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segunda-feira, 25 de maio de 2015

MAIS UMA SEMANA DE GREVE COMEÇA COM MOBILIZAÇÕES EM TODO O ESTADO

por Luciano Egidio Palagano*

O estado de guerra declarada entre os servidores estaduais e o governo do estado continua:
Na última sexta feira (22/05), em Marechal Cândido Rondon os servidores estaduais fizeram um ato de protesto na reunião do Conselho dos Municípios Lindeiros, que se realizou no centro de eventos da cidade. Neste protesto, os servidores portando cartazes, faixas, cruzes e caixões representando os deputados da base aliada e o governo, se manifestaram aos presentes, pedindo o apoio do Conselho dos Lindeiros para a pauta dos servidores.
Servidores Estaduais em ato no Encontro do Conselho dos
Municípios Lindeiros (22/05). Foto: Luciano Egidio Palagano
          A professora Aparecida Darc do comando de greve da UNIOESTE, representando todos servidores no ato, fez uma fala ao microfone onde explicitou as razões da greve e por que os servidores ainda permanecem na mesma. Você pode visualizar a fala da professora clicando aqui.
Servidores Estaduais em ato no Encontro do Conselho dos
Municípios Lindeiros (22/05). Foto: Luciano Egidio Palagano
Já no dia de hoje, a Segunda-feira iniciou uma semana que começa com mobilizações no estado inteiro, em uma ação coordenada a nível estadual pelo comando estadual de greve da APP-Sindicato, os 32 núcleos regionais de educação do estado amanheceram ocupados ou com piquetes em frente aos mesmos. O ato de protesto é realizado de forma a tentar impedir o lançamento das faltas dos servidores em greve, no caso do Núcleo de Educação de Toledo a ocupação ocorreu na tarde de hoje (25/05).
Ainda na tarde de hoje, enquanto os servidores em Toledo ocupavam o NRE, em Marechal Cândido Rondon mais um protesto ocorreu. Desta vez em frente a Justiça do Trabalho, onde o Deputado Estadual Elio Lino Rusch (DEM) foi recepcionado na saída do prédio. O mesmo se encontrava no prédio devido à duas audiências relacionadas a ações trabalhistas, nestas ações o deputado é acusado de não ter pago todos os direitos trabalhistas para um casal que trabalhou em um sítio de propriedade do parlamentar na cidade de Marechal Cândido Rondon.
Assim que Servidores da UNIOESTE e da Rede de Educação Básica ficaram sabendo da vinda do deputado, começaram a se organizar para o ato de protesto, e logo após às 14 horas portando cruzes, caixões e faixas, se dirigiram ao local e aguardaram a saída do mesmo.
Servidores Estaduais aguardando a saída do Deputado Elio
Rusch (DEM) em frente a Justiça do Trabalho em Marechal Cândido
Rondon (25/05). Foto: Luciano Egidio Palagano
Entoando palavras de ordem como “Raposa sai da toca”, “Covarde”, “O Elio Rusch, que papelão; é inimigo da Educação” e outras, os servidores ficaram posicionados em frente ao prédio da justiça do trabalho por aproximadamente uma hora à uma hora e meia aguardando a saída do deputado, e enquanto lá se encontravam a maioria das pessoas que saiam do local manifestavam apoio aos servidores.
O parlamentar ao sair (filmando os manifestantes) foi recebido com vaias e palavras de ordem, os servidores seguiram o deputado até o veículo em que o mesmo se retiraria do local, que segundo algumas informações pertence ao advogado do deputado, ao chegarem no carro o mesmo foi cercado (por algum tempo) pelos manifestantes, que vaiavam e questionavam a posição do deputado com relação ao apoio que o mesmo dá ao governo do estado.
Aos gritos de "Covarde! Covarde!" Servidores Estaduais
 seguem o Deputado Elio 
Rusch em direção ao carro.
Rondon (25/05). Foto: Luciano Egidio Palagano
Após as vaias, manifestações e algumas falas, os manifestantes liberaram o veículo que com o parlamentar dentro se evadiu do local, em seguida os servidores se dirigiram a UNIOESTE para a realização de uma reunião do comando de greve ampliado onde foram debatidos os próximos passos do movimento.






* Bacharel e Licenciado em História, correspondente do Jornal Pasquim do Oeste e colaborador do projeto Brasil de Fato Paraná
Confira abaixo mais algumas imagens da ocupação do Núcleo Regional de Educação de Toledo e das manifestações realizadas em Marechal Cândido Rondon na última semana. Para uma melhor visualização clique nas imagens:

Ato/Manifesto de repúdio dos Servidores estaduais ao Deputado Elio Rusch (DEM) em frente a Justiça do Trabalho em Marechal Cândido Rondon (25/05)
Fotos: Luciano Egidio Palagano





  

Ocupação do Núcleo Regional de Educação de Toledo na tarde do dia 25/05:
Fotos: Professora Marinalva








Ato/Manifesto dos Servidores Estaduais no Encontro do Conselho dos Municípios Lindeiros em Marechal Cândido Rondon (22/05). Fotos: Luciano Egidio Palagano

 





sexta-feira, 15 de maio de 2015

CRÔNICA: Servidores X Governo DO PARANÁ: Bonde Desgovernado

Luciano Egidio Palagano*
Frase que explica a concepção de Democracia da maioria dos políticos:
“Democracia é quando eu mando em você,
ditadura é quando você manda em mim.”
(Millôr Fernandes)


Hoje, 15/05, o Campus da UNIOESTE de Marechal Cândido Rondon foi palco de mais um protesto dos servidores estaduais.
Um dia depois do governo estadual anunciar que encerrou as negociações com os sindicatos que representam as diversas categorias em greve no estado do Paraná, o campus de Marechal Cândido Rondon da Unioeste foi palco de mais um protesto que unificou professores e funcionários da UNIOESTE e da Rede de Educação Básica.
O protesto ocorreu durante a realização de uma das mesas do XV Seminário de Extensão da Unioeste, que começou ontem 14/05, os manifestantes fizeram uma recepção ao Deputado Federal Evandro Roman (PSD) em um ato de repúdio à defesa que o mesmo fez na Câmara dos Deputados em Brasília dos atos do Governo Estadual, relacionados aos fatos ocorridos no dia 29/04.
Na mesma mesa também deveria ter estado presente o atual Secretário de Esportes do Paraná, Douglas Fabrício, que, segundo informações, não se fez presente por motivos de saúde.
Logo na chegada já foi possível ver o constrangimento do deputado quando o mesmo se deparou com o cemitério simbólico em frente da Biblioteca do Campus.
Dep. Evandro Roman (PSD) e Assessor
chegando no XV SEU. Ao fundo: cemitério da gestão Richa
Imagem: Luciano Egidio Palagano
Assim que o mesmo se dirigiu à mesa e iniciou sua fala, os manifestantes (vestidos em trajes de luto, com a boca tapada por tiras escuras e segurando cartazes) deram as costas ao deputado esvaziando a plateia e se posicionando ao lado do cemitério entoando o grito “Fora Beto Richa”.
Enquanto os manifestantes se posicionavam ao lado do cemitério e a plateia ficava cada vez mais vazia, era perceptível a preocupação e o constrangimento do parlamentar com o ato, uma vez que volta e meia, durante a sua fala, ele inseriu algum termo de homenagem à educação e aos professores, aparentemente tentando mediar a tensa situação que se verificava no momento.
Após a fala do deputado, foi aberto um espaço para questionamentos e apesar da temática da mesa não ser a greve dos servidores e nem mesmo os fatos ocorridos no dia 29/04, foi este o tema que dominou o debate.
A professora Aparecida Darc (comando de greve da UNIOESTE) fez uma fala ao deputado no sentido de que o protesto realizado naquele momento não era uma questão de vontade, mas sim de necessidade e de que a fala do professor coordenador da mesa (Professor Luís Peres – Ed. Física), que colocou que o parlamentar havia conseguido recursos para a Universidade, e a atuação do parlamentar com relação aos fatos do dia 29/04 e de todo o processo de mobilização era no minimo contraditório.
O deputado ao responder a professora colocou que não era de esquerda e nem de direita, e que defendia o direito de greve, mas que era preciso também defender a ordem instituída.
Servidores segurando faixa da manifestação
Imagem: Luciano Egidio Palagano

Um terceiro questionamento foi feito ao parlamentar pelo integrante da rede estadual de educação básica, Maicon Palagano, que mencionou que o atual chefe da casa civil do Paraná (Eduardo Sciarra - PSD) que é do mesmo partido de Evandro Roman, enquanto deputado votou contra a penalização do trabalho escravo. E que, já que o deputado em sua fala se dizia a favor do movimento dos servidores, por que ele, na qualidade de Deputado Federal, também não denunciava o Governo Estadual à PGR à exemplo dos Deputados Ivan Valente, Chico Alencar, e Jean Willys (PSOL). Ao responder o questionamento do servidor, o parlamentar apenas disse que, como os deputados mencionados são de extrema esquerda (na avaliação do parlamentar) ele não entraria neste assunto.
Mas, talvez dentre todos os questionamentos, aquele que mais tenha se destacado (devido a polêmica resposta dada pelo parlamentar) tenha sido o do Professor do curso de História da Unioeste, Gilberto Calil que também integra o comando de greve da UNIOESTE. O mesmo questionou o deputado sobre a sua afirmação de não ser nem de esquerda e nem de direita, e sim a favor do povo (sentido genérico).
Servidores aguardando a chegada do Dep. Evandro Roman
Imagem: Luciano Egidio Palagano
O professor questionou o deputado sobre esta afirmação, e colocou que historicamente o agrupamento politico que sempre trouxe este discurso de não ser esquerda e nem direita foi o fascismo**. Ao responder o professor, Evandro Roman reiterou a posição anterior, dizendo novamente que defendia o povo e não era nem de esquerda e nem de direita e que se isso fosse ser fascista ele não via nenhum problema nisso.
Após este debate, a situação se manteve tensa até o final da mesa, onde na saída do deputado alguns de seus assessores ensaiaram um bate boca com alguns manifestantes um pouco mais exaltados.
Enfim, o ocorrido hoje na Unioeste serviu como uma mostra sobre a atual situação do Estado do Paraná, pois na reunião do Conselho Estadual da APP juntamente com o Comando Estadual de Greve da entidade ficou deliberada a continuidade da greve apesar das ameaças do governo, assim como também deliberaram pela continuidade as várias assembleias das entidades representativas dos professores e servidores das IES, além da SANEPAR, que ao que tudo indica começa uma paralisação no próximo dia 19/04. Desta forma, a partir da semana que vem, caso o governo não tenha um insight de habilidade politica para atuar junto ao movimento grevista, se configura a construção de uma greve geral dos servidores estaduais no estado.
Dep. Evandro Roman é recepcionado por manifestantes.
Imagem: Luciano Egidio Palagano
Acontece que, aparentemente o governo vai na contramão desta necessária habilidade, pois ontem uma das medidas do mesmo foi fechar a mesa de negociação.
Fica então a pergunta: como resolver o atual impasse, se por parte do governo não existe a possibilidade de diálogo? Ao que parece o governo tomou uma posição e quer enfiar a mesma “goela abaixo” dos servidores, nada surpreendente para uma gestão que fez o uso de tamanho aparato policial no dia 29/04, na intenção de impedir os servidores de participarem da sessão que votava a mudança na PRPrevidência.
Este impasse em que se encontra o estado, e que já acumulou desde ações que beiraram o ridículo como deputados chegando na ALEP em um camburão e trágicas como o “Massacre no Centro Cívico” parece estar longe de ser resolvido. O bonde continua acelerando cada vez mais, e ao que parece, segue Desgovernado.

* Bacharel e Licenciado em História, correspondente do Jornal Pasquim do Oeste e colaborador do projeto Brasil de Fato Paraná
** O fascismo é um movimento político e social que nasceu na Itália pela mão de Benito Mussolini na sequência da Primeira Guerra Mundial. Trata-se de um movimento totalitário e nacionalista, cuja doutrina (e as similares que se desenvolvem noutros países) recebe o nome de fascista.
O fascismo surgiu como terceira via perante as democracias liberais (como a norte-americana) e o socialismo (a URSS). Para além do regime de Mussolini na Itália, são considerados fascistas os da Alemanha de Adolf Hitler e da Espanha de Francisco Franco.
O fascismo baseia-se num Estado todo-poderoso que diz encarnar o espírito do povo. A população não deve portanto procurar nada fora do Estado, que está nas mãos de um partido único. O Estado fascista exerce a sua autoridade através da violência, da repressão e da propaganda (incluindo a manipulação do sistema educativo).
O líder fascista é um maioral que está acima dos homens comuns. Mussolini denominava-se como Il Duce, que deriva do latim Dux (“General”). Trata-se de lideranças messiânicas e autoritárias, com um poder que se exerce de maneira unilateral e sem consultar (pedir a opinião) quem quer que seja.
Na Alemanha, o fascismo está associado ao nazismo. Este movimento teve uma forte componente racial, que promulgava a superioridade da raça ariana e procurava exterminar as restantes colectividades, como os judeus, os ciganos e os negros.
O neofascismo e o neonazismo repetem atitudes dos movimentos originários (violência, autoritarismo), apesar de negarem ou minimizarem os crimes cometidos por esses grupos ao longo do século XX.

Leia mais: Conceito de fascismo - O que é, Definição e Significado http://conceito.de/fascismo#ixzz3aFRo5nyH

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Debutando: XV SEU

Seminário de Extensão da UNIOESTE (SEU) completa 15 anos e apresenta  mostra fotográfica sobre o “Massacre do Centro Cívico”.


por Luciano Egidio Palagano (texto e fotos)*


A greve dos servidores do estado do Paraná continua a todo vapor, o Fórum das Entidades Sindicais (FES), após uma reunião com representantes do governo, onde nenhuma proposta foi apresentada pela administração estadual, informou ao Governo do Estado que não participará de mais nenhuma mesa de negociação enquanto o Governo não tiver uma proposta à ser apresentada às categorias em greve.
Ao que parece, os sindicatos se cansaram de sentarem à mesa de negociação para o governo simplesmente marcar outra reunião. Foi apresentado uma espécie de ultimato ao governo estadual, colocando como prazo máximo para o mesmo o dia 14/05 para a apresentação de uma proposta sobre as reivindicações das categorias. Segundo informações, caso o governo não apresente nada até o dia 14/05 o FES cogita chamar uma greve geral dos servidores a partir do dia 18/05.
Na mesma esteira das categorias que já estão em greve, como a Educação Básica e Ensino Superior, ontem os servidores da Sanepar também aprovaram indicativo de greve a partir do dia 18/05, o que provavelmente vai “engrossar o caldo” do movimento grevista dos servidores estaduais a partir da semana que vem.
Percebe-se assim, que a situação no Paraná se torna cada vez mais critica e tensa, e apesar de tudo isso, até o momento o governo estadual não apresentou nenhuma proposta concreta para solucionar este dilema que atinge não só os servidores, mas toda a população paranaense.
Professores assistem vídeo que trata da Previdência na concentração de greve
em Marechal Cândido Rondon.

Alias, a impressão que se tem, é que o executivo não esta muito preocupado com a situação do estado, uma vez que o governador não se fez presente na mesa de negociação com o FES no dia 12/05. Ao invés do chefe do executivo, o governador Beto Richa (PSDB), se fazer presente na negociação com os sindicatos, demonstrando assim um minimo de preocupação com a situação no Estado, ele resolveu se dirigir a Brasília para assistir a sabatina do jurista paranaense indicado ao STF Luiz Edson Fachin, algo plenamente justificável se a situação no estado não fosse de pleno “incêndio”.
Marechal Cândido Rondon: Ontem, 13/05/15, teve inicio o XV Seminário de Extensão da Unioeste (XV SEU) com o seguinte tema: “SEU 15 Anos: Interfaces e Novas Perspectivas” e até mesmo o Seminário de Extensão foi influenciado pelo movimento grevista.
Este, que é um evento acadêmico, tem a intenção de debater e apresentar a comunidade acadêmica e externa, os projetos de extensão realizados pelos diversos cursos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. No corrente ano, o mesmo esta sendo realizado no campus de Marechal Cândido Rondon. Isto, em um período em que os servidores estaduais (incluindo os professores e funcionários das IES), encontram-se em “clima de guerra” com o governo do estado.
Desta forma, a oportunidade do evento esta sendo utilizada pelo movimento grevista para dar voz às suas reivindicações, ao mesmo tempo em que coloca em debate com a sociedade o porque da greve, e expõe os fatos ocorridos nos fatídicos dias 28 e 29/04, datas que viram ocorrer o evento que ficou conhecido internacionalmente como “Massacre do Centro Cívico”.
Assim, aqueles que se fizerem presentes ao evento, poderão prestigiar uma Mostra Fotográfica Intitulada “Registro de um Massacre”, a mostra, que esta sendo realizada pela ADUNIOESTE e pelo Comando de Greve Docente da UNIOESTE, tem por objetivo apresentar imagens feitas nos dias 28 e 29/04 no Centro Cívico em Curitiba.
Fazendo parte dos eventos do XV SEU, também ocorrerão algumas mesas de debate sobre o Ensino, a Pesquisa e a Extensão no Estado do Paraná, com certeza, dado o momento de afloramento de diversas greves no estado, o processo de greve dos servidores da educação acabará entrando no debate, mesmo que de maneira paralela. Talvez, uma das mesas mais interessantes para quem pretende se inteirar sobre as greves no estado, seja aquela que vai se realizar hoje (14/05) a partir das 13h30 na tenda da concentração de greve dos servidores da UNIOESTE. A mesa terá o seguinte tema: “As condições do ensino público no Paraná” e será composta por representantes da APP-Sindicato, ADUNIOESTE e SINTEOESTE, clique aqui para ter acesso a programação completa do XV SEU.
Abaixo, seguem alguns registros do XV SEU:
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"

Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"

Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"

Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"

Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"


Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"




Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"




Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"




Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"
Caderno de Assinaturas da
Mostra Fotográfica: "Registros de um Massacre"



Cemitério Simbólico do Governo Estadual e Base aliada

Faixa do Sindicato dos Servidores da Unioeste (SINTEOESTE)
dá as boas vindas aos participantes do XV SEU.



Cemitério Simbólico do Governo Estadual e Base aliada

Cemitério Simbólico do Governo Estadual e Base aliada

* Bacharel e Licenciado em História, correspondente do Jornal Pasquim do Oeste e colaborador do projeto Brasil de Fato Paraná.



sexta-feira, 8 de maio de 2015

PROFESSORES X GOVERNO DO PARANÁ III



Servidores Estaduais se mobilizam Estado a fora!


Texto e fotos: Luciano Egidio Palagano*





O movimento dos servidores estaduais do Paraná continua a todo vapor. Hoje (08/05/2015) estão ocorrendo atos regionais em todo o Estado. Em Curitiba, esta agendado para hoje, no final da tarde, às 18:30h, no Teatro do Reitoria da UFPR, um julgamento solene com a presença de juristas de todo o país. O julgamento tem a intenção de avaliar os abusos cometidos contra os servidores, pelo governo estadual no dia 29/04.
Em Sarandi e em Maringá (norte do estado) ocorrerá um debate sobre “A Violência do governo Beto Richa e a greve da educação” às 14h no Colégio Panorama (Sarandi), e, às 16h no Parque de Exposições em Maringá, ocorre concentração dos servidores. Em diversos pontos do Estado, os jogos escolares também foram suspensos devido à mobilização dos profissionais da educação.
Em Toledo, sede do Núcleo Regional de Educação local, ocorreu hoje pela manhã um ato que contou com a presença de profissionais da educação e estudantes de diversos municípios da região. No ato, aproximadamente 150 servidores, saíram da Praça Willy Barth em passeata pelas ruas de Toledo até a sede do NRE, onde ficaram concentrados por aproximadamente meia hora com manifestações  relacionadas as reinvindicações das categorias em greve.
Por diversas vezes, no ato (que também contou com a presença de acadêmicos da UNIOESTE), o massacre ocorrido no dia 29/04 no Centro Cívico foi rememorado. Após o encerramento do ato de rua, foi comunicado que no período da tarde ocorreria outra manifestação pacífica em São José das Palmeiras, numa solenidade de inauguração de casas populares com a presença de representantes do Governo Estadual.
Estava agendado, também para hoje, um ato na abertura dos Jogos Escolares em Santa Helena (município no qual os profissionais da educação já haviam decidido boicotar os jogos escolares, apesar do fato de o mesmo sediar o evento).  Como os jogos foram suspensos (provavelmente devido as mobilizações que estão ocorrendo no estado inteiro), o ato em Santa Helena também foi suspenso, mantendo-se assim apenas o ato em São José.
Já em relação a UNIOESTE: Ontem (07/05/15) a ADUNIOESTE realizou uma assembleia com a presença de mais de 400 professores que deliberou pela continuidade da greve. Também ocorreu ontem, à exemplo do que já foi realizado em Marechal Cândido Rondon,após a Assembleia da entidade, um enterro simbólico da Gestão Beto Richa e da Bancada Governista em Cascavel. O ato contou com a presença dos professores que participaram da Assembleia da categoria.
Ocorre também, desde o dia 06/05, pelo Comando de Greve da UNIOESTE, a recolha de fotografias, filmagens e depoimentos sobre os fatos ocorridos no dia 29/04 no Centro Cívico. O Comando de greve da UNIOESTE pede que todos que tenham estado neste dia no Centro Cívico colaborem com depoimentos e cedendo arquivos de imagens e de vídeo para a entidade. Os dados levantados serão utilizados para a realização de um documentário sobre o fato que ficou conhecido como “massacre do centro cívico”.
O Comando de Greve pediu para hoje, seguindo uma indicação do Fórum das ADES e das Seções Sindicais filiadas ao ANDES/SN, a realização de uma reunião do Conselho Universitário (órgão deliberativo máximo da Universidade), onde será pautada a aprovação de que os responsáveis pelo “massacre no centro cívico”,  mais o Secretário de Ciência e Tecnologia (SETI), sejam considerados “Persona non grata” na UNIOESTE. Também será apresentada a proposta de que os Conselhos Superiores da Universidade aprovem e assinem uma Carta/Moção de repúdio aos fatos ocorridos no dia 29/04 no Centro Cívico.
Outro fato de destaque ocorrido hoje, foi a demissão do Secretário de Segurança do Estado do Paraná, desde o dia 29/04 já é a segunda “cabeça” do primeiro escalão que rola no estado, o que demonstra que o movimento dos servidores está conseguindo desestabilizar o governo, ao mesmo tempo que o Governador insiste em não admitir publicamente o erro e os abusos cometidos no dia 29/04.

Por enquanto a greve continua, a ADUNIOESTE tem uma Assembleia marcada para o dia 12/05 (Terça-feira) e não há previsão de agendamento para uma próxima Assembleia da APP-Sindicato.




* Bacharel e Licenciado em História, é servidor público do Paraná licenciado e membro do Comando de Greve Regional da APP-Sindicato/Núcleo de Toledo. Colaborador dos jornais Brasil de Fato e Pasquim do Oeste Online.