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sábado, 7 de julho de 2018

MEMÓRIA



Registros de um país em conflito

Mostra no IMS Paulista reúne centenas de imagens da violência que caracteriza a sociedade brasileira
Residência afetada por bombardeio. Vila Mariana, São Paulo, 1924. Foto: Coleção Mons. Jamil Nassif Abib

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O PARQUE IBIRAPUERA E O MEIO AMBIENTE*

Conservação da natureza nas cidades: o que o Parque Ibirapuera tem com isso?

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

OS AGROTÓXICOS NO INTERIOR DO BRASIL



VENENO

Agrotóxicos deixam rastro de câncer e morte pelo interior de São Paulo

Estado consome 4% da produção mundial e índices de doenças e mortes bem acima das médias estaduais
São Paulo, 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

RECICLAGEM



Usina de reciclagem transforma bituca de cigarros em papel em Votorantim


Caixas coletoras em vários pontos do município facilitam descarte ecológico. Tecnologia 100% nacional foi feita em parceria com uma universidade.

A cidade de Votorantim (SP) se tornou a primeira do Brasil a ter uma usina de reciclagem de bitucas de cigarro. O projeto 100% nacional, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Brasília,  transforma o material em papel. O município já tem inúmeras caixas coletoras dos resíduos, o que facilita o descarte ecologicamente correto das bitucas.
Usina de reciclagem de bituca em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)Caixas coletoras foram distribuídas em várias
cidades (Foto: Reprodução/TV TEM)
Uma vez por semana, funcionários fazem a coleta das bitucas nos pontos de descarte. No total são 2.600 caixas em 17 municípios. Por mês são coletados 130 quilos. A engenheira ambiental Daniela Ribeiro explica a importância de se retirar da meio ambiente esse produto. "A bituca no solo vai causar alteração na qualidade da terra, assim como da água, se for descartada na água. Isso é ruim para o ecossistema, como a fauna e flora."
Já na usina, o material passa por uma triagem. Depois, as bitucas são colocadas em uma espécie de caldeirão com água e uma solução química, que faz a desintoxicação.
Depois de 5 horas fervendo a 100ºC, a mistura descansa e se resfria. Só depois é peneirada e lavada em tanques. Desse processo sai uma massa celulósica. A ideia da reciclagem é do diretor industrial Marcos Poiato, que trabalhava na indústria farmacêutica e percebeu o nicho de mercado.
Usina de reciclagem de bituca em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)Marcos viu oportunidade nesse nicho
(Foto: Reprodução/TV TEM)
"Com o sucesso da lei antifumo, as pessoas começaram a jogar mais do que já jogavam os resíduos dos cigarros nas calçadas e ruas. Foi onde bolamos esse processo todo", destaca.
Ao todo, com 25 bitucas, é possível fazer uma folha de papel, utilizada em atividades pedagógicas. Os profissionais da usina também realizam palestras de educação ambiental na rede municipal de ensino para conscientizar a população.
"As pessoas se envolvem nesse tipo de trabalho e fecha um ciclo muito interessante, além de todo o aspecto ambiental, tem a geração de emprego, com artesanato", diz o secretário do meio ambiente da cidade, Ricardo Naccarati.
Bitucas se tornam papel após processo de reciclagem (Foto: Reprodução/TV TEM)Bitucas se tornam papel após processo de reciclagem (Foto: Reprodução/TV TEM)
Usina de reciclagem de bituca em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)Produto final é aplicado de diversas formas (Foto: Reprodução/TV TEM)
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2016/06/usina-de-reciclagem-transforma-bituca-de-cigarros-em-papel-em-votorantim.html

sábado, 11 de junho de 2016

HIDROMETEOROLOGIA




Universidade de São Paulo inaugura radar meteorológico de alta resolução




(IAG) Está sendo instalada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade de São Paulo a mais nova tecnologia de monitoramento de chuva de alta resolução: um radar meteorológico Doppler banda X de dupla polarização. Esta inovação permitirá avanços significativos em projetos Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na área de hidrometeorologia, com ênfase para sistemas de alerta de previsões hidrológicas e de tempestades severas, em tempo real. Além disso, esta nova tecnologia permitirá calcular as rajadas de vento com mais precisão e também identificar a formação de tempestades elétricas. O radar está instalado na cabeceira do Córrego do Ipiranga, local estratégico para monitorar a cidade de São Paulo e seus arredores. 

Uma vez que este radar utiliza a Banda X, é possível monitorar a chuva com até 75 metros de resolução, a cada 1 minuto. Além disso, ele dispõe de um novo software que infere a chuva que cai com mais precisão, permitindo aprimorar e complementar as previsões que são realizadas pelo radar meteorológico Doppler Banda S de Ponte Nova. Essas informações vão permitir melhorar as previsões de tempo de curtíssimo prazo (nowcasting), pois será possível identificar detalhes mais finos da chuva a detalhe de ruas, quarteirões e bairros, por exemplo. Os dados são utilizados nos modelos de previsão de cheias e de inundações na cidade de São Paulo, ou seja, a melhoria na qualidade da previsão de chuva aumentará a eficácia do sistema de alerta.

Diferentemente do radar de Ponte Nova, que abrange um raio de 150 km, este radar estará centrado em um círculo de 60 km, cobrindo uma boa parte da RMSP. A integração destes dois radares não somente trará grandes benefícios para a população a partir de uma melhor identificação da chuva e no gerenciamento da cidade, mas também colocará a USP na fronteira do conhecimento de técnicas de radar. O projeto promove o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao desenvolvimento das tempestades ordinárias e severas, efeito urbano e da poluição na intensificação ou não da chuva, inundações e enchentes e previsão do tempo, além de alavancar a primeira escola de radar meteorológico da América do Sul, onde alunos poderão efetivamente combinar as aulas teóricas com as práticas. 

O radar meteorológico de alta resolução foi fruto de parceria entre o Governo da França, por meio do seu Ministério de Finanças e Contas Públicas, e a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP e Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres (CEPED) da USP, contando com a coordenação de professores da Escola Politécnica (EPUSP), Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental, e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), Departamento de Ciências Atmosféricas. O Governo da França financiou o desenvolvimento desta tecnologia à NOVIMET, que por sua vez fez a doação do radar Banda-X. O agente técnico-administrativo deste projeto é a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), de suporte da Escola Politécnica, que atua há anos no campo do monitoramento hidrológico e de sistemas de alerta a inundações. Além de abrir um campo de investigação importante para a Universidade de São Paulo, este novo radar será incorporado aos sistemas de alerta hoje em operação na região, com destaque para o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura Municipal de São Paulo, a Central de Alerta do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e o Sistema de Alerta da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

O evento de inauguração será no dia 14 de junho de 2016, das 10h às 12h, no Parque CienTec (Av. Miguel Stéfano, 4200 – Água Funda, São Paulo). Durante o evento serão feitas apresentações que mostrarão a importância e a relevância desta tecnologia para centros de gerenciamento, e os impactos para a sociedade e educação, bem como a importância da celebração de projetos de parceria. Além disso, os participantes terão a oportunidade de visitar o radar meteorológico no local.

As imagens do novo radar estarão disponíveis no sitehttp://www.chuvaonline.iag.usp.br

Mais informações serão fornecidas no local. Contato com os coordenadores do Projeto:
Professor Carlos Augusto Morales (IAG/USP) – carlos.morales@iag.usp.br e
Professor Mario Thadeu Leme de Barros (Poli/USP) – mario.barros@poli.usp.br


Fonte: http://gaea-astronomia.blogspot.com.br/2016/06/universidade-de-sao-paulo-inaugura.html



quarta-feira, 8 de junho de 2016

BOLSA CICLISTA




Bolsa ciclista é aprovada em comissão e será votada na Câmara


Proposta é que trabalhadores que trabalham de bicicleta recebam R$ 50, no lugar de vale-transporte, para gastar com manutenção das bikes




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Bolsa ciclista é aprovada em comissão e será votada na Câmara
Ciclista na Rua da Consolação.
Foto: Sergio Castro/Estadão
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal aprovou o texto do projeto de lei que cria uma bolsa de R$ 50 para cidadãos que vão ao trabalho usando bicicletas.
A proposta é que todos que vão ao trabalho de bicicleta ao menos três vezes por semana tenham direito ao benefício. Os créditos do cartão só poderão ser usados para a compra de bens e serviços relacionados à manutenção das bicicletas.
Os recursos que vão sustentar o cartão virão de uma renúncia fiscal por parte da Prefeitura: as empresas que se interessarem pela proposta poderão abater os créditos depositados no cartão do valor devido de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
O teto é 20% do valor do IPTU. Mas, para participar, a empresa terá de ter ao menos 30% dos funcionários usuários de bicicleta, e deverá instalar paraciclos ou estacionamentos para as bikes dos colaboradores.
O vereador autor da proposta, José Police Neto (PSD), também prevê, no texto do Projeto de Lei, que a Prefeitura possa subsidiar o cartão, no limite de R$ 1 para cada R$ 1 que a empresa depositar no cartão.
Segundo Police Neto, a ideia é dar aos trabalhadores que optam pela bicicleta um incentivo, uma vez que abririam mão do vale-transporte convencional. A fiscalização do programa será feita pela Secretaria Municipal de Transportes.
A expectativa do vereador é que o texto seja votado no plenário da Câmara, até o fim deste mês.
Foto acima por: Jim Young/Reuters
Leia aqui a íntegra do Projeto de Lei

Fonte: http://www.revistabicicleta.com.br/bicicleta_noticia.php?bolsa_ciclista_e_aprovada_em_comissao_e_sera_votada_na_camara&id=33777

sexta-feira, 29 de abril de 2016

DIGESTÃO MOLECULAR DE RESÍDUOS SÓLIDOS



Novo tratamento de lixo resulta em água potável, produtos para agricultura e construção civil



O biólogo Guilherme Moraes dos Santos, autor do projeto de Digestão Molecular de Resíduos Sólidos, instalado na empresa Urbam, em São José dos Campos/SP – Brasil - Imagem: Câmara Municipal de Guarulhos (SP/Brasil)
O biólogo Guilherme Moraes dos Santos, autor do projeto de Digestão Molecular de Resíduos Sólidos, instalado na empresa Urbam, em São José dos Campos/SP – Brasil - Imagem: Câmara Municipal de Guarulhos (SP/Brasil)
25/04/2016 - Redação Envolverde
Um novo processo mecânico-químico possibilita a transformação do lixo e chorume (líquido resultante da decomposição) procedentes de residências em uma pasta que pode ser tratada de forma a servir para várias finalidades, a principal delas, água potável. Além da redução em 80% do volume bruto do lixo, outros resultantes são matéria-prima para construção civil, adubo natural e água reutilizável para jardins e limpeza de vias públicas, com pouco trabalho e sem alto custo. Também contempla triagem e desinfecção de recicláveis para comercialização ou retorno à indústria.
O biólogo Guilherme Moraes dos Santos é o idealizador do processo, denominado “Digestão Molecular de Resíduos Sólidos”. Após 12 anos de dedicação, ele conseguiu executá-lo na empresa Urbam, em São José dos Campos (São Paulo, Brasil) onde atua como gerente de projetos especiais. “Toda a estrutura física da matéria, inclusive do lixo, segue um padrão dentro do absoluto controle da luz solar”, afirma o biólogo, explicando que o processo cumpre as leis naturais de desintegração e renovação da matéria na Terra. Ele cita a frase do químico francês Antoine Laurent de Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
O intenso mau cheiro do chorume desaparece em poucos minutos de tratamento. “Este processo é uma sinergia química, na qual a molécula de hidrogênio é condicionada em uma escala energética para desintegração e renovação da matéria”, conta o biólogo. Segundo ele, usando a reação de combinação com hidrogênio no chorume, por exemplo, este líquido voltará a ser cristalino e puro. “O hidrogênio, uma molécula muito atuante no planeta, transmuta tudo que não tem utilidade para renovação da vida ou sem funcionalidade ao equilíbrio biológico do solo. Os elementos químicos nocivos tornam-se benéficos”.
Etapas do processo – As etapas envolvidas no processamento envolvem alimentação do reator com resíduos sólidos orgânicos e adição de três componentes enzimáticos. Neste processo ocorre aumento da temperatura até aproximadamente 200º C. O material resultante do reator (motor do processo) é encaminhado para uma peneira de separação entre a parte sólida e parte líquida. É prevista reutilização dos líquidos separados no reator. O material sólido é encaminhado para secagem. Posteriormente pode ser utilizado como fertilizantes e disposto em aterro tendo em vista a redução de volume, entre outros destinos.
O biólogo ainda explica que além de eliminar totalmente o odor, o processo evita gastos milionários para manutenção de aterros sanitários com mantas de alta precisão para conter a contaminação do solo. “A pasta é inerte, o que já justifica a importância deste tratamento dos resíduos que reduz em 80% o volume bruto do lixo”.  Segundo ele, a pasta concentra elementos químicos orgânicos essenciais à cadeia de nutrição do solo, plantas e vida bacteriana da terra. “É vantagem fornecê-la como fertilizante à agricultura para um resultado mais eficiente, preservando fontes de recursos da natureza, em substituição a adubos artificiais altamente impactantes”.
De acordo com Guilherme Santos, esta pasta também pode servir à construção civil, principalmente na confecção de tijolos eficientes e ultraleves para constituir paredes, telhas e artefatos de fundação de edificações. “Isso porque a pasta é constituída por fibras resistentes. Misturada a pouco cimento favorece a produção de materiais resistentes. Este conceito pode permitir soluções práticas para a destinação correta dos resíduos sólidos”, ele acentua.
Conforme o biólogo, os materiais recicláveis que vierem misturados no lixo orgânico podem ser desinfetados para destinação a cooperativas de triagem e venda ou, ainda, serem devolvidos a indústrias na forma de substâncias (borracha, cromo, tinturas, etc). Tais medidas de ‘logística reversa’ estão previstas na Lei Federal 12.305/2010 que versa sobre o Plano Estadual de Resíduos Sólidos no Brasil.

Fonte: http://www.revistaecologico.com.br/noticia.php?id=3983