sábado, 9 de maio de 2015

FOTOGRAFIA




Porto Alegre do passado – Coletânea de fotos de 1880 a 1970

Eu adoro fotos antigas e sempre quis fazer uma coletânea de fotos antigas de Porto Alegre, que agora concretizo neste thread.

Todas as fotos aqui postadas foram digitalizadas do livro “Memória Visual de Porto Alegre 1880 – 1960”, 2ª edição, Porto Alegre: Palolotti, 2008.

As fotos publicadas no livro pertencem ao acervo de imagens do Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, em Porto Alegre.

Aproveito para solicitar àqueles que possuem fotos antigas e digitalizadas de Porto Alegre que as coloquem nesse thread também.

Abraços a todos e espero que gostem das fotos. Cada foto tem um comentário.



Foto 01 – 1888 – Foto tirada da Ilha da Pintada, mostrando a orla norte de Porto Alegre, região onde estão hoje os bairros Floresta, São Geraldo, 4º Distrito e Navegantes.


Foto 02 – 1888 – Segunda parte da Foto 01, mostrando a orla de Porto Alegre na região onde hoje está o Centro da cidade e o Cais do Porto.


Foto 03 – 1900 – Antigo cais da Praça da Alfândega em 1900. Infelizmente ele não existe mais. Essa área foi aterrada e nela hoje estão os prédios do MARGS e do Memorial do Rio Grande do Sul.


Foto 04 – Praia da Pedra Redonda no lado Guaíba, zona sul de Porto Alegre. Sem data identificada.


Foto 05 – Praia da Pedra Redonda no lado Guaíba, zona sul de Porto Alegre. Sem data identificada.


Foto 06 – 1900 – Família se refrescando na praia da Pedra Redonda no lado Guaíba, zona sul de Porto Alegre, por volta de 1900.


Foto 07 – 1911 – Barcos na região do porto no centro de Porto Alegre.


Foto 08 – 1911 – Rua dos Andradas (rua da Praia) na região da Praça da Alfândega em 1911.


Foto 09 – 1911 – Rua Marechal Floriano Peixoto, no centro de Porto Alegre, em 1911. Notem que uma das lojas se chama “Casa Negra”. Fiquei curioso para saber o que se comercializava nela.


Foto 10 – 1911 – Rua dos Andradas (rua da Praia) em 1911. Parece ser o trecho da rua da Praia entre a rua da Ladeira e a Borges de Medeiros.


Foto 11 – 1920 – Rua dos Andradas (rua da Praia) em 1920. Parece se tratar da descida da rua da Praia, entre a Praça Dom Feliciano e a rua Dr. Flores.


Foto 12 – 1920 – Avenida João Pessoa e Parque Farroupilha (Redenção) nos anos 20.


Foto 13 – 1920 – Três moças fantasiadas, provavelmente durante o carnaval de 1920.


Foto 14 – 1925 – Fonte “A Samaritana”, na Praça Montevidéu, entre 1925 e 1935. Os dois prédios ao fundo são da Prefeitura de Porto Alegre e do Mercado Público, ambos ainda existentes. A fonte foi removida para a Praça da Alfândega onde se encontra até hoje.


Foto 15 – 1930 – A rua dos Andradas (Rua da Praia) no centro de Porto Alegre nos anos 30. O prédio da esquina é do Cinema Central. Notem que há uma faixa que cruza a rua, em uma ponta amarrada no poste e a outra ponta no prédio do cinema. Na faixa, lê-se “Ella quer um millionário”, provavelmente um filme que estava passando no cinema. Nenhum desses prédios está em pé hoje. Não sei em que quadra da rua da Praia esse cinema ficava.


Foto 16 – 1930 – Praça da Alfândega em Porto Alegre nos anos 30.


Foto 17 – 1930 – Casa em estilo castelinho na rua Hilário Ribeiro na esquina com Florêncio Ygartua, no bairro Moinhos de Vento, em 1930.


Foto 18 – 1930 – Casa de Correção (entenda-se “presídio”) em 1930. Esse prédio tinha o apelido de “cadeião” e se localizava ao lado da atual Usina do Gasômetro. Infelizmente, já foi demolido.


Foto 19 – 1930 – Rua Dr. Valle, no bairro Floresta, em 1930.


Foto 20 – 1930 – Avenida Osvaldo Aranha na esquina com a rua José Bonifácio, no bairro Bom Fim, em 1930. É uma das minhas fotos favoritas neste thread. Nenhum desses prédios existe mais. Pela característica das vias, suponho que a carroça está saindo da Osvaldo Aranha e entrando na José Bonifácio. Observem que ao lado do poste há uma bomba de gasolina junto ao meio fio. Acho que não existiam postos de gasolina na época, e os carros deveriam ser raros.


Foto 21 – 1934 – Outra foto interessantíssima deste thread. Mostra o dirigível Zeppelin sobrevoando Porto Alegre em 26/06/1934. O prédio do lado esquerdo está em pé até hoje. Trata-se do Theatro São Pedro. O prédio ao lado não existe mais. No lugar dele está o Palácio de Justiça. E atrás dele, aparecendo apenas uma ponta, está o prédio da Biblioteca Pública, existente até hoje.


Foto 22 – 1935 – Foto área mostrando o Parque Farroupilha (Redenção) em 1935 por ocasião da Exposição Farroupilha, criada para celebrar o centenário do início da Revolução Farroupilha (1835-45). Os prédios que estão no meio do parque, todos em art-deco, não existem mais, infelizmente. O prédio branco no canto inferior esquerdo é o prédio do Instituto de Educação, ainda existente, felizmente. Nos fundos do parque, nota-se o prédio do Colégio Militar de Porto Alegre, ainda existente.


Foto 23 – 1937 – Esquina da Avenida Borges de Medeiros com rua Sete de Setembro no centro de Porto Alegre em novembro de 1937. O edifício moderno em art-deco é o das Lojas Guaspari. A loja faliu, mas o edifício ainda existe. À esquerda do prédio da Guaspari, o edifício neoclássico de 4 andares é o famoso Edifício Malakoff, considerado o primeiro arranha-céu porto-alegrense.


Foto 24 – 1941 – A famosa enchente de abril de 1941 na região central de Porto Alegre. Essa enchente foi o argumento para a construção do infame Muro da Mauá no final dos anos 60 e início dos anos 70, separando de vez a população do lago.


Foto 25 – 1945 – Prédio da Confeitaria Rocco, na esquina das ruas Dr. Flores e Riachuelo, no centro de Porto Alegre, em 1945. Esse prédio ainda existe e passou há pouco por uma reforma. Contudo, permanece fechado. Na minha opinião, um dos mais belos edifícios neoclássicos que resistiram ao teste do tempo no centro da cidade.


Foto 26 – 1950 – Ponte da avenida João Pessoa sobre o arroio Dilúvio durante as obras de canalização do arroio em 1950.


Foto 27 – 1950 – Ponte da avenida Getúlio Vargas sobre o arroio Dilúvio durante as obras de canalização do arroio em 1950.


Foto 28 – 1950 – Obra de canalização do arroio Dilúvio em 1950.


Foto 29 – 1950 – Obra de canalização do arroio Dilúvio em 1950.


Foto 30 – 1950 – Travessia de balsa entre Guaíba e Porto Alegre nos anos 50. Naquela época, não havia a travessia Getúlio Vargas com suas 4 pontes sobre o Delta do Jacuí (BR-116) e a única maneira de atravessar o lago em direção a Porto Alegre era nessas balsas. Por elas eram transportados todos os carros, ônibus e caminhões que vinham de Pelotas, Rio Grande, Bagé, Uruguaiana e demais cidades da zona sul do estado e região da campanha.


Foto 31 – 1950 – Fotógrafos lambe-lambes na Praça Parobé nos anos 50.


Foto 32 – 1950 – Vista aérea do centro de Porto Alegre nos anos 50. A maioria desses prédios ainda está em pé. Destaque para o prédio do Mercado Público de Porto Alegre e o da Prefeitura Nova.


Foto 33 – 1958 – Inauguração da Travessia Getúlio Vargas sobre o Delta do Jacuí em 28/12/1958, portanto, há exatos 50 anos. A ponte que aparece na foto é a ponte do Guaíba. A travessia conta com outras três pontes. A rodovia que passa por elas e o trecho comum entre as BRs 116 e 290. Por essa ponte passam todos os veículos que se dirigem à zona sul do estado, região da campanha, Uruguai, Chile e Argentina.


Foto 34 – 1959 – O aterro do Lago Guaíba em outubro de 1959. Essa é a foto mais interessante, na minha opinião, deste thread. Ela mostra o aterro onde hoje estão as avenidas Edvaldo Pereira Paiva (avenida Beira-Rio) e a Borges de Medeiro. Nesse aterro também estão hoje o Parque Marinha do Brasil, o Shopping Praia de Belas, o Centro Administrativo do Estado do Rio Grande do Sul e prédios comerciais e de hotéis.


Foto 35 – 1959 – Manifestação de populares na rua dos Andradas (rua da Praia) no dia da posse de Leonel Brizola como governador do Rio Grande do Sul em 31/01/1959.


Foto 36 – 1960 – Desfile promovido pela Legião Brasileira de Assistência na avenida Borges de Medeiros sob o viaduto da Borges em setembro de 1960.


Foto 37 – 1960 – Desfile comemorativo do feriado de 20 de Setembro na rua dos Andradas (rua da Praia) em frente à Praça da Alfândega em 20/09/1960.


Foto 38 – 1961 – Morro Santa Tereza em abril de 1961. No fundo, o centro de Porto Alegre. Perecebe-se, também o aterro do Guaíba onde hoje está o Parque Marinha do Brasil. Do seu lado direito, o bairro Menino Deus praticamente sem nenhum edifício alto. Não havia ainda o aterro onde hoje está o Parque Maurício Sirotski Sobrinho (Parque da Harmonia).


Foto 39 – 1961 – Esquina da rua dos Andradas (rua da Praia) com a rua Dr. Flores em março de 1961.


Foto 40 – 1961 – Avenida 24 de Outubro no bairro Moinhos de Vento em abril de 1961.


Foto 41 – 1964 – Desfile da semana da pátria em 06/09/1964 na Avenida Farrapos.


Foto 42 – 1965 – Construção do prédio da antiga CRT (Companhia Rio-Grandense de Telecomunicações), hoje Brasil Telecom, na esquina das avenidas Borges de Medeiros e Salgado Filho em setembro de 1965.


Foto 43 – 1969 – Construção da Estação Rodoviária Central de Porto Alegre em 1969. É aqui que hoje desembarcam todos que chegam a Porto Alegre de ônibus (intermunicipais, interestaduais e internacionais), com exceção daqueles provenientes dos municípios da Região Metropolitana de POA.


Foto 44 – 1970 – Visita do Presidente Emílio Garrastazu Médici ao Palácio Piratini em 20/10/1970. Notem ao lado do Palácio a Catedral Metropolitana de Porto Alegre ainda em fase de construção. 


Outros threads meus de Porto Alegre aqui no SSC:

Cristal
Ipanema
Tristeza e Alegria (Guaíba)
Vila Assunção


Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=783292

ELIO LINO RUSCH DIA DAS MÃES 2015




sexta-feira, 8 de maio de 2015

RPPNs - CONSERVAÇÃO EM TERRAS PRIVADAS



ENTREVISTA


Angela Pellin – Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ)


"As estratégias de conservação em terras privadas são importantíssimas quando consideramos que a maior parte do nosso território é formada por áreas privadas e que nossas áreas protegidas públicas são insuficientes para garantir a conservação da biodiversidade."
 
Foto Angela Pellin

 Angela Pellin

Bióloga, Especialista em Biologia da Conservação, Doutora em Ciências da Engenharia Ambiental

Atuou como gestora ambiental na Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso do Sul, foi coordenadora de projetos na Fundação Neotrópica do Brasil e atualmente é pesquisadora e coordenadora de projetos no IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas e docente no curso de mestrado da ESCAS - Escola de Conservação Ambiental e Sustentabilidade. Já atuou na coordenação e componente de planejamento do plano de manejo de mais de 10 UC, entre elas cinco RPPN. Também já atuou em projetos de apoio a criação de áreas protegidas, incluindo RPPN, em projetos de REDD+ e de planejamento e gestão integrada do território. Possui diversas publicações com o tema áreas protegidas, conservação em terras privadas e política ambiental. Desenvolveu seu projeto de especialização e tese de doutorado com o tema RPPN.
  
Quando você começou a atuar na área ambiental?
Comecei a atuar na área ambiental no ano de 2001 quando cursava o curso de Ciências Biológicas na Universidade Federal do Paraná e foi nessa mesma época que comecei a desenvolver estágio e trabalho voluntário na RPPN Reserva Natural Salto Morato da Fundação Grupo Boticário, que foi o meu primeiro contato com o tema.

Em qual instituição você trabalha e qual a sua função?
Sou pesquisadora e coordenadora de projetos relacionados a áreas naturais protegidas no IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e docente na ESCAS – Escola deConservação Ambiental e Sustentabilidade. Atualmente também sou Diretora Técnico-Científica da CNRPPN - Confederação Nacional de RPPN.

Na sua opinião, qual a importância das RPPN?
As estratégias de conservação em terras privadas são importantíssimas quando consideramos que a maior parte do nosso território é formada por áreas privadas e que nossas áreas protegidas públicas são insuficientes para garantir a conservação da biodiversidade. As áreas protegidas privadas possibilitam o aumento da conectividade da paisagem e oferecem uma série de serviços ambientais valiosos. Além disso, as RPPN representam oportunidades para ampliar o conhecimento de nossas áreas naturais por meio de estudos científicos e para realizar atividades turísticas, de educação ambiental e sensibilização da sociedade.
Outro aspecto bastante importante é que a figura das RPPN permite um maior compartilhamento das responsabilidades sobre a conservação da natureza em nosso país, favorecendo a participação voluntária da sociedade civil nesse processo.

Qual a principal dificuldade que os proprietários de RPPN encontram em manter sua RPPN?
O tema do meu doutorado foi a criação e gestão de RPPN no Mato Grosso do Sul e o estudo se baseou em três componentes principais: I. os desafios para a criação de RPPN, com uma análise dos processos junto aos órgãos federal e estadual, identificando os principais entraves; II. as motivações, incentivos e dificuldades enfrentadas para a criação e gestão das RPPN pelos proprietários e; III) a caracterização da eficácia da gestão dessas áreas, por meio da adaptação de uma metodologia para análise nas reservas privadas[1].
Com base nos resultados eu pude concluir que muitos são os desafios que os proprietários de RPPN têm de enfrentar. Alguns que se destacam bastante são a burocracia excessiva que dificulta a criação dessas áreas; a falta de políticas públicas de incentivo à criação e apoio a gestão, e a falta de reconhecimento da própria sociedade sobre os benefícios associados a essas unidades de conservação e; a inexperiência dos proprietários na gestão de áreas protegidas que dificulta o estabelecimento de objetivos claros para a gestão e de estratégias de manejo adequadas e torna a missão de alcançar os objetivos de manejo da UC ainda mais desafiadora.
Agravando esse quadro podemos perceber que muitas RPPN sofrem uma diversidade de pressões como caça, pesca, presença de espécies exóticas, fogo, invasões, entre outras, e contam com pouquíssimo apoio do poder público para a proteção dessas áreas. Os proprietários reconhecem essas ameaças e no caso do Mato Grosso do Sul o aumento da proteção das RPPN foi apontada por eles como sua maior prioridade.
Nesta pesquisa também se destacaram como ações prioritárias das RPPN o aumento da captação de recursos e o estabelecimento de parcerias, demonstrando que a sustentabilidade financeira também é um importante desafio a ser superado.

Você acha que faltam incentivos para a conservação de áreas particulares no Brasil?
Sem dúvida. É notória a falta de incentivos e até mesmo de reconhecimento por parte do governo às essas iniciativas. Alguns benefícios previstos pela legislação são: a isenção do ITR sobre a área; a inclusão de prioridade de análise à projetos relacionados a RPPN em outros programas oficiais, além do FNMA; a preferência na análise de pedido de concessão de crédito agrícola para as áreas produtivas da propriedade; a possibilidade das RPPN receberem recursos de compensação ambiental, pela instalação de empreendimentos com potencial de causar significativo impacto ambiental e que, portanto, devem passar por processo de licenciamento; e o apoio aos proprietário nas ações de fiscalização, proteção e repressão aos crimes ambientais por parte do IBAMA (Decreto Federal 5.746/2006). No entanto, com exceção da isenção sobre o ITR, os demais incentivos previstos pela legislação não vêm sendo cumpridos de forma adequada. Além disso, os valores de ITR não são altos, e portanto, este não tem sido considerado um benefício atrativo pela maioria dos proprietários.
Outro problema é a baixa representatividade da categoria nos cadastros oficiais nacionais e internacionais prejudicando o acompanhamento dos avanços relacionados a essas áreas e seu monitoramento. Seria muito desejável que o poder público empreendesse mais esforços na aproximação com os proprietários, monitoramento dessas iniciativas e ampliação das informações sobre as RPPN nesses bancos de dados oficiais.
Para suprir essas deficiências, organizações não governamentais tem se esforçado para apoiar a criação e gestão dessas áreas no país, mas essas iniciativas ainda são pontuais e restritas a algumas regiões. As associações de proprietários também exercem um papel importante no apoio às RPPN, auxiliando os proprietários no processo de criação, na busca por parcerias e recursos para gestão, na divulgação e fortalecimento das RPPN, na capacitação e troca de experiências entre os associados, e melhorando a articulação e negociação com os órgãos ambientais. No entanto, essas associações também enfrentam diversos desafios relacionados a sua sustentabilidade e definição de planos de ação mais estratégicos.

Qual o principal motivo que leva um proprietário a criar uma RPPN?
Uma publicação recente da IUCN[2] listou algumas motivações para a conservação de terras privadas ao redor do mundo e creio que são similares às encontradas no Brasil. São elas: o desejo de deixar um legado para as futuras gerações, filantropia, motivações econômicas, como resultado de mobilizações sociais e programas de apoio a criação em áreas relevantes, para proteção de sítios sagrados e prevenção de mudanças de uso da terra.
No Brasil não existem estudos amplos sobre essas motivações mas os resultados do meu doutorado indicaram que para os proprietários do Mato Grosso do Sul a conservação de espécies e ecossistemas foi a principal delas, citada por 79% dos 34 entrevistados. A satisfação pessoal em contribuir com a conservação de ambientes naturais e em saber que seus filhos e netos teriam a possibilidade de conhecer e desfrutar do local que transformaram em RPPN foi citada por 32% deles. Apesar das motivações conservacionistas terem se destacado neste estudo, a variável econômica foi considerada como fator de decisão por 55% dos entrevistados, mesmo que de forma associada à conservação ou satisfação pessoal.

Você conhece algum modelo de gestão desenvolvido em RPPN?
Os resultados do meu doutorado indicaram que no Mato Grosso do Sul as RPPN que apresentam os melhores índices de eficácia de gestão são as pertencentes às organizações não governamentais, o que se deve ao fato de geralmente estas áreas contarem com mais recursos e profissionais com maior conhecimento sobre gestão. Outro destaque em relação à gestão foram as RPPN da região da Serra da Bodoquena, que compõem circuitos turísticos consolidados nos municípios de Bonito e Jardim.
Creio que não é difícil encontrar exemplos de boa gestão de RPPN geridas por ONGs ou empresas no Brasil, o grande desafio é extrapolar isso para as áreas geridas por pessoa física que contam, em via de regra, com menos suporte e conhecimento sobre o tema.

Como você avalia o movimento RPPNista no Brasil?
Eu acho que os resultados já alcançados pelo movimento RPPNista no Brasil são fantásticos. A inclusão das RPPN no sistema oficial de áreas protegidas do país, a legislação que temos sobre o tema e os números de áreas protegidas por essa categoria que superam 1.100 reservas criadas, protegendo cerca de 700.000 hectares tornaram nosso país uma referência internacional em conservação de terras privadas.
A despeito de todas as dificuldades que já conhecemos para criação e gestão dessas áreas e da falta de benefícios e programas de apoio às RPPN temos várias centenas de proprietários que voluntariamente estão doando parte de suas propriedades e do seu tempo para contribuir com a conservação da biodiversidade no país e isso é algo muito expressivo. No entanto, não posso deixar de imaginar que este movimento poderia alcançar proporções ainda maiores se fossem estabelecidos bons programas de apoio aos proprietários que incluíssem mais benefícios, incentivassem a criação dessas áreas e auxiliassem a sua proteção e gestão.
Creio que hoje, após um crescimento tão grande da rede de RPPN no país, estamos em uma fase de consolidação da gestão dessas áreas e de estabelecimento de estratégias mais amplas de monitoramento e avaliação do seu manejo. Dessa forma, será possível compreender melhor os benefícios gerados por essas iniciativas, a real contribuição para a conservação da biodiversidade que proporcionam, e traçar estratégias adequadas de incentivo para a expansão dessa categoria de UC no país.

Quais são suas expectativas com relação às RPPN no Brasil?
O que vemos hoje no país é uma tentativa, por parte dos proprietários de RPPN e dos simpatizantes desse movimento, de consolidar cada vez essa categoria de UC e ampliar o reconhecimento do valor dessas áreas por parte de toda a sociedade. Isso tem relação, em certa medida, com o estabelecimento de maiores incentivos para a conservação voluntária em terras privadas mas também com uma maior valorização dessas iniciativas.
Acredito que o simples cumprimento dos benefícios já previstos pela legislação brasileira já seria um avanço e contribuiria para ampliar a rede de RPPN e para melhorar a gestão dessas áreas. No entanto, outras possibilidades de incentivos poderiam ser exploradas como o beneficiamento dos proprietários com recursos de ICMS ecológico, priorização na comercialização de cotas de reserva legal para as RPPN que possuam áreas excedentes ao previsto por lei, estratégias relacionadas ao pagamento por serviços ambientais, mecanismos de doação, etc.
Vale ressaltar que os benefícios econômicos são importantes, mas outras medidas de apoio e incentivo mais simples poderiam ser bastante profícuas. Durante a pesquisa do meu doutorado verifiquei que no Mato Grosso do Sul o principal benefício que a maioria dos entrevistados gostaria de receber seria o aumento da proteção sobre a área declarada RPPN. Outros possíveis benefícios poderiam ser: a maior valorização destes proprietários, reconhecendo publicamente a importante de suas iniciativas; a facilitação da participação destes em fóruns de discussão sobre o tema, mais disponibilização das informações geradas pelo poder público de forma a contribuir com as decisões sobre a gestão destas áreas e o oferecimento de assistência técnica e capacitação.

Avançar na discussão desses temas é fundamental para que seja possível ampliar o movimento RPPNista no Brasil e para isso a Confederação Nacional de RPPN e associações tem um papel importante como articuladoras e animadoras desse processo.

Alguma observação que gostaria de comentar?
É evidente que os desafios para criar a manter reservas particulares no Brasil são muitos, mas a despeito disso o país já alcança um número muito expressivo de RPPNs criadas que, juntas, protegem centenas de milhares de hectares de áreas naturais. Um dos resultados do meu doutorado que chamou bastante atenção foi que, mesmo diante de todas as dificuldades, 85% dos proprietários de RPPNs alegaram estar muito satisfeitos com a criação das áreas, o que demonstra que para a maioria deles, a satisfação de contribuir com essa causa supera os possíveis problemas.
Para encerrar gostaria de parabenizar a equipe do RPPN Web pela iniciativa de disponibilizar esse canal de disseminação de informações sobre RPPNs e de interlocução entre proprietários e interessados no tema.


Arquivo disponível para download:



[1] Avaliação dos aspectos relacionados à criação e manejo de Reservas Particulares do Patrimônio Natural no Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil.
[2]Uma das publicações mais abrangentes já feitas sobre o tema a nível mundial, discute o conceito de áreas protegida privadas, apresenta as características dessas áreas em diferentes países, aborda sua importância para a conservação e os principais desafios enfrentados por seus proprietários. Também traz recomendações para a expansão e fortalecimento dessas iniciativas.http://www.iucn.org/about/work/programmes/gpap_home/gpap_capacity2/gpap_techseries/?18399/The-Futures-of-Privately-Protected-Areas

Fonte: http://www.rppnweb.com/site_rppn/index.php/entrevistas/286-angela-pellin

ADEMIR BIER DIA DAS MÃES 2015





PROFESSORES X GOVERNO DO PARANÁ III



Servidores Estaduais se mobilizam Estado a fora!


Texto e fotos: Luciano Egidio Palagano*





O movimento dos servidores estaduais do Paraná continua a todo vapor. Hoje (08/05/2015) estão ocorrendo atos regionais em todo o Estado. Em Curitiba, esta agendado para hoje, no final da tarde, às 18:30h, no Teatro do Reitoria da UFPR, um julgamento solene com a presença de juristas de todo o país. O julgamento tem a intenção de avaliar os abusos cometidos contra os servidores, pelo governo estadual no dia 29/04.
Em Sarandi e em Maringá (norte do estado) ocorrerá um debate sobre “A Violência do governo Beto Richa e a greve da educação” às 14h no Colégio Panorama (Sarandi), e, às 16h no Parque de Exposições em Maringá, ocorre concentração dos servidores. Em diversos pontos do Estado, os jogos escolares também foram suspensos devido à mobilização dos profissionais da educação.
Em Toledo, sede do Núcleo Regional de Educação local, ocorreu hoje pela manhã um ato que contou com a presença de profissionais da educação e estudantes de diversos municípios da região. No ato, aproximadamente 150 servidores, saíram da Praça Willy Barth em passeata pelas ruas de Toledo até a sede do NRE, onde ficaram concentrados por aproximadamente meia hora com manifestações  relacionadas as reinvindicações das categorias em greve.
Por diversas vezes, no ato (que também contou com a presença de acadêmicos da UNIOESTE), o massacre ocorrido no dia 29/04 no Centro Cívico foi rememorado. Após o encerramento do ato de rua, foi comunicado que no período da tarde ocorreria outra manifestação pacífica em São José das Palmeiras, numa solenidade de inauguração de casas populares com a presença de representantes do Governo Estadual.
Estava agendado, também para hoje, um ato na abertura dos Jogos Escolares em Santa Helena (município no qual os profissionais da educação já haviam decidido boicotar os jogos escolares, apesar do fato de o mesmo sediar o evento).  Como os jogos foram suspensos (provavelmente devido as mobilizações que estão ocorrendo no estado inteiro), o ato em Santa Helena também foi suspenso, mantendo-se assim apenas o ato em São José.
Já em relação a UNIOESTE: Ontem (07/05/15) a ADUNIOESTE realizou uma assembleia com a presença de mais de 400 professores que deliberou pela continuidade da greve. Também ocorreu ontem, à exemplo do que já foi realizado em Marechal Cândido Rondon,após a Assembleia da entidade, um enterro simbólico da Gestão Beto Richa e da Bancada Governista em Cascavel. O ato contou com a presença dos professores que participaram da Assembleia da categoria.
Ocorre também, desde o dia 06/05, pelo Comando de Greve da UNIOESTE, a recolha de fotografias, filmagens e depoimentos sobre os fatos ocorridos no dia 29/04 no Centro Cívico. O Comando de greve da UNIOESTE pede que todos que tenham estado neste dia no Centro Cívico colaborem com depoimentos e cedendo arquivos de imagens e de vídeo para a entidade. Os dados levantados serão utilizados para a realização de um documentário sobre o fato que ficou conhecido como “massacre do centro cívico”.
O Comando de Greve pediu para hoje, seguindo uma indicação do Fórum das ADES e das Seções Sindicais filiadas ao ANDES/SN, a realização de uma reunião do Conselho Universitário (órgão deliberativo máximo da Universidade), onde será pautada a aprovação de que os responsáveis pelo “massacre no centro cívico”,  mais o Secretário de Ciência e Tecnologia (SETI), sejam considerados “Persona non grata” na UNIOESTE. Também será apresentada a proposta de que os Conselhos Superiores da Universidade aprovem e assinem uma Carta/Moção de repúdio aos fatos ocorridos no dia 29/04 no Centro Cívico.
Outro fato de destaque ocorrido hoje, foi a demissão do Secretário de Segurança do Estado do Paraná, desde o dia 29/04 já é a segunda “cabeça” do primeiro escalão que rola no estado, o que demonstra que o movimento dos servidores está conseguindo desestabilizar o governo, ao mesmo tempo que o Governador insiste em não admitir publicamente o erro e os abusos cometidos no dia 29/04.

Por enquanto a greve continua, a ADUNIOESTE tem uma Assembleia marcada para o dia 12/05 (Terça-feira) e não há previsão de agendamento para uma próxima Assembleia da APP-Sindicato.




* Bacharel e Licenciado em História, é servidor público do Paraná licenciado e membro do Comando de Greve Regional da APP-Sindicato/Núcleo de Toledo. Colaborador dos jornais Brasil de Fato e Pasquim do Oeste Online.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

ENTERRO SIMBÓLICO



Enterro Político da gestão Beto Richa será realizado amanhã em Marechal Cândido Rondon


por Luciano Egidio Palagano*

Ocorreu na tarde de hoje (04/05/15) uma reunião no Campus da Unioeste de Marechal Cândido Rondon, a reunião convocada pela Associação de Docentes da Unioeste (ADUNIOESTE) reuniu professores, servidores e alunos e teve como objetivo analisar e debater a greve dos servidores do estado do Paraná.
Reunião convocada pela ADUNIOESTE reúne Professores, Estudantes e Servidores
 no Campus de Marechal  Cândido Rondon.

Após uma avaliação do ocorrido no dia 29/04 (data em que os servidores estaduais foram duramente reprimidos pelo choque a mando do presidente da Assembleia Legislativa e do Governador),  onde várias manifestações foram no sentido da barbárie do ocorrido, apresentaram-se algumas propostas de ação à serem realizadas até o dia da Assembleia Geral da ADUNIOESTE (07/05/15), dentre as propostas de mobilização imediata foram aprovadas:
  • Ato simbólico de “Enterro Politico do Governo Richa e da Bancada Governista”, onde os servidores irão se concentrar na UNIOESTE a partir das 09 horas e 30 minutos  e seguir em cortejo fúnebre com cruzes e um caixão até a rotatória do cruzamento das Avenidas Maripá e Rio Grande do Sul em Marechal Cândido Rondon.
  • Exposição falada do chamado “Massacre do Centro Cívico” na sessão da Câmara de vereadores de Marechal Cândido Rondon. Na sessão de hoje, 04/05/15, o professor Gilberto Calil fez uma exposição de 15 minutos na tribuna da Câmara de Vereadores para expor os fatos ocorridos em Curitiba e ao mesmo tempo solicitar apoio da Câmara de Vereadores a demanda dos servidores estaduais.
Ainda durante a reunião, o Professor Zonin questionou por que a UNIOESTE ainda não havia se posicionado oficialmente (no exemplo das demais IES paranaenses) em repúdio ao ocorrido no dia 20/04.
Durante a sessão da Câmara de Vereadores, foi aprovado um requerimento à ser encaminhado para o Comandante da Policia Militar do Paraná, ao Governador Beto Richa, ao Presidente da Assembleia Legislativa e aos Deputados Estaduais, pedindo explicações sobre o “Massacre do Centro Cívico”.
Professor Gilberto Calil do Comando de Greve da ADUNIOESTE
relatando os fatos ocorridos no dia 29/04/2015 no Centro Cívico

Também foi aprovado na sessão um requerimento do vereador Marcio Rauber, solicitando ao Ministério da Previdência Social (MPS) que não homologue e nem certifique a mudança aprovada na Previdência dos Servidores Estaduais.
Ainda durante a reunião dos servidores, professores e estudantes do Campus da UNIOESTE de Marechal Cândido Rondon, que não tinha caráter deliberativo, houve a indicação de manter a continuação da Greve uma vez, que na avaliação dos mesmos, o conflito entre o Governo do Estado do Paraná e os Servidores Estaduais ainda está longe de ser resolvido.
O Fórum das Associações de Docentes do Ensino Superior também se posicionou por indicar aos Sindicatos das Universidades a necessidade da continuação do movimento grevista, neste caminho já seguiram outras universidades como a UEPG, que já realizaram suas assembleias e deliberaram pela continuidade da greve.
A ADUNIOESTE tem assembleia geral marcada para o dia 07/05 em Cascavel, onde a categoria deliberará pela continuidade ou não da greve, e em relação ao ato à ser realizado amanhã (05/05/15), os professores Vagner Moreira e Gilberto Calil, do comando de Greve da ADUNIOESTE, convidaram a população a somar-se ao ato, em repúdio ao ocorrido no Centro Civico e em apoio a Universidade.
Quanto a APP – Sindicato, esta tem Assembleia convocada para amanhã a tarde em Curitiba, onde a categoria também vai deliberar pela continuidade ou não do movimento.


* Bacharel e Licenciado em História, é servidor público do Paraná licenciado e membro do Comando de Greve Regional da APP-Sindicato/Núcleo de Toledo. Colaborador dos jornais Brasil de Fato e Pasquim do Oeste Online.

sábado, 2 de maio de 2015

O BONDE DA HISTÓRIA



E o Bonde da História continua andando:
O Massacre do Centro Cívico!

por Luciano E. Palagano

O confronto teve inicio à meia tarde. Segundo algumas informações, alguns servidores mais exaltados tentaram individualmente abrir a primeira barreira de contenção, e algo que poderia ser impedido sem violência se transformou no catalisador que deu inicio há uma verdadeira “batalha”, se é que se pode chamar de “batalha” um confronto onde existe uma diferença gritante entre a possibilidade de agressão entre os lados envolvidos.
Estamos falando de uma “batalha” onde um dos lados (servidores) tinha às mãos: bandeiras, pedras, paus, objetos como cadeiras de plastico e a voz, em contra partida o outro lado (Policiais) tinha a disposição: 2 helicópteros, escopetas, escudos, máscaras contra gás, capacetes, um estoque enorme de bombas de gás lacrimogeneo e de efeito moral, gás de pimenta, carro de choque, esguicho do corpo de bombeiros e resolução de cumprir as ordens. E as ordens eram: dispersar os servidores para que a Sessão na Assembleia pudesse ocorrer.
Não tivemos uma “batalha”, o Centro Cívico se transformou em uma Zona de Guerra, mas não houve “batalha”, houve um massacre.
Ao canto de palavras de ordem alguns servidores incentivavam a resistência dos colegas que tentavam se desviar das bombas de gás lacrimogeneo a medida que recuavam, e por mais que as pessoas recuassem, as bombas continuavam a cair.
Sim. O termo é este: Cair! Por que elas não vinham só do chão lançadas com granadeiros, elas vinham do alto dos prédios, e aparentemente, até mesmo dos helicópteros que sobrevoavam o Centro Cívico. No momento, em que eu tecia as palavras que dariam origem a este texto, eu o fazia ao som de bombas, e ouvia alguns repórteres dizerem que os servidores (alguns) estão lançando pedras na direção do pátio da Assembleia. Mas, o que são algumas pedras em face do bombardeio que estavamos vendo ocorrer naquele momento? Nada!
Até por que as pedras estavam sendo lançadas em revide, ou seja, como defesa e não como ataque.
Vários servidores ficaram feridos e perdidos em meio ao gás das bombas, ao que parece até mesmo um cadeirante que não conseguia sair do local. Os demais servidores tentavam resgatar estas pessoas mas eram impedidas pelo choque, que a cada passo dos servidores em direção aos feridos, lançava mais bombas.
Enquanto todos estes fatos ocorriam, os deputados, isolados e protegidos dentro da Assembleia votavam o ataque à Previdência dos servidores. O ataque continuava, o ataque de dentro e o ataque de fora. O ataque da lei e o ataque das bombas!
Nem mesmo a presença de uma senadora no caminhão do sindicato impediu a continuidade da violência!
O caminhão de choque avançava conforme os soldados iam arremessando bombas e atirando na multidão, os dirigentes do sindicato gritavam questionando exasperados com a violência das ações:
_ “Vai atacar a prefeitura? O Governo do Estado vai atacar a prefeitura de Curitiba?” - muitos feridos estavam alojados dentro da prefeitura recebendo atendimento.
O som das bombas vibrava nos tímpanos, a fumaça do gás lacrimogeneo levada pelo vento, se espalhava por todo o Centro Cívico, não fazendo distinção entre manifestantes, PM's, Repórteres, a população que passava ou as Crianças da Creche ao lado. Impregnava os olhos e invadia as narinas de todos, com exceção do choque que usava máscaras.
Enquanto isso, os deputados (os da oposição em uma situação similar ao cárcere privado) continuavam a sessão. Nos dois espaços os ecos de um ataque reverberavam, dentro da ALEP causado por vozes inflamadas e fora por bombas e tiros.
Saldo do Massacre do Centro Cívico:
·             Mais de 200 servidores atendidos com ferimentos (faço questão de colocar o termo atendidos, por que muitos nem sequer foram atendidos, e logo não entraram na contagem oficial),
·             Um deputado da Oposição atacado por um cão policial (Deputado Rasca - PV)
·             Um cinegrafista atacado por um cão policial
·             O governo insiste em 20 policiais feridos, mas este que escreve viu apenas 02 sendo atendidos no pátio da ALEP.
·             Um projeto que ataca a Previdência dos Servidores aprovado com violência, truculência e atitudes dignas da ditadura.
·             Uma nova data que marca mais uma etapa do histórico de violência com que o Estado do Paraná trata os trabalhadores. Ambas engendradas e executadas por governos da Direita.
·             E falando em ditatura, o governador Beto Richa (PSDB) passa a oficializar mais uma de suas alcunhas: Ditador.
O projeto, com toda a truculência utilizada, foi aprovado, mas os servidores não desistirão tão fácil, a greve continua e neste momento (em que escrevo o texto) as direções das entidades que representam os servidores avaliam a situação. O que fazer? Quais serão os próximos passos? Estas são perguntas que estão sendo pensadas e cujas respostas estão sendo construídas.
A APP-SINDICATO esta convocando para o dia 05 de Maio um Ato Público Estadual com concentração a partir das 09h da manhã na praça 19 de Dezembro com caminhada até a ALEP e Assembleia Geral da categoria às 15h (local ainda a definir).
Desde o início de todo este processo eu já escrevi três textos sobre o mesmo, ambos podem ser acessados através destes links distribuídos em ordem cronológica:
Neste link você tem acesso a nota da APP-SINDICATO sobre o ocorrido no Centro Cívico:
O texto presente é apenas a descrição de mais uma etapa de um processo muito maior e longo, aguardemos para ver o final desta História, que graças ao governo do estado Paraná esta se transformando em um conto de Terror e Drama”
























Marechal Cândido Rondon – PR 30/04/2015


Luciano Egidio Palagano – Licenciado e Bacharel em História, Servidor Público do Paraná, Membro do Comando de Greve Regional da APP-Sindicato/Núcleo de Toledo e colaborador dos Jornais Brasil de Fato e Pasquim do Oeste Online.