crucial tarefa de polinizar plantas. A polinização é a transferência de grãos de pólen (gameta masculino) das anteras (órgãos masculinos) de uma flor para o estigma (parte do aparelho reprodutor feminino) da mesma flor ou de outra flor da mesma espécie.

Sem essa transferência, não há a fecundação das plantas e, sem plantas, não há, simplesmente, como alimentar o mundo. Sem esse processo não há a formação das sementes e frutos. 

São as abelhas em seus 55 dias de vida apenas (abelhas operárias) que garantem a diversidade e o equilíbrio do ecossistema.
 
Estudos apontam que 50% da biomassa de uma floresta tropical seja formada por formigas, vespas, abelhas e cupins. Assim como as abelhas, também as formigas exercem fundamental papel no equilíbrio do ecossistema.
Elas influenciam fortemente os ecossistemas, uma vez que são importantes na incorporação de nutrientes ao solo e na sua aeração, atuando ainda como predadoras de outros organismos, permitindo a regulação da diversidade no ambiente. 

O desaparecimento de grande parte de abelhas e formigas poderia anunciar uma catástrofe ambiental.

Especificamente em relação às abelhas, estudos elaborados recentemente por pesquisadores da Universidade de Cornell (EUA) apontam que 1/3 dos alimentos que consumimos são diretamente dependentes do papel delas na natureza.
Além disso, mais de 80% dos alimentos consumidos pela humanidade são polinizados pelas mesmas.
O aumento da quantidade de frutos e sementes em decorrência da polinização permite obter a qualidade de diversos ecossistemas.

Entretanto, a agressão ambiental verificada em escala cada vez mais acentuada atinge em cheio essa riqueza natural.
Pelas mãos dos homens, o desmatamento, a poluição, as queimadas, os incêndios florestais, o uso indiscriminado de agrotóxicos (especialmente quatro tipos deles: imidacloprido, tiametoxam, clotianidina e fipronil) e a ação de meleiros (pessoas habilidosas em encontrar enxames) tem colocado a vida das abelhas em condição de perigo. Sem as abelhas ficaremos sem frutos, legumes, nozes, óleos e algodão.
No tocante aos agrotóxicos, empresas químicas poderosas estão fazendo nos bastidores do poder forte lobby para continuar vendendo esses venenos.

Por conta desses agravantes, nos últimos 15 anos tem-se notado considerável aumento da mortalidade das abelhas, em especial na região sul do país, o que se configura numa situação muito preocupante.
Sem a força retórica da expressão, o certo é que o sumiço das abelhas mudaria completamente todo o ecossistema, afetando significativamente a vida de todos nós.

Como bem aponta Marcelo Boroviak, as abelhas são seres fundamentais para a manutenção da vegetação natural e cultivada, pois contribuem para a perpetuação de muitas espécies nativas e de culturas agrícolas.
Sua preservação é importante devido ao papel fundamental que desempenham na cadeia biológica: fazer a polinização e garantir, dessa forma, a continuidade das espécies de flores de onde insetos e outros animais retiram seu alimento.
O alerta está dado: vamos olhar com mais atenção para isso.

* Marcus Eduardo de Oliveira é economista, professor e especialista em Política Internacional pela Universidad de La Habana – Cuba

Fonte: http://www.meioambientenews.com.br/conteudo.ler.php?q[1|conteudo.idcategoria]=51&id=8958