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terça-feira, 27 de setembro de 2016

A IMPORTÂNCIA DAS ABELHAS


AS ABELHAS E NOSSA COMIDA


Em alguns lugares do planeta, as abelhas têm sumido e gerado um colapso na produção de alguns alimentos. De forma direta ou indireta, mais de 70% da alimentação humana dependem diretamente da polinização e, logo, das abelhinhas. Por isso, respeitá-las e preservá-las é dever de todos. Caso contrário, a população mundial morrerá de fome ou perderá a grande diversidade de alimentos.
Traga as abelhas para perto do seu jardim, horta ou pomar:

LISTA DE FLORES ÚTEIS PARA ABELHAS

A maioria ocorre na natureza, outras podem ser plantadas e florescem rapidamente, como o beijo, a maria-sem-vergonha e a coroa-de-cristo. Esta última não pode faltar, pois as abelhas jataís encontram nela néctar, pólen e própolis. Os meses de florescimento são aproximados, pois variam com o comportamento do clima. 

Alfafa-do-campo (Stylosanthes scabra) (abril) 
Alfinete (Sirene armenia) (janeiro a março) 
Arnica-brasileira (Solidago chilensis) (junho a setembro) 
Aroeira-branca (Lithraea molleoides) (setembro) 
Aroeira- vermelha (Schinus therebentifolius) (dezembro) 
Arruda (Ruta graveolens) (agosto a setembro) 
Assapeixe (Vernonia polyanthes) (julho a agosto) 
Astrapéia (Dombeya burgessiae) (abril a julho) 
Astrapéia-rosa (Dombeya wallichii) (julho a agosto) 
Azaléia-lilás (Rhododendron indicum) (abril a julho) 
Azaléia-rosa (Rhododendron indicum) (agosto a setembro) 
Babosa-de-flor-rosa (Aloe arborescens) (janeiro) 
Beijo (Impatiens balsamina) (abril a junho e outubro a dezembro) 
Bico-de- papagaio (Euphorbia pulcherrima) (abril a julho) 
Calabura (Muntingia calabura) (outubro a dezembro) 
Cambará-roxo (Eupatorium squalidum) (fevereiro a março) 
Catinga-de-mulata (Iboza riparia) (junho a julho) 
Charão (Toxicodendron verniciferum) novembro) 
Chocalho (Crotalaria pallida) (março a maio) 
Cóleos – vários (Coleus spp) janeiro a março) 
Confete (Lagerstroemia indica) (dezembro) 
Coreópse (Coreopsis grandiflora) (agosto a janeiro) 
Coroa-de-cristo (Euphorbia milii var. splendens) (janeiro a dezembro) 
Coroa-de-cristo-grande (Euphorbia milii var. milli (janeiro) 
Cravo-do-campo (Senecio brasiliensis) (agosto a outubro) 
Cróton - vários (Croton spp) (setembro a fevereiro) 
Dália – várias (Dahlia spp) (abril a maio) 
Dietes (Dietes vegeta) (julho a novembro) 
Espiguinha (Mimosa daleoides) ((janeiro a fevereiro) 
Esponjinha vermelha (Calliandra twedii) (janeiro a dezembro) 
Esporinha (Delphinium sp) (julho a novembro) 
Eupatório-roxo (Eupathorium macrocephalum) (janeiro a maio) 
Feijão-de-praia (Sophora tomentosa) (agosto a março) 
Fumo (Nicotiana tabacum) (dezembro a abril) 
Funcho (Foeniculum vulgare) (dezembro a março) 
Grevílea (Grevilea banksii) (janeiro a dezembro) 
Guaco-liso (Mikania cordifolia) (julho a agosto) 
Guanxuma (Sida rhombifolia) (dezembro a março) 
Guiso-de-cascavel (Crotalaria lanceolata) (janeiro a março) 
Jasmim-estrela (Jasminum azoricum) (novembro a janeiro) 
Lanceta (Eclipta alba) (janeiro a fevereiro) 
Laranjeiras, limoeiros, tangerinas (Citrus spp) (setembro a outubro) 
Madressilva (Lonicera japonica) ((setembro a outubro) 
Malmequer (Aster laevis) ((outubro a novembro) 
Mangueira (Mangifera indica) (julho a setembro) 
Margaridão amarelo (Tithonia speciosa) (abril a maio) 
Manjericão (Ocimum sellowii) (novembro a junho) 
Maria-sem-vergonha (Impatiens sultanii) (janeiro a dezembro) 
Murici (Byrsonima intermedia) (novembro a junho) 
Muçambê (Cleome spinosa) (novembro a dezembro) 
Onze-horas (Mesembryantemum spectabilis) (outubro a dezembro) 
Orégano (Origanum vulgare) (dezembro a janeiro) 
Orelha-de-onça (Tibouchina holoserice) (novembro a janeiro) 
Palmeira-elegante (Archontophoenix cunninghamia) (fevereiro a junho) 
Pessegueiro (Prunus persica) (julho a agosto) 
Picão branco (Galinsoga parviflora) (julho a novembro) 
Pitanga (Eugenia pitanga) (julho a agosto) 
Primavera (Bougainvillea spectabilis) (setembro a novembro) 
Quaresmeira (Tibouchina granulosa) (janeiro a abril) 
Sabugueiro (Sambucus australis) (novembro a dezembro) 
Sálvia vermelha (Salvia splendens) (outubro a novembro; março a abril) 
Sensitiva (Mimosa pudica) (fevereiro) 
Serralha (Emilia sonchifolia) ((janeiro a dezembro) 
Sibipiruna (Caesalpinea peltophoroides) (setembro a outubro) 
Suínã (Erythrina speciosa) (junho a setembro) 
Tapete-inglês (Polygonum capitatum) (maio a junho) 
Tipuana (Tipuana tipu) (outubro a novembro) 
Tumbérgia (Thumbergia grandiflora) (dezembro a janeiro; abril) 
Vassourinha (Baccharis trinervis) (dezembro a janeiro) 
Vedélia (Wedelia paludosa) (outubro a abril) 
Violeteira (Durante repens) (outubro a maio)


Fonte: https://www.facebook.com/apisflora/posts/1439629882730676?ft[tn]=K&ft[qid]=6334712983306181443&ft[mf_story_key]=5030771610893679581&ft[ei]=AI%401bab7cfbb52b7e46fe3d219c11072ab4&ft[fbfeed_location]=1&ft[insertion_position]=5&__md__=1

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

ABELHAS



População desconhece a importância da polinização para a produção de alimentos

População desconhece a importância da polinização para a produção de alimentos


Para divulgar a necessidade de promover a conservação e o uso sustentável desses animais, o projeto Polinizadores do Brasil, coordenado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e pelo Ministério do Meio Ambiente, formou uma rede nacional de pesquisa que, entre 2010 e 2015, estudou a polinização de culturas agrícolas brasileiras, produziu uma série de planos de manejo com recomendações para agricultores e observou o comportamento de diferentes espécies de polinizadores, identificando, inclusive, nove novas espécies de abelhas, das quais três já foram publicadas.
“O projeto Polinizadores do Brasil é a maior iniciativa já realizada no país sobre o assunto e reforça a importância da polinização para a segurança alimentar. É um grande trabalho de pesquisa e análise de dados, que envolveu quase 60 bolsistas de 18 instituições de pesquisa em mais de quinze estados brasileiros.
Ele também é parte de um esforço global para entender, conhecer e reconhecer o papel dos agentes polinizadores na produção agrícola, cujo serviço prestado mundialmente é estimado em US$ 350 bilhões”, afirma a secretária-geral do Funbio, Rosa Lemos de Sá, citando que foram investidos pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) aproximadamente US$ 3,3 milhões para a execução do projeto no Brasil.
Sob a coordenação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a iniciativa também acontece na África do Sul, Gana, Índia, Nepal, Paquistão e Quênia.
Dentre as quase 310 mil espécies de plantas conhecidas atualmente, 87% delas dependem, em algum grau, de polinizadores animais. Entre os agentes polinizadores estão aves, morcegos, mamíferos não voadores, répteis, moscas, besouros, abelhas, entre outros.
Sendo as abelhas responsáveis por mais de 70% das polinizações e também consideradas os agentes mais eficientes. No entanto, apesar da relevância, de acordo com a pesquisa IBOPE encomendada pelo projeto, entre os 22% dos brasileiros que afirmam conhecer o termo polinização, somente 8% dizem que é o processo de transporte do pólen de uma flor para a outra, 43% sabem que a polinização ocorre a partir da ação de animais e poucos conhecem outros meios de polinização como ar e água.
maçã

  1. Algodão: As flores polinizadas por abelhas apresentaram um aumento de 12% a 16% no peso da fibra e um incremento de 17% de sementes por fruto;
  2. Caju: Áreas de plantio distantes no máximo 1 km de reservas de matas, com maior visitação de polinizadores, apresentaram produtividade superior às áreas distantes mais que 2,5 km;
  3. Castanha-do-brasil: Apenas 2,7% das flores manipuladas manualmente pelos pesquisadores geraram frutos, com índice de 75% de rejeição, enquanto as polinizadas por agentes naturais frutificaram em 10% com nenhuma rejeição observada após 70 dias;
  4. Canola: A visitação de abelhas aumenta a produção de canola de 17% a 30%;
  5. Maçã: O uso de abelhas sem ferrão (Melipona quadrifasciata), em conjunto com as abelhas-africanizadas (Apis mellifera), registrou um aumento de 44% na produção de frutas e de 67% na produção de sementes;
  6. Melão: Nos testes realizados com a polinização adequada (uma colmeia de abelhas para cada 3 mil plantas) se constatou aumento de até 150% no número de visitas às flores, com um crescimento de até 15% na produtividade e 50% na qualidade do fruto;
  7. Tomate: Os tomateiros podem se autopolinizar, mas, com a visita de abelhas, a frutificação subiu até 12%, os tomates pesam até 41% a mais e geram 11% a mais de sementes.
Fonte: http://abelha.org.br/populacao-desconhece-a-importancia-da-polinizacao-para-a-producao-de-alimentos/

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O MEIO AMBIENTE E AS ABELHAS




Sem abelhas não há alimentos












Marcus Eduardo de Oliveira*
 
Artigo publicado em http://www.meioambientenews.com.br
 


A declaração a seguir, proferida na década de 1940, é de Albert Einstein: “Olhem as abelhas, se elas sumirem a humanidade tem um máximo de quatro anos de sobrevida, pois não haverá plantas e nem animais. A polinização é a grande responsável pela produção de alimentos”.

Há 80 milhões de anos as abelhas desempenham a crucial tarefa de polinizar plantas. A polinização é a transferência de grãos de pólen (gameta masculino) das anteras (órgãos masculinos) de uma flor para o estigma (parte do aparelho reprodutor feminino) da mesma flor ou de outra flor da mesma espécie.

Sem essa transferência, não há a fecundação das plantas e, sem plantas, não há, simplesmente, como alimentar o mundo. Sem esse processo não há a formação das sementes e frutos. 

São as abelhas em seus 55 dias de vida apenas (abelhas operárias) que garantem a diversidade e o equilíbrio do ecossistema.
 
Estudos apontam que 50% da biomassa de uma floresta tropical seja formada por formigas, vespas, abelhas e cupins. Assim como as abelhas, também as formigas exercem fundamental papel no equilíbrio do ecossistema.
Elas influenciam fortemente os ecossistemas, uma vez que são importantes na incorporação de nutrientes ao solo e na sua aeração, atuando ainda como predadoras de outros organismos, permitindo a regulação da diversidade no ambiente. 

O desaparecimento de grande parte de abelhas e formigas poderia anunciar uma catástrofe ambiental.

Especificamente em relação às abelhas, estudos elaborados recentemente por pesquisadores da Universidade de Cornell (EUA) apontam que 1/3 dos alimentos que consumimos são diretamente dependentes do papel delas na natureza.
Além disso, mais de 80% dos alimentos consumidos pela humanidade são polinizados pelas mesmas.
O aumento da quantidade de frutos e sementes em decorrência da polinização permite obter a qualidade de diversos ecossistemas.

Entretanto, a agressão ambiental verificada em escala cada vez mais acentuada atinge em cheio essa riqueza natural.
Pelas mãos dos homens, o desmatamento, a poluição, as queimadas, os incêndios florestais, o uso indiscriminado de agrotóxicos (especialmente quatro tipos deles: imidacloprido, tiametoxam, clotianidina e fipronil) e a ação de meleiros (pessoas habilidosas em encontrar enxames) tem colocado a vida das abelhas em condição de perigo. Sem as abelhas ficaremos sem frutos, legumes, nozes, óleos e algodão.
No tocante aos agrotóxicos, empresas químicas poderosas estão fazendo nos bastidores do poder forte lobby para continuar vendendo esses venenos.

Por conta desses agravantes, nos últimos 15 anos tem-se notado considerável aumento da mortalidade das abelhas, em especial na região sul do país, o que se configura numa situação muito preocupante.
Sem a força retórica da expressão, o certo é que o sumiço das abelhas mudaria completamente todo o ecossistema, afetando significativamente a vida de todos nós.

Como bem aponta Marcelo Boroviak, as abelhas são seres fundamentais para a manutenção da vegetação natural e cultivada, pois contribuem para a perpetuação de muitas espécies nativas e de culturas agrícolas.
Sua preservação é importante devido ao papel fundamental que desempenham na cadeia biológica: fazer a polinização e garantir, dessa forma, a continuidade das espécies de flores de onde insetos e outros animais retiram seu alimento.
O alerta está dado: vamos olhar com mais atenção para isso.

* Marcus Eduardo de Oliveira é economista, professor e especialista em Política Internacional pela Universidad de La Habana – Cuba

Fonte: http://www.meioambientenews.com.br/conteudo.ler.php?q[1|conteudo.idcategoria]=51&id=8958

quarta-feira, 3 de junho de 2015

LIXO*





Contra desperdício, França aprova lei que obriga supermercados a doar alimentos não vendidos

Firmas deixarão de destruir produtos estocados — e que ainda não tiveram o prazo de validade vencido — sob pena de multa de € 75 mil ou dois anos de prisão


Flickr/CC

Restos também poderão ser reutilizados na agricultura

Com o objetivo de combater o desperdício de comida no país, o Parlamento da França aprovou por unanimidade na noite de quinta-feira (21/03) um projeto de lei que proíbe os supermercados de destruir os alimentos que não foram vendidos.
Com a aprovação, a medida obrigará os supermercados do país a assinar contratos formais com instituições de caridade para que possam doar as sobras de alimentos — que ainda não tiveram o prazo de validade vencido e estão em condições de serem consumidos. A punição para quem descumprir a norma poderá chegar a multa de até 75 mil euros ou dois anos de prisão.
Caso os restos não sejam destinados a esses órgãos, as companhias poderão ainda encaminhá-los para zonas rurais para servir de ração de gado ou como composto orgânico para a agricultura.
Em média, um francês joga fora de 20 a 30 quilos de comida por ano, segundo estimativas do Palácio do Eliseu. Além de não ser sustentável, o problema de desperdício custa até 20 bilhões de euros anualmente para os cofres do país.
Leia também:
“É escandaloso ver a lixívia [composto químico usado para limpar e dissolver substâncias orgânicas] que está sendo derramada nas caixas de lixo dos supermercados, juntamente com alimentos comestíveis", declarou o idealizador da legislação, o deputado do Partido Socialista Guillaume Garot, que já foi ministro responsável pelo agronegócio entre 2012 e 2014.
Por sua vez, a Federação do Comércio e da Distribuição da França, que representa os supermercados, criticou o projeto. “A lei é incorreta, tanto em seu alvo, quando em seu intuito, já que as grandes lojas representam apenas 5% dos desperdícios de comida”, criticou o diretor do órgão, Jacques Creyssel.

Comissão Europeia ameaça processar França por altos níveis de poluição do ar

Assembleia Nacional da França aprova lei de monitoramento de cidadãos sem ordem judicial


A nova lei faz parte de um esforço nacional para resolver a questão do desperdício de comida em todo o território francês até 2025. No ano passado, os supermercados do país chegaram a promover uma campanha de consumo de frutas e legumes considerados “feios”, com descontos de até 30% do preço original, já que entre 10% e 30% desses produtos vão para os lixos.
* Com edição gráfica
FONTE: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40473/contra+desperdicio+franca+aprova+lei+que+obriga+supermercados+a+doar+alimentos+nao+vendidos.shtml