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segunda-feira, 21 de março de 2016

MOBILIDADE URBANA




Em Londres, número de bikes nas ruas está perto de ultrapassar o de carros


Em Londres, número de bikes nas ruas está perto de ultrapassar o de carros

Em relatório elaborado pela Transport for London, foi concluído que, em Londres, a tendência é que o número de bicicletas ultrapasse o de carros nos próximos anos. A pesquisa ainda afirma que o número de veículos nos horários de pico diminuiu consideravelmente na área central da capital da Inglaterra no decorrer dos últimos 10 anos.
Transport for London
A Transport for London (TfL) é uma organização do governo local de Londres responsável pela maioria dos aspectos do sistema de transporte da cidade. A instituição tem como papel principal programar estratégias e gerir serviços de transportes na maior cidade do país, que conta com mais de oito milhões de habitantes.
Tendências por meio de transporte durante o pico da manhã na área central de Londres (Bicicletas em verde) / Divulgação – TfL
Tendências por meio de transporte durante o pico da manhã na área central de Londres (Bicicletas em verde) / Divulgação – TfL
O atual panorama do ciclismo em Londres
A pesquisa realizada pela Transport for London concluiu que, em 2000, apenas 12 mil pessoas utilizavam a bicicleta como meio de transporte nos horários de pico do trânsito. Já em 2014 o número triplicou, passando para 36 mil pessoas.
Houve um salto de 40 mil pessoas em 1990 para 180 mil pessoas em 2014
Na análise diária, que conta o número de ciclistas que circulam pelas ruas em qualquer hora do dia, houve um salto de 40 mil pessoas em 1990 para 180 mil pessoas em 2014. Com base nesses dados, os responsáveis pelo relatório acreditam que nos próximos anos a tendência é que o número de pessoas que escolhem a bicicleta como principal meio de transporte ultrapasse o número de carros presentes nas ruas.
Benefícios do aumento do número de bicicletas em Londres
A redução do número de carros nas ruas deve trazer muitos benefícios para os cidadãos londrinos, sobretudo no que diz respeito à qualidade do ar, que atualmente é muito poluído na região metropolitana. Mas esse não é o único ponto positivo da futura realidade da capital inglesa. Ainda de acordo com a Transport for London, o crescimento exponencial do número de ciclistas irá proporcionar uma melhor qualidade de vida para a população, que está deixando de lado antigos hábitos de sedentarismo. Ao mesmo tempo, a redução de carros nas ruas resultará em um trânsito mais calmo, prático e seguro. 
A milenar Londres já está se adequando à nova realidade e tem investido em infraestrutura. Exemplos disso são a recente ciclovia inaugurada na famosa ponte Vauxhall e as várias ruas da cidade que estão sendo remodeladas para que os ciclistas se sintam cada vez mais seguros.
As bikes vão dominar o mundo!

Foto em destaque: Michaelpuche / Shutterstock.com
Fonte: http://www.mobikers.com.br/mobilidade/em-londres-numero-de-bikes-nas-ruas-esta-perto-de-ultrapassar-o-de-carros/


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

COMUNICAÇÃO




Discurso de Assange na embaixada do Equador em Londres (em Português)
Posted: 19 Aug 2012 09:00 PM PDT
Escrito por Redação http://agencianota.blogspot.com.br/

   Falo daqui, porque não posso estar mais perto de vocês. Obrigado por estarem aí.
Obrigado pela coragem de vocês e pela generosidade de espírito.

   Na noite de 4ª-feira, depois dessa embaixada ter recebido uma ameaça, e de a polícia ter cercado o prédio, vocês vieram para cá, no meio da noite, e trouxeram, com vocês, os olhos do mundo.

   Dentro da embaixada, durante a noite, eu ouvia os policiais andando pelas entradas de incêndio do prédio. Mas sabia que, pelo menos, havia testemunhas. Isso, graças a vocês.
Se o Reino Unido não pisoteou as convenções de Viena e outras, foi porque o mundo estava atento e vigilante. E o mundo estava vigilante, porque vocês estavam aqui.

   Por isso, da próxima vez que alguém lhes disser que não vale a pena defender esses direitos tão importantes para nós, lembrem a eles dessa noite de vigília, tarde da noite, na escuridão, à frente da Embaixada do Equador. Façam-nos lembrar como, pela manhã, o sol raiou sobre um mundo diferente, quando uma valente nação latino-americana levantou-se em defesa da justiça.

   Agradeço ao bravo povo do Equador e ao presidente Correa, pela coragem que manifestaram, ao considerar o meu pedido e ao conceder-me asilo político.

   Agradeço também ao governo e ao ministro do Exterior do Equador Ricardo Patiño, que fizeram valer a Constituição do Equador e sua noção de cidadania universal, na consideração que deram ao meu caso.

   E ao povo do Equador, por apoiar e defender sua Constituição. Tenho uma dívida de gratidão também com o pessoal dessa embaixada, cujas famílias vivem em Londres e que me manifestaram gentileza e hospitalidade, apesar das ameaças que todos eles receberam.

   Na próxima 6ª-feira, haverá reunião de emergência dos ministros de Relações Exteriores da América Latina em Washington, DC, para discutir essa nossa situação. Sou extremamente grato ao povo e aos governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, Nicarágua, Peru, Venezuela e a todos os demais países da América Latina que defenderam o direito de asilo.

   Ao povo dos EUA, Reino Unido, Suécia e Austrália, que me deram apoio e força, mesmo quando seus governos me negavam qualquer direito. E às cabeças mais arejadas de todos os governos, que ainda lutam por justiça: o dia de vocês raiará.

   À equipe, apoiadores e fontes de Wikileaks, cuja coragem, compromisso e lealdade foram sem iguais.

   Minha família e meus filhos, que vivem sem pai, perdoem-me. Logo estaremos novamente reunidos.

   Enquanto Wikileaks estiver sob ameaça, ameaçadas estarão também a liberdade de expressão e a saúde de nossas sociedade. Temos de usar esse momento para articular a decisão diante da qual está hoje o governo dos EUA.
   Voltará o governo dos EUA a reafirmar os valores sobre os quais aquela nação foi fundada? Ou o governo dos EUA despencará do precipício, arrastando com ele todos nós, para um mundo perigoso e repressivo, no qual os jornalistas serão para sempre silenciados, pelo medo das perseguições, e os cidadãos serão condenados a sussurrar na escuridão?

   Digo que isso não pode continuar.

   Peço ao presidente Obama que faça a coisa certa.

   Os EUA têm de desistir dessa caça às bruxas contra Wikileaks.

   Os EUA têm de cancelar a investigação pelo FBI, contra Wilileaks.

   Os EUA têm de se comprometer a não perseguir nem processar nosso pessoal, nossa equipe e nossos apoiadores.

   Os EUA têm de prometer, ante o mundo, que nunca mais perseguirão jornalistas exclusivamente porque jornalistas lancem luz sobre crimes cometidos pelos poderosos.

   Têm de ter fim todos os discursos insanos sobre processar empresas de jornalismo, seja Wikileaks ou o New York Times.

   A guerra do governo dos EUA contra os que apitam e lançam sinais de alarme justificado e legítimo tem de acabar.

   Thomas Drake e William Binney e John Kiriakou e tantos outros heroicos guardas avançados, que alertaram para os piores perigos que eles, antes de outros, viram chegar, têm de ser – eles têm de ser! – perdoados e indenizados pelos riscos a que se expuseram e pelos sofrimentos que padeceram, para bem cumprir seu dever, como bons servidores do interesse público.

   E o soldado que permanece em prisão militar em Fort Levenworth, Kansas, que a ONU constatou que viveu sob as mais monstruosas condições de prisão em Quantico, Virginia, e que ainda não foi julgado, mesmo depois de dois anos de prisão, tem de ser posto em liberdade.

   Bradley Manning tem de ser libertado.

   Se Bradley Manning realmente fez o que é acusado de ter feito, então é herói e exemplo para todos nós, e um dos mais importantes prisioneiros políticos do mundo, hoje.

   Bradley Manning tem de ser libertado.

   Na 4ª-feira, Bradley Manning completou 815 dias de prisão sem julgamento. A lei estipula o prazo máximo de 120 dias.

   Na 3ª-feira, meu amigo Nabeel Rajab, presidente do Centro de Direitos Humanos do Bharain foi condenado a três anos de prisão, por um tweet.

   Na 6ª-feira, uma banda russa foi condenada a dois anos de cadeia, por uma performance de conteúdo político.

   Há unidade na opressão. Tem de haver absoluta unidade e absoluta determinação na resposta. Obrigado.


Fonte: http://agencianota.blogspot.com.br/
Mais informações : http://pt.wikipedia.org/wiki/Julian_Assange