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sexta-feira, 21 de julho de 2017

CONDOMÍNIO AJURICABA NA EXPO RONDON 2017



Rui Barbosa e CIBiogás terão estande sobre Condomínio Ajuricaba na 
Expo Rondon 2017

O Colégio Luterano Rui Barbosa, de Marechal Cândido Rondon, em parceria com o Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás(CIBiogás), de Foz do Iguaçu, abordam o tema energias renováveis no estande disponível. O estande estará localizado junto a 37ª Expomar, a Feira da Indústria, Comércio, Prestação de Serviços e Máquinas Agrícolas, que é organizada pela Acimacar.

Conforme a coordenadora do Ensino Fundamental II e Médio, Mônica Abboud Gerke, a ideia desta parceria surgiu com a necessidade de levar ao conhecimento da comunidade o projeto piloto do Condomínio Ajuricaba que é um empreendimento científico onde as tecnologias em bioenergia são colocadas em prática. “O projeto é de suma importância com expressão internacional, visto as muitas multiplicações desta tecnologia que ocorrem atualmente na região e no mundo”, informa.

A coordenadora Mônica destaca que esta parceria é uma oportunidade enriquecedora para os estudantes. “Nossos alunos do 2ªº, durante as aulas da disciplina de geografia, orientados pela professora Eliane Liecheski Artigas, têm desenvolvido vários projetos na área de energias renováveis, aprendendo sobre essas tecnologias, formando o conhecimento e a consciência para sua vida profissional”, expõe. 

No espaço, localizado ao lado do estande do Sesc, será possível conhecer os processos de geração de energia elétrica, térmica ou veicular a partir do biogás. O acompanhamento será feito por técnicos do CIBiogás, professores e estudantes do Rui Barbosa, que participaram de uma visita técnica ao Condomínio Ajuricaba durante as aulas de geografia da instituição de ensino. Serão apresentados ainda vídeos sobre unidades que utilizam o biogás na região Oeste do Paraná.

Para o gerente do Núcleo de Relações institucionais do CIBiogás, Marcelo Alves de Sousa, a cooperação com a comunidade é fundamental para disseminar o conhecimento. “O uso do biogás no Brasil já é uma realidade e os projetos desenvolvidos na região Oeste comprovam isso”, acrescenta.

Expo Rondon

A Expo Rondon 2017 inicia nesta sexta-feira (21) e segue até a próxima terça-feira (25), no Parque de Exposições Álvaro Dias. Dentre as atrações do evento estão a 37º Expomar com a Feira da Indústria, Comércio, Prestação de Serviços e Máquinas Agrícolas, a 38º Festa Nacional do Boi no Rolete, o Comércio Popular, Praça de Alimentação, Exposição de Orquídeas, Shows, apresentações na Casa Cultural e rodeios.

Estudantes do Rui Barbosa realizam uma visita técnica ao Condomínio Ajuricaba.


Fonte: Assessoria de Comunicação Colégio e Faculdade Luterana Rui Barbosa

domingo, 22 de janeiro de 2017

SANEAMENTO



Saneamento Ecológico Vs Convencional*
























































Os sistemas convencionais de tratamento de esgotos provocam impactos ao meio ambiente e à saúde das populações, através do lançamento de esgotos parcialmente tratados em corpos de água. Essas formas de tratamento e disposição de esgotos apresentam sérios riscos ao ambiente e à saúde da população (Esrey, 1998). Os conceitos e técnicas apresentados pelo Saneamento Ecológico e pela Permacultura representam uma nova abordagem a essa problemática, apresentando soluções ecoeficientes para tratamento e reuso domiciliar dos efluentes.
O esgoto doméstico é composto essencialmente por água de banho, excretas, papel higiênico, restos de comida, sabão, detergentes e águas de lavagem, oriundos das águas servidas de residências, instituições, estabelecimentos comerciais ou quaisquer edificações que disponham de instalações de banheiros, lavanderias e cozinhas (Ministério da Saúde, 1999). Apesar dos hábitos dos usuários e do volume de água consumido afetarem diretamente a sua composição, os efluentes do esgoto doméstico podem ser classificados basicamente em dois tipos: águas negras e águas cinza.
A divisão das águas negras (oriundas do vaso sanitário) e das águas chamadas cinzas (não contaminadas com fezes) permite o tratamento prático e descentralizado dos diferentes tipos de efluentes domésticos, o que possibilita o reuso da água e o aproveitamento dos nutrientes contidos no esgoto.
O tratamento da água cinza é relativamente simples, dependendo do objetivo do reuso, podendo ser feito nas próprias residências, inclusive com aplicação direta no solo, para irrigação de árvores e jardins, desde que sejam seguidos alguns critérios de ordem sanitária (Ridderstolpe, 2004). Já o efluente do vaso sanitário, contendo fezes e urina, é chamado de água negra e necessita de sistemas de tratamento mais complexos para reduzir sua carga de agentes patogênicos (Esrey et al., 1998).
O Saneamento Ecológico tem como enfoque principal o aumento da disponibilidade hídrica pela economia de água, a proteção dos recursos hídricos pelo não lançamento de esgoto – tratado ou não – nos cursos de água, possibilitando a reutilização racional de todos os nutrientes presentes nas excretas (Winblad & Simpson-Hérbert, 2004). Também representa uma das soluções para a queda nas emissões de carbono, além de estar diretamente ligado a três dos oito objetivos de desenvolvimento incluídos nas Metas do Milênio das Nações Unidas, a serem cumpridos até 2015, que são: erradicar a extrema pobreza e a fome, reduzir a mortalidade infantil e garantir a sustentabilidade ambiental (SIWI, 2005).
Neste contexto uma série de soluções alternativas tem sido apresentadas, testadas e implantadas em todo o mundo e a equipe do Ecoeficientes não poderia deixar de abordá-las. Neste primeiro momento, daremos foco àquelas técnicas que julgamos ser as mais simples, eficientes e acessíveis. Nomeadamente o BET (Bacia de Evapotranspiração), a Fossa Séptica Biodigestora, os Biodigestores Chinês e Indiano (que se aplicam mais em áreas rurais e produzem biogás), o Bason (sanitário compostável seco) e os Filtros Biológicos (utilizados para o tratamento das águas cinzas).
Pedro Monteiro


As linhas de tratamento de esgoto são aplicáveis nas mais diversas situações e a experiências. Trazem benefícios por devolverem ao meio ambiente um efluente tratado com alta eficiência, evitando a poluição, e trazendo ainda, como opção, o seu reúso.
Entre os empreendimentos que utilizam as estações de tratamento de esgoto doméstico (ETEs) estão residências, chácaras, pousadas, hotéis, resorts, condomínios, conjuntos habitacionais, construtoras, shopping center, usinas, aeroportos, hospitais, prédios de escritórios, escolas, comércios e indústrias. Também são realizados projetos específicos para bairros, vilas, distritos e municípios, incluindo sistemas isolados destinados a locais de difícil acesso, atendendo concessionárias e empresas de serviços municipais de saneamento ambiental e unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida. Seguem exemplos de ETEs fabricados pela Mizumo, que atua no segmento desde 2001, e suas descrições.
FAMILY



É a estação pré-fabricada ideal para tratamento de esgoto sanitário de residências. Também é indicada para pequenos estabelecimentos comerciais ou mesmo pequenas indústrias – conforme as normas NBR 12.209/2011, NBR 7.229/93 – versão corrigida 1.997 – e NBR 13.969/97. Sua capacidade de tratamento é variável, atende a vazões diárias de 1,6 m³ (1.600 litros/dia) a 3,2 m³ (3.200 litros/dia) para sistemas conjugados, o que representa até 20 usuários. O tanque possui 2,4 m de comprimento, 2,10 m de altura e 1,20 m de largura e é fabricado de PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro), o que confere resistência e alta proteção química à corrosão do esgoto sanitário. A área necessária para a implantação do sistema varia entre 3,5 m² e 8,0 m². A ETE possui reatores anaeróbios e aeróbios, decantadores (montados internamente aos sistemas), conexões tubulares de PVC, meio suporte de polietileno, difusor de ar de EPDM, e soprador de ar. O sistema de desinfecção é feito por meio de pastilhas de cloro, já integrado ao produto. A implantação desta linha pode ser feita tanto acima do nível do solo como enterrada.
BUSINESS



É a estação pré-fabricada ideal para tratamento de esgoto sanitário de residências de alto padrão, pequenos condomínios, pousadas, hotéis, estabelecimentos comerciais, industriais, entre outros – conforme as normas NBR 12.209/2011, NBR 7.229/93 – versão corrigida 1.997 – e NBR 13.969/97. Sua capacidade de tratamento atende a vazões diárias de 4 m³ (4.000 litros/dia) a 20 m³ (20.000 litros/dia) por módulo, o que representa, em média, 210 usuários. O tanque possui 2,0 m de diâmetro e é fabricado de PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro), o que confere resistência e alta proteção química à corrosão do esgoto sanitário. A área necessária para a implantação do sistema varia entre 23 m² e 38 m². O processo de tratamento é composto por um reator anaeróbio, um filtro aeróbio com difusão de ar por bolhas finas e decantador secundário com sistema de air lift para retorno do lodo. O sistema de desinfecção é feito por meio de pastilhas de cloro, já integrado ao produto. A implantação desta linha pode ser feita tanto acima do nível do solo como enterrada.
PLUS



É a estação pré-fabricada ideal para tratamento de esgoto sanitário de grandes estabelecimentos comerciais, industriais, entre outros empreendimentos – conforme as normas NBR 12.209/2011, NBR 7.229/93 – versão corrigida 1.997 – e NBR 13.969/97. Sua capacidade de tratamento atende a vazões diárias de 25 m³ (25.000 litros/dia) a 600 m³ (600.000 litros/dia) por módulo, o que representa, em média, 6.000 usuários. O tanque está disponível nas versões com 2,5 m e 3,2 m de diâmetro e é fabricado de PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro), o que confere resistência e alta proteção química à corrosão do esgoto sanitário. A área necessária para a implantação do sistema varia entre 37 m² e 500 m². O processo de tratamento é contínuo e composto por reatores anaeróbios, filtros aeróbios com difusão de ar por bolhas finas e decantador secundário com sistema de air lift para retorno automático do lodo. O sistema de desinfecção conta com o tanque de contato integrado ao produto, com dosagem de hipoclorito feito por bombas dosadoras. Para projetos especiais, este processo também pode ser feito por radiação ultravioleta. A implantação desta linha pode ser feita tanto acima do nível do solo como enterrada.
TOWER




A Mizumo foi a primeira empresa no país a ter em linha de produção uma estação pré-fabricada de tratamento de esgoto no formato vertical: o Mizumo Tower. É ideal para tratamento de esgoto sanitário de grandes estabelecimentos comerciais, industriais, conjuntos e condomínios habitacionais e outros empreendimentos – conforme as normas NBR 12.209/2011, NBR 7.229/93 – versão corrigida 1.997 – e NBR 13.969/97. A solução foi idealizada e totalmente desenvolvida por engenheiros da empresa e sua capacidade de tratamento atende a vazões diárias de 30 m³ (30.000 litros/dia) a 800 m³ (800.000 litros/dia) por módulo, o que representa, em média, 8.200 usuários. Os tanques possuem 2,5 m e 3,2 m de diâmetro e são fabricados de PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro), o que confere resistência e alta proteção química à corrosão do esgoto sanitário. A área necessária para a implantação do sistema varia entre 33,5 m² e 280 m². O processo de tratamento é contínuo e composto por um reator anaeróbio de fluxo ascendente (UASB), um filtro aeróbio de leito fixo (anel Pall) com difusão de ar por bolhas finas e decantador secundário concêntrico ao reator aeróbio. O retorno do lodo é automático, por sistema de air lift.
CUSTOMER



A flexibilidade industrial e o domínio de tecnologias permitem à Mizumo desenvolver estações de tratamento de esgoto (ETEs) únicas, inteiramente adequadas às necessidades do cliente e com padrão de produção que garante rapidez na instalação do sistema. São sistemas robustos, com baixos custos operacionais, garantias e suporte técnico. A linha Customer é indicada para projetos especiais e beneficia, dentre outros empreendimentos, bairros, vilas, distritos e municípios, bem como as empresas de serviços municipais de saneamento ambiental e as unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida. A solução pode atender até 30 mil usuários, ou seja, uma vazão de até 50 litros de esgoto/segundo – vazões maiores são avaliadas, caso a caso, pela equipe de engenharia de aplicações da Mizumo.
Os tanques possuem diâmetros variáveis e são fabricados de PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro), o que confere resistência e alta proteção química à corrosão do esgoto sanitário. Esse sistema requer pouco espaço físico para instalação: de 0,5 a 2,0 m²/m³ de esgoto/dia. O processo de tratamento associa várias tecnologias de domínio da Mizumo: processos anaeróbios (UASB, reator anaeróbio sequencial, decantador primário, etc.); processos aeróbios (filtro aeróbio submerso, reator aeróbio de leito fixo, reator aeróbio de leito expandido, filtros biológicos percoladores); reatores anóxidos; e decantadores secundários e lamelares. Esta estação de tratamento é completa, pois a empresa dispõe de equipamentos periféricos tais como Estação Elevatória de Esgoto (EEE), gradeamentos mecanizados, sistemas de difusão de ar, geradores de energia, filtros, queimadores de biogás, controle/automação, desinfecção por cloro e ultravioleta.
* Texto editado
Fontes: http://ecoeficientes.com.br/guia-de-empresas/mizumo/
http://www.ecoeficientes.com.br/saneamento-ecologico-vs-convencional-3/

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

SAVE - SOL, ÁGUA, VIDA E ENERGIA




Estudante da UNILA é premiada por projeto de produção de biogás em edifício residencial


Um dos principais desafios da Engenharia na atualidade é planejar e desenvolver projetos que consigam aliar resolução de problemas, baixo custo e sustentabilidade ambiental. Dentro desse panorama, os biodigestores surgem com a proposta de aproveitar resíduos orgânicos como uma nova fonte de energia. No Paraná, esse sistema é utilizado principalmente na zona rural, onde agricultores utilizam biodigestores para produzir biogás em suas propriedades. Agora, um projeto desenvolvido por uma estudante da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) visa mostrar que é possível adotar essa fórmula também nos centros urbanos.

A acadêmica de Engenharia Química, Kelly Borne, realizou um estudo de dimensionamento para implantar um biodigestor em um prédio residencial do centro de Foz do Iguaçu. O levantamento mostrou que é viável economicamente utilizar o sistema de biodigestor do modelo Reator Anaeróbico de Fluxo Ascendente (RAFA) em um condomínio residencial. O projeto, intitulado “Dimensionamento de um biodigestor: aproveitamento do resíduo sólido urbano para a geração de biogás”, foi um dos vencedores do Prêmio Sanepar de Tecnologias Sustentáveis.

A tecnologia



Durante o estudo, Kelly e o ex-aluno Jhony Rodrigo da Silva, que também participou do projeto, mediram a quantidade de esgoto e lixo orgânico gerado pelo prédio, que tem 720 moradores. A partir desses dados, foram realizados cálculos para dimensionar a biodigestão. Os resultados mostraram que o reator poderia fornecer 15,3 metros cúbicos de biogás por dia para o condomínio. Apesar do local ter uma necessidade energética maior, de acordo com a aluna, ainda haveria uma economia de R$ 10,8 mil por ano na conta de energia elétrica. “Mesmo sendo uma produção baixa se comparada ao consumo total, consideramos que é viável economicamente já que é uma tecnologia barata e ambientalmente correta. A energia gerada é renovável e causa menos efeito estufa (se comparada às energias fósseis). E, além disso, também estaríamos tratando o esgoto e os resíduos orgânicos do prédio, trazendo mais benefícios para o meio ambiente”, analisa Kelly. O estudo contou com a orientação da professora Andreia Cristina Furtado.

A estudante explicou que o biodigestor é um tanque hermeticamente fechado, de forma a impossibilitar a entrada de ar e acelerar a decomposição da matéria orgânica. “Na parte inferior, ele tem um sistema de tratamento dos dejetos, onde o biometano é gerado por micro-organismos por reação anaeróbica. E, na parte superior, o reator tem um decantador e um sistema para liberar o biogás gerado”. O biogás, produzido pelo biodigestor, pode ser utilizado diretamente como gás de cozinha ou no aquecimento térmico do condomínio, sem necessidade de nenhum processo de tratamento ou purificação.

Programa SAVE

O estudo sobre a viabilidade dos biodigestores residenciais faz parte do Programa SAVE. “Essa é uma iniciativa de estudantes e professores da UNILA que produz e desenvolve materiais e experimentos científicos que mostrem a importância dos agentes SAVE (Sol, Água, Vida e Energia) e do conceito de economizar para promover a sustentabilidade”, explica o professor Oswaldo Hideo Ando Junior. Atualmente, cinco estudantes de diferentes cursos de graduação da Universidade participam como voluntários do programa, que conta com o apoio da Estação Ciências do Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

Com o Prêmio Sanepar de Tecnologias Sustentáveis, a estudante Kelly Borne recebeu R$ 5 mil, que pretende utilizar na implantação de um biodigestor em outro projeto realizado pelo Programa SAVE. A aluna irá apresentar o estudo em janeiro de 2017, em Curitiba, durante as atividades de comemoração do aniversário de fundação da Sanepar.




Fonte: www.unila.edu.br/saladeimprensa

terça-feira, 28 de junho de 2016

BIOGÁS



Negócio sustentável

Gás gerado a partir do lixo vira energia no Rio Grande do Sul

Usina com capacidade para abastecer uma cidade de até 80 mil habitantes recebeu investimento de R$ 30 milhões


Publicado em 01/06/2015 - 23h32min


O Estado do Rio Grande do Sul ganhou neste mês de junho um projeto que alia redução da emissão de gases causadores de efeito estufa e geração de energia em momento de crise elétrica no país. A primeira térmica a partir de gás gerado em aterro sanitário no Estado foi entregue, em Minas do Leão, a 90 quilômetros da Capital.
Construída com investimento de R$ 30 milhões, a Biotérmica Energia terá capacidade para produzir até 15 megawatts (MW), suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 80 mil habitantes. O combustível que moverá a usina é o metano existente no biogás captado no aterro do município, que recebe diariamente 3,5 mil toneladas de lixo urbano de Porto Alegre e outras 130 cidades.


O aterro é controlado pela Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), cujo capital pertence 70% ao grupo Solví e 30% à mineradora Copelmi. As duas empresas, na mesma proporção, também são donas da Biotérmica Energia. Em breve, outros municípios do Estado poderão ter iniciativas com o mesmo conceito.
– Já temos duas licenças prévias da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para Santa Maria e São Leopoldo e futuramente também em Pelotas e Giruá – diz o diretor-presidente da CRVR, Mauro Renan Pereira Costa, lembrando que as usinas nos dois municípios serão menores, de 1,5 MW, e podem operar em 2016.
O projeto de Minas do Leão se diferencia em outro aspecto. O aterro foi um dos primeiros no país a obter créditos de carbono com a queima do metano no sistema de chama conhecido como flare (tocha que fica constantemente acesa nas chaminés de petrolíferas), liberando CO2 – 23 vezes menos poluente que o metano. Segundo Costa, agora passou a ser a primeira térmica no mundo a também ganhar créditos de carbono originalmente com a queima de metano em flare.
Apesar de as obras estarem prontas, a usina ainda precisa passar por um teste de emissões da Fepam para receber a licença de operação e, depois, a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para dar a partida na geração comercial, o que deve ocorrer em 15 dias, prevê Costa. Inicialmente, a produção será de 8,5 MW, sendo que 6,5 MW foram comercializados em leilão. O restante será vendido no mercado livre.
O projeto
Capacidade total: 15 MW, suficiente para abastecer uma de cidade de cerca de 80 mil habitantes
Investimento: R$ 30 milhões
Benefício: cerca de 170 mil toneladas de CO2 a menos lançadas no ambiente
3,5 mil toneladas é a quantidade de lixo urbano já recebido diariamente no aterro de Minas do Leão.
Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/economia/noticia/2015/06/gas-gerado-a-partir-do-lixo-vira-energia-no-rio-grande-do-sul-4773160.html?fb_action_ids=751770334939411&fb_action_types=og.shares&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B706016132854991%5D&action_type_map=%5B%22og.shares%22%5D&action_ref_map
Colaboração: MECarvalho