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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

SUSTENTABILIDADE



Projeto socioambiental do EJA é apresentado na Câmara de Marechal Rondon


Professora Izolde Schneider Vasques na tribuna: “Cem por cento dos nossos alunos nunca saíram de Marechal Cândido Rondon”

Na última segunda-feira (06), durante a primeira sessão ordinária do Poder Legislativo rondonense, a professora Izolde Schneider Vasques ocupou o espaço destinado à Tribuna Popular para apresentar uma ação de caráter socioambiental que ela coordena na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Trata-se do projeto “Ações que marcam, atitudes que inspiram”, desenvolvido por estudantes da Educação de Jovens e Adultos da Escola Bento Munhoz da Rocha Neto e alunos da Escola Municipal Criança Feliz.
Através dele, os estudantes trabalham com a reciclagem de óleo de cozinha, que é utilizado para a fabricação de sabão líquido e em barra. O recolhimento do óleo de cozinha usado é feito pelos alunos do EJA que participam do projeto, juntamente com estudantes do 4º ano da Escola Municipal Criança Feliz. Eles ainda contam com a colaboração de empresas parceiras, que repassam esse produto para ser transformado em sabão.
A partir da fabricação e venda do sabão, são trabalhados com os alunos os temas qualidade de vida e meio ambiente. Entre outros tópicos abordados, estão a importância de uma alimentação saudável e também a necessidade de destinar corretamente os resíduos produzidos no dia a dia.
O óleo de cozinha, por exemplo, pode ser um grande contaminador dos lençóis freáticos, poluindo a água que as pessoas consomem. Por isso, ao invés de eliminá-lo na natureza, ele é reaproveitado na fabricação de sabão.
Izolde explicou aos vereadores e à comunidade presente à sessão que parte do sabão produzido fica com os alunos. “Alguns já estão empreendendo e aumentando a renda familiar com a venda deste produto”, elogia.
Outra parte do sabão é comercializada na Escola Municipal Bento Munhoz da Rocha e pode ser adquirido por todos os interessados.
O dinheiro arrecadado será investido em uma viagem para levar os alunos do EJA até Guaratuba, no litoral paranaense. Também haverá outra viagem ao cinema, em Toledo.
“Cem por cento dos nossos alunos nunca foram ao cinema e nunca saíram de Marechal Cândido Rondon”, enfatiza a professora. Assim, o projeto e as viagens são maneiras de estimular os alunos a continuarem os estudos. Em Marechal Cândido Rondon, 60% dos matriculados no EJA são idosos. No projeto “Ações que marcam, atitudes que inspiram” participam 104 pessoas.
Outras ações desenvolvidas com os mesmos alunos, em parceria com estudantes da rede municipal, são a horta agroecológica, na Escola Bento Munhoz da Rocha Neto; e a horta comunitária, onde hortaliças são cultivadas em um terreno na cidade que estava abandonado.
Os vereadores parabenizaram a professora e os demais profissionais envolvidos no projeto, assim como os alunos, e garantiram o apoio da Câmara ao EJA no município.
O vereador presidente Pedro Rauber informou que a Secretaria de Estado da Educação autorizou a criação de novas turma do EJA no município, em atendimento a requerimento apresentado ainda no início deste ano por todos os vereadores de Marechal Cândido Rondon.


CRÉDITOS: (Assessoria de Imprensa – Cristiano Viteck – 08.08.2018)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

PAPEL RECICLADO


Aprenda como fazer papel reciclado

O processo de reciclagem é dividido em três etapas: controle de qualidade, mistura do papel com água e triturador. © Depositphotos.com / moreno.soppelsa
Amplamente utilizado no dia a dia, o papel é um material utilizado para a produção de embalagens, cadernos, livros, envelopes, caixas e muitos outros produtos. Uma vez que o papel é extraído da madeira, a fabricação desses artigos está associada ao corte de árvores e à poluição do meio ambiente — causada especialmente pelo uso de produtos químicos para branqueamento das folhas.
Uma solução muito eficiente para inimizar esses impactos negativos é a reciclagem, um processo que consiste no reaproveitamento de papel usado para a produção de novas folhas, que poderão ser novamente utilizadas na cadeia produtiva. A reciclagem do papel é dividida em etapas: após passar por um controle de qualidade, o papel é misturado com água e triturado, formando uma massa que será peneirada e aperfeiçoada com aditivos orgânicos.
Embora o processo de reciclagem de papel geralmente seja feito por empresas especializadas em reciclagem, você pode fazer papel reciclado em sua casa. Descubra como a seguir:

Como fazer papel reciclado

Materiais necessários

  • Papeis usados e limpos (sem matéria orgânica como comida ou fezes);
  • Água;
  • Bacia (de preferência funda);
  • Liquidificador ou triturador de papel;
  • Tela ou peneira.

Como fazer

O primeiro passo é picar os papeis em pequenos pedaços e colocá-los na bacia, cobertos por água. Deixe descansar por 24 horas.
No dia seguinte, coloque a mistura no liquidificador e adicione mais água se necessário — o ideal é que haja 3 partes de água para uma parte de papel. Espalhe uma fina camada da mistura sobre uma tela e coloque um peso por cima para que a água seja drenada.
Depois de mais 24 horas, retire o peso e deixe o papel secar em temperatura ambiente e seu papel reciclado estará pronto!

Aplicações

Por ser mais rústico, o papel reciclado vai muito bem em embalagens de produtos e presentes, além de convites de casamento e cartões. Para obter um efeito personalizado, acrescente pigmento no momento de bater a mistura de papel e tenha um papel com a coloração que desejar.

FONTE: http://www.fragmaq.com.br/blog/aprenda-como-fazer-papel-reciclado/?utm_source=facebook.com&utm_medium=timeline&utm_campaign=parceriafragmaq&utm_content=

terça-feira, 30 de agosto de 2016

RESTAUR'ART/DECORAÇÃO SUSTENTÁVEL








Ao reutilizar, reaproveitar um móvel ou qualquer outro objeto que estava indo para o lixo, você está deixando de contaminar, encher o planeta com seus resíduos. Seja ele um móvel, um vidro ou qualquer outro objeto. 
A Restaur'art trabalha com o conceito de que nada é totalmente descartável. Reutilizar, restaurar, reaproveitar. Esta é nossa ideia. De revitalizar, dar utilidade, prazer de ver vida e beleza ao que, parecia, não tinha mais nenhuma. 
Decore sua sua casa com objetos reciclados, reaproveitados, que viram arte, decoração sustentável É mais vida para o planeta! 
E para todos os seres vivos!

TUDO PODE VIRAR ARTE!





quarta-feira, 3 de agosto de 2016

COLETA SELETIVA



Apenas 15% da população nacional possui serviço de coleta seletiva, aponta estudo do CEMPRE


A pesquisa aponta para o desenvolvimento da atividade em todo o território nacional, que tem evoluído bastante ao longo dos últimos anos





A organização de Compromisso Empresarial Para Reciclagem, CEMPRE, divulgou recentemente um estudo analisando o funcionamento do sistema de coleta seletiva realizado em todo o país. Com base em uma série de dados registrados desde 1994, a Pesquisa Ciclosoft 2016 destaca os avanços ocorridos no setor neste período.

Realizado de dois em dois anos, a Pesquisa Ciclosoft aponta como o serviço de coleta seletiva tem sido praticado, levando em consideração a importância da atividade para a reciclagem de materiais.
Um dos critérios de destaque desta edição é a quantidade de municípios brasileiros que contam com a atividade que, pela primeira vez, ultrapassou o número de 1000. Ainda assim, o alcance da coleta seletiva não é grande, atingindo apenas 15% da população nacional, correspondente a 31 milhões de pessoas.
No estudo consta a centralização da atividade na região Sudeste-sul num total de 81% de todo o serviço realizado no país, enquanto a região Nordeste conta com 10 % do serviço, o Centro-oeste reúne 8% e o Norte apenas com 1%. Também na pesquisa, a CEMPRE mostra que 54% dos municípios ainda realizam a coleta seletiva por meio de pontos de entrega voluntária e Cooperativas, enquanto apenas 51% da coleta seletiva é feita pela própria prefeitura.
“Desde 1994, a pesquisa Ciclosoft reúne informações para apresentar os avanços da coleta seletiva em cidades brasileiras. Desde a primeira edição, notamos um crescimento positivo nos programas e iniciativas desenvolvidas no Brasil, que foi intensificado com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Porém, ainda existe um longo espaço para evoluir, que permita aos brasileiros mais acesso ao serviço de coleta seletiva”, explica o presidente da CEMPRE, Vitor Bicca.
Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/apenas-15-da-populacao-nacional-possui-servico-de-coleta-seletiva-aponta-estudo-cempre/?utm_source=facebook.com&utm_medium=timeline&utm_campaign=parceriapv&utm_content=coletaseletiva



terça-feira, 19 de julho de 2016

ARQUITETURA SUSTENTÁVEL



Conceptos Plasticos, as casas populares de 

Oscar Mendez



O arquiteto colombiano Oscar Mendez desenvolveu uma técnica de reciclagem do plástico de embalagens ordinárias, como produtos de limpeza, transformando o mesmo em monoblocos ultraresistentes que se encaixam como um lego e, a partir disso, constroem casas populares de 40m em 5 dias, sem a necessidade de cimento ou gerar entulho residual, mas que comporta qualquer acabamento como massa corrida e revestimento em porcelanato.
O arquiteto lembra que na América do Sul e na África, 40% da população não tem moradia - só na América Latina, 80.000.000 de famílias não tem moradia e em todo mundo, 1 em 7 pessoas vive em situação de pobreza extrema. E que em 2050, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos.

As opções atuais de moradias populares geralmente são caras, por dependerem do tijolo de barro tradicional das olarias e de difícil logística, impactam mais do que resolvem o problema. As olarias clandestinas são um dos maiores empregadores de trabalho infantil em todo mundo e campeãs em amputações e demais acidentes de trabalho, a extração da argila tende a ser igualmente clandestina e o próprio transporte do material é custoso econômica e ambientalmente.
O concreto por sua vez é uma liga feita de areia, cimento e brita - a areia é um processo mineratório agressivo como qualquer outro, que deixa crateras a céu aberto e seca lençóis freáticos nos antigos areais. O cimento é produzido industrialmente a partir da extração de calcário e argila. As fábricas de cimento são consideradas grandes poluidoras, já que onde há extração de calcário hoje, amanhã haverá uma pedreira abandonada. A extração da argila do fundo de rios faz com que os veios percam volume de água e leva à extinção de toda fauna.
A indústria do cimento sozinha é responsável por 2% de todo o consumo de energia e 5% das emissões de CO2 do planeta.

O desenvolvimento desse material reaproveitando o plástico, resolve muitos problemas com uma única solução. Só em Bogotá, capital da Colômbia, descartam-se 750 toneladas de plástico por dia em lixões a céu aberto.
A média de entulho produzido por metro quadrado em obras novas é de 150 kg, o que faz com que uma obra de 10 mil m produza cerca de 1.500 t de resíduos. No ano de 2000, é dito, foram descartadas na cidade de São Paulo 17.240 t de entulho por dia.


Site oficial: Conceptos Plásticos - de plástico reciclado à moradia digna.









Mais informação:
Vila colombiana bioconstruída em garrafas com adobe
A casa sustentável é mais barata - parte 02 (casas contêiner)
Casa construída com 18 toneladas de plástico no País de Gales
Conversão de plástico em óleo ou faça seu combustível em casa
Extração insustentável e ilegal de areia, base da construção civil
A casa sustentável é mais barata - parte 13 (recycled boat house)
A casa sustentável é mais barata - parte 14 (dormitórios tubulares)
Catedral construída com entulho de construção civil e lixo reciclado
Finca Bellavista: uma comunidade colombiana e sustentável de casas em árvores
A casa sustentável é mais barata - parte 10 (ecotijolos e concreto reciclado de entulho)

Fonte: http://caroldaemon.blogspot.com.br/2016/07/conceptos-plasticos-as-casas-populares.html

segunda-feira, 4 de julho de 2016

RECICLAGEM



Usina de reciclagem transforma bituca de cigarros em papel em Votorantim


Caixas coletoras em vários pontos do município facilitam descarte ecológico. Tecnologia 100% nacional foi feita em parceria com uma universidade.

A cidade de Votorantim (SP) se tornou a primeira do Brasil a ter uma usina de reciclagem de bitucas de cigarro. O projeto 100% nacional, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Brasília,  transforma o material em papel. O município já tem inúmeras caixas coletoras dos resíduos, o que facilita o descarte ecologicamente correto das bitucas.
Usina de reciclagem de bituca em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)Caixas coletoras foram distribuídas em várias
cidades (Foto: Reprodução/TV TEM)
Uma vez por semana, funcionários fazem a coleta das bitucas nos pontos de descarte. No total são 2.600 caixas em 17 municípios. Por mês são coletados 130 quilos. A engenheira ambiental Daniela Ribeiro explica a importância de se retirar da meio ambiente esse produto. "A bituca no solo vai causar alteração na qualidade da terra, assim como da água, se for descartada na água. Isso é ruim para o ecossistema, como a fauna e flora."
Já na usina, o material passa por uma triagem. Depois, as bitucas são colocadas em uma espécie de caldeirão com água e uma solução química, que faz a desintoxicação.
Depois de 5 horas fervendo a 100ºC, a mistura descansa e se resfria. Só depois é peneirada e lavada em tanques. Desse processo sai uma massa celulósica. A ideia da reciclagem é do diretor industrial Marcos Poiato, que trabalhava na indústria farmacêutica e percebeu o nicho de mercado.
Usina de reciclagem de bituca em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)Marcos viu oportunidade nesse nicho
(Foto: Reprodução/TV TEM)
"Com o sucesso da lei antifumo, as pessoas começaram a jogar mais do que já jogavam os resíduos dos cigarros nas calçadas e ruas. Foi onde bolamos esse processo todo", destaca.
Ao todo, com 25 bitucas, é possível fazer uma folha de papel, utilizada em atividades pedagógicas. Os profissionais da usina também realizam palestras de educação ambiental na rede municipal de ensino para conscientizar a população.
"As pessoas se envolvem nesse tipo de trabalho e fecha um ciclo muito interessante, além de todo o aspecto ambiental, tem a geração de emprego, com artesanato", diz o secretário do meio ambiente da cidade, Ricardo Naccarati.
Bitucas se tornam papel após processo de reciclagem (Foto: Reprodução/TV TEM)Bitucas se tornam papel após processo de reciclagem (Foto: Reprodução/TV TEM)
Usina de reciclagem de bituca em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)Produto final é aplicado de diversas formas (Foto: Reprodução/TV TEM)
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2016/06/usina-de-reciclagem-transforma-bituca-de-cigarros-em-papel-em-votorantim.html

terça-feira, 10 de maio de 2016

BIODIESEL



Como montar uma empresa de biodiesel reciclado


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Todo mundo já sabe que é possível reciclar óleo de fritura saturado, mas ainda não estamos acostumados com a transformação em biodiesel.
reciclagem para fazer biodiesel
A imagem é engraçada, mas não é tão utópica. Leia a matéria para entender como o processo de reciclagem é simples.
Sabia que pode ser uma atividade lucrativa? Seguem algumas informações básicas ao interessado em entrar nesse ramo.
Microusinas
Para processar biodiesel com óleo de fritura, existem pequenas máquinas, com capacidade de cerca de 400 litros dia, e baixo custo. Sendo para uso próprio, não há burocracia, entretanto se for para comercializar, há necessidade da autorização da ANP e da Receita Federal, que para liberar a comercialização do B100, o biodiesel puro, exige o cumprimento vários itens de especificações.
Processo
O óleo é submetido a um tratamento de purificação. Um filtro retira componentes sólidos, depois é extraída a água. Vem a decantação, para separar o que ainda houver de sujeira, e a centrifugação. A umidade é inimiga número 1 do processo mais viável de produção, a transesterificação.
Se sobrar água, o óleo consegue apenas virar sabão. Para adquirir todo o maquinário para reciclagem, o investimento será de milhares de reais. O óleo limpo é vendido por centavos, então é importante ter a assessoria de profissionais para descobrir o ponto de equilíbrio do negócio.
Um litro de óleo saturado gera cerca de 800 ml de biodiesel.
O óleo reciclado pode ser comercializado também para a indústria química, de cosméticos e de ração, já que utilizam óleo na composição de seus produtos.
O excedente da comercialização de biocombustível pode ser usado para tudo o que for consumido na usina, incluindo o aquecimento de caldeiras, e nos veículos relacionados à sua produção.
Para quem quer experimentar o negócio com pouco investimento, uma boa dica é coletar óleo de cozinha usado. Quando se certificar que consegue um bom volume periódico, entre em contato com quem já recicla o material, assim é possível entrar no ramo, lucrando com a venda.
Este artigo não tem pretensão de substituir uma consultoria profissional. Serve apenas para esclarecer pontos básicos para empreendedores e curiosos.
Este vídeo português ilustra o processo de produção do biodiesel. Veja:
Atenção: a missão do Setor Reciclagem é disseminar a cultura da reciclagem e não atuar diretamente no ramo. Para cursos e equipamentos profissionais, faça uma pesquisa em nossa área de buscas 

Fonte: http://www.setorreciclagem.com.br/reciclagem-de-oleo/como-montar-uma-empresa-de-biodiesel-reciclado/

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

RECICLAGEM



Reciclagem artesanal de pneus


A reciclagem de pneus já teve dias piores. Hoje podemos ver iniciativas interessantes, úteis e lucrativas para reinserir resíduos de borracha na cadeia produtiva. Porém, não podemos esquecer que a reciclagem artesanal tem um forte apelo de consciência ambiental. Para  aqueles que apreciam a reciclagem sendo usada de forma criativa, veja essas esculturas de pneus, que são verdadeiras obras de arte.

E  para fazer a alegria da garotada, brinquedos do Mercado Mundo Mix feitos de borracha.


Fonte: http://www.artereciclada.com.br/borracha/reciclagem-artesanal-de-pneus


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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ILUMINAÇÃO ALTERNATIVA


Brasileiro inventor de 'luz engarrafada' tem ideia espalhada pelo mundo

Alfredo Moser | Foto/Montagem: BBC
Criador e criatura: Moser criou a lâmpada durante a série de apagões que o Brasil enfrentou em 2002 Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.

Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de 'eureka' quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.
Para isso, ele utilizou nada mais do que garrafas plásticas pet com água e uma pequena quantidade de cloro.
Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a 'luz engarrafada'.
Mas afinal, como a invenção funciona? A reposta é simples: pela refração da luz do sol numa garrafa de dois litros cheia d'água.
"Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser.
Moser protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer o buraco na telha com uma furadeira. De cima para baixo, ele então encaixa a garrafa cheia d'água.
"Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota", diz o inventor.
Outro detalhe é que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta.
Alfredo Moser | Foto: BBC
A ideia de Moser já é utilizada em mais de 15 países onde energia é escassa

"Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o sol, mas é entre 40 e 60 watts", afirma Moser.

Apagões

A inspiração para a "lâmpada de Moser" veio durante um período de frequentes apagões de energia que o país enfrentou em 2002. "O único lugar que tinha energia eram as fábricas, não as casas das pessoas", relembra.
Moser e seus amigos começaram a imaginar como fariam um sinal de alarme, no caso de uma emergência, caso não tivessem fósforos.
O chefe do inventor sugeriu na época utilizar uma garrafa de plástico cheia de água como lente para refletir a luz do sol em um monte de mato seco e assim provocar fogo.
A ideia ficou na mente de Moser que então começou a experimentar encher garrafas para fazer pequenos círculos de luz refletida.
Não demorou muito para que ele tivesse a ideia da lâmpada.

Quanto gasta de energia?

  • As lâmpadas feitas com as garrafas plásticas não necessitam de energia para serem produzidas, já que o material pode ser coletado e reaproveitado pelos moradores da própria comunidade.
  • A 'pegada de carbono' - unidade que mede o quanto de CO2 é dispensado na atmosfera para se produzir algo - de uma lâmpada incandescente é 0,42kg de CO2.
  • Uma lâmpada de 50 watts, ligada por 14 horas por dia, por um ano, tem 'pegada de carbono' de quase 200kg de CO2.
  • As lâmpadas de Moser também não emitem CO2 quando 'ligadas'.
Fonte: ONU
"Eu nunca fiz desenho algum da ideia".
"Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser.

Pelo mundo

O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro.
Ainda que ele ganhe apenas alguns reais instalando as lâmpadas, é possível ver pela casa simples e pelo carro modelo 1974 que a invenção não o deixou rico. Apesar disso, Moser aparenta ter orgulho da própria ideia.
"Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?", comemora Moser.
Carmelinda, a esposa de Moser por 35 anos, diz que o marido sempre foi muito bom para fazer coisas em casa, até mesmo para construir camas e mesas de madeira de qualidade.
Mas parece que ela não é a única que admira o marido inventor.
Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter, nas Filipinas, parece ser outro fã.
Foto: BBC
Moser afirma que a lâmpada funciona melhor se a boca for coberta por fita preta

A instituição MyShelter se especializou em construção alternativa, criando casas sustentáveis feitas de material reciclado, como bambu, pneus e papel.
Para levar à frente um dos projetos do MyShelter, com casas feitas totalmente com material reciclado, Diaz disse ter recebido "quantidades enormes de garrafas".
"Nós enchemos as garrafas com barro para criamos as paredes. Depois enchemos garrafas com água para fazermos as janelas", conta.
"Quando estávamos pensando em mais coisas para o projeto, alguém disse: 'Olha, alguém fez isso no Brasil. Alfredo Moser está colocando garrafas nos telhados'", relembra Diaz.
Seguindo o método de Moser, a entidade MyShelter começou a fazer lâmpadas em junho de 2011. A entidade agora treina pessoas para fazer e instalar as garrafas e assim ganharem uma pequena renda.
Nas Filipinas, onde um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza (de acordo com a ONU, com menos de US$ 1 por dia) e a eletricidade é muito cara, a ideia deu tão certo, que as lâmpadas de Moser foram instaladas em 140 mil casas.
As luzes 'engarrafadas' também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.
Diaz disse que atualmente pode-se encontrar as lâmadas de Moser e comunidades vivendo em ilhas remotas. "Eles afirmam que eles viram isso (a lâmpada) na casa do vizinho e gostaram da idéia".
Pessoas em áreas pobres também são capazes de produzir alimentos em pequenas hortas hidropônicas, utilizando a luz das garrafas para favorecer o crescimento das plantas.
"Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre"
Illac Angelo Diaz, diretor executivo da fundação de caridade MyShelter nas Filipinas
Diaz estima que pelo menos um milhão de pessoas irão se beneficiar da ideia até o começo do próximo ano.
"Alfredo Moser mudou a vida de um enorme número de pessoas, acredito que para sempre", enfatiza o representante do MyShelter.
"Ganhando ou não o prêmio Nobel, nós queremos que ele saiba que um grande número de pessoas admiram o que ele está fazendo".
Mas será que Moser imagina que sua invenção ganharia tamanho impacto?
"Eu nunca imaginei isso, não", diz Moser emocionado.
"Me dá um calafrio no estômago só de pensar nisso".



Fonte:
Atualizado em  13 de agosto, 2013 - 11:05 (Brasília) 14:05 GMT
Postado no facebook por Marcinha Medeiros